30/07/2010   RSS posts: 1750comentários: 3.526 updaters: 568
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CEO por acaso: quando dá certo é uma exceção

 

carreira

Em meio a uma aula que dei recentemente no MBA no FGV, um aluno me perguntou: Professor, como o senhor se tornou CEO? Respondi: - Virei CEO por acaso. Perplexo, o aluno queria saber de que forma tinha acontecido. Eu mesmo, apesar de ter sido promovido sem esperar, reconheço que sou uma exceção e comecei a relatar esse episódio tão marcante na minha vida. 

Tudo teve início no final de 2000. Revisando as demonstrações contábeis de uma das maiores empresas de comunicação do país, com ações cotadas em Nova York, toca meu celular e era o presidente da Ernst & Young, meu chefe. Eis que ele me pergunta:  - O que você está imaginando fazer da vida? Eu disse: - Estou pensando em morar em Nova York, cuidar do marketing internacional da empresa ou em ajudar as operações de Portugal que precisam de uma reestruturação. Acredito que posso agregar valor e levar minha experiência.

Naquela época, eu era multitarefa: atuava como sócio responsável pelas operações da região Norte (que compreendia ainda o Estado do Rio de Janeiro e a região Nordeste), tinha vários clientes importantes, representava a empresa na CVM, era diretor de marketing nacional. Foi então que ele me disse para ficar aqui no Brasil e disparou: - Que tal você ser o presidente da firma? Surpreso, respondi: ­ - Eu­? Ele rebateu:  - É. Você sabe que em 1995, quando a sociedade me convidou para ser presidente, eu não queria porque não me achava preparado?

Comentei que naquele momento eu o achava o melhor candidato e não havia errado. Muito pelo contrário, estava satisfeito com a sua liderança.  Essa história, inclusive, está contada no meu livro “Você Não Tem de Ceder”, Editora Campus. Aí, ele reforçou os argumentos de que eu era “O” melhor candidato, o melhor sócio para substituí-lo, porque ele precisava deixar a direção da empresa em cumprimento ao regulamento. Depois de ouvi-lo, falei:  - Como você sabe, não era minha intenção ser presidente, por essa razão, não havia pensado nisso, mas me dê um tempo para refletir um pouco sobre o assunto. Passado uns três dias, retornei a ligação e disse:  - Vamos seguir em frente. 

Seguir em frente significou conduzir um processo de sucessão, apresentando um nome à sociedade. Nas grandes empresas de serviços profissionais, os cargos de direção são eleitos pelos pares. Foi feita a votação, não apareceu outro candidato e eu fui eleito. Foi um aprendizado muito grande para mim, embora já tivesse uma larga experiência como sócio, como responsável por uma área importante e por minha atuação internacional. Juntei essa bagagem toda e apliquei nessa nova incumbência, como presidente da firma no Brasil e, posteriormente, na América do Sul.

Fui bem sucedido, mas considero que me tornei CEO por acaso. Posso dizer que o poder literalmente caiu no meu colo. Não planejei minha vida para ser CEO e nem me preparei para isso. Não recebi nenhum coaching, nem orientação alguma para ser presidente. Usei minha intuição. Quando fui convidado pelo presidente e me sentindo capacitado para aceitar o convite, simplesmente disse sim. Meu desempenho, minhas conquistas e os erros que cometi confirmam que de fato tomei a decisão correta.  Agora, o meu caso é uma exceção que justifica a regra. Como disse ao aluno do MBA, o líder precisa preparar seu sucessor.

Ele é falível, pode perder a sucessão, pode estar numa situação em que é necessária sua substituição por vários motivos. Então, ele precisa ter, pelo menos, de duas a três pessoas em condição a substituí-lo. Aí, cabe a ele fazer um hunting dessas pessoas e deixar isso por escrito. Não é incomum, por exemplo, em empresa de serviços, um consultor jurídico manter em  cofre uma carta em que o atual presidente ou líder indica três pessoas na linha de sucessão.

O líder precisa preparar seu sucessor e o candidato a ser líder precisa ser preparado. Quero ressaltar que primeiro, ele deve ser informado que é um candidato à cadeira de presidente. Segundo, ser treinado para assumir a função de liderança. A grande maioria não está preparada para assumir o cargo. Então, é preciso aprimorar competências que vão fazer dele um presidente campeão.

CEO por acaso quando dá certo é uma exceção. Foi uma sorte, um acontecimento inesperado. Esse tipo de cargo, que é de extrema relevância, exige preparação prévia.

Trate a TI como Ativo de Valor

O valor da TI geralmente está escondido. Justamente por isso, parece que não tem. Custos, despesas e complicações são palavras mais associadas à TI nas empresas, principalmente por quem não entende nada de TI; ou seja, todos os outros executivos pares e chefes do CIO (com raras exceções).

Os CIOs, em sua grande maioria, não foram treinados para  pensar negócios de forma mais ampla. Justamente por isso – e ainda mais agora, que respondem aos CFOs (que também não entendem de TI) – acabam aceitando métricas insustentáveis para tentar justificar os resultados em seus projetos de TI que, na visão da empresa toda, consomem um monte dinheiro, demoram muito para ficar prontos e, quer saber, no final nunca ficam como deveriam. Os CIOs aceitam o que não deveriam. E são julgados sob a lente da ignorância alheia, geralmente movida por uma percepção simplória, helpdeskiana, do que é e de como se faz TI.

Resultado é diferente de valor. Todos deveriam saber disso. Diretores de TI, Marketing e RH mais ainda. Para sua própria sobrevivência. Mas CIOs, no geral, não são bons de comunicação e expressão…

Resultado é algo tangível, que se entrega no curto prazo e que se contabiliza em caixa de forma direta. Valor é algo geralmente intangível, mais de longo prazo, que se demonstra em valuations, simulações, comparações e balanços.

Resultado gera o caixa para empresa existir hoje. Valor gera a capacidade da empresa em gerar caixa no futuro e, portanto, existir no futuro. Um não vive sem o outro. TI poucas vezes gera resultado; mas quase sempre gera – e protege – valor.

Leia aqui minha análise e diga se concorda ou não…

O antimarketing da Ferrari

A atitude da Ferrari em dar ordens para que seus pilotos troquem de posição durante o Grande Prêmio da Alemanha de Fórmula 1 se provou um desserviço ao esporte e um grande erro de Marketing. Pela segunda vez, a equipe italiana dá combustível para a ira de torcedores, que se voltam contra a sua marca, as de seus patrocinadores e da própria Fórmula 1.

Em 2002, no Grande Prêmio da Áustria, a equipe e os seus pilotos saíram do autódromo debaixo de vaias. Desta vez, a plateia ecoou no mundo inteiro com as redes sociais. A própria organizadora da competição fez questão de mostrar a enganação que esses ditos profissionais promoveram. Escancarado ou por trás das cortinas, é certo que ninguém gosta de ser enganado. E foi isso que a Ferrari fez mais uma vez.

Chamou seus consumidores de palhaços em rede mundial. Consumidores porque, além dos que pagaram para ver a corrida ao vivo, há milhões de pessoas que assistem pela TV. São essas pessoas que dão audiência. E é audiência, exposição e associação de marca que os patrocinadores compram, entre outros. Nenhuma marca gostaria de estar ligada a uma situação destas, gostaria?

É claro que a mítica da Ferrari sai pouco ou quase nada arranhada disso tudo. Quem sempre sonhou em ter uma na garagem vai continuar cultivando a imagem do cavalinho. O buzz negativo, no entanto, é difícil de calcular. Certamente, a marca sofre no longo prazo. Principalmente outras menos fortes como a própria Fórmula 1. Mesmo sendo também um negócio, qualquer esporte vive de torcedores. Sem eles não há patrocinador, dinheiro, ou competição. E o torcedor, consumidor em alguma hora, está farto de ser enganado.

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Falta de tempo ou desculpa?

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“Quem quer faz, quem não quer arruma uma desculpa”. É com essa frase que o consultor Christian Barbosa, especialista em gestão do tempo, define aqueles que sempre encontram uma justificava para ações não realizadas. Seja adiar o projeto de melhorar a fluência no inglês ou aquele antigo sonho de entrar na academia. Será mesmo que o tempo é o grande vilão da vida moderna?

Para ele que foi vítima de seus próprios maus hábitos, chegando a ter um tumor benigno resultado de uma rotina para lá de desgastante, o tempo pode representar um grande aliado. Ter qualidade de vida, não significa abdicar de promoções na carreira, mas de estabelecer prioridades.

Aos 30 anos, Barbosa trabalha dez horas por dia, vai à academia duas vezes por semana, dá palestras pelo Brasil afora, atualiza seu blog e redes sociais e ainda encontra tempo para cuidar dos dois filhos. Divide seu tempo entre São Paulo, Santos e Nova York, onde mantêm as três unidades de sua consultoria, a Triad do Tempo. Sua metodologia ficou tão conhecida que se transformou em livro, a Tríade do Tempo (Editora Campus).

Veja abaixo trechos de entrevista que Christian Barbosa me concedeu:

As pessoas sempre reclamam que falta tempo. Como arrumar tempo em meio à falta de tempo nesse mundo tão corrido?

As pessoas continuam com o discurso de que não sobra tempo. Costumo dizer que quem quer faz, quem não quer arruma uma desculpa. Seria uma inverdade se estivéssemos na época da escravidão. Como escravo, o tempo não é seu. O que não acontece hoje. As pessoas costumam dizer: “Ah, meu chefe controla meu tempo”. Esquecem, no entanto, que o tempo é algo que elas mesmas precisam negociar.  Vejo isso também acontecer na vida pessoal.

Você pode citar alguns exemplos?

Sim. Costumo ver gente falando que não tem tempo para ir à academia ou fazer inglês. Agora, se o médico dissesse que você vai morrer se não mudar, certamente colocaria o tempo como prioridade. Minha própria história de vida é um retrato do que quero dizer. Abri uma empresa muito cedo, aos 14 anos, que cresceu muito rapidamente. Aos 18, confesso que vinha trabalhando demais e no limite do estresse. Resultado fui parar no médico. Descobri que estava com uma úlcera, além de um tumor benigno. O médico me disse que era questão de vida ou morte. Vi que tinha chegado ao fim do poço. Aí, então, pensei: preciso mudar.

Tem muita gente que é expert em fazer várias coisas ao mesmo tempo. Essa falta de foco não seria um grande vilão da produtividade?

Estudos mostram que profissionais multitarefa gastam de 30% a 40% mais de tempo para fazer suas várias atividades. É uma ilusão achar que é possível tudo ao mesmo tempo. A produtividade cai e há uma perda de desempenho. Ser multitarefa não é algo que considero positivo. Por isso, defendo a importância de se ter um planejamento. Mesmo quem trabalha 12 horas por dia pode ganhar, por exemplo, duas horas e ficar com a família. Mas tudo vai depender de como você planeja a rotina do seu dia a dia.

As empresas no Brasil já acordaram para a realidade de que é necessário os funcionários administrarem melhor o seu tempo?

Sim, embora as ações ainda sejam incipientes. Alguns presidentes de empresa me ligam querendo adotar uma estratégia mais eficaz, movimento que tem chegado até nos conselhos.  Agora, nos EUA essa preocupação é de fato latente. Os problemas com produtividade começaram a aparecer diante do volume de urgência. Reuniões mal feitas geram gastos de milhões de dólares. Para as empresas, tempo é dinheiro.

O que você considera como um dos grandes vilões de tempo nas empresas e para as pessoas?

Nas empresas, o excesso de reuniões, e-mails, senso de urgência e a falta de método de produtividade. Para as pessoas, a internet, as interrupções (pessoas, celular, etc), redes sociais e falta de método de produtividade.

Barthoc, o robô que aprende

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Ele não se parece conosco, nem corpo tem, mas, mesmo assim, sua curiosidade e a construção de memória me dão MEDO!

Dessa vez, invenção alemã, não japonesa.

Tratem de ir pensando aí no que está por vir.

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Sobre a transgressão

jubarteSomos criados sob o hedge de que transgredir é crime, pecado ou proibido. Mas o que seria o ato de inovar? Não seria transgredir?

Sou da opinião que a transgressão seja algo absolutamente necessário para o desenvolvimento humano, caso contrário não evoluímos como sociedade e como indivíduos. Inovar nada mais é do que transgredir o que está estabelecido, em alguns casos, há séculos. A arte, em seus diversos tipos de manifestação, está constantemente transgredindo, provocando, tirando as pessoas da zona de conforto e muitas vezes trazendo para realidades diferentes.

Maquiar fotografias de ídolos com pó de cocaina, como fez Oiticica em 1973 pode conter em si alguma mensagem de rebeldia, mas são legítimos gestos de liberdade individual que provocam, transgridem, embora o efeito seja momentâneo e limitado. Defendo que nem sempre transgredir é fazer apologia a desordem, ao contrário, considero a transgressão algo absolutamente necessário, mesmo que isto signifique ficar nu em um museu.

Clique aqui e leia o artigo completo.

Erros de marketing

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É errando que se aprende. Ouvimos essa expressão desde criança, e constatamos que é a pura realidade também no mundo dos negócios.

Há quem prefira não arriscar pra não errar. E há os que aceitam errar, desde que o problema seja identificado e solucionado rapidamente.

Já que é tão difícil aprender, que tal tirar lições com os “delizes” dos outros?
Leia mais sobre alguns (possíveis) erros de marketing:

- E se a Microsoft fizesse a embalagem do iPod?

- Bom Bril critica esponjas, mas vende esponjas

- Os 10 maiores recalls de veículos do ano

- Exageros que lembram as facas Ginsu

- Propaganda da Epson idêntica a da Dove

- Como NÃO apresentar um novo logo para Copa

- Volvo e Audi passam muita vergonha

Veja mais erros e comentários sobre marketing seguindo o nosso twitter: @errosdemkt

Inovação Aberta em Gestão 2.0

Pessoal,

no ótimo post que a minha amiga Adriana Salles Gomes fez sobre o uso de inovação aberta para resolver o conflito Israel X Palestina(leia mais sobre isso aqui), o Thiago de Assis citou outra iniciativa de inovação aberta voltada para a re-invenção do management (Gestão 2.0) liderado por pensadores como o próprio Gary Hamel, que foi o lider do grupo de renegados que criou os 25 desafios da Gestão 2.0 (Moon Shots for management) (leia mais sobre isso aqui).

Essa iniciativa está reunida no site MIX - Management Inovation eXchange (clique aqui para acessar). A idéia é colocar o desafio urgente de reinventar a gestão para o século XXI como sendo tarefa de todos. Você não precisa ser um Guru ou um CEO - ou mesmo ser um “gerente” - para ter uma empresa inovadora na gestão. Se você confiar em outras pessoas para fazer as coisas, você tem uma participação no futuro da gestão.

Todo aquele que se preocupa com o futuro da gestão é convidado a MIXturar-se a essa iniciativa(eu já fiz o meu cadastro). Além do próprio Gary Hamel, participam dessa iniciativa outros pensadores como Thomas Malone(MIT Sloan School of Management), Bill George(Harvard Business School), John Mackey (Whole Foods Market) e Lenny Mendonca(McKinsey & Co.).

A iniciativa conta, entre outras vantagens, com um canal no youtube disponível em http://www.youtube.com/user/mlabvideo

Abaixo, segue vídeo com Gary Hamel, que estará na ExpoManagement 2010(acesse o site do evento aqui), explicando os objetivos da iniciativa MIX - Management Inovation eXchange: More »

Economia Incentiva Volta de Marcas ao Mercado

fast_food“O bom ambiente econômico brasileiro favorece a retomada das empresas que haviam se retirado do mercado ou reduzido suas operações” . Assim teve início o artigo publicado hoje no jornal Folha De S. Paulo no caderno negócios, com o mesmo título deste artigo aqui no Blog HSM.

Nesta matéria foi destacada várias empresas que tentaram anteriormente entrar no mercado nacional e não obtiveram sucesso, porém agora mediante o cenário favorável elas estão de volta, utilizaram como exemplo várias redes de Fast Food, entre elas: KFC, Domino’s e Subway.

No caso da Subway fizeram o seguinte comparativo:

No fim dos anos de 1990 tinham 38 lojas, em 2002 tinham apenas 2 lojas, sendo uma no RJ e outra em Salvador, porém em 2003 vieram com uma nova estratégia e hoje contam com 450 lojas em 15o cidades.

Em outra parte do artigo, Roberto Gonzales, da Trevisan Escola de Negócios destaca a importância da Copa do Mundo de 2014 e diz que isto trará desenvolvimento de novas regiões de negócios para os empreendedores, principalmente na região Nordeste do País.

Não tenho dúvidas sobre o desenvolvimento dos negócios para os próximos anos, acredito que a Copa do Mundo e as Olímpíadas serão grandes aliados neste desenvolvimento. Sinceramente acho que o Brasil é a ” bola da vez” e dentre os vários setores, o mercado de alimentação fora do lar será muito favorecido nestes próximos 6 anos.

Embora esta matéria do jornal Folha de S. Paulo esteja destacando apenas algumas empresas de Fast Food, tenho certeza de muitas outras estão no mesmo caminho, todas elas estão aproveitando este ótimo momento para investirem em novas lojas e em outras regiões até agora inexploradas. Além disto acredito que algumas outras redes que ainda não estão no Brasil, virão para cá em pouco tempo.

Ainda tem muita água para rolar debaixo desta ponte, a “brincadeira” está apenas começando. Vamos acompanhar.

Tenha uma ótima semana.

Abs,

Alexandre Silva - http://alexandre-silva.com

Post-its de domingo: sexo de ideias e outros assuntos

Preparem-se. Tem MUITO assunto interessante neste domingo… E nem vou falar da polêmica da Fórmula 1, ou da Rússia, que venceremos (tomara) na Liga Mundial de Vôlei Masculino logo mais.

  • Quem de vocês quer ganhar dinheiro com terceirização? Ou até com offshoring de serviços de economias maduras transferidos para cá? Pois saibam todos que existe uma revista eletrônica só sobre esse assunto. Quem tem interesse precisa conhecer obrigatoriamente: Sourcing Mag. Em inglês.
  • Quem de vocês já pensou em abrir um negócio de plataformas online? Talvez seja o caso de pensar. Esse é um caminho cada vez mais promissor na web 3.0, semântica. Se vocês acham que tudo já foi inventado, lembro que os desejos e necessidades são absolutamente relativos (sim, juntei as palavras “absoluto” e “relativo” de propósito). Se a massa dos internautas adora o YouTube, por exemplo, conheço muita gente que prefere o foco da plataforma Slideshare. Aliás, Slideshare é outro “must-know” de quem frequenta o Blog da HSM.
  • Quem de vocês quer fazer um site para valer em sua empresa ou organização? Se eu completasse a frase com “levanta a mão”, acho que todos levantavam, não? (Risos.) Levantar a mão na internet, por sinal ,é assim: o/ Bem, um dos melhores modelos de site institucional que vi até hoje foi o da Nasa, a agência espacial norte-americana. Eu sei que o assunto deles ajuda, e a verba disponível para comunicação também, mas, ainda assim, podia ser muito mais burocrático e menos interativo do que é, como ocorre com a maioria dos sites corporativos - com o perdão da franqueza. Vão espiar a criatividade, por favor. E se inspirar.
  • Para terminar, uma provocação ligeira: quem de vocês quer, ou precisa, inovar? (Risos.) Então, em primeiro lugar, precisam entender como nascem as ideias. São filhas de ideias de duas ou mais pessoas. Porque também ideias fazem sexo, sabiam? Ou seja, é preciso reunir gente diferente com ideias diferentes no mesmo cômodo. Pelo menos essa é a tese de Matt Ridley, o otimista racional, Daí que uma “andorinha” sozinha não faz verão nem inova. Por isso que escolhi o vídeo viral abaixo para ilustrar o post - trata-se de um trailer para um filme que não existe, juntando Jane Austen com Clube da Luta, sexo de no mínimo duas ideias diferentes. E está fazendo o maior sucesso no mundo online. (Imaginem vocês se uma empresa tivesse pegado carona nisso, só financiando, sem pretensões de passar mensagens “compre isso e aquilo”, no melhor espírito do “branded content”.)
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Ladies, welcome to the Fight Club!…. and no crying. (Risos.)

E…ladies AND gentlemen… um bom domingo para todos.

Crowdsourcing para o conflito Israel x Palestina

São vários os momentos, cada vez mais numerosos na verdade, em que tenho a impressão de que alguém ouviu o educador Rubem Alves dizer que pessoas precisam de asas e não de gaiolas para criar a tão necessária inovação. Será que finalmente entenderam a metáfora de Rubem Alves?

Um destes momentos aconteceu hoje, quando li a notícia de que a agência de publicidade Saatchi & Saatchi de Tel Aviv fez um briefing aberto a fim de que qualquer pessoa no mundo possa dar ideias novas para solucionar o conflito aparentemente insolúvel entre Israel e a Palestina, já que nenhuma das ideias velhas funcionou – e já faz 60 anos que se tentam ideias velhas. Trata-se de uma iniciativa de crowdsourcing, ou inovação aberta, em toda sua ambição.

Sei que eu já comecei a pensar em soluções não-convencionais. E pretendo fazer uploads para valer no The Impossible Brief, site que foi criado para receber as propostas. Gente do mundo inteiro devia pensar em jeitos diferentes de resolver o problema porque, se for para haver uma terceira guerra mundial, o mais provável é que o estopim aconteça na Faixa de Gaza. Ou alguém duvida? Eu tenho um filho; quero um futuro para ele.

Como a Wired UK comenta, não é a primeira vez que uma agência de publicidade tenta resolver algo que não é diretamente da sua “calçada”. Mas como publcitários são bons de comunicação e como, de cada problema, uns 80% geralmente seriam resolvidos só com boa capacidade de se comunicar, tudo bem, não? Acho válido.

(Imaginaram se a Saatchi & Saatchi ganha o Nobel da Paz em vez de um leão de Cannes? Recado para as empresas: por que vocês não pensam também em ganhar prêmios como o Nobel? Isso sim seria uma senhora motivação para a equipe. Pensem com asas, não dentro de gaiolas.)

Lenha na fogueira: Eneagrama para recrutar talentos

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Tamanha foi a repercussão do blog sobre o uso da Sinastria (http://www.cardozo-group.com/?p=2509) nas contratações, gerando até discussões acaloradas, que resolvi falar de outra ferramenta bastante adotada por coaches, o Eneagrama. Sei que certamente vou levantar nova polêmica, mas há profissionais sérios que afirmam ser este um grande aliado na hora de mapear as características dos candidatos.

Depois de ler a respeito e conversar com gente que é fera no assunto descobri que o Eneagrama pode realmente vir  a funcionar, porque consegue retratar as diferentes personalidades dos indivíduos. Sabemos que há pessoas mais complicadas e outras mais fáceis de lidar, então, quando se vai buscar um executivo para trabalhar é muito melhor encontrar alguém que tenha as características que lhe agradam, que combinem com você.

O Eneagrama ao criar perfis, chamados por máscaras, estabelece 9 tipos, do perfeccionista ao observador. Uma pessoa tipo 5, classificada como “observadora”, é considerada detalhista, ao passo que um tipo 7, “epicurista”, tem dificuldade de cumprir horários, por exemplo.  Ambos estão presentes no mesmo ambiente de trabalho e como podem conviver pacificamente, sem conflitos?

O próprio livro do filósofo, administrador de empresas e consultor Christian Paterham tem a definição clara do que se propõe o Eneagrama: “todos nós temos um comportamento padrão e o autoconhecimento permite um melhor relacionamento com o grupo”. E por que máscaras? “As máscaras são aquelas que escolhemos ao longo da vida, que escondem o verdadeiro eu e dificultam o autodesenvolvimento”, explica Paterham. 

Conheço alguns executivos que ficaram impressionados quando se submeteram aos testes do Eneagrama. Todos se surpreenderam com a definição de cada perfil e da análise comportamental. Há inúmeros testes de Eneagrama disponíveis por aí, inclusive na internet.

 A maior parte das “escolas” de Eneagrama entende que a identificação dos tipos deve ser feita pela própria pessoa, a partir de exercícios de auto-observação. Sua origem não é conhecida, mas existem informações de que suas aplicações datam de mais de quatro mil anos, por Pitágoras. Originalmente trazido pelo filósofo armênio G.I.Gurdjieff <http://pt.wikipedia.org/wiki/G.I.Gurdjieff>  para o Ocidente, após 20 anos de peregrinação pelo Oriente, o Eneagrama tenta trazer uma visão dos tipos humanos. 

Diversos estudos e escolas de Eneagrama surgiram ao longo do tempo e passaram a explorar este conhecimento antigo, com aplicações bem sucedidas na psicologia e no mundo dos negócios. Nas empresas, tem se mostrado um recurso interessante não só nos processos de seleção de profissionais, como também na formação de equipes e programas de motivação.

Pode ser de fato algo esotérico, sem utilidade, mas pode ser que funcione, como é o caso da Sinastria. Naturalmente, essa é uma feramenta coadjuvante, auxiliar e nunca  deve ser o principal critério a ser utilizado. Mas se você quer se conhecer melhor, trabalhar os aspectos deficitários de seu comportamento e explorar seus pontos fortes, vale a pena conhecer o Eneagrama.

Que tal aplicá-lo em seu parceiro ou parceira?

http://www.fredport.com/TESTENEA1/tstenea2.htm

http://istoedinamica.terra.com.br/istoe/testes/teste_tipo_psicologico/abre.asp

Gestão de Ativos Intangíveis: O Caminho do Crescimento com Valor Sustentável

É consenso entre as empresas e seus executivos que procurar novos focos para gerar crescimento de dois dígitos de forma a satisfazer os mais exigentes acionistas é tarefa tão necessária, quanto árdua. Fato é que são poucas as empresas globais que têm conseguido gerar, de forma consistente e contínua, margens de crescimento superiores a 10% ao ano.

Neste jogo do mercado, a prerrogativa do acionista é a remuneração de seu capital na máxima possibilidade possível. A obrigação do gestor, do líder, do CEO, é criar estratégias e mecanismos para que isso seja possível, usando o mínimo de recursos possível. O inimigo é a concorrência, que compete pelos recursos escassos de market-share, mind-share e pocket-share. O Big Brother é o mercado e seus analistas, traders, investidores, market-makers e reguladores, que julgam as estratégias dessas empresas, impondo, em mercados mais desenvolvidos, o desafio da performance superior quarter a quarter. Fecham a equação de agentes, outros influentes reguladores, como ONGs e imprensa, que têm o poder de amplificar para o bem ou para o mal o que cada competidor faz para vencer o jogo, o Governo e a Socied ade e seus diversos interesses, os clientes e consumidores com seus diversos chapéus (e todo poder de conferir, em última instância, a vitória a quem desejarem) e os “aliados” que trabalham em/para cada competidor, traduzidos na figura de colaboradores, terceiros, fornecedores, parceiros, etc.

Baita jogo esse. Jogo que fica mais difícil a cada dia, porque de um lado imposições de qualidade, sustentabilidade, governança, tecnologia, etc fazem as empresas ficarem cada vez mais reféns de investimentos aparentemente sem retorno e cada vez mais parecidas em propostas de valor e, de outro, a certeza de que só a diferenciação e a inovação são capazes de trazer vantagem competitiva sustentável às empresas. Leia minha análise completa aqui e comente, colabore comigo! matéria completa clique aqui.

Os desafios e entraves do IFRS no Brasil e no mundo

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Prestes as serem adotadas pelas companhias abertas brasileiras nos balanços de 2010, as novas normas internacionais de contabilidade continuam provocando discussões acaloradas. Sobretudo, depois que a crise expôs os efeitos do padrão IFRS nas demonstrações contábeis dos bancos relativas ao capítulo que trata do valor justo dos ativos, por ensejar eventual desenquadramento das instituições financeiras às regras do acordo da Basileia II.

Ao sentirem na pele a pressão, certos setores saem da toca e mostram suas garras. Movem céus e montanhas para deixar as coisas do jeito que estão. Reagem às mudanças com todas as forças, porque elas incomodam, ferem seus interesses, quando deveriam aplaudir a exigência de balanços mais transparentes e próximos da realidade das organizações. Alguém já disse, certa vez, que o ser humano é preguiçoso por natureza e por essa razão torna-se mais cômodo rejeitar mudanças, defender com unhas e dentes tudo aquilo que os tirem da zona de conforto.

Postura que só atrapalha os avanços necessários para alcançarmos as melhores práticas contábeis, globalmente comparáveis e que represente de forma fidedigna a verdadeira situação patrimonial da empresa. Claro que é uma minoria, mas uma minoria barulhenta. Tão barulhenta que é capaz de interferir sobre um possível consenso. A má notícia é que todos saem perdendo. O desgaste é latente e nada justifica o imbróglio em que se transformou o “sonho” de ter um padrão contábil mundial único.

Considerado por alguns veículos de imprensa o santo graal dos contadores há mais de 30 anos, essa unificação está mais longe de acontecer do que deveria. Pior é ver que os “amigos” do IFRS no mundo são os mesmos que figuram na lista de “inimigos” das normas internacionais. Assim como os camaleões, vão mudando de acordo com a conveniência.

Os contadores, por exemplo, são “amigos” porque o padrão internacional de contabilidade é o resultado de longos debates e estudos sobre a melhor forma de representar os efeitos das transações na massa patrimonial. Por outro lado, aparecem como “inimigos” do IFRS se encarnarem a figura de acomodados, que batem, esperneiam e não querem aprender as novas normas.

As duas faces da moeda também se encaixam perfeitamente aos auditores. São amigos porque representam a elite contábil, reconheceram desde cedo a necessidade de instituir um padrão internacional que permitisse a comparação do desempenho das empresas de mesmo segmento econômico, independente do país em que atuam. A globalização de um padrão único de contabilidade reforça e justifica a crença de que a contabilidade é a linguagem dos negócios, é a ciência da informação.

Mas se transformam em inimigos do IFRS no momento em que insistem em cobrar pelos seus serviços de assessoramento na implementação do IFRS, com base na hora de trabalho incorrida, quando esse tipo de trabalho, pela sua relevância e pelo valor que proporciona ao cliente, deveria ser cobrado tendo em vista a relevância, a especialização e os benefícios proporcionados. Pecam ao cobrar taxa horária como se tivesse um taxímetro acoplado ao seu notebook, desvalorizando seu talento, desperdiçando a oportunidade única de mostrar ao mundo que seu conhecimento faz a diferença, fortalece o mercado de capitais e aumenta a proteção ao investidor individual.

Fico horrorizado quando leio nos jornais declarações de executivos de instituições financeiras pregando a “soberania contábil” para justificar a aversão à exigência de marcação ao valor justo de certos ativos. Ora, o principal benefício do IFRS é justamente a criação de padrão universal, sem fronteiras. Soberania contábil é atraso e, no fundo, representa jogo de interesses inconfessável.

Na matéria publicada, originalmente, no Financial Times e reproduzida pelo Valor Econômico, em sua edição de 30 de setembro de 2009, o presidente da seguradora francesa Axa defende que “a definição das normas contábeis é importante demais para ser deixada a cargo de contadores”. Curiosamente, os contadores não o contestaram. Pelo menos por aqui

Seu cargo? Satisfação do cliente & receita

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O novo avião Boeing 787, que vai entrar no mercado agora, é ótimo. Eu já o apelidei de “a plane with a view” (como o filme “a room with a view”) e estou fazendo figas para companhias aéreas brasileiras o comprarem e oferecem voos nele a preços “módicos”. Mas o que me chamou a atenção mesmo no vídeo acima foi a descrição de cargo da gestora da Boeing entrevistada: “passenger satisfaction & revenue”. Ou seja, a função da moça é atrelar (ou alinhar, para ser fiel ao jargão) essas duas coisas.

Para pensar.



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