22/03/2010   RSS posts: 1539comentários: 3.016 updaters: 559
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Post-its de domingo: Asfalto antichuva, emergentes, socialnomics

O Brasil é um país “quase competitivo”, costuma dizer Silvio Meira. Por mais que doa em nós essa classificação, aceitá-la é o primeiro passo para mudá-la, sabemos todos. Mas não custa também lembrar o que dizia Peter Drucker, a quem dedico meus post-its dominicais: o Brasil tem seu modo próprio de fazer as coisas, diferente do que deveria ser e diferente de como os outros fazem – e acaba dando certo.

O 1º post-it é uma homenagem direta ao Brasil percebido por Drucker. O segundo, homenagem indireta, tendo em mente que Drucker admirava Brasil e Índia, e várias de suas soluções; aborda o “século dos mercados emergentes”. O terceiro independe de Drucker (mas… que ele ia gostar das mídias sociais, isso ia).

  • A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) desenvolveu um tipo de pavimento poroso que funciona como se fosse areia de praia e permite que as águas escoem e cheguem aos rios e córregos com mais facilidade. Apesar do preço 20% superior ao do asfalto comum (o que pode ser diluído com implantação em larga escala), ele faz com que as ruas absorvem com rapidez a água da chuva e pode ajudar a reduzir os impactos das enchentes em cidades como São Paulo. Leiam mais aqui.
  • “O mundo não é plano como disse o Tom Friedman. O mundo está destacando os mercados emergentes.” Quem afirmou isso, três anos atrás, é o autor da expressão “emerging markets”, Antoine van Agtmael (ele criou a expressão “mercados emergentes” quando trabalhava no IFC, braço do Banco Mundial; hoje presidente a administradora de fundos Emerging Markets Management, que gerencia….Alguém arrisca um número? Tudo bem, eu falo: US$ 13 bilhões. Vejam o vídeo abaixo e entendam melhor essa dicotomia veteranos x calouros no mundo. É curto; vale a pena.
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  • O terceiro post-it é a sugestão de um blog a acompanhar: Socialnomics, do Erik Qualman. Falamos muito de freeconomics, freakconomics etc., mas a economia das redes sociais talvez seja a mais urgente e importante (lembrando da matriz de gerenciamento do tempo de Stephen Covey) de entender agora.

Erros de Marketing da Semana

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É errando que se aprende. Ouvimos essa expressão desde criança, e constatamos que é a pura realidade também no mundo dos negócios.

Há quem prefira não arriscar pra não errar. E há os que aceitam errar, desde que o problema seja identificado e solucionado rapidamente.

Já que é tão difícil aprender, que tal tirar lições com os “delizes” dos outros?
Leia mais sobre alguns (possíveis) erros de marketing:

- Fiat critica esposas em propaganda da Doblô

- Produtos bizarros: boneca pra depilar, cerveja pra cachorros, etc.

- Domino’s assume que sua pizza é péssima

- Slogans felizes estão na moda

Deixe Deus de fora e assuma o comando do seu destino

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Quando ouço o refrão da música de Zeca Pagodinho “deixa a vida me levar, vida leva eu” confesso que sinto calafrios. Explico, muita gente resolveu adotar esse lema em seu dia-a-dia à espera que as oportunidades caiam do céu, em vez de criá-las. Outro dia mesmo, ouvi de um alto executivo sobre o futuro de um negócio a ser fechado, a seguinte frase: “Se Deus quiser, tudo dará certo!”

Opa, será que realmente Deus é o responsável por nossas escolhas, por nosso desempenho, por nossos destinos? Deixe Deus quietinho lá no lugar dele; ele não tem nada a ver com seus sucessos ou fracassos. Conheço pessoas que esperam as coisas caírem no colo e, quando elas não caem (a menos que se tenha sorte, quem não vai atrás não pode esperar que as coisas aconteçam) encontram desculpas como “Melhor assim, se não deu é porque Deus não quis”.

Quem, aliás, não conhece alguém que em algum momento já disse algo parecido? Nada contra os religiosos e suas crenças, mas não posso aceitar que empurrem a vida com a barriga à espera de um milagre. E, pasmem, alguns são profissionais bem-sucedidos que têm grandes ambições, mas acreditam em destino. Se não acontece é porque não tinha que ser e ponto final.

Claro que acredito que muitas oportunidades chegam na hora certa e quando você está no lugar certo, seja onde for. Mas nada acontece por acaso, as pessoas são totalmente responsáveis pelo seu destino. Só você pode dar o rumo certo (ou errado) à sua vida pessoal e profissional. Então, mãos à obra; seja dono do seu destino, porque o destino é você quem constrói.

Não fique se culpando depois pelos infortúnios da vida como se você fosse vítima de um complô digno de novela. Já dizia um consultor que agora não me recordo o nome “quem espera nunca alcança”, ou melhor, como fala a antiga canção, mas ainda tão atual, de Geraldo Vandré “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

Infelizmente, raras são as pessoas que conseguem traçar um plano de carreira quando estão no auge dela. Se você é uma dessas pessoas, eis aqui um alerta. Se nada for feito, a vida até pode te dar um empurrãozinho, mas a sorte não dura para sempre. Quando chegar o momento de pendurar as chuteiras ou do “destino” lhe pregar uma peça e você se ver no olho da rua, Deus não vai assinar um cheque polpudo e depositar na sua conta todo final de mês.

Acorde! Faça a sua parte. Não terceirize o seu destino. Com a graça de Deus!

Classe D é a bola da vez

Depois da classe C, agora é a vez da classe D entrar no planejamento de Marketing das empresas. Vejam os números deste mercado (do estudo Tendências da Maioria, realizado pelo Datafolha/Data Popular) e o que diz  Renato Meirelles, Sócio-diretor do Data Popular, em entrevista ao Mundo do Marketing, que você pode ler na íntegra aqui.

“Quem foi pioneiro olhando para a classe C olhe para a classe D. Eles são mais jovens e farão parte do mercado consumidor por mais tempo. Investir no futuro é investir na classe D, seja porque ela migrará para a classe C, ou porque tem mais a conquistar, já que a cesta de produtos é menor. As marcas que entenderem essa oportunidade têm grande chance de serem líderes de mercado no futuro”, aconselha.

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O futuro da indústria editorial (e dos negócios)

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Palíndromo de texto. Cheio de verdades. Fantástico. (Precisa ver até o final!)

via Wagner Brenner/UoD e Bob Wollheim

Monty Python e o futebol dos filósofos

Primeiro, assistam ao vídeo, do começo ao fim: YouTube Preview Image

Agora respondam a esta pergunta – com sinceridade:
As pessoas na sua empresa estão jogando o jogo? Ou estão filosofando?

O genial esquete do renomado grupo de humor inglês é de 1972, mas vai ser montado ao vivo agora em maio em um estádio londrino.

Esqueçam a Tecnologia

Pessoal, 

Hoje estou estreando, na intranet do BB, mais um espaço para trocar idéias sobre tecnologia (categoria Hi-Tech) com as pessoas, escrever algumas coisas malucas e encontrar outros malucos que pensam como eu. A primeira vista, pode parecer estranho para vocês iniciar uma coluna na categoria Hi-Tech com o título “Esqueçam a tecnologia”, mas a intenção é essa mesma. Meu objetivo é discutir a tecnologia não como bits and bytes ou produtos tecnológicos de última geração, mas sim discutirmos sobre as transformações que ela nos proporciona e as oportunidades que ela nos oferece nos negócios, na nossa vida e na sociedade como um todo.

Mas por quê devemos esquecer a tecnologia? Ontem, eu estava assistindo a uma palestra no site do TED (www.ted.com) do fundador da revista Wired, Kevin Kelly, em que ele discutia tudo o que aconteceu nos últimos quinze anos. Proponho a você leitor que volte no tempo e pense junto comigo : será que nós imaginaríamos, a quinze anos atrás, que teríamos um mundo como ele é hoje? Será que nós pensaríamos em dispositivos móveis, tecnologia wireless (sem-fio), redes sociais como twitter e linkedin, wikipedia, internet banda larga, youtube? Será que nós teríamos conhecimento de casos da vida real como da estudante universitária Geisy Arruda e seu micro-vestido? Será que um menino de 15 anos conseguiria dar idéia de tema de samba-enredo para escola de samba ganhadora do carnaval carioca em 2010?

Pensem junto comigo : Será que é possível ter limites para a tecnologia? Eu diria que não há limites. Se não há limites, então temos que deixar de pensar na tecnologia como limitadora e expandir a nossa criatividade e o uso que podemos fazer dela. More »

E-commerce mostra crescimento

Saiu ontem o relatório da e-bit sobre o crescimento do comércio eletrônico em 2009, apontando um aumento de 30% nas vendas e registrando R$ 10,6 bilhões. Veja abaixo os comentários de Pedro Guasti, Diretor Geral da e-bit, sobre os últimos números deste mercado.

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Estudo Exclusivo DOM Strategy Partners: O Fator I3 e o Futuro do Varejo

Terminamos nosso mais completo estudo sobre as principais tendências do Varejo.

As tendências que impactam o Varejo hoje exigem um novo modelo corporativo de competição e relacionamento com clientes e stakeholders.

Após compreender o panorama do setor varejista (e subsetores) e seus players, batizamos de Fator I3 o conjunto dos 3 principais vetores que impactam na performance do Varejo através de seu relacionamento com Clientes e Consumidores:

  • Informação: Uma vez que a relevância dos canais tradicionais e da comunicação se reduzem, bem como a credibilidade e relevância dada pelos consumidores ao speech corporativo (desde propaganda de massa até PR tradicional e blogs chapa-branca), a tomada de decisão de compra passa a considerar novas fontes de informação. Disponibilizar conteúdo qualificado, tanto proprietário – sobre produtos e serviços da empresa – quanto colaborativo – a partir dos clientes e seu histórico de experiência – em cada momento da verdade e ponto de contato com clientes e consumidores se torna premissa competitiva.
  • Inovação: O conceito de Inovação no Varejo pode ser tão amplo quanto se queira, abarcando diversas práticas e frentes de atuação. Porém, a Inovação que traz maior impacto na experiência com o consumidor se concentra na adoção de melhores práticas de relacionamento e novas tecnologias em abordagem multimídia e multicanal, tanto na interação direta com os clientes e consumidores (tecnologias experienciais, sensoriais, interativas, colaborativas, etc), quanto no back-office, como suporte analítico.
  • Interatividade: Conforme o relacionamento e experiência do usuário se torna cada vez mais remoto e pulverizado na arquitetura de multicanais das empresas, possuir as ferramentas ideais e melhores práticas de interação e troca com clientes em consumidores em qualquer ambiente, veículo ou canal é essencial para que a mensagem e a percepção de posicionamento e proposta de valor, por parte dos clientes, sejam percebidos como relevantes, de forma uníssona e consistente.

Assim, os modelos multicanais e a abordagem focada em experiência do cliente irão, certamente, se ancorar nestes 3 fatores como modelos centrais de seu desenvolvimento. O Varejo do futuro é um varejo que combina online e offline, mass media e social media, comodidade e experiência sensorial, inteligência e promoção, diversidade de alternativas e customização, conteúdo e mensagem, produtos e serviços, preço e proposta de valor.

Esses e outros highlights estão disponíveis no Site da DOM (www.domsp.com.br).

Equipe Feliz gera Resultados

Estamos vivendo uma época de similaridade no mercado. A grande parte dos produtos e serviços são muito parecidos, qualidade já não é mais diferenciação, é mais do que a obrigação e quem não tiver vai sair do mercado a curto prazo.

O fator preço merece um comentário adicional, mas também já não é tão decisivo como foi em outras épocas. Com o advento da tecnologia e especificamente dos sites de comparação de preço, o consumidor está mais do que nunca no comando. Ele pode rapidamente observar quem tem o melhor preço a oferecer e na maioria dos casos a diferença é praticamente nula.starshutterstock_10000921

Outra  semana estava em uma livraria e vi uma cena que com certeza vai ser mais comum a cada dia. Uma pessoa do meu lado após consultar o preço do livro, começou a navegar no seu smartphone em um site de comparação de preços e viu que o livro estava um pouco mais caro na livraria do que o preço online de outra loja. Ele chamou o vendedor, mostrou o site e perguntou se ele conseguia cobrir a diferença de R$ 7,50 para ele levar o livro.

O vendedor com muita má vontade respondeu que ele não podia fazer nada para cobrir o preço e saiu andando. O cliente deixou o livro e o DVD que ele estava na mão e foi embora da loja. Provavelmente pensará duas vezes em voltar naquela livraria. Provavelmente não foi a diferença que fez ele desistir da compra, mas o atendimento, a falta de carinho com o cliente.

Em um mundo similar e high-tech, o empreendedor precisa estar preocupadíssimo em criar o que faz a verdadeira diferença: uma equipe feliz e de boa vontade para atender seu consumidor. Isso verdadeiramente supera qualquer tipo de processo, certificações de qualidade, sistemas de informática. Pessoas felizes fazem um atendimento excepcional e criam uma equipe feliz, que por conseqüência gera clientes satisfeitos e que com certeza vão voltar e indicar aos amigos.

Isso é óbvio, simples, mas é raro hoje em dia, não é verdade? Qual a última vez que você se lembra de um atendimento excepcional? Sua empresa tem esse tipo de atendimento que você espera? Seu concorrente tem?

Muitos empreendedores acreditam que pessoas felizes são feitas apenas por salários maiores e isso não é verdade. Dinheiro é importante, mas não é tudo. Existem pequenos “mimos” que custam pouco para a empresa e podem ajudar a criar uma equipe mais satisfeita, como por exemplo:

  • Dia do Aniversário – Experimente dar meio período de bônus para o funcionário que fizer aniversário, assim ele pode curtir esse tempo com a família e fazer coisas importantes no seu dia especial.
  • Dê tempo para eles – Processos, sistemas, metas dependem de pessoas e pessoas dependem de tempo. Invista em treinamentos e softwares de administração de tempo e produtividade, com foco em ajudar pessoas a terem maior equilíbrio na sua vida pessoal X profissional. Os resultados são visíveis rapidamente.
  • Alinhe semanalmente o time nas metas importantes da empresa e faça com que pequenas atividades ajudem a refletir nos indicadores das metas, visivelmente.
  • Faça uma pesquisa de sugestões e veja como melhorar o clima na empresa. Pequenas ações podem dar excelentes resultados.
  • Recompense e comemore. Não se esqueça que pequenas vitórias devem ser recompensadas e comemoradas. Por que só fazemos festa de final de ano? Que tal uma festa por fechar um mês acima da metas?

O que faz sua empresa única no mercado? Sua equipe respira e vive esses valores? Da próxima vez que pensar em como melhorar os resultados da empresa, não se esqueça de pensar em como tornar pessoas felizes. Isso deve fazer parte da sua estratégia empreendedora e não apenas do departamento de recursos humanos.

CEO, sua ex-mulher pode descobrir quanto você ganha

 

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Volta à cena discussão sobre a divulgação dos salários de executivos das companhias abertas. Embates acalorados questionam sua obrigatoriedade imposta pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que corre o risco de ter seu destino decidido pela Justiça. Executivos e empresas têm se mostrado inconformados com o fato de ver escancarado algo que consideram sigiloso.

O principal argumento usado está relacionado à questão da segurança, já que a regra prevê a divulgação da remuneração máxima, média e mínima de cada empresa. Ou seja, o modelo adotado pela CVM acaba expondo, sobretudo, o presidente das organizações. Talvez isso explique a razão de tanta relutância ou, quem sabe, a preocupação dos executivos pode estar ligada a questões familiares, como o pagamento de pensão às ex-mulheres.

Concordo com a posição do presidente do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Mauro Cunha, quem em entrevista ao jornal Valor Econômico acredita ser essencial primar pela transparência. Os escândalos vistos pelo mercado são prova viva do quanto precisamos de regras mais claras.

Os americanos aprenderam com os erros e nos Estados Unidos, investidores e acionistas sabem o quanto ganha cada um de seus executivos, inclusive o bônus referente ao ano fiscal. Todas as informações evidenciadas nas demonstrações contábeis são de domínio público.

Ao contrário do que defendem algumas entidades que representam executivos de vários setores, as mudanças na regulação contribuem para o avanço das boas práticas de governança. Além de serem de importância para a avaliação dos acionistas. Raciocinem comigo, como pode o acionista no papel de empregador desconhecer quanto ganham seus funcionários-chave?

É o que acontece hoje no Brasil. Há muita pouca informação sobre a remuneração de executivos. Nem mesmo as empresas com ações na Bolsa de Nova York adotam uma política de maior transparência aqui no Brasil e seus altos executivos vêm com o velho discurso de que estarão expostos.

Como bem defendeu a presidente da CVM, Maria Helena Santana, “profissionais desse porte já demonstraram sinais externos de riqueza e têm uma grande exposição pública por conta da posição que ocupam”.

Infelizmente, tenho a impressão que o lobby das empresas e dos executivos será mais forte, a Instrução da CVM pode não vingar e caberá ao mercado forçar a adoção da regra por entender que ela é saudável e necessária.

Acredito que a divulgação da remuneração do alto escalão é um caminho sem volta, a exemplo do que afirmou o líder da consultoria Towers Watson para América Latina, Felipe Rebelli, para o Valor. Ele vai além e acredita que as empresas de capital aberto perderão competitividade frente às de capital fechado, já que seus executivos podem exigir prêmio por terem seus salários expostos. Faz sentido, será uma questão negocial.

Ao contrário, acho que muito diretor de companhia fechada quando encontrar colegas de SAs ganhando mais vai é pedir a chefia aumento ou buscar novas oportunidades. Outro problema apontado por um especialista em remuneração na matéria do Valor é o provável mal-estar que pode ocorrer com o chão de fábrica ao saber o salário de um diretor, porque há casos de operários com nível superior e que não subiram na carreira.

Façam suas apostas e aguardem as cenas dos próximos capítulos.

 

Hiper-realidade do marketing

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O vídeo é de 2008, mas segue válido. A dica foi do Gerd Leonhard, um dos maiores futurólogos da mídia segundo o Wall Street Journal, músico e autor dos célebres “Media 2.0” e “The Future of Music” (é, ele entendeu toda essa mudança da música na era digital).

HSM Management Highlights | A bolha das marcas

00000822713Para avaliar como as marcas afetam o desempenho financeiro, presente e futuro, das empresas, John Gerzema (chief insights officer da Young & Rubicam) e Ed Lebar (CEO da firma de consultoria Brand Asset) compararam suas bases de dados de marcas com 15 anos de dados financeiros fornecidos pela Compustat da Standard & Poor e pelo Center for Research in Security Prices, da University of Chicago, que estuda um universo específico de 900 “monomarcas” multinacionais, cuja marca única e poderosa dá origem a 80% do faturamento da respectiva empresa (entre elas, estão Intel, McDonald’s e Microsoft). Apesar de a valorização das marcas nas bolsas de valores ter sido crescente desde que iniciamos nossa coleta de dados, eles descobriram que:

  • os índices de confiabilidade nas marcas caíram mais de 50%, 
  • a percepção de qualidade, 24%; 
  • o conhecimento das marcas, 20%;  
  • a estima e consideração, 12%. 

Eles investigaram o que está causando tal deterioração e chegaram a uma conclusão sobre os diversos fatores que sugam a percepção sobre (e o desejo por) as marcas entre os consumidores, sintetizados em três fundamentais:

  1.  Quantidade excessiva. Há uma nova realidade com a qual as empresas deparam: o mundo foi inundado por marcas e está mais difícil para os consumidores avaliar as diferenças entre elas. Em 2006, o Patent and Trademark Office, instituto de propriedade industrial dos Estados Unidos, registrou 196,4 mil novos produtos; 100 mil acima do que fora registrado em 1990. Um supermercado médio hoje conta com 30 mil marcas diferentes, três vezes mais do que há 30 anos. A globalização e a concorrência crescente contribuem ainda mais para o grande número de marcas.
  2. Falta de criatividade. Em um mundo com Hulu, YouTube e Twitter, os consumidores estão constantemente expostos a conteúdos brilhantes e podem compartilhá-los. O resultado é o aumento do “coeficiente de criatividade” do consumidor, que espera sempre grandes ideias das marcas e que venham rapidamente.
  3. Perda de confiança. Hoje o grau de confiança que os consumidores depositam nas marcas é muito pequeno em comparação com 10 anos atrás. A fé da sociedade nas instituições, nas empresas e nos líderes foi seriamente afetada pelos escândalos políticos e corporativos.

Para enfrentar esses problemas, More »

Post-its de domingo: tablets e e-books, inovação contra custo Brasil e eike-calculator

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  • Primeiro foi o Kindle da Amazon (e toda a evolução da empresa de Jeff Bezos catalisada pelo aparelhinho, como mostramos na HSM Management nº 78). Agora está chegando o iPad da Apple. E, em breve,  virá o Courier da Microsoft. Os leitores de livro eletrônico (e-readers ou tablets) prometem grandes mudanças no front editorial. E o Brasil está tentando pegar a onda com pelo menos dois projetos, BraView e Mix Leitor D. Mas um leitor do Update or Die, o Marcello, me ajudou a ver o foco errado da inovação brasileira. Como saímos atrasados, tecnologicamente é difícil que consigamos alcançar os outros, mas podíamos focar na inovação de conteúdo e ocupando o mercado doméstico, enquanto os grandes não dão bola para o Brasil. Marcello sugeriu um e-reader voltado para advogados, carregado com todos os códigos atualizados, no qual se possa ler as peças sem precisar imprimir nada. Achei essa segmentação instrumental bem interessante e, diferente dos velhos CD-ROMs, isso pode ser constantemente atualizado, não é? A Penguin Books, grande editora, está fazendo sua parte, como vemos no vídeo acima. 
  • Quando lemos as notícias sobre inovação reversa nas empresas, inovação que acontece nos mercados emergentes e depois vai para os desenvolvidos, os exemplos citados são invariavelmente de lugares de consumidores abaixo da linha da pobreza e predominantemente rurais, como Índia e China. Ou seja, a ideia se aplica à parte Índia do Brasil, mas não à parte Bélgica. No entanto, existe uma oportunidade de inovação de emergente também para nossa parte Bélgica e surge de um estudo da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) recentemente divulgado, que informa que o custo Brasil encarece 36,27% os produtos brasileiros em relação aos fabricados na Alemanha e nos Estados Unidos (não estamos falando dos da China, hein?!). A inovação da parte Bélgica tem de ser a que “compense” o custo Brasil assim como a inovação feita na Índia “compensa” o consumidor sem recursos. Para pensar.
  • Para finalizar, e relaxar, uma brincadeira que rolou na internet na semana que passou, por conta do empresário brasileiro Eike Batista, que, anunciou-se, agora ocupa a 8ª posição no ranking Forbes de homens mais ricos do mundo. Eu particularmente tenho alguma dificuldade de entender o ocorrido, porque Eike ocupava o 61º lugar um ano antes; entendo que a progressão não seja mais aritmética, e sim geométrica, porém, no caso dele, parece ter sido uma progressão “quântica”. De qualquer modo, seus méritos são inegáveis. A brincadeira da vez é a eike-calculator, que mostra quanto tempo você levará (vamos ser otimistas!), com projeções simples baseadas em sua renda atual, para juntar uma fortuna do tamanho da dele. Também é para pensar.

Uma visão masculina do universo feminino

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Na última segunda-feira, mais uma vez foi comemorado o Dia Internacional da Mulher. Pensei até em fazer um blog em homenagem àquelas que tanto enchem nossos olhos, nossos corações e nossas vidas. Ao fazer a barba, olhei no espelho e de repente me caiu uma ficha: “Julio Sergio, todo dia é dia delas”.

Então me perguntei: “por que não escolher outro dia para levantar essa bandeira de que não existe dia especial para valorizar a figura de quem nos é tão importante”? Seja mãe, esposa, filha, neta, amante, amiga e companheira; a mulher é um símbolo de força, garra, determinação e coragem.

Mas nós homens precisamos deixar de ser hipócritas e despertar para a realidade: como realmente enxergamos o sexo feminino em nossas vidas? Poucos reconhecem que sem elas não conseguimos viver, que somos dependentes de seu afeto e das suas habilidades em conduzir tão sabiamente a família, que precisamos delas para perpetuar nosso sobrenome, que o prazer do sexo só existe porque elas existem, que o mundo fica mais doce quando elas estão por perto.

Vou além, muitos homens ainda trazem o ranço do preconceito, acham que lugar de mulher é na cozinha - alguns, inclusive, casam porque querem alguém para cuidar dele, da casa e dos filhos -, não aceitam ter mulher como chefe e tratam como mulher-objeto aquelas que têm um comportamento considerado “mais avançado”. Para nós, homens, há o desafio de acabar de vez com o preconceito e machismo que ainda sobram. Para as mulheres, a missão de mudar a cabeça dos homens desde criança, quando educam seus filhos.

Não posso deixar de compartilhar a história que ouvi de uma amiga que morou muitos anos em Recife. Sua mãe ficou chocada ao ver a vizinha falar para o filho de apenas cinco anos: “Engula o choro Hermaninho, porque homem não chora”. Logo ela uma psicóloga e que, curiosamente, reclamava dos homens nordestinos por serem machistas. Acredito muito na forma como as mães educam seus filhos, da mesma forma que, muitas vezes, acredito estar na mão das mulheres a chave do nosso futuro.

Como homem, reconheço a “mea culpa”. Está na hora de tratar a mulher como ela merece. E não se trata de parabenizá-las apenas no dia em que se instituiu o Dia Internacional da Mulher. São pequenos gestos diários que fazem a diferença. Que tal começar por atitudes cavalheiras - que jamais deveriam ser consideradas “démodé” por essa nova geração -, como abrir a porta do carro e puxar a cadeira no restaurante, ou posturas discriminatórias, evitando comentários quando alguém te fecha no trânsito, do tipo: “Só podia ser mulher”.

Pior ainda é o machismo de muito marmanjo que não suporta ver a esposa ou namorada ganhando mais. É preciso enxergar que a mulher ganhou voz, muito embora continue ocupando poucos cargos de chefia e recebendo salários mais baixos do que os homens - segundo a última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres ganham salários 27,7% inferiores aos dos homens.

Talvez porque ainda nos assustamos com  o novo perfil da mulher, muito mais ousado e revolucionário. Apesar de descobrirmos que cada vez mais entendemos menos as mulheres, esquecemos que elas continuam gostando de ser paparicadas sem ser confundidas como fúteis. Sim, as mulheres hoje não querem ser admiradas só por seus atributos físicos (claro que faz bem para o ego delas!), mas pelo espaço que vêm conquistando no mercado de trabalho.

Já perceberam como elas invadiram o mundo corporativo? Vivemos rodeados por elas e como nosso dia a dia ficou menos duro e mais feliz. Aqui fica minha homenagem às mulheres, que devem receber flores e atenção todos os dias.



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