Arquivo para February, 2008

Como andam os jornais?

Quase 70% dos norte-americanos acreditam que o jornalismo tradicional está fora de moda e perto da metade usa a internet para se informar, de acordo com uma nova pesquisa.

Apesar da maioria das pessoas pensarem que o jornalismo é importante para a qualidade de vida, 64% estão insatisfeitos com o conteúdo jornalístico em suas comunidades, segundo uma pesquisa online de We Media/Zogby Interactive.

“Essa é uma reflexão realmente animadora de que as pessoas se importam com jornalismo e entendem que ele faz diferença para as vidas delas”, disse Andrew Nachison, do iFOCOS, um instituto que organizou um fórum em Miami, onde as descobertas foram apresentadas.

Quase a metade dos 1.979 pesquisados afirmou que sua fonte primária de notícias e informações é a internet, número maior que os 40% do ano passado. Menos de um terço usa a televisão para se informar, enquanto 11% ouvem rádio e 10% lêem jornais.

Mais da metade daqueles que cresceram com a internet, as pessoas entre 18 e 29 anos de idade, obtém a maioria das suas informações pela rede mundial de computadores, em comparação com os 35% entre os que têm 65 anos de idade ou mais.

Adultos mais velhos formam o único grupo que prefere veículos distintos da internet como fonte primária de informação.

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Exemplo: New York Times.

O Hedge Fund (Firebrand Capital) que comprou parte do New York Times, está tentando ganhar mais força nas decisões do board. Com a Internet como força central nos problemas do jornal, é de se imaginar que o board do NYT seja formado por alguns experts em Internet. O board é formado por grandes executivos com passagem em empresas como Sara Lee, Gillette, Shering-Plough - nenhum deles é especialista em Internet. <via>

Os 9 princípios de inovação do Google

Na revista Fast Company deste mês saiu a lista das 50 empresas mais inovadoras do mundo. É claro que o Google iria encabeçar esta lista. Marissa Mayer, VP de buscadores e e experiência do cliente revelou os 9 princípios de inovação da empresa.

1- Inovação, não perfeição instantânea.

2- Idéias podem vir de qualquer lugar.

3- Permissão para buscar seus sonhos.

4- Transforme os projetos, não mate-os.

5- Compartilhe o máximo de informação.

6- Usuários, usuários, usuários

7- Dados são apolíticos.

8- Criatividade adora limitações.

9- Você é brilhante? Estamos contratando.

O polemista, o ator e o líder (final)

5705.jpegPara encerrar o assunto dos polemistas, queria citar o Scott McNealy, fundador e presidente da Sun Microsystems, ótimo exemplo de empresário polemista. McNealy prefere chamar o que ele faz de teatro. Ou seja, todo o auê que ele fez contra a Microsoft não passou de dramaturgia, diz ele agora. E mais: McNealy acha que todo líder empresarial devia estudar teatro, e que aulas de teatro tinham de ser ministradas nas escolas de administração. Bem, fato é que os cursos mais tradicionais de teatro de São Paulo já têm executivos em suas turmas. Animou-se? A escola Braapa Força e Cultura é uma das que oferecem cursos livres de teatro para quem não quer ser ator profissional. Agora, cuidado: dramatização é uma coisa, manipulação é outra. Se bem que o McNealy diz que ele usou a imprensa e a imprensa o usou, numa relação ganha-ganha. Sei lá.

O software do Diabo

Depois de conhecer mapa mental e o keynote, este cartoon faz muito sentido.

Se eu fosse polemista…

copacabana1.jpg
Bom dia! Sabe o que eu faria se fosse uma boa polemista? Diria que a música abaixo ensina tudo que é preciso saber sobre os desafios do empreendedorismo, inclusive internacionalização, concorrência, planejamento de futuro, motivação, vulnerabilidades internas que corroem o negócio etc. Ouça e responda: há como negar alguma verdade nisso? (Este rap da Bia Pontes é forte, mas, admita, é muito bom. Foi trilha do filme Copacabana da Carla Camuratti. — Se bem que, se eu fosse polemista p’ra valer, não justificava nada.)

Planet Copacabana

the machine is Us/ing us

O papel do polemista

images-2.jpegHoje o José Simão escreve na Folha de S.Paulo: “E a última do Timão: o Corinthians jogou na semana passada com o Rio Claro, depois com o Rio Preto e, no próximo domingo, com o Rio Tietê! Rarará! Jogo sujo!” Antes que os corintianos reclamem (e os torcedores de todos os outros times me aplaudam), deixem-me explicar: o Simão é um dos maiores polemistas brasileiros da atualidade, na linha humor. Vem de uma escola bem brasileira de polemista iconoclasta, ou seja, destruidor de ícones. Acho que o pioneiro dessa escola foi o Paulo Francis e nomes como Arnaldo Jabor e Diogo Mainardi têm de ser lembrados. Mas estes seguem a linha séria. As pessoas não entendem muito bem o papel do polemista. Ele quer chacoalhar as pessoas para fazê-las pensar. Às vezes fala coisas absurdas, exageradas, chuta e tem algumas verdades no meio dos fogos de artifício. Minha mãe os leva ao pé da letra, por exemplo, e fica indignada com alguma freqüência. Não é para ficar. É como se eles fossem personagens. São pessoas cultas, talentosas (o Diogo Mainardi é um grande tradutor do italiano, por exemplo; confira em Cidades Invisíveis do Ítalo Calvino), mas seu compromisso é, antes de tudo, com estimular o pensamento. Mal comparando, é como o Sócrates (o filósofo, não o jogador de futebol corintiano), que ensinava fazendo perguntas, não afirmações. Polemista, na verdade, é uma coisa bem anglo-saxã. Um polemista famoso do mundo da gestão, na minha opinião, é o Tom Peters. Ele é menos iconoclasta que a escola brasileira, mas é polemista. E no meio do seu espalhafato todo, encontram-se grandes conselhos. A Luiza Helena, do Magazine Luiza, é uma empresária que atribui algumas boas idéias suas ao Peters. Ele falou, ela pensou, ela entendeu e aplicou.
Ah! Confesso que não sou corintiana. Gargalhei com o Simão. Meu time é o campeão, sabe?

Lições das cavernas

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Deu nos jornais que o Ibama mandou fechar as cavernas do Petar, no Vale do Ribeira. A Caverna de Santana (foto ao lado), em Iporanga, é demais. E, além dela, tem o Salão das Dunas na Gruta da Laje Branca, a Caverna Água Suja com cachoeira subterrânea, a Caverna Casa de Pedra, com um pórtico de entrada que equivale a um prédio de 73 andares, a própria Caverna do Diabo em Eldorado, linda, apesar de mais turística. Ainda bem que já fui lá, porque vários amigos me enviaram e-mails de lamentação por nunca terem ido. Mas comigo aconteceu algo parecido quando as sete quedas do rio Iguaçu foram detonadas para a usina de Itaipu funcionar. Eu estava lá, visitando as Cataratas, mas tinha havido um acidente com morte naquelas pontes moles das sete quedas e me faltou coragem para atravessá-las. Eu era criança mas me arrependo até hoje. Acho que essa é uma lição cotidiana para a vida e para os negócios: algumas oportunidades aparecem apenas uma vez na sua frente. Você as agarra, ou tchau.

Apaixone-se pelo lucro

Oriovisto Guimarães é um dos palestrantes do Fórum de Lucratividade que acontece nos dias 11 e 12 de março, aqui em São Paulo. Estava pesquisando sobre os feitos deste empreendedor pois ele, como todos os outros palestrantes, serão entrevistados durante o evento para a realização de programas HSM Specials que são exibidos as terças e quintas, na ManagemenTV. Oriovisto é um daqueles professores queridos que construiu um império. Os produtos e serviços do Grupo Positivo estão presentes na sala de aula de quase 10 milhões de alunos de escolas públicas e privadas no Brasil e também no exterior. Com a Positivo Informática, assumiu a liderança absoluta no mercado nacional como o maior fabricante de computadores (e tornou-se o 15º no mundo). Minha supresa foi encontrar esse vídeo no You Tube com um texto de Oriovisto que fala sobre paixão. Este vídeo faz parte daquela safra que se popularizou com “Filtro Solar” que já foi gravado até pelo jornalista Pedro Bial. Dê então um minutinho para você se apaixonar….

Tratamento médico através do Google

Por ter trabalhado em uma empresa inserida no setor da Saúde, tenho uma boa idéia das enormes dificuldades encontradas em fazer a conta como um todo fechar e na questão: o que é valor para o cliente/paciente? Michael Porter em seu último livro “Redefinindo o Mercado de Saúde” mostra um plano de ação para transformar a competição atual soma-zero em competição baseada no valor gerado para o paciente (melhorar os resultados de saúde por real investido).
Um ponto bastante polêmico e importante é a capacidade de termos o prontuário eletrônico e avaliarmos toda a cadeia de valor com o objetivo de tratar cada caso médico de forma holistica e a um custo benefício adequado.

O Google acaba de entrar neste mercado com o Google Health focando em organizar informações dos paciente e torná-las disponíveis. As grande questões nesta iniciativa são ética, privacidade de informações e como estas informações serão usadas. Será que este é um dos movimentos positivos para solucionar este problema crônico no mundo?

Como as pessoas se comunicam no Brasil.

(por Thiago Mello, via Y&R UoD)

Aproveitando o último post do Marcos Braga, a revista Super Interessante de março (texto de Rafael Tonon) traz um dado sobre o modo como as pessoas comunicam-se diariamente (clique na imagem para ampliar). No topo estão os e-mails, com 1,3 bilhões enviados (isso sem incluir os Spams), seguidos dos 920 milhões de mensagens instantâneas trocadas por MSN, Google Talk, e quem sabe até um pouco pelo saudoso ICQ.
O telefone fixo vem em terceiro lugar, com um número bem abaixo: 217 milhões de ligações (com a duração média de 3,3 minutos). Mas, se o telegrama ainda está aí para contar história, o telefone está longe de perder seu papel.


Leve sua certeza para longe de mim

Conselho do Maurício Botelho, o homem da virada da Embraer: não seja arrogante. Conselho do Jack Welch, o homem do boom da GE: não seja arrogante. Bom, achei uma música que traduz esses conselhos. Diz “certeza é o contrário”, “certeza mesmo só existe no dicionário”, “leve sua certeza para longe de mim”. Afinal, arrogância e certeza são quase sinônimos. Isso podia virar trilha sonora em alguns escritórios por aí. O autor é Paulo Padilha e a cantora, Suzana Salles. Viva eles! Viva Botelho! Viva Welch! Ouça aqui:

Seis graus de separação

images-11.jpegConhece essa história? Muita gente acha que é lenda urbana, mas não é. Em 1967, o psicólogo social norte-americano Stanley Milgram fez um experimento. Pediu que 60 pessoas moradoras de Kansas City, no centro dos EUA, tentassem enviar uma carta para destinatários desconhecidos em Boston, na parte norte da costa leste. Mas não pelo Correio. Elas tinham de enviar a carta para algum conhecido de qualquer cidade, que então remeteria a carta para outra pessoa, até que o destinatário final, em Boston, fosse encontrado. Em média, houve cinco intermediários para que as cartas chegassem a seu destino. Mais tarde, isso foi comprovado matematicamente. Um professor de gestão brasileiro, Sérgio Lazzarini, do Ibmec São Paulo, descobriu que esse fenômeno do mundo pequeno se aplica também aos proprietários de empresas no Brasil. Ele estudou 640 empresas e viu que, de um modo ou de outro, a maioria está ligada a estes acionistas: os fundos de pensão Previ, Centrus, Petros e Sistel; o governo federal (incluindo BNDES) e os grupos empresariais Bradesco, Itaú, Oportunity, Suzano (família Max Feffer), Aliança da Bahia, Unibanco (família Moreira Salles) e Camargo Côrrea. Entre os estrangeiros, só a JP Morgan Corporation. Foi bom para acalmar os xenófobos. Leia a entrevista com o Sérgio na HSM Management Update nº 41. Nos eventos da HSM que têm o Bill Clinton como palestrante, a gente encurta os caminhos até personalidades e líderes do mundo inteiro.

A velocidade das mudanças e o anacronismo

Deu na Exame: a Lei Geral de Telecomunicações, que completou 10 anos, estabeleceu que todas as operadoras de telefonia fixa deveriam instalar uma cota de milhares de postos telefônicos (os famosos “orelhões”), espalhados pelo país. Em 2007, cerca de 60% dos 2.500 postos instalados pela Brasil Telecom não tiveram um único usuário. É o efeito dos milhões de celulares que estão ativos no país. Vamos ver quanto tempo levará para a lei ser revista…

Did you know 2.0

(tks Wagner Brenner via Upd Talks)

Durante o Upd Talks, fui introduzido a este vídeo de Karl Fish sobre a crise no ensino formal. Interessante que muitos dos dados estão alinhados as análise de Ray Kurzweil sobre o desenvolvimento exponencial da tecnologia e do mundo. Vale a reflexão.





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