(por Paula Rizzo via Uod)
Dica do nosso leitor Marcelo Barros, o tema deste post é o Hulu, site de vídeos formado pelos grupos NBC Universal e News Corp, que estréia hoje, apenas no território norte-americano, com muito conteúdo graças às parcerias com grandes grupos como a Warner Brothers, Lionsgate Entertainment e Metro-Goldwyn-Mayer.
Em seu lançamento o Hulu irá oferecer gratuitamente episódios completos de mais de 250 séries de televisão que atualmente fazem sucesso, como “Os Simpsons” e “The Office” e cerca de 100 filmes.
O site, desenvolvido para concorrer com o YouTube (embora com proposta diferente), também inaugura um novo modelo de comercialização publicitária. O próprio usuário poderá escolher o comercial que quer assistir. Vale ficar de olho !!
Quem descobrir primeiro como assistir aqui do Brasil, divida com a gente nos comments.
Update: um passarinho me soprou que o hotspot shield resolve o problema… Testei e funciona.
Update 2
Na revista Fortune deste mês tem uma ótima matéria sobre o Hulu. Alguns pontos na matéria me chamaram a atenção:
1º - a facilidade do uso, o Hulu tem uma atenção obcessiva ao detalhe na experiência do usuário.
2º- o fato do CEO Jason Kilar escolher usar uma estrutura totalmente separada, levando o projeto com uma mentalidade de startup.
3º - a colaboração entre programadores em Santa Monica e Beijing fazendo com que o trabalho passasse de mãos em mãos 24 horas.
4º - a capacidade do usuário controlar a programação de maneira nunca vista na TV. No Hulu você pode editar um programa e transforma-lo em um clipe de poucos segundos. Se quiser pode enviá-lo por e-mail ou colocá-lo em seu website.
Segundo Quincy Smith, a pessoa a frente das iniciativas digitais da CBS, o Hulu precisa focar em facilitar a interação entre seus fãs e criar uma comunidade online. Kilar, que parece estar diariamente atrás da adesão da CBS, diz que este é o próximo passo.
Mais um post ótimo do consultor português Paulo Vieira de Castro, o papa do dharma marketing, vindo diretamente do Porto, na terrinha: A empresa alemã
Entre neste
Ninguém gosta de falar de morte e jornalista menos ainda. Mas há uma função dentro das redações de preparar obituários de pessoas famosas que estão já com o perdão da palavra - com o pé na cova. Bem, esses que temos material pronto parece que nunca morrem e o comum é a correria para preparar edições históricas de gente que não devia morrer - pelo menos não no seu plantão!!! Eu mesmo participei de duas coberturas inesquecíveis: princesa Diana e Ayrton Senna. Isso tudo é pra prestar uma homenagem ao - acredito - o jornalista mais antigo do Estadão, uma figura já lendária, que na minha época de jornal - lá se vão 10 anos - já era velhinho. Na redação, ele conhecido como Toninho Boa Morte e faz a zilhões de anos a seção falecimentos do caderno Metrópole. Tenho lembrado dele desde o lançamento do “O Livro das Vidas” que reúne os obituários do New York Times. Claro que os textos dos livros são saborosos, irônicos e muitas vezes, inusitados. O trabalho do Toninho é mais de formiguinha…mas que dá conforto para as famílias nesta hora díficil. Fica aqui, então, uma sugestão de leitura e o meu registro merecido ao trabalho dele!
Os dois posts anteriores têm a ver com o custo imposto por instituições públicas brasileiras, mas o setor privado nacional também gera seu Custo Brasil de alguma maneira. Um amigo e eu costumamos brincar entre nós –e, assim, desabafar– sobre os funcionários ineficientes e “devagar-quase-parando” que nossos fornecedores e clientes às vezes nos impõem. Eles atrapalham o andamento do trabalho e nós não os contratamos nem podemos demiti-los. Eles são fruto de um sistema educacional (institucional) deficiente, claro, mas também de empresas que querem pagar salários baixos e/ou que têm um processo de recrutamento deficiente. O fato é que nós chamamos cada um deles carinhosamente de “nosso custo Brasil” e seguimos em frente. E os trabalhos saem.Agora vejam o caso da Dinamarca. País lindo, povo simpático, que eu adorei, onde até a moça do açougue parece top model, tudo isso. Mas, quando o sinal de pedestres está vermelho e não tem nenhum carro para passar nem a quilômetros de distância, mesmo assim ninguém atravessa a rua. E isso é um problema. Não estou dizendo que eu não queria que o Brasil fosse uma Dinamarca; queria sim, em muitos aspectos (no frio, não, por exemplo). Mas, neste redemoinho de mudanças que marca o século 21, a relação entre os custos-país pode mudar significativamente. Afinal, apesar dos pesares, a Embraer conseguiu ser uma das maiores fabricantes de aviões do mundo, a Marcia foi descansar em Porto Alegre com a filha e a família em vez de paralisar-se, e eu e meu amigo fazemos nosso trabalho todos os dias, apesar dos nossos respectivos custos Brasil. Desconfio que todos atravessamos a rua com o sinal de pedestres vermelho se isso for viável. 
Estamos falando de competitividade do Brasil, do País no G8, e tem um raciocínio que vale fazer, sobre o chamado Custo Brasil. Vou fazê-lo em três partes, para a leitura não cansar. O Maurício Botelho, da 