Seja bem-vindo(a) ao Blog da HSM / Alameda Mamoré, 989, - 13º andar / Barueri, Alphaville SP

Arquivo para July, 2008

Japão e as lições de uma cultura milenar

Sempre tive curiosidade em conhecer o Japão, seus hábitos e costumes. Era a única grande economia que ainda não tinha visitado. Por isso, decidi ir ao país no início do mês para ver de perto algumas de suas principais cidades. Curiosamente, no ano em que comemoramos o centenário da imigração japonesa no Brasil. Uma experiência, diga-se de passagem, memorável, que guardarei para o resto de minha vida em meu extenso diário de viagens.Durante o vôo de volta – que durou cerca de 25 horas, com direito a conexão no Canadá, duas semanas atrás, tive bastante tempo para refletir sobre a cultura milenar do Sol Nascente, arraigada na mente deste povo organizado. Indiscutivelmente, há muito que se aprender com os japoneses. O Brasil é um país jovem, multi-racial e, como tal, não possui uma cultura forte, sistematizada. É, em verdade, um caldeamento de culturas. Parte representada pela comunidade nipônica no país, a maior fora do Japão, com mais de um milhão de descendentes.Quero destacar pelo menos dois aspectos marcantes da cultura japonesa que poderiam perfeitamente ser assimilados para benefício de todos nós brasileiros. O primeiro refere-se ao respeito aos idosos. Desde cedo, eles aprenderam que os mais velhos são uma inesgotável fonte de conhecimento. Cheios de sabedoria e dispostos a compartilhar com os mais jovens suas ricas experiências.O respeito pelos mais velhos ou pelos mais sábios possibilita perpetuar o conhecimento, reduz a incidência de erros, pacifica a família e distribui a felicidade. Outro aspecto que merece nossa atenção é o respeito pelo indivíduo. O Estado, no seu papel de representante da sociedade e árbitro, tem como principal preocupação o cidadão. Não é à toa que todas as ações emanadas do poder público caminham nesta direção.Não se constrói uma obra pública sem antes ter o aval da comunidade afetada. Espaço físico no Japão é algo escasso e, logo, valioso. Para melhor aproveitá-lo há que se construir estradas e viadutos muito próximos às residências. Nesses casos, vale ressaltar, a população local é chamada para opinar sobre o projeto e sugerir modificações. Querem outro exemplo? As auto-estradas (todas sob administração privada de pedágio e muito bem conservadas) são dotadas de proteção acústica para não perturbar as pessoas que vivem nas proximidades.

Também não posso deixar de mencionar a grande transformação da economia japonesa em potência, que teve como marco o Tratado de Kanagawa, firmado com os Estados Unidos em 1854. A partir daí, os portos foram abertos ao comércio e iniciou-se um processo de intensa industrialização. Mesmo prestes a experimentar uma desaceleração “modesta”, diante das turbulências nos mercados, segundo prevê o Fundo Monetário Internacional (FMI), o país soube resistir, até agora, à desaceleração econômica dos EUA. Em parte, graças à exposição relativamente prudente dos bancos japoneses ao mercado hipotecário americano.

O Japão, terra dos samurais, das gueixas e das tecnologias do futuro, nos dá lições que vão além do chocante episódio de Hiroshima. Muitos de seus princípios estão ligados aos valores passados de pai para filho. A falta de honestidade, por exemplo, é considerada um erro grave, pecado mortal, por desonrar a família. Será que de fato não temos muito que aprender com os japoneses?

Kevin Kelly e os próximos 5.000 dias da Web

Na conferência EG de 2007, o fundador da Wired Kevin Kelly falou sobre o estado atual da Internet e o que podemos esperar para o que ele chama de “os próximos 5.000 dias”. Segundo Kelly, a web só possui 5.000 dias de vida, acumula 100 bilhões de cliques por dia,  55 trilhões de links, 2 milhões de e-mails por segundo, etc. Abaixo o vídeo da palestra.

Uma conversa com Marc Andreessen

Durante a Web 2.0 Expo 2008 em San Francisco, uma das entrevistas mais interessantes foi entre John Battelle e Marc Andreerssen (vídeo abaixo). Andreessen foi um dos empreendedores pioneiros da Internet com a Netscape, passando pela Opsware e agora com o Ning. As suas duas primeiras empresas foram vendidas por mais de 1 bilhão de dolares, tarefa nada fácil para um empreendedor de Internet. O Ning, plataforma para criação de redes sociais, adicionanda 500 novos grupos por dia e dobra de tamanho a cada 137 dias.

HSM Expomanagement 2008

A HSM traz ao Brasil, nos dias 10, 11 e 12 de novembro de 2008, pelo oitavo ano consecutivo, a EXPOMANAGEMENT 2008, um dos maiores e mais importantes encontros de executivos de todo o mundo.

Medpedia, o Wikipedia da medicina

Um grupo de escolas americanas estão trabalhando no Medpedia, projeto com o objetivo de coletar e organizar todo o conhecimento médico numa plataforma colaborativa Wiki. Harvard, Standord, Univ. of Michigan e Berkeley irão iniciar o conteúdo do projeto e trabalharão com a comunidade médica para aprofundar as informações. Todos terão acesso mas as edições só poderão ser feitas por M.D.´s e Ph.D´s nas suas áreas de expertise.

<via>

Novo Rival do Google - Cuil

O Cuil foi fundado por um grupo de pioneiros das buscas, entre os quais Costello, que criou a ferramenta de análise de buscas da IBM, e sua mulher Anna Patterson, arquiteta do imenso índice TeraGoogle de páginas da Web, operado pelo Google. O novo rival do Google afirma que seu serviço vai além das técnicas de busca dominantes, que se concentram em links e padrões de tráfego de audiência, e em lugar disso analisa o contexto de cada página e os conceitos por trás de cada pedido de busca dos usuários. A batalha para superar a líder no setor será desafiadora. Vamos acompanhar…por enquanto só em inglês.

Cliente tentando cancelar o serviço da AOL

Veja o que acontece com uma empresa que não presta atenção nas mídias sociais. O cliente gravou a conversa com o telemarketing e passou pra frente usando o poder viral da internet. O atendimento da empresa foi totalmente exposto e a imagem arranhada.

<via>

Plus dangereux: le blanche colombienne

ingrid_betancourt.jpgVou tentar fazer agora, antes de uma semaninha de férias, um post misturando Daniel Filho com Ingrid Betancourt, a propósito de “A Alma Imoral”. E com trilha sonora, imitando o Wagner. Se eu não me perder, acho que vai ter algum nexo…Acabei de recomendar a peça A Alma Imoral, que me chamou a atenção para a importância estratégica da traição à tradição, da imoralidade que desafia a moral vigente. O que o Daniel Filho fez, como mostrou o post do Marcelo Melo, foi exatamente isso, pois abrir mão do poder é trair a tradição. E hoje ele tem outro tipo de poder, no cinema, que, para mim, é potencialmente mais poderoso (até porque aquele poder que ele tinha, convenhamos, diluiu-se com o advento da TV a cabo e o aumento da concorrência na TV aberta). 

Outro caso é o da Ingrid Betancourt, refém das Farc por seis anos e recém-libertada, numa das histórias mais emocionantes dos últimos tempos. Ela foi falar que a outra refém Clara Rojas quis afogar no rio o filho nascido na selva (fruto de um caso com um guerrilheiro) e que ela, Ingrid, é que a teria impedido de matá-lo. Isso não se diz, claro, mesmo que seja verdade, por solidariedade ao desespero da outra, porque o menino vai escutar etc. Clara veio a público desmentir, que é o que ela tinha de fazer mesmo e a coisa toda pegou mal. Assim como, para mim, pegou mal a Ingrid  logo falar que continuava querendo ser presidente da Colômbia. Saiu do cativeiro, espera-se que continue com atitude de vítima, afinal de contas! Mas isso é a tradição.

Assim como o Daniel traiu o poder, acho que a Ingrid está traindo as vítimas, o estatuto delas. Sei lá, desconfio que ainda vem muita coisa por aí dessa mulher, que parece ser a verdadeira “dangereux blanche colombienne”, da deliciosa música da primeira-dama Carla Bruni, que eu cantarolo o dia inteiro. Até a volta!

Alma, imoralidade, gestão, empresas

4.jpgEste título não é um exercício de livre associação de palavras (mas bem que poderia ser). Fui assistir à peça “A Alma Imoral”, em cartaz em São Paulo no teatro Eva Herz (da Livraria Cultura) até setembro. É um monólogo da atriz carioca Clarice Niskier, baseado no livro homônimo do rabino carioca Nilton Bonder. Em primeiro lugar, recomendo fortemente a peça ou o livro, ou, se for possível, os dois (o livro é  fino). É um emaranhado de reflexões na fronteira do teológico com o filosófico-psicológico e tem grande poder de mexer com as pessoas, físicas e jurídicas. A peça/o livro “reposicionam” os conceitos milenares da nossa civilização ocidental (judaico-cristã), como diz o site da peça, numa época particularmente importante, em que o corpo está sendo redescoberto. Fala da necessidade de trair as tradições para sobreviver, dilema que estamos vivendo a todo momento hoje na vida pessoal e profissional. Nesse contexto, o imoral é bom. Eu gostei de muitos momentos, cito alguns aqui:

  •  O Mar Vermelho não se abriu para o povo judaico passar. Segundo o Midrash (comentário alegórico dos rabinos), um dos homens do grupo, Nachson ben Aminadav, começou a marchar e, quando estava com água pelo nariz, Deus se impressionou com sua coragem e fez o mar abrir.
  • Não foi Deus exatamente que mandou Abraão matar o próprio filho, como também não foi Deus que o liberou da missão. Naquela região havia a tradição do sacrifício do primogênito (Deus era a tradição) e Abraão resolveu trair a tradição atribuindo isso a um desígnio divino e criando nova tradição (Deus foi a traição). Abraão foi imoral, pois legitimou uma nova moral, , necessária à sobrevivência e evolução da espécie humana (ou pelo menos dos judeus).
  • Assim foi a imoralidade de Eva no paraíso, que oferecendo a maçã a Adão criou uma nova moral também, necessária à sobrevivência e evolução da espécie humana. E segundo o rabino (não sou eu que digo), as mulheres (algumas, pelo menos) continuam hoje plantando essa semente de imoralidade tão necessária a todos.

Tem um trecho que resume isso de um modo super interessante: fala que a preservação da lei é obtida, muitas vezes, pelo rompimento da lei. Ou seja, preserva-se o espírito da lei desobedecendo-a. Tudo a ver com este momento extraordinário que vivemos, que pede rupturas e inovações em nossas vidas pessoais e nas empresas, não? Ah, a atriz fala de um empresário caxias que não tirava férias havia anos e que, depois da peça, resolveu passar a tirá-las –esta seria sua pequena imoralidade. (Acho que cada um comete a imoralidade que aguenta cometer.)

Mercado online para novas idéias

vatotv.jpg

Você possui uma idéia de negócio brilhante? Gostaria de compartilhar com  investidores cheio de dinheiro? Precisa de empregados? Uma empresa americana chamada Vator.tv criou uma plataforma online onde qualquer um pode fazer seu elevator speech, incluir apresentações de Power Point ,PDF, links para seu LinkedIn, colocar estatísticas de seu site, etc e esperar pelos contatos dos interessados. Abaixo o fundador do PayPal Peter Thiel,  investidor na empresa, explica como criar um profile atrativo para sua empresa.

<via>

E se você estiver errado?

Um dos mais aclamados e polêmicos biólogos do mundo Richard Dawkins, acredita que a memória humana se propaga de cérebro para cérebro como um vírus. Segundo ele, muitos “fatos” acabam se tornando “realidade” pelo simples ato da repetição e imitação. Durante uma palestra nos Estados Unidos sobre seu livro “Deus - um delírio“,  uma pessoa fez uma simples pergunta “E se você estiver errado?

Fórum Mundial de Estratégia

O evento que particularmente mais espero no ano é o Fórum Mundial de Estratégia.  Basta alguém olhar para o line up para perceber que teremos os maiores pensadores da atualidade comprimidos em dois dias de evento. Para se ter uma idéia, no ranking bianual Thinkers 50 realizado pela Suntop Media, os top 3 estarão no evento: 1º -  CK Prahalad, 2º - Michael Porter e 3º - Renee Mauborgne.

<via>

A cadeira, o poder, Daniel Filho e você …

cadeira-do-poder.jpg 

A revista Poder de julho traz uma interessante entrevista com Daniel Filho. Sim, para quem não se lembra, ele não é apenas um diretor de filmes e séries, já foi o todo poderoso da Central Globo de Produção. Além de muito dinheiro, tinha prestígio e era invejado, ou seja, dinheiro, poder e mulheres, muito do que um homem sonha. E o que ele fez? Abandonou tudo isso e hoje é capaz de falar verdadeiramente sobre o poder, reflita antes que esse poder te corrompa…

DF: Tem várias formas de poder. O primeiro, que considero, é o poder de fazer. A liberdade de poder fazer vem antes do poder mandar ou poder dominar. Quando você, por acaso, se vê num caminho, como me aconteceu, numa posição de poder, ele é embriagador, realmente tonteia, porque eu não sei quais são as pessoas preparadas para ele. É uma droga no sentido de entorpecer. E violenta.
Poder: O poder vicia?
DF: O poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente. Então você fica num processo que pode viciar, sim. […] em determinado momento alguma coisa de lucidez aconteceu, era querido e amado por eles, e pedi demissão.
Na época, foi vista de uma forma muito estranha. […] Porque ninguém poderia imaginar, em são consciência, que eu chegasse a esse cargo e pedisse demissão. E para fazer o quê? Nada. Simplesmente sentia que a cadeira na qual me sentava era a do poder. Estava me confundindo com ela. Queria saber que era eu e qual o significado dela. Mas sabia que a cadeira era mais forte do que eu, disso tinha consciência.
Poder: Com que idade você estava?
DF: Tinha 53 anos e disse para mim: “ainda tenho tempo de rever minha vida e de me recolocar”. E foi uma experiência maravilhosa, porque ao sair da cadeira, você começa a tomar porrada. Não é a vida, é realmente a cadeira que tem o poder. Existem pessoas que têm o poder do dinheiro, são herdeiros, e com esse dinheiro ficarão ad eternum. Portanto, elas nunca irão vivenciar o barato que tive, que é tremendo: você pode se jogar nessa montanha-russa, se jogar nesse bungee jump. E pode ser que, nesse pulo, a corda arrebente, você se quebre ou morra ou, então, bata no fundo e volte.
Poder: Foi difícil?
DF: Foi difícil, sabia que ia tomar uma porrada, mas não que tomasse uma tão grande.
Poder: Por que?
DF: Porque você é totalmente abandonado, fica sozinho, some tudo à sua volta, tudo que era fácil deixa de ser. As coisas passam a não acontecer mais. Mas, puxa vida, que bom que eu pude fazer isso, porque soube depois quem é o Daniel Filho, sem a cadeira, sem ser o diretor da Central Globo de Produção. E, por livre e espontânea vontade, disse: “Se der algum chabu aqui, tenho como me recuperar de alguma forma”. E dei a sorte de produzir, fora da Globo, um programa que foi um gol certeiro: Confissões de Adolescente. Pude ver que o padrão de qualidade não pertence à emissora. Pertence, sim, a cada um dos diretores que fazem, pertence a quem é um bom profissional. E agora sei que o poder que tenho me pertence. Ele é meu. Se tenho algum poder é porque uns têm e outros não.

Tudo que rolou no WOMM-U em Miami: social media e marketing boca-a-boca

(Por Marcelo Tripoli via UoD)

Conforme prometido segue o link para o conteúdo da apresentação realizada para os clientes da iThink em São Paulo no final de junho com o melhor do conteúdo do WOMM-U, o congresso anual promovido pela Word of Mouth Marketing Association (Womma).

O evento reuniu durante 2 dias marqueteiros e publicitários de grandes empresas como Unilever, Dell, Apple e Disney. As apresentações trouxeram para mesa um tema presente na pauta dos gestores de marketing dos quatro cantos do planeta: Como uma marca pode atingir seus objetivos utilizando ferramentas de marketing boca-a-boca.

Neste link você encontra o conteúdo e os vídeos da minha apresentação. Enjoy.

Uma nação. Sob pressão. Endividada

Um dos filmes selecionados para o festival de Sundance 2008 é o I.O.U.S.A. O filme bancado pelo bilionário Peter Peterson, co-fundador do Blackstone Group, examina o rápido crescimento da dívida interna dos Estados Unidos e as consequências para os país e para a sua população.



Close