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Arquivo para August, 2008

Sucessão: tema difícil para quem sai

jobs2.jpg Quantas empresas familiares desaparecem porque o fundador ou o empresário no posto de comando tem dificuldades em formar ou escolher a hora certa de passar o bastão? Talvez esse seja o principal desafio de um empreendedor de sucesso. A mesma força interna que o fez ir muitas vezes contra tudo e contra todos, tem que ir contra aquele que nunca foi, ele mesmo. Não é fácil. Além da força há a questão do ego, para quem se acostumou com a escalada vertical, imaginar ou aceitar a descida física é sempre incomodo, no mínimo, humano.

A Apple já está longe de ser uma empresa familiar, tem uma história invejável. Sou fã de Steve Jobs, tento colocar os feitos à frente dos relatos da dificuldade de se relacionar com ele. É incrível o que fez com a Apple, mas apesar de aceitar que a saúde dele é algo que lhe diz respeito, isso deixa de ser verdade na medida em que não deixou espaço para mais ninguém crescer. É consenso, pode até não ser correto, que a Apple sem ele, terá problemas. A imagem aí acima, reprodução do Estadão, é inegável. Ontem a Bloomberg cometeu o erro de divulgar o seu obituário. Os principais veículos e agências ligados ao setor talvez já tenham uma parte do material pronta. Para Steve deve ser indigesto encarar isso, mas já passou da hora de usar a mesma estética clean de seus produtos nas ações da empresa. Que se mostre que a Apple vive sem Jobs, todos continuarão torcendo para que ele possa assistir ou colaborar com seu sucessor.

Livro clip

post by Monica Beretta e Vivianne Brafmann, via YR UoD

Já saiu na Folha semana passada, mas é tão legal que vale a pena contar para quem não leu: a novidade é o site Livro Clip, que traz resumos animados de vários livros, de uma forma divertida e inovadora. É ótimo pra quem anda com preguiça de reler os clássicos. Clique nos links e tenha um gostinho:  “A Metamorfose” de Kafka, e “Dom Casmurro” de Machado de Assis - (com efeitos de edição da série 24 horas de Jack Bauer!)

O dia em que conheci um gênio

por Neto, via UoD

wozsmall.pngEm 1970, eu morava na casa da minha avó. Tinha 6 anos e o Brasil estava ganhando o Tri Campeonato no México. Como nunca dormi cedo, naquela época eu sempre inventava uma historinha fantástica qualquer, para dormir. Aquelas historinhas embalavam o sono e, quando eram boas, duravam várias noites e realmente me davam vontade de ir para cama mais cedo. Uma das que eu mais gostava era a de que, embaixo do vaso do jardim da casa da minha avó, existia uma passagem secreta para um esconderijo (que, nas minhas fantasias, era muito parecido com a caverna do Batman). Lá no meu esconderijo secreto tinha um computador. Eu não sabia direito como era um computador, mas tinha uma máquina qualquer, que respondia todas as perguntas que um menino de 6 anos pudesse fazer. Eu adorava essa história. Assim, lá pelo início dos anos 80, quando apareceram os primeiros computadores, eu sabia que precisava ter um.
Steve Wozniak deve ser, o quê? Uns 15 anos mais velho do que eu. Cresceu em Silycon Valley, filho de um engenheiro eletrônico e, desde criança, mostrou enorme habilidade para a matemática. Aos 10 anos de idade, Woz já havia construído um circuito capaz de jogar o jogo-da-velha e um rádio transmissor e receptor. Na década de 50! Seu talento precoce o levou, ainda adolescente, para a HP. Ali, com acesso a manuais e equipamentos de última geração, em pouco tempo conseguiu ampliar seus conhecimentos e conceber o primeiro computador pessoal do mundo. Nessa época, Woz conheceu Steve Jobs, os dois tornaram-se melhores amigos e, pela insistência de Jobs, os dois abriram uma empresa para fabricar os computadores que Woz por 7 vezes apresentou para a HP e foram rejeitados. A Apple cresceu para se tornar a empresa que é hoje, mas após o lançamento do Mac, Wozniak - que sofreu amnésia temporária depois de um acidente de avião - preferiu seguir outros caminhos, atendendo à sua vocação criativa.

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ManagemenTV: novo vídeo de apresentação

A ManagemenTV é transmitida pela Sky no canal 93 e pela TV Alphaville canal 73

Caso Agrenco: um teste para a eficácia da Sarbanes

algemada-abertos-maos_bxp154710.JPGPode parecer emblemático, mas o escândalo da Agrenco, que atua  no setor do agronegócio, coloca em xeque a eficácia da lei Sarbanes-Oxley (SOX) no país. Sobretudo por ser o primeiro após o boom vivido pelo mercado de capitais brasileiro. Está mais do que na hora de ver suas rígidas penalidades previstas saírem do papel.

Muito se fala que a SOX serviu para restaurar a confiança dos investidores nas instituições, na contabilidade como ciência da informação e também nos auditores. Mas nós contadores continuamos na berlinda após o inesperado episódio da Agrenco. Aliás, será mesmo que ninguém se deu conta de que alguma coisa estava errada?

Esta semana, estive participando do 18º Congresso Brasileiro de Contabilidade, em Gramado. E uma discussão acalorada marcou o painel  - do qual tive a honra de fazer parte -  sobre impactos da SOX em relação aos controles internos das empresas brasileiras. Há um senso comum em relação ao cumprimento da lei.

Mas a questão é: como uma empresa que se dizia seguir os princípios da governança pode ter sido  palco de fraudes no balanço, desvio de dinheiro e sonegação fiscal?  Esta é uma das perguntas que continua sem resposta.  

Segundo matéria da revista Exame, com dívidas de US$ 600 milhões e três propostas na mão, a empresa resolveu agir rápido para tentar evitar sua quebra. Além de Monforte, trouxe dois outros conselheiros de fora - nomes importantes como Cássio Casseb, ex-presidente do Pão de Açúcar, e James Wrigth, da FIA - para comandar um grande processo de reestruturação e a chegada de um novo controlador.  

Enquanto esperamos uma solução para o caso, não podemos deixar de destacar as lições que o escândalo traz. O discurso de governança das companhias abertas e os eventuais regulamentos de boas práticas assinados não são garantias de boa fé aos investidores. Ou seja,  é preciso que os investidores façam seu trabalho de avaliação do negócio e dos gestores antes de decidirem aplicar seus recursos no negócio.

 O lado positivo é que os investidores também precisam estar atentos ao seu papel de cobrar melhorias na gestão. Além disso, fica a seguinte lição para os conselheiros:  muito cuidado ao assumir uma posição em uma nova  empresa aberta. Fique de olho no histórico da companhia e na reputação dos dirigentes.  Agora é o momento em que veremos, tanto aqui quanto lá fora, a Sarbanes enfrentar seu maior desafio.  Resta saber se ela passará no teste. 

HSM USA apresenta: World Business Forum 2008

Um dos eventos mais grandiosos da HSM é o World Business Forum que acontece nos dias 22 e 23 de Setembro no Radio City Music Hall em NY. O evento em 2007 ganhou o prêmio de Melhor Novo Fórum de Negócios pela Burson-Marsteller e ficou em 2º lugar na categoria Melhor Fórum Global. Este ano estarei por lá, trazendo updates e insights para quem não conseguir comparecer.  Abaixo um vídeo promocional do evento.

Cortando os fios dos aparelhos domésticos

Um consórcio batizado de Wireless Home Digital Interface, formado por gigantes como Sony, Sharp, Motorola e Hitachi, vai colocar, ainda neste ano, uma nova tecnologia no mercado: um chip que permite que os eletrônicos domésticos como aparelhos de som, DVDs e TVs troquem informações sem fio.

A tecnologia de transmissão de vídeo em alta definição foi desenvolvida pela empresa israelense Amimon.

Por Gustavo Villas Boas via Folha Online

Scott McNealy na Expomanagement 2008

Mais um reforço de peso para a Expomanagement 2008. Scott McNealy, co-fundador da Sun Microsystems, falará sobre o compartilhamento dos ganhos e movimento Open Source.

Leaving politics aside…Analyzing Michelle Obama´s speech

 (Por Susan Copperman via HSM USA Blog)

Leaving politics aside, Michelle Obama’s speech at the Democratic National Convention transcends politics and is one in which we, as active participants in the world of business, can find resonance.

Through her words, Michelle Obama reminds us of the concepts upon which America, and by extension our beliefs about commerce and free markets, was founded — the promises and ideals that have attracted so many from around the globe who wish to live or at least do business in and with the United States of America. Shouldn’t Michelle Obama’s ideas be timeless concepts that extend into the future? Shouldn’t they be daily precepts by which we work and live? In case you did not tune in, Michelle Obama’s vision is for the following:

* A country which encourages and makes quality education available to all
* A country in which equal opportunity exists for all
* A country which rewards and values hard work and ethical behavior
* A country which cares for its children and fulfills the obligation to prepare tomorrow’s leaders today
* A country in which people are treated fairly and humanely at work, at home and in routine comings and goings throughout the day
* A country in which stong family values, love and support, regardless of the family structure, are the norm and the expectation

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As guitarras de McCoy Tyner

Para dar um pouco de gingado no blog da HSM, trago o gênio pianista McCoy Tyner que lança no dia 23 de setembro um cd/dvd dedicado a guitarra. O disco chamado Guitars terá Ron Carter no baixo, Jack DeJohnette na bateria e um time de guitarristas de primeira linha fazendo participações especiais. Uma frase de Tyner, no trailer de Guitars abaixo, que eu achei fantástica: “You learn a lot from helping people visualize and materialize their ideas”.  Até ele continua aprendendo!

Colaboração sem Organização

Clay Shirky é professor de novas mídias da NYU e escreveu um ótimo livro chamado “Here Comes Everybody“.  Abaixo, durante uma apresentação no TED, ele fala sobre como as pessoas estão colaborando sem a presença formal de organizações. Para quem quiser entender melhor o fenômeno dos blogs e das novas mídias, veja o vídeo e compre o livro.

Embalagem: a dos produtos e a sua!

embalagens.jpg O caderno Vitrine da Folha de S. Paulo de ontem trouxe uma interessante discussão sobre embalagem. Mostra toda a transformação que o conceito de embalagem vem obtendo nos últimos tempos e o quanto hoje os seguintes aspectos são fundamentais: durabilidade (sim, você vai voltar a e levar a “garrafa” ao supermercado); utilidade (a tal da Gropack permite que os fungos e vegetais ainda cresçam no ponto de venda); retrô (sim, apesar de avançar a passos largos o ser humano também quer conexões com seu passado); e simplicidade (pouca cor, um aspecto de papel craft pode ajudar os produtos a se diferenciarem numa gôndola excessivamente colorida…).

Além disso, as sacolinhas já fizeram a cabeça dos formadores de opinião e devem se espalhar entre todas as classes, isso mesmo, quem já achou ridículo aquela sacolinha da avó fazer feira vai descobrir que certa mesmo era a vovó…

Tudo isso porque as pessoas começam a perceber que além da embalagem, o conteúdo dos produtos é fundamental. O mesmo vai valer para as pessoas. De nada vai adiantar você contratar um personal stylist, por mais criativos que esses possam ser, daqui a pouco vai estar todo mundo igual, não mais como nos tempos de IBM, mas variando entre 4 ou 5 modelitos. Invista no conteúdo, não só na embalagem. No produto da “firma” da qual é responsável e principalmente no seu caso.

Uma conversa com o RH

Convergência: presente, passado e futuro

A Keila já havia falado aqui sobre o evento que estamos organizando para a Atrium, Vivo e Telefônica chamado “Convergência: presente, passado e futuro das telecomunicações” com o Sílvio Meira. Abaixo está os slides da apresentação que ele fez terça (19/08) no Rio de Janeiro.

Criando seus ambientes 3-D

Já está no ar o PhotoSynth da Microsoft. Com ele, podemos criar nossos próprios ambientes 3-D com as fotos que tiramos. Abaixo um vídeos explicando como funciona. O website é: photosynth.net



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