Este é mais um post que vale pela foto (e pela mensagem nela embutida). O telescópio espacial Hubble, cujas imagens vêm povoando nossa imaginação há tempos e que já faz parte da vida de todos nós de certa maneira, ficou quase um mês sem funcionar. Tenho certeza de que isso foi uma crise, porque a pesquisa espacial depende muito dele. Recuperado, o Hubble voltou a enviar imagens para a Terra. A Nasa e a Agência Espacial Européia (ESA) divulgaram hoje esta bela imagem do par de galáxias conhecido como Arp 147, unido pela força da gravidade. A primeira imagem pós-crise. Metáfora perfeita para uma crise bem administrada e superada. O universo não pára por causa de crises…
Arquivo para October, 2008
O Guy Kawasaki comentou sobre o FEED: Consumer Experience Report de 2008 da agência Razorfish. O relatório examina o impacto dos feeds de RSS, Widgets, publicidade como serviço, Twitter, vídeos online, etc e apresenta cases de algumas grandes empresas. Definitivamente um ótimo documento para se interar de tudo o que está acontecendo no mundo online. O relatório pode ser baixado aqui.
O desfecho trágico do seqüestro da estudante Eloá Pimentel, não só comoveu o país inteiro como abriu discussões sobre a atuação da Polícia Militar no caso. Cenas que me despertaram para uma realidade bem parecida com a vivida por executivos em uma corporação.
Em momentos de crise ou em situações de extrema tensão no mundo dos negócios, cada líder é exigido por decisões. Este, aliás, sempre foi e continua sendo o dilema número 1 para quem está na linha de frente. Não é exagero dizer que da mesma forma que a vida de Eloá, 15 anos, e de sua amiga Nayara Rodrigues, de também 15, estavam nas mãos da Polícia, a sobrevivência de uma empresa e das famílias de seus funcionários depende das ações de seus principais executivos.
Um erro pode ser fatal, levar a bancarrota de impérios e promover demissões desenfreadas que, em alguns casos, chega a destruir lares e vidas. O matemático Isaac Newton nos ensinou que toda ação gera uma reação. E o grande desafio está, acima de tudo, em saber o momento certo de entrar e sair de cena.
Continue reading ‘A difícil arte de decidir quando se está diante do desconhecido’

Muito tem se falado sobre Nassim Taleb (inclusive aqui), autor do livro “A Lógica do Cisne Negro“. Porém, é importante reforçar a atualidade assustadora dessa obra. É espantoso como a tese desse autor é adequada a atual turbulência global. Um dos conselhos de Taleb que mais me chamou a atenção é o de que não devemos mais ler jornais e suas previsões. Isso porque elas tendem a não estar fundamentadas em bases sólidas. Como exemplo, Taleb cita um caso que ocorreu nos Estados Unidos em dezembro de 2003 quando Saddam Husseim foi capturado. Às 13h01 a manchete da Bloomberg News era: “Títulos do Tesouro dos EUA sobem; captura de Husseim pode não conter o terrorismo“. Em seguida os mesmo títulos inverteram o viés de alta. Às 13h31 o mesmo veículo publicou outra manchete: “Títulos do Tesouro dos EUA caem; captura de Husseim aumenta a atração de recursos de risco“. Ou seja, a mesma causa gerou dois efeitos antagônicos. Está evidente que os dois fatos não podem estar relacionados, mas no afã de se encontrar uma razão plausível, a agência de notícias cravou sua visão da realidade. Qualquer semelhança com o que está ocorrendo certamente não é mera coincidência. A leitura desse livro, em minha opinião, é obrigatória. A tempo, Nassim Taleb estará no dia 12 de novembro na ExpoManagement…
Já falamos sobre cloud computing no blog quando comentei sobre o ótimo livro The Big Switch do Nicholas Carr, que por sinal, estará na Expomanagement 2009. Hoje tive a notícia que finalmente a Microsoft lançou sua plataforma de cloud computing chamada de Windows Azure, e já está trabalhando na versão online do Office. A última edição da revista The Economist, traz uma matéria sobre o assunto, com números do mercado de web-applications (aplicativos que rodam no browser) que mostram que os internautas mais jovens, com idade entre 18 e 24 anos, são os que mais usam aplicativos na web. Outro dado, retirado do recém lançado relatório do Pew/Internet, mostra que 2/3 de todos os internautas americanos usam algum tipo de web-application, mesmo que poucos saibam disso. Começa a deixar de ser tendência e virar realidade.
Já existe um canal no YouTube com os Talks do TED legendados em português. Não tenho informações precisas mas parece que foi criado por fãs. Se for verdade, é um ótimo exemplo da co-criação de valor entre empresas e clientes, que o Prahalad sempre fala. Abaixo um exemplo com Stephen Hawkins e suas “Grandes questões sobre o universo”, legendadas em português.

Semana passada estive na Argentina para a reunião de Estratégia Online 2009 da HSM. Estávamos com representantes dos 6 países onde a HSM possui escritório: EUA, México, Espanha, Itália, Argentina e Brasil. Muitas novidades por vir, teremos um novo site no final do ano. Ele será mais dinâmico, mais interativo e com conteúdo multimídia. Acredito que agora teremos uma presença online um pouco mais digna daquilo que a HSM construiu ao longo desses 20 anos de existência. O novo escritório em Buenos Aires cuida da operação Argentina e é onde está o Corporate, que centraliza a prestação de serviço para todos os países. Tirei algumas outras fotos que podem ser acessadas aqui.
“Code Rush” é um documentário do ano 2000 que mostra os primórdios da era “Open Source” na Internet. A abertura do código fonte do Netscape culminou no surgimento da Mozilla/Firefox e de uma nova maneira de colaboração e abertura. O filme mostra a frenética dinâmica de trabalho de uma empresa “.com” e as surpresas que acontecem quando colaboradores que não se conhecem trabalham para um mesmo objetivo. Lá no meio está Marc Andreessen, que vendeu a Netscape para a AOL por centenas de milhões de dolares antes do estouro da bolha da Internet e hoje está por trás do Ning, que é matéria de capa da próxima edição da HSM Management.
Aqui você encontra uma entrevista com o diretor do filme.
Há pouco foi para as livrarias um novo livro da Virgília. Neste, além de editor, sou o organizador e autor de um capítulo: Lições de Machado de Assis e Milton Hatoum para famílias empresárias. É uma leitura mais do que indicada para quem vivencia as questões da empresa familiar.
O time de autores é de primeiríssima linha, a modéstia me obriga a dizer que somente entrei porque organizei, e os principais temas da empresa familiar estão lá tratados. Profissionalização, sucessão, financiamento, preservação de patrimônio, relação pai-filhos, planejamento tributário, governança corporativa, acordo de acionistas, mediação, escritórios de família e outros detalhes e estratégias. A ambição é ser a principal obra do segmento.
A lista completa de autores é: Andrei Bordin, Antonio Carlos Bordin, Antonio Carlos Vidigal, Édio Passos, Ivan Lansberg, José Paschoal Rossetti, Kelin Gersick, Lelio Lauretti, Leonardo Viegas, Lucy Sousa, Luiz Wever, Luiza Moraes, Marcelo Melo, Matheus Mason, Modesto Carvalhosa, Paulo Lucon, Paulo Menezes, Priscila Corrêa da Fonseca, Renata Bernhoeft, René Werner, Roberta Prado, Stephen Kanitz e Wagner Teixeira.
Para saber mais, nas melhores livrarias ou no site da Virgília: www.virgilia.com.br clique aí. Boa leitura!
Ariana Huffington compartilhou 4 dicas que ajudaram a desenvolver os blogs do Huffington Post (0 site é acessado por 20 milhões de visitantes únicos por mês e ganhou o Webby Awards em 2006 e 2007 por Melhor Blog Político).
1 - Facilite a contribuição dos seus colaboradores: A idéia é não ter que ensinar todo mundo a usar o Wordpress. Facilite a vida daquela pessoa que quiser contribuir por e-mail, telefone, fax (?) ou qualquer outra maneira.
2- Tenha um ponto de vista: Segundo Ariana, o jornalismo não deve ser um exercício em cobrir todos os lados da história, mas uma busca investigativa pela verdade. O único problema é, quem decide o que é a verdade? O benefício é que o leitor do seu blog saberá exatamente o que esperar do seu conteúdo e o que você representa.
3- Propicie um ambiente seguro: É difícil conseguir colaboradores se eles forem atacados pessoalmente a cada post escrito. Os comentários são importantes e devem ser monitorados constantemente. O exemplo usado por ela foi: ” se o Arnold Schwarzenegger resolver escrever sobre a Califórnia, precisa existir uma maneira de barrar os inúmeros comentários sobre seu papel em Conan - O Barbaro”
4- Cresça com seus Big Hits: Uma ótima maneira de ganhar novos e consistentes leitores é ser notado por outros sites. Ter um link em um blog ou site famoso trará um número X de leitores, o importante é saber quantos desses ficaram e viraram leitores assíduos.
Quando gestores perguntavam para o Peter Drucker como podiam ser mais eficazes, uma das respostas do velho mestre era sempre a seguinte: “No finzinho da noite de domingo, prepare-se para as atividades da semana que se inicia”. Eu quero propor neste blog algo ligeiramente parecido, listando três coisas de internet que os leitores podem aproveitar para conhecer no finzinho da noite de domingo numa navegação rápida e que lhes permitirão preparar-se melhor para o “chapéu-mexicano” de novidades que vivemos todas as semanas. Como não gosto nem um pouco da idéia de trabalho roubando vida pessoal, listo coisas que, além de úteis, possam render insights num piscar de olhos. Coisas que caberiam em post-its. Aqui vão:
- O site iSofa, start-up brasileiro que oferece uma interface para transformar seu computador numa TV (com os melhores programas da web). Ele permite até fazer um canal de vídeo personalizado. Mão na roda para quem às vezes se vê um pouco perdido na rede. (Dica do Wagner Brenner e do Luiz Felipe Barros, tirada do UoD.)
- O site Snag Films, com acervo de mais de duas centenas de documentários, americanos e de outros países. Lembrando que documentários são excepcionais instrumentos de atualização em relação a tudo; está na hora de os gestores prestarem atenção neles. (Recomendação de Mark Sullivan, editor da PC World, via IDGNow.)
- O blog TheyRule, em inglês, parte de um site que mapeia os executivos das mais poderosas empresas do mundo, fazendo um quem-é-quem que pode ser interessante. (Essa dica é do Felipe Gini, do UoD.)
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Tenho visto muitos desencontros quando o tema é sustentabilidade, que por acaso trata-se de uma palavra que não existe na ortografia oficial da língua portuguesa. De qualquer maneira esta palavra tem como característica ou qualidade, o que é sustentável, que por sua vez significa: segurar por baixo, suster, suportar, conservar, alimentar, amparar, etc.
De forma a orientar a análise, neste artigo, vou focar apenas em algumas ações que podem ser tomadas no segmento de Tecnologia da Informação, por ser este um setor que aparentemente segue pouco visível pelos especialistas no assunto, embora tenha uma importante parcela de responsabilidade nas questões ligadas a sustentabilidade. Segundo a IBM, 2% do gás carbônico emitido no mundo são de responsabilidade da indústria de TI.
Com isto em mente, imagine o que se pode fazer no sentido de sustentar ou usar racionalmente os recursos do nosso planeta. Há espaço para uma vasta gama de ações, desde grandes e sofisticados projetos, até mesmo simples ações onde o individuo pode contribuir para garantir uma qualidade de vida melhor para ele e para os seus semelhantes.
Dias atrás, estávamos eu e o meu cunhado Emanuel Schifferle – executivo egresso do mercado financeiro – jantando no Intihuasi, em um dos únicos restaurantes de comida peruana existente no Brasil, no Baixo Flamengo, reduto gastronômico do Rio de Janeiro. Entre um cebiche e outro começamos a discutir os efeitos da governança, tema tão em alta nos últimos anos.
Saboreando delícias da cozinha que considero a melhor, a mais rica e autêntica da América do Sul, o assunto indigesto veio à tona, em decorrência à postura da Sadia e Aracruz diante das perdas com operações de derivativos. Nenhuma das duas, até o momento, apresentou justificativa plausível aos acionistas, que continuam sem resposta em relação a decisão de apostar em transações de tamanho risco.
Isso, já passados um mês do anúncio de seus prejuízos, avaliados em R$ 760 milhões pela Sadia e em R$ 1,95 bilhão pela Aracruz. Pior ainda se mostrarem surpreendidas quanto aos fatos ocorridos. Diferente do que fez a VCP. De forma transparente e acertada, a gigante brasileira soube comunicar ao mercado o tamanho de sua perda, como tudo ocorreu e a decisão de encerrar as operações.
O mais recente livro do Marshall Goldsmith, o famoso coach de executivos dos Estados Unidos, tem um titulo em inglês que diz tudo: “What Got You Here Won’t Get You There” (o que o trouxe até aqui não vai levá-lo até lá). Ou seja, ele mostra que as pessoas têm hábitos que as impulsionam muito bem por um tempo, mas, a partir de certo patamar, mais atrapalham que ajudam. Ele fala isso no âmbito profissional, mas talvez se aplique ao pessoal também, não sei. Enfim, vale a pena dar uma olhada na listinha dos hábitos perniciosos que ele aponta como impedimento para uma contínua ascensão profissional.
Eu, de cara, sei que tenho o hábito número 2, sou metídissima. Mas as pessoas também dão corda…(xi, olha o hábito nº 19 no horizonte…). Em compensação (heheh), assumo muitas culpas, até as não diretamente minhas, e vivo pedindo desculpas, como ele manda, ainda bem! E ando resistindo bravamente ao hábito nº 7, de falar quando estou com raiva (meu novo mantra é: o silêncio é de ouro, o silêncio é de ouro, o silêncio é de ouro).
Ah! No Brasil, o livro foi lançado como Reinventando o Seu Próprio Sucesso pela editora Campus.
- Vencer a qualquer preço: E em todas as situações –quando importa, quando não importa e quando é totalmente indiferente;
- Agregar valor demais: O incontido desejo de dar palpite em todas as discussões;
- Fazer julgamentos: Criticar os outros e impor nossos padrões;
- Fazer comentários destrutivos: O sarcasmo desnecessário e os comentários ferinos que, achamos, fazem-nos parecer perspicazes e geniais;
- Começar frases com “não”, “mas”, “contudo”: O uso excessivo dessas palavras negativas que implicitamente parecem dizer a todos: “Eu estou certo. Você está errado”;
- Fazer alarde da própria inteligência: Mostrar a todos que você é mais inteligente do que eles pensam que você é;
- Falar quando está com raiva: Usar a volatilidade emocional como ferramenta de gestão;
- Negatividade ou “Deixe-me explicar por que isso não funciona”: compartilhar idéias negativas mesmo quando isso não é solicitado;
- Sonegar informações: Recusar-se a compartilhar informações a fim de manter uma vantagem sobre os outros;
- Não demonstrar reconhecimento: Incapacidade de elogiar os outros ou reconhecer seu mérito;
- Reivindicar o crédito não merecido: A forma mais irritante de superestimar nossa contribuição para qualquer empreitada bem-sucedida;
- Dar desculpas: Reavaliar nosso comportamento desagradável como recurso permanente para que as pessoas nos desculpem;
- Ater-se ao passado: Livrarmo-nos da culpa citando fatos e pessoas que fizeram parte de nosso passado; usar um subconjunto para colocar a culpa nos outros;
- Privilegiar os favoritos: Não perceber que estamos tratando alguém injustamente;
- Recusar-se a pedir desculpas: A incapacidade de assumir a responsabilidade pelos próprios atos, admitir que está errado ou reconhecer que seus atos afetam outras pessoas;
- Não ouvir: A forma passiva mais agressiva de demonstrar desrespeito pelos colegas;
- Não demonstrar gratidão: A forma mais primitiva de demonstrar má educação;
- Punir o mensageiro: Atacar o inocente que, em geral, está apenas tentando nos ajudar;
- Pôr a culpa nos outros: Culpar qualquer pessoa para nos livrarmos da culpa;
- Necessidade excessiva de ser “eu mesmo”: Exaltar os próprios defeitos, apresentando-os como virtudes simplesmente porque são nossos.
Em momentos de tensão como este, que está abalando economias aparentemente inabaláveis como da Alemanha e da Suíça, são necessários inteligência e ousadia para tomar decisões e a meu ver o Brasil está desperdiçando uma oportunidade de ouro por absoluta falta destes dois quesitos. É necessário ao governo eliminar a retórica de que a economia brasileira não será afetada, porque já está sendo afetada. De nada adianta o governo brasileiro insistir em dizer que os bancos oficiais sustentarão o crédito, o que se precisa são de ações concretas para que o mercado possa sentir que projetos como de infra-estrutura continuarão em ritmo acelerado, mas o que se vê é justamente o contrário.Projetos como a linha de transmissão do rio Madeira, que supriria boa parte da demanda da indústria por energia elétrica a partir de 2012, ou as obras de ampliação do caótico sistema portuário brasileiro estão seriamente comprometidos, por falta de crédito. O Brasil, por absoluta incompetência e excesso de burocracia, perdeu a onda de capital abundante para concretizar os projetos de infra-estrutura, base do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), agora os investimentos serão muito mais difíceis de serem concretizados, devido a secura do crédito em todos os mercados.

