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Archive for November, 2009

Vida sem paixão é vida sem propósito

jack-welch

Adorei ouvir hoje do Jack Welch, em videoconferência mediada pelo empresário Eduardo Bom Angelo, na ExpoManagement 2009, que a vida sem paixão é vida sem propósito. Quando falou de liderança, o CEO enfatizou o quanto é importante reconhecer as pessoas. “Não me dê um broche, me dê um cheque para eu pode fazer o que eu quero”. Para ele, a remuneração com dinheiro pode ser cruel, mas afirmou que não conhece uma pessoa que não goste. “Para mim o dinheiro sempre foi importante, e eu adoro enriquecer as pessoas”.
Entre os conselhos deixados pelo grande guru, está o de sempre se conectar com pessoas interessantes, alguém que sabe o que você não sabe. “Você tem que ter um apetite insaciável para aprender o que as pessoas têm e você não tem. Para ele, existem três maneiras de aprender:
1 - Vá à escola, leia o máximo que puder e pergunte o que não sabe a alguém que sabe mais que você.
2 - Todo mundo sabe alguma coisa que você não sabe.
3 - Não diga o que você sabe a eles. Descubra o que as outras pessoas sabem. Não perca tempo falando sobre o que você sabe.
Ah, se todos os líderes pensassem assim…
Acompanhe a cobertura completa no Portal da HSM!

O histriônico e a moral

clovisO professor Clóvis de Barros Filho foi a oferta do Sírio Libanês para os presentes na Expo no final do dia. Adotou seu tom gritante e sua expressão facil irônica para falar as coisas sérias de sempre. O histriônico do título não é crítica, é constatação, não sei se seus tiros saem pela culatra, ou acertam seus alvos. Conheço Clóvis, tem conteúdo, é irônico e está acostumado a pregar em platéias avessas a grandes transformações, essa deve ser a explicação da adoção do estilo.

Mas o principal e sério de sua mensagem é que é indispensável ter e deixar claro até onde se vai. De pouco adianta o sucesso e o reconhecimento dos outros, da “firma” toda que seja, se no íntimo o espelho pergunta quem é? Esse é um desafio e tanto do mundo corporativo. Todos são instigados a fazer coisas, alguns a fazer coisas nem sempre publicáveis, tudo depende como no exemplo do que foi combinado, das regras estabelecidas. Os exemplos didáticos de hoje referiam-se a um simples relacionamento de casal, na vida corporativa as questões são mais complexas, por isso imagino que Clóvis, diante de uma platéia tão grande optou por ficar no exemplo de fora. Mas ele deixou claro, mesmo que em tom de brincadeira, que a melhor resposta para quem nós somos, são nossos valores. A moral está em todas as nossas decisões. Ela é a cara metade da ética e não deve ficar apenas no discurso. Amanhã ele volta!

Jack Welch e a escola de líderes

jackwelch

Nunca vi Jack Welch em ação. Imagino que deva ser muito mais forte do que a voz que possui. É estranho perceber, com o tempo vai ficando ainda mais fraca, mas, todos os preconceitos incluídos, esperava-se de alguém que representou o que representou, no mínimo um vozeirão de barítono, tamanho a imagem que criou em torno de si.

Mas conseguiu virar sinônimo de gestão e de adição de valor a suas empresas. Nunca é demais lembrar as palavras de seu sucessor, escolhido por ele: no tempo de Jack, até um pastor alemão dirigiria a GE… Egos à parte, é inquestionável que a GE se transformou numa grande escola de CEOS, os seus e os dos outros. De acordo com Aráoz, um novo CEO, mesmo que tenha perdido a corrida na GE, é capaz de agregar alguns bilhões de dólares ao valor de uma empresa. Nem sempre resolve, mas que Crottonville é uma bela escola, isso é, falo à distância, sem nunca ter estado lá, mas já publiquei vários livros sobre o tema e alguns autores que cresceram lá.

E Jack Welch deixa claro que é preciso formar líderes, investir no desenvolvimento, oferecer as melhores condições. E você, dono de pequena empresa, diretor de empresa com orçamento limitado? Bem, busque formas de moldar as pessoas na prática. Um bom jeito talvez seja oferecendo de fato a possibilidade delas participarem e dividirem os ônus e bônus das situações. Isso e alguns livros, são capazes de fazer pessoas irem bem mais além. Os executivos brasileiros têm consciência de que faltam líderes preparados. O crescimento chega e o modelo de Singapura ainda está muito distante. Ainda temos poucas escolas, poucas leituras e muita novela, muito reality show. Não há Aprendiz no mundo que forme líderes, nem adianta torcer…

A Cultura de Inovação da 3M

3m_logo_hsmUma das empresas mais inovadoras do mundo, a 3M dá aula quando o assunto é inovação. A reputação da companhia é reconhecida no mundo todo por seus mais de 20 mil produtos que mudaram a vida das pessoas, a maioria fruto de estudos científicos, de observação do consumidor, ou por puro descuido mesmo, como o caso do post-it que era uma cola que não colava e se tornou um produto com faturamento de US$ 2 bilhões anuais.

A inovação pode estar em pequenos detalhes ou em grandes investimentos. O sucesso, entretanto, é para poucos. Segundo estimativa de especialistas, a cada três mil ideias, apenas uma gera resultados positivos. Como chegar até ela? Segundo a Cultura da 3M, é preciso ter pessoas competentes que tenham poder de decisão, segmentação e foco. “Liderança é um dos principais ingredientes para uma empresa inovadora”, aponta Luiz Eduardo Serafim, Gerente de Marketing Corporativo da 3M.

Para a 3M, inovar só faz sentindo se tiver impacto positivo na vida das pessoas. “Precisa ter significado para o consumidor. Precisa fazer a vida das pessoas melhor”, ressalta Serafim durante a HSM Expomanagement 2009. A Cultura de Inovação 3M dá importância à qualidade, ouve o cliente, tem uma visão de excelência em tecnologia e dá liberdade individual para criar. “A empresa tem que optar crescer pela inovação”, completa.

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100 anos de Drucker, 39 livros, mas ainda pouco praticado!

drucker Depois da palestra do Aráoz houve uma breve apresentação/homenagem a Peter Drucker. Está-se celebrando o centenário de nascimento do austríaco que foi para os Estados Unidos, ajudou a criar a ciência da gestão mas ainda é pouco ouvido. Se fosse mais, não teríamos presenciado o que presenciamos em 2008/2009, apenas para dar exemplos recentes.

Drucker defendia o homem integral e o bom senso. Duas coisas que muitas vezes parecem incompatíveis com a dinâmica do mundo dos negócios. E enquanto houver pessoas que pensem assim, quando confrontadas com a prática do ambiente onde trabalham, Drucker não foi completamente adotado.

São pessoas que te impedem de chegar às pessoas certas

claudio Antes de ser headhunter Claudio Fernández-Aráoz é engenheiro, isso para mim explica a queda e quantidade de estatísticas apresentadas durante sua palestra. Muitas interessantes e didáticas, se bem que quando se trata de pessoas, sempre desconfio de números. Se tivesse que resumir em um ponto, este seria: cuidado com as pessoas que se encarregam de trazer pessoas para sua empresa. Em última instância, cuidado até mesmo com você, a insegurança pode bloquear o acesso das pessoas certas para sua organização.

A pirâmide da carreira mostrada por Claudio tem a genética na sua base, o próximo degrau é do desenvolvimento e o que se investe para te-lo, a seguir, as decisões de carreira, as mudanças e escolhas feitas, a sorte interferindo. No topo, as decisões de pessoas, ou seja, para quem você trabalha, com quem você trabalha, quem você contrata, quem você demite.

Um dos dados é que um CEO pode representar 40% entre a diferença de valor entre uma empresa bem avaliada pelo mercado e outra não. Pessoalmente considero um erro todo esse peso numa figura. É impossível alguém que recebe tamanha distinção continuar a pensar em termos de equipe, até disfarça, faz jogo, compõe equipe para isso, esta é obrigada a aceitar, mas é humano, vaidoso e acaba se perdendo. Mas vamos adiante, que o tema é antigo, a solução também, o problema é que é sempre menos adotada que deveria. Ou seja, ele no fundo falou que o verdadeiro ativo das empresas são… Isso mesmo, pessoas.

Apresentou uma lista sobre os problemas na hora da entrevista, 10 pontos, focou em 3: Os humanos procrastinam; superestimam sua capacidade (deu o exemplo de uma pesquisa onde 90% dos americanos acreditam pertencer aos 10% que ficam no topo); e julgam nos primeiros instantes (ou seja, como Gladwell falou, a primeira impressão é que fica). Esses três pontos contribuem bastante para que as equipes não atinjam seu ponto máximo.

E você, tem errado ou acertado nas últimas entrevistas? Já pode ser promovido que na equipe tem vários candidatos ao seu posto?  Se bem que, além da inteligência emocional, recomenda que é importante olhar para dentro e para fora na hora de preencher um cargo importante.

A essência da marca Playboy

playboy-priscilaPara começar, a Playboy não é revista de mulher pelada, apesar da foto ao lado. É uma grande marca: sexy, moderna, divertida, ágil, emocional e relevante não só para homens, mas até para mulheres. A cinquentona Playboy está mais em forma do que muita garotana de vinte e poucos anos.

Sob o comando de Christie Hefner, CEO da Playboy Enterprises, a empresa se reinventou nos últimos anos. Não ficou restrita à revista, muitas vezes objeto de desejo de muitos jovens. Foi para o entretenimento, licenciamento de produtos, TV, Internet e Celular. Hoje, a revista é que menos contribui para o faturamento da companhia.

A principal fonte de receita vem do licenciamento da marca em cassinos, entretenimento e produtos, seguido da distribuição de conteúdo na TV, na Internet e no mobile. “As marcas devem ser como parques de diversão da Disney e os produtos os brindes”, afirmou há pouco Christie Hefner durante a primeira palestra da HSM ExpoManagement 2009.

Engajamento do consumidor

O ponto de partida é o relacionamento entre a marca e o consumidor, que deve ser emocional. A marca precisa manter sua essência para, assim, se multiplicar em diversas plataformas, como a Playboy conseguiu fazer. Há mais de 20 anos o planejamento da Playboy focou na extensão da marca, partindo para novas mídias e criando conteúdo relevante para cada tipo de mídia. “É um desafio constante entender o consumidor para estar presente na vida dele”, aponta Christie.

O caminho agora são as mídias sociais. “Não é uma mídia que podemos ignorar”, ressalta a CEO da Playboy Enterprises. Para ela, as marcas devem criar um ambiente on-line que seja verdadeiro e que, mais uma vez, represente a essência da marca, que no Brasil vai completar 35 anos em 2010. O Brasil é a segunda operação da companhia no mundo, atrás dos Estados Unidos e à frente da Alemanha.

Um dos recentes sucessos da Playboy foi a criação de coleções de produtos, de moda a artigos para casa, em co-brand com estilistas e varejistas. No Brasil, a marca está na Daslu. “Tentamos engajar o consumidor com um estilo de vida próprio”, diz Christie. “A marca tem que encontrar o consumidor em todos os pontos de contato”, completa. “O caminho para crescer é olhar o consumidor e ver como a marca se insere na vida dele”, recomenda.

Uma herdeira que soube agir no ambiente do pai: Christie Hefner

images1 A filha do fundador da Playboy tem um discurso consistente e uma aparência bem mais conservadora do que se poderia imaginar. Sinceramente esperava da herdeira da Playboy, se não, uma roupa para pousar para a revista, nem um conjuntinho de executiva ascendente. Fora isso, a palestra foi interessante. Pontos de destaque: Marcas x empresas que atuam no setor. Os exemplos dados por Hefner? Virgin x British Airways, Nike x Reebok, Harley Davidson x Honda. As primeiras tinham atrás de si alguma atitude, um contato íntimo com o consumidor, um desejo de entendê-lo e com ele conviver.

Para ela a Playboy teve isso e eu concordo. É uma marcar que soube deixar brincar com seu logo, o que ela chamou de logo business. E o coelhinho aí acima apareceu em várias capas, de várias formas, invadindo corpos femininos  e outros produtos, que aliás, representam a maior parte do negócio. Em termos de PornoTube e muita pornografia na internet a empresa vive de licenciamento, dos canais de televisão, do mundo digital e por último, das revistas, o alicerce da história.

Outro ponto de destaque foi dado nas perguntas, ao fator positivo do conservadorismo da sociedade americana e o fato dele ser fundamental para a consolidação da marca. Ou seja, sem oponente forte, nenhuma marca se estabelece. Outra estratégia de quando assumiu, a herdeira passou o bastão recentemente, foi profissionalizar o que a “genialidade” do pai criou no puro espírito empreendedor e tentar ampliar o negócio para algo mais familiar, não apenas masculino. Conseguiu? Segundo ela sim, a audiência dos canais Playboy é sua comprovação.

É hoje! Expo09

Começou hoje o maior evento de gestão do Brasil: ExpoManagement 2009. Durante os três dias do evento, que está em sua nona edição, grandes referências internacionais em gestão falarão sobre os desafios e tendências para os próximos anos em temas diversos, como liderança, estratégia, gestão de pessoas, branding, economia, tecnologia e muito mais.

Agora pela manhã quem fala é a poderosa Christie Hefner, filha do lendário Hugh Hefner, fundador da Playboy. Por mais de 20 anos Christie foi presidente e CEO da empresa, que conseguiu como poucas se transformar em uma das marcas mais lembradas e celebradas do mundo. Um dos segredos, segundo a executiva, é que “a marca Playboy representa um estilo de vida, não tem apelo apenas para um setor demográfico, mas para o psicográfico. Ela mexe com as emoções das pessoas”.

Durante sua palestra – “Como Transformar uma Marca em Ícone” – Christie falou bastante sobre o impacto da internet e das mídia digitais nos negócios do entretenimento e deu orientações – todas testadas na Playboy – para tirar proveito deles. “Uma maneira de levar a marca para o futuro é repensar constantemente a inovação”, afirmou.  “O mundo digital foi uma realidade perturbadora para as empresas de entretenimento, já que os consumidores não precisam mais comprar seus produtos físicos, como CDs, DVDs ou mesmo revistas. Mas por mais perturbadora que essa realidade seja, tem muito a acrescentar se a empresa e a marca pensarem em maneiras de abraçá-lo”.

Twitter supera Orkut no Brasil

twitter_bird

Pessoal,

Enquanto a maioria das pessoas compara o Orkut com o Facebook, a empresa de pesquisas e monitoramento na internet E-life e a InPress Porter Novelli, compararam todas as ferramentas consideradas de mídia social. E a descoberta é que o Orkut não é mais o rei absoluto no Brasil.

Dos quase 1 300 usuários entrevistados, 87,2% disseram que acessam o Twitter de sete a cinco vezes por semana, contra 72,6% que acessa o Orkut no mesmo período. É o líder, portanto, em frequência de acesso. Seria diferente se fossem analisados outros critérios. More »

Vídeos : Visão da Nokia para os celulares

Pessoal,

seguem dois vídeos da Nokia. O primeiro é sobre o celular como a quarta tela. A primeira foi o cinema, a segunda foi a televisão e a terceira foi o computador :

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O segundo é a visão da Nokia para 2015 : More »

Recuse certos “presentes”

chines

Pessoal,

tem horas na nossa vida que devemos recorrer a sabedoria de algumas pessoas que sempre estiveram do nosso lado, independendete da situação. Esses dias, conversando com minha mãe, ela me contou um conto chinês que se encaixou perfeitamente na situação que estou vivendo atualmente, e que tenho certeza que se aplica a várias situações da nossa vida.

Ela me contou sobre um sábio chinês que dava aulas de artes marciais para vários alunos. Um certo dia, ele recebeu mais um aluno para sua turma. O problema é que esse aluno resolveu que iria perturbar a vida do mestre chinês e, literalmente, tira-lo do sério. Esse aluno fez de tudo para perturbar a vida do mestre chinês que não se incomodava e não reagia as provocações desse aluno. More »

Vídeo : A história do Google

Pessoal,

segue vídeo contando a história do Google :

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Um abraço.

“Keep The faith”

P.S : Sei que andei meu ausente, mas estive ocupado com um evento que estava organizando aqui no Banco do Brasil, mas tenho vários posts para publicar nas próximas horas. Aguardem.

Cuidado com a inovação, Piraquê!

Eu queria falar do lado obscuro do “updating”, que, na verdade, nem é um lado: é o “updating” mal compreendido. Trata-se de inovar à toa, só pela moda de fazer algo novo. A vítima da moda no caso é a fabricante de biscoitos Piraquê, que está substituindo as embalagens clássicas (e revolucionárias) feitas pela artista plástica Lygia Pape por algo “muderninho”.

Além de embalagens marcantes e fofas, como essa do queijinho acima (minha preferida), Lygia Pape pôs conceito no negócio. Como explica Daniela Name no seu blog, Lygia aplicou nas embalagens “todos os princípios de Gestalt, de geometria sensível e de ‘obra aberta’ que nortearam as obras de arte do período (anos 1960, 1970)… Os losangos sobrepostos nas embalagens do biscoito Água e Sal, abaixo… não parecem um “Metaesquema” de Hélio Oiticica?”

Nem foi só isso. Ainda nas palavras de Daniela, Lygia “inventou um novo conceito para a embalagem, depois copiado por outras indústrias do Brasil e do exterior”. Antes dela, “os biscoitos eram guardados em caixas ou latas padronizadas, fosse qual fosse o seu formato. A artista desenvolveu um método próprio de cortar e colar o papel de embalar, de modo que ele passou a envolver os biscoitos sem gerar sobras dos lados, acima ou abaixo. Os biscoitos passaram a ser empilhados verticalmente e o papel plástico apenas se sobrepunha a esta pilha, criando a forma que as embalagens de Maria, Maisena e Cream Crackers têm até hoje, ou seja, a de sólidos espaciais (cilindro, ovalóide e paralelepípedo)”.

Jogar esse patrimônio da marca fora é, no mínimo, “desinteligente”. Há tradições que, de tão boas, precisam ser mantidas. O certo seria rejuvenescê-las com comunicação, já que, aposto, quase nenhum consumidor conhece a história. Vocês mesmo, leitores deste blog, por exemplo: vocês sabiam que o pioneirismo das embalagens de biscoitos cabia a uma marca (e a uma designer) brasileira?

Leiam mais sobre a história no blog da Daniela Name, Pitadinhas.

Quantas refeições por dia você faz em casa?

imagesExiste uma tendência mundial chamada  Food Service, o conceito deste mercado é alimentação fora do lar, ou como os americanos chamam - OOH - Out of Home. Este mercado tem crescido muito nos últimos anos, e quando o camparamos com o varejo tradicional, o crescimento chega ser quase o dobro.

Apenas para fazer uma comparação, de acordo com a ABIA (Associação Brasileira da Indústrias de Alimentação) este mercado movimenta anualmente U$ 443 bilhões e a tendência é aumentar ao longo dos anos em função de alguns “drivers”: a mulher está cada vez mais presente no mercado de trabalho, congestionamentos constantes, falta de tempo, etc…

Em uma recente pesquisa chegou-se a seguinte conclusão:  Do orçamento domiciliar destinado para alimentação, Hong Kong consome 83% no OOH, Grandes centros da Europa destina até 70%, Estados Unidos 50% e Brasil por enquanto apenas 24%. Isto demonstra o enorme potencial que temos para os próximos anos.

As grandes empresas de alimentação já notaram este mercado e já estão no jogo. Imaginem como será a aceleração de Food Service na Copa do Mundo e Olimpíadas. Quantos restaurantes serão construídos, quantas redes de Fast Food entrarão no Brasil, Quantos hotéis serão reformados e construídos, qual será a verba investida em mídia a favor deste mercado?

Existe aí um grande potencial para o Brasil, mas como um profissional da área posso assegurar que temos que correr para formar profissionais para capturar esta demanda, hoje ainda temos falta de profissionais especializados neste mercado.

Deixo aqui uma reflexão para as indústrias de alimentação.

Abs,

Alexandre Silva

Alexandre atualmente é responsável pela Área de Food Service/Novos Negócios de uma empresa multinacional de Alimentos.



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