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Archive for February, 2010

Post-its de domingo: sucesso póstumo, roleta de chats, evil corps, Blippy

Quero começar estes post-its de domingo à noite, sempre com a inovação em mente, com a frase do cineasta Jean Cocteau, boa para nos fazer refletir sobre o que realmente é competência essencial: “What others criticize you for, cultivate: it is you”. (Tem a ver com os trade-offs estratégicos de Michael Porter, não?)

  • Vocês já ouviram falar dos livros policiais “Os Homens Que Não Amavam As Mulheres”, “A Menina Que Brincava Com Fogo” e “A Rainha do Castelo de Ar”? São de um escritor sueco já morto, Stieg Larsson, e vêm sendo um fenômeno best-seller. O jornalista Paulo Nogueira explica mais sobre o fenômeno aqui e acho que vale a pena, em plena era da viralização, observar como nascem os mitos.
  • Todo dia tem um febre nova na internet. Como escreveu o Lorenzo Mendoza, “Depois do Formspring, antes do Foursquare, junto com Google Buzz, há o ChatRoulette, roleta de chats que liga pessoas aleatoriamente”. Não vale a pena acompanhar só porque foi criado por um moleque de 17 anos, Andrey Ternovskiy, no distante BRIC Rússia, e virou sucesso instantâneo mundial. Vale a pena acompanhar também para entender melhor um consumidor potencial que se cansa de se relacionar sempre com as mesmas pessoas, mas quer se relacionar de qualquer jeito. É um case que tem “jurisprudência”, como a do Omegle, mas está indo além, o que faz com que mereça investigação.
  • Tem um site nos Estados Unidos que facilitou online o funcionamento da indústria de processos que existe naquele país: Who Can I Sue? (Quem eu posso processar?) A princípio me choca a leviandade com que a questão é colocada, como se uma fosse parecida com a do ChatRoulette, “com quem conversarei hoje?” Mas não deixa de ser uma ideia a observar.
  • É sempre bom monitorar chats e sites  que falam mais de empresas. A senha para pesquisar isso está na expressão “evil corporations” (mal traduzindo, “empresas do mal’). Usem-na tanto na busca do Google como na do Twitter. Com o tempo, você pode ir sofisticando a pergunta e entrando em fóruns como este.
  • Agora tem uma rede social que divulga o que vocês compraram no cartão de crédito em tempo real, sabiam? Chama-se Blippy; leiam sobre ela aqui. O que mais vão inventar?

Quando o design salva (e a utilidade também)

Os que me conhecem sabem que ando cansada do mantra “os jornais vão morrer, toda a vida será online”, repetido à exaustão mundo afora. Às vezes, acho que leitores preguiçosos é que ficam alimentando a corrente por interesse próprio (mas aí já se trata de implicância). As coisas se transformam, coexistem em novos arranjos e cada qual tem uma função a cumprir. Quem concorda comigo, aparentemente, é o ultrapremiado e bem-sucedido designer de jornais Jacek Utko, polonês, e concorda duas vezes: 1. Em um congresso sobre mídia impressa que aconteceu essa semana na Alemanha, ele disse que o newspaper (papel que traz notícias ou novidades) é substituído pela mídia online, mas o usepaper (papel que tem utilidade, dando conhecimento, servindo de ferramenta) permanece. Concordo. 2. Ele tem um histórico de aumentar absurdamente a tiragem de jornais europeus (e, às vezes, salvá-los da extinção), mudando seu visual. Vejam o vídeo da apresentação de Utka em um TED Talk de 2009. YouTube Preview Image “The whole newspaper as one composition. As music. With rythm.” A mesma lógica pode ser aplicada a muitos produtos, serviços e atividades; fiquem atentos.

The State of the Internet

http://www.vimeo.com/9641036

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Eike Batista “em 10 anos terei US$100 bilhões”

A frase acima dá um gostinho do que foi a entrevista com Eike Batista no Charlie Rose. Eike fala sobre seu amor pelo Brasil, seu estilo de empreender, o que acha sobre os países Latino Americanos, sua experiência na Russia e o por que a China terá 50% do PIB mundial em 15 anos. Imperdível, assista a entrevista completa aqui. (Quem quiser pode ler uma transcrição completa em português: aqui.)

Abaixo um texto retirado do blog do Eike Batista sobre seu estilo de empreendedorismo, que ele chama de “Visão 360°”.

Visão 360º para Empreender - por Eike Batista

Grande parte dos empresários e empreendedores leva em conta apenas dois ou três vetores estratégicos quando pensa seus projetos. Olham a parte financeira. Qualquer empreendimento exige recursos, isso é natural. Estudam as questões legais, acionam a área jurídica. Tocam os projetos de engenharia, fazem cálculos, compram ativos. Muitas vezes, a partir daí, entretanto, não conseguem dar foco a outros elementos que também afetam o negócio – e são fundamentais para o seu sucesso!

No nosso grupo, criamos um processo de empreender, disseminado internamente, chamado Visão 360º (clique aqui para visualizar). De maneira simplificada, trata-se de um quadro esquematizado, com oito áreas ou oito tipos de engenharias, como preferimos chamar: engenharia de pessoas, financeira, jurídica, política, logística, ambiental e social, de marketing, além da própria engenharia da engenharia. Elas precisam ser tocadas ao mesmo tempo, sem descuido de nenhuma parte.

Por motivos variados, o empreendedor brasileiro acaba tendo dificuldade em trabalhar todos estes vetores ao mesmo tempo. Não é fácil. Muitas vezes, até na ânsia de tirar o projeto do papel, na sensação do “quero empreender, quero empreender”, alguns aspectos importantes, ou algumas das engenharias, acabam ficando em segundo plano.

De repente, uma engenharia fiscal inadequada não permite antever uma taxação não percebida, prejudicial ao planejamento do empreendimento. Quantas vezes uma loja num shopping center não prospera porque, talvez numa avaliação rápida, não se levantou com precisão quantas lojas do mesmo setor havia? Faltou engenharia de marketing? Mesmo que esteja abrindo um estabelecimento comercial de menor porte relativo, uma padaria, por exemplo, o empreendedor tem de saber que está numa comunidade, formada por diferentes grupos, que precisam ser conhecidos, compreendidos, como parte relacionada direta ou indiretamente com o empreendimento.

A imagem da nossa Visão 360º permite identificar as várias engenharias que precisam ser executadas em cada empreendimento. Nas paredes do nosso grupo, temos alguns quadros reproduzindo esta esquematização. Acho mesmo que todo mundo deveria ter um material assim. Talvez um quadro na frente, um slide no computador, para ver e se perguntar, regularmente: “Eu já olhei isso?”, “Eu já prestei atenção neste ponto?”, “Vislumbrei todos os aspectos?”. E a importância dessa atenção redobrada é muito simples: as pessoas, às vezes, esquecem detalhes! Então, olha para o esquema de Empreender 360º e checa cada item!

Erros de Marketing da Semana

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É errando que se aprende. Ouvimos essa expressão desde criança, e constatamos que é a pura realidade também no mundo dos negócios.

Há quem prefira não arriscar pra não errar. E há os que aceitam errar, desde que o problema seja identificado e solucionado rapidamente.

Já que é tão difícil aprender, que tal tirar lições com os “delizes” dos outros?
Leia mais sobre alguns (possíveis) erros de marketing:

- McDonalds explorou tragédia no Haiti?

- Logos separados ao nascer (Nestlé, SKY, iG, etc)

- Fazer flash mob só porque está na moda? Caso Havaianas

- Fritex e sua crise de identidade

Premissas para gerir a comunicação nas mídias sociais

Uma das primeiras reportagens do Especial de Redes Sociais traz cinco dicas de como gerenciar o vai-e-vem de informações na web 2.0. O especialista em planejamento e gestão de projeto web, Ricardo Almeida, nos mostra que obedecer ao fluxo que estas informações têm é fazer a tecnologia trabalhar a favor da empresa.

Clique aqui e confira quais são essas cinco premissas.

Há retorno do tempo que você investe no Twitter?

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O Twitter virou febre. Quem está fora não pode deixar de entrar, quem está dentro sabe que não deve sair. Poderosa ferramenta de troca de informações e de “networking”, o Twitter ganhou espaço por permitir que o conhecimento fosse compartilhado, ultrapassando fronteiras.

Criado há quatro anos, tem no Brasil, diz pesquisa, o segundo maior número de usuários no mundo, e celebridades como o apresentador Luciano Huck - primeiro brasileiro a conquistar um milhão de seguidores no país - e o presidente dos EUA, Barack Obama.  Não só mudou os hábitos de comunicação, como impôs inúmeros desafios, um deles é o grau de retenção da informação transmitida.

Quanto a esse aspecto é preciso considerar que dado à característica do Twitter - 140 caracteres e uma avalanche de mensagens que a pessoa envia e recebe por dia -, o grau de retenção da informação é baixíssimo, é efêmero.

Sabem por quê? Pensem um pouco, quanto tempo dura a informação que você acaba de receber pelo Twitter? Certamente, dura até o próximo Twitter que você receberá em instantes. Simples assim. Então, é preciso olhar o Twitter sob essa perspectiva, de que ele é um transmissor de informação etérea, que tem prazo de validade curtíssimo.
 
Se as informações que circulam entre seus seguidores são descartáveis, restam as seguintes perguntas: (i) como absorver todo esse mar de conhecimento que logo será jogado no lixo ou deletado de nossas mentes? (ii) vale a pena o tempo que se dedica a ler e responder as mensagens?

Talvez a resposta esteja na brilhante sacada da colunista do jornal Financial Times, Lucy Kellaway, que admiro e tem seus artigos reproduzidos no Valor Econômico: “Cheguei à conclusão libertadora de que a maioria de nós não precisa lembrar-se de quase nada para fazer nossos trabalhos de forma competente, porque quase todas as informações podem ser encontradas com um clique de mouse na internet”.
  
Será que caminhamos para era da memória descartável? Apesar de me considerar um twitteiro de carteirinha, não posso deixar de questionar o tempo por vezes desperdiçado com a rápida troca de informações que circulam entre nós como um cometa que mal conseguimos enxergar.

É inegável o poder que as redes sociais têm sobre nós, mas ouso duvidar se realmente estamos preparados para aproveitar essa avalanche de informações que recebemos a cada segundo, muitas das quais acabam se perdendo no limbo em meio à enxurrada irresistível de twitters onde há de tudo: informação útil, bobagens, futilidades, desabafos, coisas de gosto duvidoso.

O desafio está lançado e levante a mão quem tem alguma solução.

O Brasil nas Redes Sociais

Pessoal,

a agência Click realizou um radar completo do perfil dos brasileiros nas redes sociais. Confira no vídeo abaixo :

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São números que mostram a força e a paixão que os brasileiros têm em participar das redes sociais.

Para finalizar, cabe aqui ressaltar o dado de que 80% das pessoas confiam mais na opinião de amigos nas redes sociais do que em propaganda, assim como no vídeo “Socialnomics” que postei anteriormente (Clique aqui para assistir).

Um abraço.

“Keep the Faith”

P.S : Dica do @maurosegura

Documentário | digital_nation

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(Por Wagner Brenner via UoD)

Na última sexta-feira fui bater um papo com uma turma lá na ECA e mostrei esses dois depoimentos (um do Patrick Stewart , que fez o Capitão Jean Luc Piccard do Star Trek e outro da Jamie Lee Curtis - me pediram para postar aqui), ambos retirados do sensacional projeto “Digital Nation” [trailer], que virou documentário produzido pela Frontline/PBS, com foco nas mudanças comportamentais que toda essa revolução tecnológica traz (vou repetir o que já disse antes: esqueça tecnologia, estude sociologia/antropologia).

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Gosto porque os 2 são - como a maioria de nós - imigrantes digitais e contam experiências pessoais, sem aquela pretensão de  apontar tendências ou aquele deslumbramento exagerado com o ferramental.

O documentário Digital Nation é imperdível e pode ser assistido de graça aqui.

Bolsa de Valores Políticos

(Por Paula Rizzo via UoD)

Um projeto muito bacana da Souza Barros na qual as pessoas, em conjunto, podem ajudar a definir o valor dos políticos. Qualquer um pode comprar e vender ações de valores políticos através de um Home Broker. Opera-se com uma moeda fictícia e contribui-se para a formação de um índice colaborativo da política brasileira. Confiram aqui e no vídeo abaixo.

Não sei quem fez o projeto, não achei ficha técnica. Quem souber, colabore. Mas tem uma cara bem parecida com o que a Webcitizen tem proposto. Pensei logo no Vote na Web, que tem um objetivo semelhante de conscientização da população e também pauta-se na colaboração. É bom ver, especialmente em ano eleitoral, iniciativas como estas.

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Especial Redes Sociais

Nesta quinta-feira, 25, o portal HSM Online dá início a série de reportagens especiais dentro do tema “Redes Sociais”. Na estréia você poderá conferir uma reportagem sobre como inovar com as redes, além de um artigo com as cinco premissas para gerir a comunicação na Era das mídias sociais, escrito por Ricardo Almeida, especialista em planejamento e gestão de projetos Web. Não perca!

Aproveitando as recentes inovações em mídias sociais e a importância deste tema para todos os líderes, a HSM também realizará no dia 25 de março o Seminário Charlene Li. Clique aqui e saiba mais informações.

Salariômetro: benchmarking de salários em SP

Escrevi em meu último post de post-its sobre um site calculador de salário a partir do currículo, existente na Espanha. Não é que o governo do Estado de São Paulo lançou algo parecido? É o salariômetro.

Vai lá, preenche seus dados e descobre quanto você deveria estar ganhando. Conforme for, você pode sair à noite para comemorar. Ou não. No humor do Twitter, a ferramenta ganhou o singelo apelido de “gerador de deprimidos”…

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Novamente a família

Toda semana recebemos na Redação do HSM Online pelo menos um artigo sobre gestão familiar. Por ser um dos temas que mais preocupa as lideranças, não poderíamos deixar de destacar o assunto novamente. Desta vez, o consultor
Frederico Amory fala sobre a importância do planejamento para a continuidade dos negócios. Confira abaixo este e outros artigos sob o tema de Gestão.  Participe com seus comentários.

O papel das lideranças na gestão da Saúde

Como garantir a continuidade do negócio nas mãos da família?

Como atingir a excelência operacional

Governança Corporativa evolui no Brasil

Boa Gerência de Projetos depende de liderança

James Womack | Menos liderança, mais gestão

O James Womack vocês conhecem, certo? É o sujeito que estruturou o “lean thinking”, ou pensamento magro, também chamado de “capitalismo sem gordura”, frequentemente associado à Toyota (pré-recalls, ao menos). Foi com base na Toyota que Womack escreveu o célebre livro “The Machine that Changed the World”. No vídeo abaixo, ele propõe uma questão do tipo “está sempre fresquinho porque vende mais? Ou vende mais porque está sempre fresquinho?”, adaptando-a para o território do management. Diz mais ou menos assim: “As empresas procuram tanto liderança porque não têm gestão? Ou não têm gestão porque procuram tanto liderança?” O debate é quente. YouTube Preview Image

E-commerce vive novo momento no Brasil

Volto ao tema Comércio Eletrônico pela importância que este canal de venda está ganhando. E, como gostam os CEOs e o Conselho, nada melhor do que números e fatos para comprovar que nenhuma empresa pode ficar fora do e-commerce. Detalhe que não está no apanhado abaixo: a Renner acabou de entrar no varejo on-line, o Carrefour logo estreará a sua pontocom e, reforçando o que você pode ver a seguir, nada menos do que 35% do faturamento da Saraiva é fruto do que ela vende por meio de bits.

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