09/02/2010   RSS posts: 1456comentários: 2.831 updaters: 554
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Author Archive for Adriana Salles Gomes

Tweet de uma reunião com o Presidente Lula

Reunião no Palácio do Planalto, com dois dos homens mais poderosos do Brasil: o presidente da República e seu ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. O assunto é dos mais importantes dos próximos muitos anos, um plano de inclusão digital [desta vez denominado Plano Nacional de Banda Larga, ou PNBL] que pode, se for levado a cabo, resultar em R$ 14 bilhões ou mais de investimento. No contexto, o papel da [nova]Telebrás e dos restos da Eletronet, fracassada operação de backbone sobre a infraestrutura do sistema de transmissão de energia.

Há mais gente na sala e um dos presentes, segundo o ministro Paulo Bernardo, é autorizado a “tuitar” a reunião. Trata-se de Marcelo Branco, da Associação Software Livre.org. Consta que Marcelo pediu, foi liberado, e pela primeira vez lá estava o Palácio tuitando uma reunião presidencial para o mundo. Pouco provável que coisa semelhante tenha ocorrido antes em qualquer outro país.

Aí o Marcelo tuita:
#pnbl Lula: “depois de muito trabalho conseguimos conquistar de novo a ELETRONET”… “queremos fazer a TELEBRÁS voltar a funcionar”.

E as ações da Telebrás disparam na Bovespa: mais de 20% em um único dia (quarta-feira, 3 de fevereiro).

Isso tem grandes implicações, como escreve Silvio Meira em seu blog, de onde copiei quase integralmente os primeiros parágrafos.

E o mundo está cada vez mais interessante.

CEO da Sun anuncia demissão com haicai no Twitter

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Mais informações sobre o tweet de Jonathan Schwartz no The Guardian.

Ele já é “trending topic” do microblog, lógico. E o haicai (haiku, em inglês), se já era um formato recorrente ali, deve viver um boom daqui para frente.

via

Cotas para mulheres executivas na França

A notícia saiu hoje. Seguindo o que fez a Noruega no ano passado, a França estabeleceu que, nos próximos cinco anos, as empresas deverão ter 50% de seus cargos de diretoria ocupados por mulheres. “Mulherização da gestão”, como diz o colunista do portal HSM Carlos Alberto Júlio, mas na marra, não naturalmente.

Embora eu seja, na teoria, uma beneficiária desse sistema francês de cotas, eu o acho desconfortável. Não consigo bem explicar a razão, porque apoio as cotas para inclusão de negros nas universidades. Talvez seja essa a questão: na educação a cota é bem-vinda até que se democratize a possibilidade de desenvolver o mérito; no trabalho, deve prevalecer o mérito. Não sei, vou pensar mais sobre o assunto. Só quis registrar: afinal, partindo da França, pode virar tendência.

via e via

Ranking mundial | Uso per capita de rede social

Ocidentais são maioria e Brasil ocupa o 7º lugar, com quatro horas e meia de navegação por mês por pessoa. (Nosso blog da HSM está nesta conta!)

Agora, vale cruzar com dados gerais de uso da internet de um mês antes. Há 1,7 bilhão de pessoas conectadas à rede no mundo, 10% na América Latina e Caribe.

A primeira pesquisa é Nielsen e eu vi na Economist online. A segunda pesquisa eu vi no blog do Silvio Meira e há números e mais números aqui.

Peugeot | De montadora a operadora de celular?

Sabem aquele papo de estratégia de marketing sobre você entender em que negócio está sua empresa? O de fabricar carros ou o de transportar pessoas, por exemplo, no caso da indústria automobilística? Muita gente ainda ri e acha que é discurso bonito para inglês ver. Mas não é. A Peugeot España parece que percebeu isso. Ela está estudando a possibilidade de se converter em operadora de telefonia móvel para oferecer serviços de comunicação a seus veículos, porque o negócio dela talvez seja o de transportar pessoas dando-lhes todas as comodidades de que necessitam.

Vi a notícia no El País. Tomara que a indústria automobilística comece a se mexer assim rumo à diferenciação.

Infográfico | A economia da Apple App Store

Será a deixa para uma economia caracterizada pelos micropagamentos?

Não consigo aumentar a imagem, mas vejam aqui.

via Adams

Pequenas inovações, grandes negócios

Post de Bruno Scartozzoni, via UoD

Pode me chamar de inocente e sonhador, mas sempre que vejo um novo negócio na rua, desde uma lojinha até um boteco, que não tenha nada de inovador, tudo igual ao que já fizeram antes, sou tomado por um sentimento de tristeza profunda.

Quanto potencial desperdiçado em um bar que tem a decoração parecida com aquele outro da esquina, que já tem sua identidade consolidada e um público fiel. Quanta falta de coragem e visão preenchem o espaço daquela boutique que está na cara que vai virar mais uma na paisagem.

Pensando nisso há tempos comecei a registrar, com câmera de celular mesmo, pequenos negócios que destoavam da paisagem. Idéias simples, capazes de tornar uma biboca algo no mínimo curioso. Lembrando que inovações não precisam ser profundas e que as vezes um detalhe já faz uma baita diferença, trago aqui quatro exemplos nesse espírito…

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Esse é um café/lanchonete de um shopping de Campinas, meio escondido, ali na área de serviços. O dono resolveu tematizá-lo com o mundo da velocidade e instalou ali uma verdadeira pista de autorama. Nostalgia total. Vai dizer que não dá vontade de brincar?

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Esse é um estacionamento na região da Av. Rebouças com a Av. Faria Lima, um ponto bastante movimentado de São Paulo. Tenho certeza que sem fazer absolutamente nada o estacionamento já ficaria lotado boa parte do tempo devido à alta demanda e pouca oferta da região.

Mas o dono resolveu envelopar o espaço com coisas que remetem aos antigos filmes de perseguição policial, tipo xerife em quatro rodas. A foto é de um carro na vertical, pendurado em uma das paredes. Isso vai soar piegas, mas eu aposto que o cara é fã desses filmes e fez isso com o maior amor. Sempre que volto nessa região tento parar o carro lá.

E antes que você pergunte, realmente não há nada de inovador em tematizar um ambiente. Mas em estacionamento eu nunca tinha visto nada parecido.

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Não tenho certeza se isso é genial ou bizarro, mas no mínimo destoa. É um mercadinho entre a Av. Paulista e o Bexiga, em São Paulo. Praticamente um cúbiculo. Mas ao lado da gôndola de frutas e verduras fui surpreendido por um armário com jóias e bijuterias!

Fiquei imaginando que a esposa do dono deve ter começado a vender para as amigas e aí resolveu fazer esse experimento aproveitando a sinergia com o mercadinho. O que vocês acham?

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Por fim, um café no Bom Retiro, uma região de São Paulo conhecida por ser um pólo de moda, lotada de lojas de roupa. Começou vendendo no atacado e hoje em dia também conta com um movimento relevante do varejo.

Pelo número de pessoas que passam por ali qualquer café já teria seu lugar ao sol, mas esse resolveu aproveitar o que a região tem de melhor para fazer a diferença. Lá, além de comer um salgado e beber alguma coisa, o cliente é servido por prateleiras gigantescas com revistas de moda do mundo inteiro. Basta pegar uma, sentar na mesa e relaxar. Praticamente um hub de tendências.

E você? Conhece algum exemplo desse tipo? Se sim, deixe referências aí nos comentários.

Internet no painel do carro, a próxima fronteira

Empresas como Intel e Google estão trabalhando nesses “infotainment systems” e os apresentaram esta semana no Consumer Electronics Show (CES), a UD turbinada (e paradigmática) dos Estados Unidos. A informação saiu no New York Times de hoje.

Eu fico aflita só de pensar nas pessoas navegando em sites enquanto dirigem. Mas, com o trânsito parado de São Paulo, pode até fazer sentido. Desdobramento provável: mais conexão para sua vida (para o bem e para o mal), influência ainda maior da internet no mundo dos negócios e da gestão.

UPDATE (TAMBÉM DA CES): Olha a Ford saindo na frente com o Twitter!

Tks, @mauriciostycer!

Dan Pink e a cenourinha que importa

Post de Bruno Scartozzoni, via UoD

Se você trabalha com campanhas de incentivo ou usa essa ferramenta para motivar pessoas, esse post é para você.

O princípio é simples. Você quer que alguém atinja uma determinada meta, e para isso coloca um prêmio, uma cenourinha, lá na frente. Essa cenoura geralmente se materializa em forma de dinheiro, viagens, TVs de plasma etc. Em outras palavras, bens materiais.

Não é que bens materiais não importem e as pessoas não os queiram. Todo mundo quer. Mas essa palestra do Dan Pink para o TED, sobre a qual já tinha escrito aqui, desconstrói essa história.

Quando o trabalho envolve uma entrega intelectual e emocional, o cenário é outro. Nesses casos faz muito mais sentido motivar as pessoas com tarefas que façam sentido, que despertem interesse por sua natureza. E a cenourinha material, ao invés de ajudar, pode até atrapalhar…

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Criatividade no varejo: seguro antipromoção

Post de Bruno Scartozzoni, via UoD

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Você compra uma camiseta em uma loja e uma semana depois descobre que a loja entrou em liquidação. A mesma camiseta agora custa a metade do preço que você pagou. Todo mundo já viveu situações desse tipo e a reação natural é amaldiçoar a camiseta, a loja e o capitalismo.

Mas as lojas GAP de Vancouver, no Canadá, estão fazendo um experimento que pode resolver esse problema. Os clientes da loja podem se cadastrar em um programa de fidelidade que oferece, de graça, um tipo de seguro para essas situações.

É simples: se você adquirir algo cujo preço caia no período de 45 dias após a compra, a GAP devolve a diferença por meio de créditos para gastar na própria loja.

Além de deixar as pessoas mais felizes, a GAP acaba fidelizando seus clientes e, principalmente, aumentando a venda por impulso. Genial né?

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O que aconteceria se a temperatura subisse 4ºC?


Ou devo escrever: O que aconteceRÁ QUANDO a temperatura subir 4ºC?

Vocês já tinham visto o mapa do clima lançado pelo Museu de Ciências de Londres no final de outubro? Eu não, só vi agora. O mapa mostra o provável impacto que um aumento de 4ºC na temperatura teria sobre o planeta. Desabilite todas as dez teclas e vá clicando em uma de cada vez para descobrir sobre queimadas de florestas, colheitas, água disponível, aumento do nível dos mares, pesca, secas, perigos da permafrost, ciclones tropicais e problemas novos de saúde (doenças).

São incluídos no mapa sete breves textos que projetam aspectos importantes para nossas vidas: floresta amazônica, agricultura, disponibilidade de água, nível do oceano, ciclo de carbono e aumentos de temperatura. Vocês estão achando que isso está muito longe de acontecer? Um estudo recente estima que esse aumento de 4ºC pode ocorrer por volta de 2060, ou seja, meu filho, hoje com 5 anos de idade, vai viver isso fácil.

O mapa interativo está neste link e o vídeo que o complementa se encontra aqui, onde se chama a atenção para outros efeitos da mudança climática, como a quase inevitável migração de populações inteiras e os conflitos decorrentes disso.

Tudo depende, na verdade, do que acontecerá em Copenhague a partir de amanhã, segunda-feira, dia 7 de dezembro. E, desnecessário lembrar, depende muito das empresas e seus gestores também, algo que nomes tão distintos como Michael Porter e Peter Senge vêm nos alertando constantemente. Nós, brasileiros, devíamos estar mais ligados nisso do que no sorteio dos grupos da Copa do Mundo ou nos eleitorismos do ano que vem, mas entendo que a conscientização é difícil quando as evidências ainda não estão batendo em nossa cara. (Em outras palavras, a tendência é só começar a fazer exercício depois de se ter um ataque cardíaco, não é assim?)

Só sei que, depois de muito desânimo, vi a ponta de um fio de esperança no Sergio Abranches, cientista político especializado em ecopolítica (leiam seu blog sobre o assunto), que parece começar a levemente apostar no fim do impasse político, como se lê aqui e aqui. E vi outra ponta do fio nesta pesquisa.

Três tendências da internet, por Bill Tancer

Ontem, no último dia de ExpoManagement, gostei bastante da palestra do Bill Tancer, autor do best-seller “Click“, o livro que promete nos contar e/ou ensinar a descobrir “o que milhões de pessoas estão fazendo online e por que isso é importante”. No palco principal, Bill identificou três grandes tendências da internet com base nas pesquisas diárias com mais de 10 milhões de usuários da rede comandadas por ele na Experian Hitwise, cujos centros de dados mostrados na imagem deste post podem ser acessados aqui e que agora oferece dados do Brasil também.

1) Aumentará dia após dia a insatisfação dos internautas com os resultados de suas buscas. A web profunda (de páginas de conteúdo dinâmico ou sem backlinks, redes privadas, sites contextuais, conteúdos de acesso restrito, conteúdos multimídia e tudo que o Google não consegue pegar) vai agravar o problema.

2) A sabedoria das multidões está sendo crescentemente substituída, como influenciador de decisão, pela curadoria humana. Isso é o que explica por que, nos Estados Unidos, o YouTube já vem perdendo terreno, por exemplo, para dezenas de sites de vídeo de nicho, como Daily Kos TV, KeepVid, Hoolah!, SHOUTCast, Veoh, Live Leak, Sonamy. Smotri.com, Wonder How To, Vuze, Bix e outros. Bill fez um paralelo interessante: é como se, ao ir a um restaurante, as pessoas deixassem de perguntar qual é o “prato mais pedido” e passassem a checar a “sugestão do chef” ou a recomendação dos “críticos gastronômicos.

3) A próxima inovação dos algoritmos de busca será a que substituirá a atual classificação por relevância/autoridade pela classificação por perspectiva (levando o internauta primordialmente ao conteúdo de pessoas que estejam em situação similar à sua em relação ao assunto em pauta).

Quem já testou o Website Optimizer do Google?

O otimizador de websites do Google foi lançado em abril de 2008, mas, até onde sei, não lhe prestaram muita atenção no Brasil ainda. Anteontem, na ExpoManagement 2009, o economista Ian Ayres, de Yale, fez uma palestra interessantíssima sobre algoritmos preditivos e citou esta ferramenta, entre outras, como maneira de fazer testes randômicos para melhorar os indicadores de visitação de um website.

Convicto do que dizia, Ayres contou casos em que uma mera mudança de imagem na home ou a exclusão de determinado texto fizeram enorme diferença na quantidade e na duração dos acessos. Claro que existem outras questões a analisar, como a qualidade dos acessos (no que diz respeito a atrair o público formador de opinião, por exemplo) e se estes se convertem em transações no caso dos sites de comércio eletrônico, mas, depois do Ayres, eu diria que vale a pena pelo menos estudar a ferramenta e testar seus testes randômicos (desculpem pela repetição de palavras).

Abaixo, um vídeo explicativo sobre o otimizador.

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Tablet de revista: Sports Illustrated sai na frente?

Vale conferir.
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via e via

Tks, Neto e Jorge Carvalho

HSM ExpoManagement 2009: Vicente Falconi & cia.

Ontem foi o “day 2″ da HSM ExpoManagement 2009. E apesar de ter contado com celebridades como o japonês da estratégia, o Kenichi Ohmae, que lembrou que o iPod da Apple foi uma inovação possível porque partiu do Windows da Microsoft. Apesar de ter trazido o hype gerencial da hora (estou “redundando” de propósito, hein?!), que são os instrumentos preditivos baseados tanto em análise de dados históricos como em testes randômicos (na internet principalmente, ótimo para empresas), dando o microfone para o Ian Ayres, referência total no assunto. Apesar de ter tido no palco o vanguardista Nicholas Carr, que resolveu evangelizar a galera de executivos sobre computação nas nuvens e soltou a cereja do bolo, quase despercebida, no final –o conceito (controverso) de “workerless company”. Apesar de tudo isso, a estrela do dia foi um brasileiro de cabelos brancos e esparsos, fã de René Descartes, chamado Vicente Falconi.

O que é que esse mineiro, consultor de gestão, tem? O Marcelo Melo deu a pista no Blog da HSM: “…quero descobrir o que Marcel Telles, Pedro Moreira Salles, Nizan Guanaes, Jorge Gerdau e tantos outros adoram nas teorias do Falconi”. Faltou acrescentar na lista os líderes políticos, que vão de PSDBistas como Aécio Neves e José Serra a lulistas como o próprio Lula. Ele tem algo fundamental, sim, que quase ninguém mais tem. Quando abre a boca para falar, os poderosos do Brasil realmente abrem os ouvidos para ouvir. E, algo mais raro ainda, as pessoas costumam fazer o que ele diz para fazer.

Eu tive a oportunidade de entrevistar Falconi longamente no ano passado (como ele é avesso à imprensa, devo ter sido a pioneira ou uma das), em três sessões de mais de duas horas cada, para a revista HSM Management, e acho que já entendi bem por que isso acontece. Mas ontem provavelmente muito mais gente começou a entender (com a palestra e também com o livro que ele lançou, cuja capa ilustra este post). E, mesmo Falconi sendo Descartes até debaixo d’água (e eu redescobri Descartes nestes tempos pós-modernos graças a ele, admito), vou copiar descaradamente o que meu amigo Marcelo Melo esboçou abaixo e fazer o paralelo de Falconi com Platão e Aristóteles. More »



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