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Deixe Deus de fora e assuma o comando do seu destino

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Quando ouço o refrão da música de Zeca Pagodinho “deixa a vida me levar, vida leva eu” confesso que sinto calafrios. Explico, muita gente resolveu adotar esse lema em seu dia-a-dia à espera que as oportunidades caiam do céu, em vez de criá-las. Outro dia mesmo, ouvi de um alto executivo sobre o futuro de um negócio a ser fechado, a seguinte frase: “Se Deus quiser, tudo dará certo!”

Opa, será que realmente Deus é o responsável por nossas escolhas, por nosso desempenho, por nossos destinos? Deixe Deus quietinho lá no lugar dele; ele não tem nada a ver com seus sucessos ou fracassos. Conheço pessoas que esperam as coisas caírem no colo e, quando elas não caem (a menos que se tenha sorte, quem não vai atrás não pode esperar que as coisas aconteçam) encontram desculpas como “Melhor assim, se não deu é porque Deus não quis”.

Quem, aliás, não conhece alguém que em algum momento já disse algo parecido? Nada contra os religiosos e suas crenças, mas não posso aceitar que empurrem a vida com a barriga à espera de um milagre. E, pasmem, alguns são profissionais bem-sucedidos que têm grandes ambições, mas acreditam em destino. Se não acontece é porque não tinha que ser e ponto final.

Claro que acredito que muitas oportunidades chegam na hora certa e quando você está no lugar certo, seja onde for. Mas nada acontece por acaso, as pessoas são totalmente responsáveis pelo seu destino. Só você pode dar o rumo certo (ou errado) à sua vida pessoal e profissional. Então, mãos à obra; seja dono do seu destino, porque o destino é você quem constrói.

Não fique se culpando depois pelos infortúnios da vida como se você fosse vítima de um complô digno de novela. Já dizia um consultor que agora não me recordo o nome “quem espera nunca alcança”, ou melhor, como fala a antiga canção, mas ainda tão atual, de Geraldo Vandré “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

Infelizmente, raras são as pessoas que conseguem traçar um plano de carreira quando estão no auge dela. Se você é uma dessas pessoas, eis aqui um alerta. Se nada for feito, a vida até pode te dar um empurrãozinho, mas a sorte não dura para sempre. Quando chegar o momento de pendurar as chuteiras ou do “destino” lhe pregar uma peça e você se ver no olho da rua, Deus não vai assinar um cheque polpudo e depositar na sua conta todo final de mês.

Acorde! Faça a sua parte. Não terceirize o seu destino. Com a graça de Deus!

CEO, sua ex-mulher pode descobrir quanto você ganha

 

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Volta à cena discussão sobre a divulgação dos salários de executivos das companhias abertas. Embates acalorados questionam sua obrigatoriedade imposta pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que corre o risco de ter seu destino decidido pela Justiça. Executivos e empresas têm se mostrado inconformados com o fato de ver escancarado algo que consideram sigiloso.

O principal argumento usado está relacionado à questão da segurança, já que a regra prevê a divulgação da remuneração máxima, média e mínima de cada empresa. Ou seja, o modelo adotado pela CVM acaba expondo, sobretudo, o presidente das organizações. Talvez isso explique a razão de tanta relutância ou, quem sabe, a preocupação dos executivos pode estar ligada a questões familiares, como o pagamento de pensão às ex-mulheres.

Concordo com a posição do presidente do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Mauro Cunha, quem em entrevista ao jornal Valor Econômico acredita ser essencial primar pela transparência. Os escândalos vistos pelo mercado são prova viva do quanto precisamos de regras mais claras.

Os americanos aprenderam com os erros e nos Estados Unidos, investidores e acionistas sabem o quanto ganha cada um de seus executivos, inclusive o bônus referente ao ano fiscal. Todas as informações evidenciadas nas demonstrações contábeis são de domínio público.

Ao contrário do que defendem algumas entidades que representam executivos de vários setores, as mudanças na regulação contribuem para o avanço das boas práticas de governança. Além de serem de importância para a avaliação dos acionistas. Raciocinem comigo, como pode o acionista no papel de empregador desconhecer quanto ganham seus funcionários-chave?

É o que acontece hoje no Brasil. Há muita pouca informação sobre a remuneração de executivos. Nem mesmo as empresas com ações na Bolsa de Nova York adotam uma política de maior transparência aqui no Brasil e seus altos executivos vêm com o velho discurso de que estarão expostos.

Como bem defendeu a presidente da CVM, Maria Helena Santana, “profissionais desse porte já demonstraram sinais externos de riqueza e têm uma grande exposição pública por conta da posição que ocupam”.

Infelizmente, tenho a impressão que o lobby das empresas e dos executivos será mais forte, a Instrução da CVM pode não vingar e caberá ao mercado forçar a adoção da regra por entender que ela é saudável e necessária.

Acredito que a divulgação da remuneração do alto escalão é um caminho sem volta, a exemplo do que afirmou o líder da consultoria Towers Watson para América Latina, Felipe Rebelli, para o Valor. Ele vai além e acredita que as empresas de capital aberto perderão competitividade frente às de capital fechado, já que seus executivos podem exigir prêmio por terem seus salários expostos. Faz sentido, será uma questão negocial.

Ao contrário, acho que muito diretor de companhia fechada quando encontrar colegas de SAs ganhando mais vai é pedir a chefia aumento ou buscar novas oportunidades. Outro problema apontado por um especialista em remuneração na matéria do Valor é o provável mal-estar que pode ocorrer com o chão de fábrica ao saber o salário de um diretor, porque há casos de operários com nível superior e que não subiram na carreira.

Façam suas apostas e aguardem as cenas dos próximos capítulos.

 

Uma visão masculina do universo feminino

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Na última segunda-feira, mais uma vez foi comemorado o Dia Internacional da Mulher. Pensei até em fazer um blog em homenagem àquelas que tanto enchem nossos olhos, nossos corações e nossas vidas. Ao fazer a barba, olhei no espelho e de repente me caiu uma ficha: “Julio Sergio, todo dia é dia delas”.

Então me perguntei: “por que não escolher outro dia para levantar essa bandeira de que não existe dia especial para valorizar a figura de quem nos é tão importante”? Seja mãe, esposa, filha, neta, amante, amiga e companheira; a mulher é um símbolo de força, garra, determinação e coragem.

Mas nós homens precisamos deixar de ser hipócritas e despertar para a realidade: como realmente enxergamos o sexo feminino em nossas vidas? Poucos reconhecem que sem elas não conseguimos viver, que somos dependentes de seu afeto e das suas habilidades em conduzir tão sabiamente a família, que precisamos delas para perpetuar nosso sobrenome, que o prazer do sexo só existe porque elas existem, que o mundo fica mais doce quando elas estão por perto.

Vou além, muitos homens ainda trazem o ranço do preconceito, acham que lugar de mulher é na cozinha - alguns, inclusive, casam porque querem alguém para cuidar dele, da casa e dos filhos -, não aceitam ter mulher como chefe e tratam como mulher-objeto aquelas que têm um comportamento considerado “mais avançado”. Para nós, homens, há o desafio de acabar de vez com o preconceito e machismo que ainda sobram. Para as mulheres, a missão de mudar a cabeça dos homens desde criança, quando educam seus filhos.

Não posso deixar de compartilhar a história que ouvi de uma amiga que morou muitos anos em Recife. Sua mãe ficou chocada ao ver a vizinha falar para o filho de apenas cinco anos: “Engula o choro Hermaninho, porque homem não chora”. Logo ela uma psicóloga e que, curiosamente, reclamava dos homens nordestinos por serem machistas. Acredito muito na forma como as mães educam seus filhos, da mesma forma que, muitas vezes, acredito estar na mão das mulheres a chave do nosso futuro.

Como homem, reconheço a “mea culpa”. Está na hora de tratar a mulher como ela merece. E não se trata de parabenizá-las apenas no dia em que se instituiu o Dia Internacional da Mulher. São pequenos gestos diários que fazem a diferença. Que tal começar por atitudes cavalheiras - que jamais deveriam ser consideradas “démodé” por essa nova geração -, como abrir a porta do carro e puxar a cadeira no restaurante, ou posturas discriminatórias, evitando comentários quando alguém te fecha no trânsito, do tipo: “Só podia ser mulher”.

Pior ainda é o machismo de muito marmanjo que não suporta ver a esposa ou namorada ganhando mais. É preciso enxergar que a mulher ganhou voz, muito embora continue ocupando poucos cargos de chefia e recebendo salários mais baixos do que os homens - segundo a última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres ganham salários 27,7% inferiores aos dos homens.

Talvez porque ainda nos assustamos com  o novo perfil da mulher, muito mais ousado e revolucionário. Apesar de descobrirmos que cada vez mais entendemos menos as mulheres, esquecemos que elas continuam gostando de ser paparicadas sem ser confundidas como fúteis. Sim, as mulheres hoje não querem ser admiradas só por seus atributos físicos (claro que faz bem para o ego delas!), mas pelo espaço que vêm conquistando no mercado de trabalho.

Já perceberam como elas invadiram o mundo corporativo? Vivemos rodeados por elas e como nosso dia a dia ficou menos duro e mais feliz. Aqui fica minha homenagem às mulheres, que devem receber flores e atenção todos os dias.

Fique esperto. Mais cedo ou mais tarde você terá um chefe mais novo do que você

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Hoje pela manhã recebi o telefonema de um grande amigo que assumiu a presidência de importante grupo de varejo do país. Uma notícia que até então poderia ser comum se não fosse o fato dele atingir o topo com apenas 36 anos. Seu maior desafio, aliás, tem sido comandar uma equipe de executivos que já beiram os 45 ou mais.

“Logo que entrei enfrentei minha primeira prova de fogo. Um deles quis testar minha competência na hora de tomar uma decisão delicada”, confessou-me. Sua experiência, entretanto, não é e nem será a única. Cada vez mais cedo os profissionais vêm conquistando postos de comando, ao mesmo tempo em que parte da geração Y começa a experimentar o gostinho do poder. Dados da consultoria Hay Group apontam que no Brasil cerca de 20% de jovens com menos de 30 anos já ocupam cargos de chefia.

Fenômeno que vai impactar de forma irreversível a relação entre chefes e subordinados. Aí faço as seguintes perguntas: Será que um chefe jovem está preparado para liderar equipes mais velhas? Ou até que ponto um profissional com invejável bagagem no currículo aceita ser comandado por quem ainda não viu o filme todo?

Não há dúvidas que poucos terão a coragem de assumir o quanto se sentem desconfortáveis.  Ouso dizer que embora muitos afirmem não ver problemas, eles serão velados, provocando atritos irreparáveis. Pode até rolar uma discreta sabotagem.

Lembro-me de outro amigo executivo - na época com quase 50 anos - que pediu demissão quando soube que o novo diretor da sua área tinha 17 anos a menos que ele. Mesmo sem ter para onde ir, preferiu largar um emprego bacana por temer futuros problemas.

Uma pesquisa realizada pela consultoria Lens & Minarelli há alguns anos, envolvendo 250 executivos, mostrou que mais da metade já teve um chefe mais jovem. Desse total, 63,9% revelou ter enfrentado algum tipo de dificuldade de relacionamento.

Nada contra jovens talentos estarem assumindo posições de chefia, muito pelo contrário. Mas é preciso reconhecer que uma grande maioria não possui maturidade suficiente para lidar com situações de extremo grau de estresse, contam com uma carga emocional adversa e ansiedade à flor da pele que os impede de ter discernimento do que é bom senso (nas clínicas de planejamento da vida há relatos de CEO jovens que se refugiam no banheiro para chorar de desespero!).

Entre as diversas credenciais necessárias para um verdadeiro líder está exatamente o bom senso adquirido por meio da experiência.  O chefe jovem tem pouca milhagem e, portanto, alguns mostram uma visão equivocada do que é preciso decidir rápido. Já ouvi alguns talentos da geração Y dizer: “Os mais velhos são muito lentos para decidir, ficam remoendo o assunto e perdem o “timing” por conta disso”. Infelizmente, acabam confundindo rapidez com ponderação e não raro erram feio em suas decisões.

Claro que toda regra tem sua exceção. Quando encontramos chefes jovens dotados de grandes habilidades para tomar decisões, precisamos tirar o chapéu.  A estrada é longa e o desafio para aqueles que estão experimentando o poder tão cedo consiste em ter coragem e humildade necessárias para entender que quanto mais se aprende menos se sabe.

A imaturidade leva à arrogância, autoritarismo, descontrole, insegurança, impaciência e competitividade exarcebada. Aspectos que precisam ser olhados com cuidado por quem está no início da vida profissional. Se você faz parte da geração Y precisa se preparar para ocupar o cargo de chefia e comandar os mais velhos.

Já para quem acumula uma bela trajetória profissional, saiba lidar com esse novo cenário que desponta. Há pontos positivos de uma liderança jovem que somados à sabedoria de executivos tarimbados resultarão em um modelo de gestão equilibrado. Todos sairão ganhando.

Esqueceram de mim. Preferiram o outro

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Em um recente almoço de negócios, reencontrei um conhecido que não via há mais de dez anos. Quando perguntei o que ele estava fazendo, tive a seguinte resposta: “Estou na mesma empresa, no mesmo lugar”. O que poderia parecer uma boa notícia para muitas pessoas, me causou um pouco de preocupação.

Estabilidade é importante, desde que o profissional pule degraus ao longo de sua carreira. Mas fiquei calado, deixando a conversa rolar. Até que ele se vira e diz: “Julio, não entendo uma coisa. Dou resultados espetaculares para a empresa, sou responsável por uma grande parcela do faturamento da empresa, vivo batendo metas, sou bem avaliado e não saio do lugar”.

Bingo! Não tem como no mundo corporativo alguém querer ficar estagnado. Aqueles que possuem esse perfil buscam um emprego público. Há algumas semanas vi uma matéria muito interessante na revista Harvard Business Review que me levou a escrever esse blog. Assim como esse meu colega, tantas outras pessoas vivem o problema diariamente.

Em princípio, quando se pensa em avaliar os critérios de uma promoção, logo se imagina que impera fatores político, certo? Sim e não. A questão política existe, a subjetiva também e não raro assistimos à promoções equivocadas em que profissionais pouco preparados assumem cargos de liderança. Tenho certeza que você conhece pelo menos 5 exemplos, certo?

Cenários como esses são bastante comuns e acontecem bem mais do que imaginamos. Mas não é regra profissionais com credenciais e inúmeras competências serem preteridos a uma promoção porque representam uma ameaça ao seu superior. No caso do meu colega, é quase certo que ele foi vítima sim da competição acirrada que existe no mundo corporativo. E saiu perdendo.

Talvez nesses casos, a melhor solução seja mudar de emprego e ir atrás de uma oportunidade que valorize seu talento. No entanto, recomendo que se faça uma reflexão minuciosa de todos os pontos que o permitiriam alcançar voos mais altos. Pense se realmente você é visto pela organização como profissional elegível a subir um ou mais degraus.

Às vezes você bate metas, entrega resultados, mas não consegue liderar equipes. Aí, bem do seu lado, tem alguém que usa o poder de persuasão para gerenciar conflitos e motivar equipes por saber que esse é um aspecto que vai conseguir de cada um o melhor. Pronto, é essa pessoa que está na mira da chefia.

Os promovidos são profissionais produtivos, proativos, que se antecipam às demandas do gestor e apresentam soluções antes mesmo de alguém pedir. Além disso, têm visão estratégica e pensam na forma como a empresa pode fazer ainda melhor do que já faz. Se você acha que fez tudo isso e nada aconteceu, tente conversar com seu superior.

Muitas empresas costumam ter gestores que não dão “feedback” ou não conseguem apontar os pré-requisitos para alguém ser promovido. Por isso, sempre que puder, converse com seu chefe, tente ter indícios. Essa é uma forma de entender o que a empresa espera de você. Deixar rolar pode ser sua ruína, já que talvez seja difícil de reverter uma impressão equivocada de que você não está preparado para crescer.  Se ligue!

Estranho no ninho ou intruso dentro de casa?

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Outro dia, encontrei uma amiga no supermercado e conversa pra cá, conversa pra lá, eis que ela começou a contar uma história que a vem preocupando.  Após cinco anos longe da família, seu pai - um ex-executivo que nos últimos anos decidiu montar um negócio no sul do país, onde morou no início da carreira - voltava para casa.

Não deu outra, além de ser um estranho dentro de casa, começou a incomodar.  Sem ter o que fazer ou planos para o futuro, aconteceu o que se esperava. Passa os dias fiscalizando os rótulos de alimentos para ver se os prazos de validade estão vencidos, fica atrás do gerente do prédio em que mora reclamando de problemas e se incomoda com o cachorro de estimação da neta.

O pior de tudo é seguir a esposa em todos os lugares que ela vai. Quase não acreditei quando minha amiga disse que a mãe quando vai ao shopping e quer comprar algo, pede ajuda aos filhos para despistá-lo. Rapidamente ela entra na loja, paga o produto e pede à vendedora que entregue sem sacola, porque precisa esconder na bolsa, já que o marido não pode ver.

Uma situação bizarra para uma mulher que sempre foi independente, mas que sob a censura do marido se vê impedida de comprar algo. “Ele não pode ver minha mãe comprar nada, senão vai começar a ladainha de que está sem emprego e não pode gastar nada, embora tenha feito uma boa poupança para os anos de crepúsculo”, disse minha amiga.
 
Pode parecer surreal, mas histórias como essas refletem bem o que acontece quando chega a hora de “pendurar as chuteiras” e não foi feito qualquer tipo de planejamento. Aí, sem ter o que fazer, o novo aposentado do mercado quer ser o CEO da casa, fazer plano estratégico da família ou de marketing para a empregada, criar uma planilha Excel para controlar o orçamento da casa, traçar objetivos e metas para a faxineira.

Há uma tendência natural entre aqueles que são obrigados a abandonar o crachá corporativo: entrar na fase de querer transformar sua casa numa verdadeira organização. Alguns esquecem que viram um elemento estranho dentro de casa e “viajam na maionese”. Querem mais exemplo? Promovem reuniões semanais com a criadagem e, como se não bastasse, transformam-se nos maiores pentelhos das reuniões de condomínio.

Durante as pesquisas para escrever o livro “O Melhor vem depois. Desvendando o enigma da longevidade”, os autores constataram que a não preparação para enfrentar a inevitável perda do sobrenome corporativo é uma constante e os efeitos devastadores.

Muita gente ao ler este blog pode identificar casos parecidos bem próximos e, por isso, alerta, se você conhece alguém mostre que esse não é o melhor caminho. E se você é quem vivencia a situação, aproveite seu tempo para dar mais atenção à família, como a pessoa que possui a maior experiência e vivência, assim como provavelmente sabedoria suficiente para ajudar a família crescer e progredir.

Sua família vai agradecer por deixar de ser um intruso e voltar a ser parte dela.

Há retorno do tempo que você investe no Twitter?

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O Twitter virou febre. Quem está fora não pode deixar de entrar, quem está dentro sabe que não deve sair. Poderosa ferramenta de troca de informações e de “networking”, o Twitter ganhou espaço por permitir que o conhecimento fosse compartilhado, ultrapassando fronteiras.

Criado há quatro anos, tem no Brasil, diz pesquisa, o segundo maior número de usuários no mundo, e celebridades como o apresentador Luciano Huck - primeiro brasileiro a conquistar um milhão de seguidores no país - e o presidente dos EUA, Barack Obama.  Não só mudou os hábitos de comunicação, como impôs inúmeros desafios, um deles é o grau de retenção da informação transmitida.

Quanto a esse aspecto é preciso considerar que dado à característica do Twitter - 140 caracteres e uma avalanche de mensagens que a pessoa envia e recebe por dia -, o grau de retenção da informação é baixíssimo, é efêmero.

Sabem por quê? Pensem um pouco, quanto tempo dura a informação que você acaba de receber pelo Twitter? Certamente, dura até o próximo Twitter que você receberá em instantes. Simples assim. Então, é preciso olhar o Twitter sob essa perspectiva, de que ele é um transmissor de informação etérea, que tem prazo de validade curtíssimo.
 
Se as informações que circulam entre seus seguidores são descartáveis, restam as seguintes perguntas: (i) como absorver todo esse mar de conhecimento que logo será jogado no lixo ou deletado de nossas mentes? (ii) vale a pena o tempo que se dedica a ler e responder as mensagens?

Talvez a resposta esteja na brilhante sacada da colunista do jornal Financial Times, Lucy Kellaway, que admiro e tem seus artigos reproduzidos no Valor Econômico: “Cheguei à conclusão libertadora de que a maioria de nós não precisa lembrar-se de quase nada para fazer nossos trabalhos de forma competente, porque quase todas as informações podem ser encontradas com um clique de mouse na internet”.
  
Será que caminhamos para era da memória descartável? Apesar de me considerar um twitteiro de carteirinha, não posso deixar de questionar o tempo por vezes desperdiçado com a rápida troca de informações que circulam entre nós como um cometa que mal conseguimos enxergar.

É inegável o poder que as redes sociais têm sobre nós, mas ouso duvidar se realmente estamos preparados para aproveitar essa avalanche de informações que recebemos a cada segundo, muitas das quais acabam se perdendo no limbo em meio à enxurrada irresistível de twitters onde há de tudo: informação útil, bobagens, futilidades, desabafos, coisas de gosto duvidoso.

O desafio está lançado e levante a mão quem tem alguma solução.

Crie sua marca, seja uma grife e suba na carreira

blog_01O Carnaval foi embora e como sempre no Brasil, agora é que de fato o ano começa. Que tal, então, aproveitar o momento para cuidar da sua imagem? Não importa se você quer mudar de emprego ou pretende investir suas fichas em uma promoção. Estar na vitrine é questão de vida ou morte; de sobrevivência. Por isso, procure sempre construir uma imagem positiva e saia do anonimato.

Quem planeja alçar voos no mundo corporativo não pode se esconder atrás do computador e achar que seus esforços estão sendo vistos. Apareça, mostre-se. Lembre-se que a imagem é um patrimônio único e valioso. Seja uma grife, cuide dela com carinho e autenticidade. A imagem positiva é um produto que construímos.

Crie sua identidade como se fosse uma espécie de impressão digital. Tenha um posicionamento estratégico no mercado. Defina seus valores, o que é mais marcante em sua personalidade, que habilidades você tem, qual atividade lhe dá mais prazer. Crie e propague sua marca pessoal.

Não esqueça que vivemos em uma sociedade que valoriza a aparência, a embalagem. Pense que, como marca pessoal, você é um produto que precisa ter visual caprichado para causar boa impressão. Aprenda também a “vender seu peixe” e dê um impulso na imagem que as pessoas terão de você.

A comunicação é fundamental para que as pessoas saibam o que você faz e pretende. Seja sincero consigo mesmo, de que forma você conseguirá mudar de emprego ou alcançar aquela promoção tão desejada se for visto como mais um no meio da multidão?

Em princípio pode parecer bobagem o que estou falando ou algo já comum, mas é fato que dez entre dez pessoas que querem dar um salto na carreira esquecem coisas simples como essas. Resultado: ficam a se lamentar por estarem sempre no mesmo lugar. As pessoas preferem adotar a postura de vítimas para justificar a estagnação, quando seus destinos profissionais dependem apenas delas.   As clínicas de planejamento de vida mostram que essa atitude de passividade é mais comum do que se pensa.

Neste ano que começa agora, abandone velhos hábitos, mude radicalmente sua forma de pensar, agir. Dê uma chance ao novo e as portas estarão sempre abertas para você. Acredite, vivemos ciclos que precisam ser iniciados e encerrados constantemente. O sucesso depende de como nos posicionamos e somos vistos. Não deixe que as amarras do sobrenome corporativo o impeça de voar mais alto. Ponha sua escola na avenida. Crie sua marca pessoal e tenha um futuro brilhante, sempre!

Plano de sucessão? Pode ser que queiram o seu lugar

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Ao longo de minha experiência na vida corporativa cansei de ver pessoas reclamando da falta de perspectiva em suas carreiras. Não é de hoje que as empresas asseguram ter planos de carreira para seus funcionários, mas o que se vê na realidade é algo bem diferente. Pior de tudo é ouvir o discurso de que estão preocupadas com a sucessão. Agora, como podem dizer que têm ações para garantir a sucessão se nem plano de carreira conseguem desenvolver?

Uma pesquisa realizada pela Korn/Ferry, com quase 2 mil profissionais em 90 países, apontou que segundo 64% dos executivos ouvidos, suas empresas não possuem um plano de sucessão bem estruturado. Ou seja, há uma longa distância entre o discurso e a prática. Mas para isso, as regras precisam ser claras se não quisermos continuar assistindo a esse descompasso.

O próprio estudo mostra que a questão da sucessão acaba sendo uma armadilha para as empresas, porque pecam ao não terem um plano de carreira definido. Resultado, instala-se um clima de insegurança generalizado e os funcionários acabam sentindo-se ameaçados por não saberem que rumos terão na organização.

Quando não ficam claras quais são as perspectivas de futuro, torna-se complicado para quem quer que seja preparar seu sucessor. É certo que ele verá essa ação como uma ameaça. Seria muito ingênuo as empresas acreditarem que alguém, em posição de liderança, sem qualquer sinal de que terá uma nova oportunidade na companhia, vá se preocupar em deixar outro funcionário prontinho - muitas vezes mais jovem e com salário menor -, para ocupar o seu lugar.

Enquanto as organizações não forem transparentes sobre as perspectivas de ascensão para aqueles que terão de passar o bastão, dificilmente conseguirão evoluir sobre a necessidade de sucessão. A menos que percam seus talentos e só aí se deparem com o problema: não há ninguém dentro da empresa pronto para assumir a função. Voltamos, então, a estaca zero.

Seja honesto e responda lá do seu íntimo: você está pronto para preparar aquele que tomará seu lugar?

Ser politiqueiro ou ser político na empresa? Eis a questão

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Quem nunca ouviu a frase “quem não é político na empresa, não sobe na carreira”? Outro dia, um velho amigo, executivo de um grande grupo multinacional, estava frustrado por ser demitido após 20 anos de casa. Acredita ter sido retaliado ao discordar dos acionistas. Postura nada diplomática, reconhece.
    
É fato que quem não sabe travar alianças internamente certamente ficará fora do jogo.  O dom de ser político pode levar ao sucesso, da mesma forma que a inabilidade em sê-lo acabará jogando-o ao ostracismo. Não há problema algum em defender um ponto de vista. A diferença está na forma como sua posição é defendida.

Outro aspecto que muita gente esquece é a maneira de se mostrar diante dos outros. Não basta apenas ser o melhor, mas sim ser visto como tal. Ser o primeiro a chegar e o último a sair não significa que alguém está vendo seu trabalho. Muito pelo contrário. Ficar escondido atrás do computador é um dos maiores erros que você pode cometer. Tem que circular e sempre com um sorriso discreto, ar de vencedor, de felicidade.

Acho essencial saber articular-se dentro da empresa, fazer seu chefe enxergá-lo - mas não apenas como um número. Não falo de sair gritando pelos corredores sobre seus feitos, como fazem os incompetentes e inseguros. É saber a hora certa de mostrar que você faz a diferença, que você dá resultados e sabe questionar com o que não concorda. Com polidez, educação, mas com convicção.

Muitos ao esconderem-se sem coragem de dar as caras acabam justificando sua estagnação pela politicagem que há nas empresas. Aí, muito cuidado. Existe um abismo entre ser político e fazer politicagem, Não confundam uma coisa com a outra. Todos nós já questionamos alguma vez na vida a promoção de alguém que consideramos menos competente. Mas não dá para achar que deve usar da politicagem para crescer como se estivesse sendo político.

A politicagem é um lado da política reprovável, aquele ligado ao conceito de bajulador, puxa saco. Enquanto a habilidade de ser político consiste na capacidade de negociar, de articular grupos em torno de ideias e de persuadir. Ao contrário do que muita gente imagina, ser político não significa passar rasteira nos outros. O que não se pode é baixar a cabeça o tempo todo.

Ser político é entender as regras do jogo, dominar as relações de poder e saber transformar algo negativo em positivo. Sem dúvida, quem não sabe fazer política, dificilmente chegará ao topo nas empresas. Aliás, se você almeja o posto de número um, saiba que é pré-requisito ter jogo de cintura, ser flexível, ser político. E não pensem que para isso é preciso ter talento nato. Se você souber aprender com quem sabe, no futuro deixará de se colocar como vítima da realidade e estará na liderança como quem soube chegar lá.

Nas clínicas de preparação para o pós-carreira e no aconselhamento a CEOs este tema é recorrente, o que demonstra a dificuldade que grande parte das pessoas tem para distinguir política (sadia) da politicagem (perniciosa).

Você concorda?

O desafio da empregabilidade para a geração Y

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Apesar de toda a euforia com a retomada da economia, não tenho dúvidas de que a crise foi um divisor de águas. Se antes o nível de emprego caía vertiginosamente, esse novo cenário aponta para um aumento na taxa de desemprego. Embora a geração Y seja alvo das empresas porque representam menor custo para as organizações, aqui vai um alerta; nem para essa turma há oportunidades para todo mundo.

Um estudo recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT) constatou que apesar de a cada ano, 45 milhões de jovens entrarem no mercado de trabalho, o desemprego entre eles é 2,8 vezes maior do que entre os adultos. Os dados reforçam minha tese de que quanto antes houver uma preparação da carreira, maiores serão as chances de se conquistar essas poucas vagas que existem.

Quem pensa que as perspectivas positivas devem mudar esse quadro está enganado. Não há espaço, nem emprego para todo mundo. Muitas empresas aprenderam a lição e adotaram como estratégia a cautela, além da política de racionalização de custos. Ou seja, primeiro aumentam o número de horas trabalhadas por seus atuais empregados e a carga de trabalho para só depois passarem a contratar.

Por isso, mostrar seu talento e o quanto você pode fazer a diferença o levarão a dar passos importantes na busca por um lugar ao sol. Mostrar que você é capaz de gerar valor e trazer resultados certamente fará com que o empregador compre seu passe. Mas todas as ações precisam ser bem planejadas para que você possa estar pronto para o que vem por aí.

Muita gente perdeu o emprego e muitos que conseguiram salvar seus postos de trabalho viram as condições piorarem. A deterioração foi generalizada e a preocupação é evidente com a alta da desigualdade. Se você não quiser figurar nas estatísticas dos jovens que estão à margem do mercado de trabalho, construa um caminho de alicerces.

Prepare-se e abrace as oportunidades que baterão à sua porta. Para você que está começando, a boa notícia é que há um mundo inteiro esperando por você e o destino está em suas mãos. Basta ter metas, escolher a profissão, identificar as competências necessárias e seguir em frente pronto para o desafio.

Funcionário nômade, vai embarcar?

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Já virou pré-requisito na hora da contratação que os executivos tenham disponibilidade para atuar fora do país. Empresas globais, inclusive as brasileiras, consideram a mobilidade geográfica um requisito fundamental. Ainda mais agora que o Brasil se tornou centro das atenções em relação as demais economias pela robustez frente à crise.
 
Não tem jeito, é um caminho de ida sem volta. Hoje, os talentos não ficam restritos apenas à operação local, mas são aproveitados como recursos poderosos em grandes polos no pool global da empresa. Por essa razão, quem não estiver preparado para encarar esse desafio precisa  deixar bem claro no momento em que aceitar um novo emprego da restrição.
 
No entanto, vale aqui um alerta, se esse for o seu caso é melhor pensar bem ou procurar uma empresa que seja mais flexível. Facilidade de adaptação faz parte da regra do jogo e profissionais abertos a mudanças são valorizados. Nem todos conseguem. Mas é o preço que se paga para quem almeja o topo no mundo corporativo.
 
Conheço um jovem profissional de TI, ambicioso, que sabia bem das regras.  Saiu de Recife e mergulhou de cabeça em um projeto na Líbia, atraído pela possibilidade de ascensão na carreira. Chegou como analista de suporte técnico de uma grande construtora, empresa onde já trabalhava no Brasil. Em pouco tempo foi promovido a administrador de redes e deu um novo salto mês passado, ao ocupar o cargo de coordenador de TI.

Sua luta foi árdua, já que não falava uma palavra de inglês. Hoje, se vira bem no idioma e aprendeu a se comunicar em árabe. Embora reconheça que a mudança não tenha sido fácil, pretende ainda ir para outra unidade lá fora, talvez na Índia. Seu único medo é a incerteza quanto ao destino profissional que terá quando voltar.  
 
De fato, ser um funcionário nômade pressupõe riscos. Mas saber negociar bem as condições de retorno ao país de origem é fundamental. Muitas empresas globais falham neste quesito e quando o expatriado retorna tem que lutar pelo seu lugar ao sol. Na maioria das vezes acaba deixando a empresa por se sentir esquecido.

E, claro, tenha em mente que a decisão de aceitar a transferência é sempre sua, embora o mundo corporativo dificilmente aceite um não como resposta. Por isso, pondere bem que caminho trilhar, lembrando sempre que a família deve ser parte da decisão.

Vai embarcar? Tripulação, preparar para a decolagem. Portas em automático.

Haiti, pós-terremoto.

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 Haiti, país de desequilíbrio ambiental total e catástrofes climáticas sérias que provocam desastres humanos cada vez mais agressivos deixando para trás um país enterrado. O terremoto, desta vez, deixou mais de 3milhões de feridos e de 50mil a 100mil mortos! Lamentamos, porém, não nos resta só lamentar pela triste situação da população que sobreviveu ao terremoto, mas acreditar na ajuda humanitária internacional e sua capacidade de agir imediatamente de forma organizada e racional e, no futuro, na reconstrução do Haiti.

O paradoxo da longevidade e o fim dos empregos

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As pessoas ainda não se deram conta, mas três aspectos vão afetar diretamente suas vidas: viverão cada vez mais, não encontrarão tantas oportunidades de trabalho porque já não há empregos para todo mundo como antes e terão carreiras mais curtas nas empresas. Alguns podem achar exagero da minha parte, mas essa é a pura realidade. Enquanto por um lado o mercado não consegue absorver os milhares de profissionais que perdem seus empregos todos os dias, por outro, dados recentes do IBGE chamam a atenção para o aumento da expectativa de vida dos brasileiros. 

Por baixo, atingiremos os 72 anos. Mas com saúde, energia, disposição e vontade,  certamente chegaremos aos 100. É inegável que não podemos fechar os olhos para uma realidade que está na nossa frente, a longevidade, que se transformou em um dos maiores desafios da humanidade. Como, então, conviver diante desse paradoxo? Se vamos viver mais, mas em contrapartida não teremos emprego, o que fazer? 

A solução está no planejamento da carreira. Ter um plano B deixou de ser apenas discurso de consultor para se transformar numa necessidade para aqueles que estão brigando por um lugar no mercado.  Pare para pensar, quantos amigos seus ou conhecidos passam mais do que cinco anos na mesma empresa? Quem do seleto grupo de executivos teve o privilégio de sobreviver no mundo corporativo após os 60 anos? Já notaram que muitas grandes empresas começam a ter no comando profissionais entre 40 e 45 anos? 

Não tenho dúvidas que as mudanças que enfrentamos hoje terão impactos mais profundos bem mais cedo do que imaginamos. Estava relendo o livro de Jeremy Rifkin, “O Fim dos Empregos”,  e vi o quanto visionário ele foi ao prever  um futuro não tão brilhante: a sociedade caminhando para um declínio dos empregos. 

Esta nova fase, chamada por Rifkin de a terceira revolução industrial, é o resultado do surgimento de novas tecnologias, como o processamento de dados, a robótica, as telecomunicações e as demais tecnologias que aos poucos vão repondo máquinas nas atividades anteriormente realizadas por seres humanos. 

É o que sempre falo em minhas palestras, a tecnologia está acabando com vagas e levando profissionais ao estresse de estarem disponíveis 24 horas por dia, fins de semana e feriados. Agora ,cabe a nós dentro dessa sociedade baseada na informação, valorizar nosso conhecimento e transformá-lo em algo que nos perpetue como população ativa, mesmo aos 70 anos. Prepare o terreno desde já e comece a traçar seu plano B. 

A vida não segue roteiros, mas para quem se planeja a rota seguirá seu curso desejado. Pode não ser exatamente do jeito que você idealizou, no entanto, não o deixará refém do destino. Lembre-se que se você não conduzir o barco da sua vida, ele vai fazê-lo por você.

Enfim, janeiro chegou!

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Enfim, janeiro chegou. O cenário de crise dá lugar ao clima de otimismo e nada melhor do que começar já a trilhar sua carreira para uma arrancada em 2010. Planejar é a palavra-chave. Neste novo ano que se inicia faça diferente, ouse, coloque em prática aquele sonho que ficou guardado na gaveta de se matricular em um curso de atualização, busque melhores oportunidades se onde você está seu talento não é reconhecido.

Amplie sua rede de contatos, se renda às mídias sociais, marque mais almoços e mantenha o networking em dia ou trave novos contatos. Aprenda definitivamente a gerenciar bem o tempo se quiser pôr em prática todos os projetos pessoais e profissionais diante da rotina bastante atribulada.

Seja de fato o CEO da sua carreira. Comece o ano de peito aberto, trace  objetivos claros, quais atividades pretende desenvolver e a velocidade de ascensão na carreira que deseja. Tome as rédeas da sua vida. Lembre-se que ninguém mais vai mudar seu destino se não você mesmo. Destino, aliás, somos nós que construímos. Se caiu, levante. Nunca é tarde para recomeçar. O caminho pode ser árduo, mas sem perseverança nunca se chegará lá. Acredite mais em você. 

Defina também o quanto quer ser reconhecido por seu talento e contribuição a dar. Só a partir daí torna-se possível estabelecer as etapas que vão delinear um plano de carreira. Tenha metas e saiba aonde quer chegar. Persiga de forma obstinada seu plano, sem titubear. Esteja sempre atento às atividades previstas, observe se elas continuam fazendo sentido ao longo do tempo e, acima de tudo, planeje o futuro. 

A crise nos serviu de lição ao nos mostrar a necessidade de ser proativo, não esperar as coisas acontecerem e nem ficar à margem do destino. Apesar de o foco ser a regra número um, o profissional também não deve descuidar das oportunidades inesperadas que surgem no caminho. Mesmo seguindo em linha reta, não se pode ignorar o que acontece ao seu redor. 

Ter projetos alternativos, um plano B, diante da ameaça de uma possível pane ao longo do percurso também não pode ser esquecido. Hoje, há uma rotatividade grande nas empresas e com o aumento explosivo da população não haverá empregos para todo mundo. Por isso, planeje sua carreira, esteja na vitrine, construa sua marca desde já e tenha um 2010 de sucesso! 

O melhor vem depois. O futuro está no presente. Planeje AGORA e tenha uma carreira de SUCESSO. 

brinde-tacas

Tim,Tim!



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