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Author Archive for Luiz Alves

Quando o filme termina

oldfilmreel_10Você já reparou o que acontece, no cinema, quando o filme termina? Muitas pessoas saltam da poltrona e rapidamente buscam a saída da sala de projeção, outros ficam sentados ainda vendo o que seria o restante do filme, ou seja, os créditos. O interesse vai desde quem são os artistas coadjuvantes – uma vez que supostamente os protagonistas do filme são conhecidos de antemão – até curiosidades como onde o filme foi rodado, qual é a base do roteiro, de quem são as musicas, figurino, etc.

Mas o interessante mesmo são os comentários. Alguns saem dizendo que esperavam mais do filme, outros satisfeitos, e uma parte indiferentes. Nunca haverá uniformidade de opiniões porque é da natureza humana perceber as coisas de maneiras diferentes.

Já ouvi comentários bastante negativos sobre um filme que, em minha opinião, aparentemente não merecia. Também já assisti a filmes que me frustraram e que, conversando com amigos me deram opiniões muito diferentes. Creio que o primeiro passo para gostar mais ou menos de um filme é a expectativa que se estabelece ao escolher o que assistir. Claro que a companhia conta muito. Afinal quem não gosta de uma companhia agradável para ir ao cinema e depois sair para jantar?

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Sem etiqueta, sem preço

stradivariusNão é de hoje que se sabe que as pessoas estão acostumadas a valorizar as coisas dentro de contextos muito bem definidos e conhecidos. Um quadro é mais valorizado quando possui moldura, mesmo que a moldura seja produzida em série. Da mesma forma duas peças de roupa produzidas com o mesmo material e estilo, podem ter valores muito diferentes dependendo da etiqueta.

A palavra moldura traduzida para o espanhol é marco, que realmente define muito bem o papel da moldura em uma obra de arte, que é o de marcar ou delimitar o trabalho e não fazer parte da obra. A obra tem aspectos intangíveis que jamais poderiam ser carregados em uma moldura.

Em 2007, o jornal Washington Post lançou um debate sobre valor, contexto e arte. Para tal pediu que um músico famoso tocasse algumas peças de música clássica no horário de rush, na estação do metro L’Enfant Plaza em Washington. Mais de 1.000 pessoas passaram por ali durante os 43 minutos que este musico tocou, e pouca ou nenhuma importância deram ao músico.

Mas o que ninguém sabia era que o musico se tratava de Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas, num raríssimo, Stradivarius de 1713, estimado em 3,5 milhões de dólares. No entanto, Bell estava vestido em roupas comuns, calça jeans, camiseta e boné, e não havia nenhuma etiqueta para identificar quem era aquele artista.

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O fiasco de Copenhague

cop15_logo_imgComo previsto em artigo publicado neste blog no dia 17 de novembro, a conferencia do clima de Copenhague - COP 15 terminou na sexta-feira deixando como resultado um documento político débil. Sem consenso, a conferencia foi marcada por omissões e desentendimentos entre os países participantes, culminando com um acordo vago e muito pouco útil ao planeta.

Embora todos concordem com a urgência de ações para conter o aquecimento global, cada pais tratou de proteger sua agenda interna, transformando aquilo que poderia ser um acordo histórico em uma carta de intenções, que não define o que e como fazer. O documento está permeado de termos genéricos, como reduções significativas, sem gerar nenhum compromisso vinculante de reduções, deixando as decisões para a próxima conferencia que vai acontecer no México no final de 2010.

Como esperado os Estados Unidos e a China foram os grandes opositores a um acordo por imposição das agendas domesticas de ambos os países que insistem no uso de uma matriz energética extremamente suja. O Brasil, a Índia e a África do Sul ajudaram na articulação do documento final, que acabou sendo aprovado sem consenso pelos países participantes da conferencia.

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Guilt or Not Guilt

12homensAlmoçando hoje em uma praça de alimentação de um shopping center não pude deixar de ouvir uma conversa de um grupo de rapazes em uma mesa ao lado. Estavam em sete, todos empregados de uma rede de supermercados, e calorosamente discutiam maneiras de como lidar com o chefe. Ensaiavam uma conversa que pretendiam levar com ele, que na visão deles era incompreensivo e não reconhecia o trabalho do grupo.

Quando o rapaz que parecia ser o líder do grupo, que se mostrava bastante agressivo, pareceu convencê-los de que deveriam se reunir com o chefe naquela tarde e pressioná-lo a mudar de atitude, mesmo que isto significasse colocar o emprego deles em risco, um dos garotos demonstrou não estar convencido que aquela era a melhor maneira de agir. Diferentemente do rapaz que polarizava a discussão, este era mais tranqüilo e falava baixo. Então questionou se todos se sentiam confortáveis a pressionar o chefe, e todos – talvez por sentirem a pressão do líder – disseram que sim.

Então veio a pergunta fatídica do rapaz que se sentia desconfortável com a situação, mas não se alinhava com a estratégia defendida pelo resto do grupo: O que vocês fariam no lugar do chefe, se sete pessoas de sua equipe te procurassem para “exigir” mudanças de tratamento?

Depois de acalorada discussão, houve uma nova dissidência, agora eram dois do grupo de sete os que não estavam de acordo com a estratégia de pressionar o chefe por mudanças como se pensou inicialmente.

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A retórica verde

life_treeComo diz Caetano Veloso na musica Sampa: “Da força da grana que ergue e destrói coisas belas”, pois bem, cada vez fica mais claro que muito pouco se pode fazer contra interesses de poderosos endinheirados. Que o diga a África subsaariana.

Como já se vinha prevendo, em face de dificuldades de alinhamento de interesses de poderosas economias, a expectativa de um acordo, em 2009, visando reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa ficou para o próximo ano. Assim, a reunião COP-15 prevista para dezembro em Copenhague, deve resultar apenas em uma declaração “politicamente vinculante”, ou seja, pouco especifico e não obrigatório.

Basicamente isto acontece porque os Estados Unidos – pais que responde por quase um quarto das emissões globais – está encontrando dificuldades para aprovar, no congresso, legislação especifica para controle de emissões. Sem o compromisso dos norte-americanos de diminuir suas emissões, os demais países resistem a firmar compromissos de redução de gases de efeito estufa.

Além dos Estados Unidos, países como a China e a Índia também resistem a adotar compromissos sobre emissões. Situação que se agravou depois da crise financeira mundial, dado que na visão destes países, controlar as emissões significa reduzir crescimento. Visão de curto prazo, que somente levará a mais destruição.

O Brasil por outro lado, fez um anuncio a meu ver confuso, ou pelo menos sem coordenação política. O estado de São Paulo saiu na frente, em medida claramente política, atropelando o anuncio do governo federal e através de lei especifica se compromete a reduzir 20% das emissões de CO2 até 2020, em base ao ano de 2005.

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Sobre a vaidade

pavaoA vaidade, em geral, é interpretada como algo negativo, e muito difícil de ser avaliada sob a ótica moral. Na visão de muitos, vaidoso é aquele que quer chamar a atenção, que deseja se destacar dos demais, o que tem seu fundo de verdade. Em essência todos nós demonstramos algo de vaidade em nossos atos, ou seja, a vaidade se apresenta como um dos fundamentos das ações humanas. Como afirmou Mathias Aires, a vaidade é sem limites, durando mais do que nós mesmos, através dos túmulos aparatosos que mandamos fazer.

Um dos desafios que enfrentamos, desde muito cedo, em nossas vidas é ter que administrar conflitos. Dado que a vaidade é um processo desenvolvido pelo homem que vive em sociedade, desde o nosso nascimento, somos submetidos a toda sorte de situações que nos levará a buscar se destacar de alguma maneira dos demais. Portanto a vaidade esta intimamente conectada com o processo de individualização do ser humano, que passados os primeiros anos de vida, de alguma maneira, buscará ser diferente do grupo do qual é parte integrante, o que significa caminhar no sentido oposto ao da integração. Neste ponto surge talvez o primeiro grande conflito a ser administrado.

Durante a infância temos como objetivo ser igual aos demais e ser bem aceito pelos grupos que formamos parte, sem importar quem é o mais rico ou o mais inteligente. Já na fase juvenil, para ser bem aceito pelo grupo é necessário se destacar, por outro lado isto traz conseqüências, sendo a solidão a principal delas. Por isso, a solução é buscar diferenciar-se dos pais e fazer parte de alguma tribo. A vaidade exige uma competência para lidar com a individualização que os adolescentes em geral têm dificuldades para desenvolver.

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Conflito de gerações

jabaquaraHá cerca de seis anos iniciei minhas observações sobre o comportamento do jovem no mercado de trabalho, e creio que este assunto merece maior atenção por parte dos dirigentes das empresas em geral.

Entre 2007 e 2008 fui presidente de uma companhia de Call Center na Argentina, que naquela época tinha mais de 1.200 funcionários, predominantemente jovens com menos de 20 anos de idade. Quando cheguei, a companhia tinha um índice de absenteísmo que beirava a insanidade, ao redor de 22%. Isto mesmo, de cada quatro empregados um não vinha trabalhar todos os dias.

Conversando com os gestores perguntei qual era a opinião deles, e todos foram unânimes em me dizer que era falta de fidelização e de compromisso, porque as regras disciplinares eram meio frouxas e que deveríamos colocar regras e sansões mais duras. Não concordei porque o discurso me pareceu vazio e com pouco embasamento.

Percebi que nenhum deles sabia exatamente o que estava se passando, embora todos tivessem palpites de como melhorar o absenteísmo. Passei a observá-los mais atentamente e minha conclusão foi que os parâmetros de gestão eram ultrapassados para aquela comunidade de jovens trabalhadores. Tratei então de incentivá-los a entender quais eram os anseios de nossa comunidade de empregados, de maneira a dirigir nossos esforços no sentido de melhorar o desempenho geral da empresa.
Depois de muito esforço alguns reagiram e finalmente puderam entender um pouco mais o comportamento de nossos empregados, enquanto outros não conseguiam evoluir por absoluta inflexibilidade para mudar paradigmas totalmente arraigados. Por isso, não restou outra ação que não fosse substituí-los. Um programa de treinamento também foi ministrado com foco nos gerentes de nível médio.

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O álcool polui mais que a gasolina?

mascaraNão!

Agora vamos entender por que.

Recentemente o Ministério do Meio Ambiente lançou uma lista com os modelos de automóveis classificada de acordo com a emissão de poluentes. Iniciativa notável a meu ver, pois é direito do cidadão conhecer os detalhes dos produtos comercializados no mercado. Um dos efeitos poderá ser a preferência por modelos que emitam menos poluentes, cuja conseqüência direta é os benefícios para a saúde e para o meio ambiente.

No entanto, a tal lista tem causado confusão porque alguns modelos a álcool foram classificados como mais poluidores do que alguns modelos a gasolina. O problema é complexo e por isso precisa ser analisado por partes.

Primeiramente a idéia que o álcool não polui é mito. Como os modelos de carros brasileiros, quase que na sua totalidade, se baseiam na combustão de algum tipo de combustível o resultado será sempre a emissão de dióxido de carbono (CO2). A diferença é que o álcool é produzido a partir da cana de açúcar, que por ser uma planta precisa absorver CO2 para crescer, desta forma o mesmo CO2 que sai do escapamento dos automóveis, em síntese, alimenta a fotossíntese pelo vegetal que o converterá em biomassa. No entanto, esta absorção nunca será de 100%, além disso, a cultura da cana necessita de insumos que consomem energia e emitem gás carbônico.

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Enfim foi aprovado o Zoneamento Ecológico

canaEmbora sem o devido destaque da mídia o governo federal finalmente oficializou, através de um decreto, no final de setembro, o zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar (ZAE Cana) que estabelece diretrizes para a produção de cana no país, baseadas na proteção do meio ambiente, na conservação da biodiversidade e na utilização racional dos recursos naturais.

Com este projeto o Brasil dá mais um passo no sentido de reconhecer e atender as exigências do mercado global de certificar a boa procedência de commodities como o álcool combustível. Isto vem a contemplar ações que evitem condições degradantes de mão de obra, queimadas da palha da cana antes da colheita, desmatamento indiscriminado, dentre outras medidas.

Talvez a mais importante medida tenha sido proibir a expansão das plantações de cana de açúcar no Pantanal, Amazônia e Bacia do Alto Paraguai. Além disso, como existem muitas áreas desmatadas ocupadas por pastagens abandonadas o crédito oficial incentivará seu uso sustentável, evitando assim, que novas áreas venham a ser desmatadas.

Caberá ao Ministério da Agricultura certificar o aumento da área sob a ótica do risco para produção de alimentos. Outro aspecto muito importante definido pelo projeto de lei é que até 2017 a colheita deverá ser totalmente mecanizada, eliminado assim a queima da palha, sendo que 40% já deverão acontecer até 2014.

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Deixem vir as flores

samaumaflorComo maneira de prestar uma homenagem, ao dia da arvore que se comemora hoje, escolhi uma espécie de arvore encontrada na Amazônia conhecida como Samaúma que os indígenas a consideram “a mãe” das árvores. A escolha desta data se deu porque os índios sempre cultuaram as árvores na época das chuvas, que também coincide com a chegada da primavera em 23 de setembro.

A Samaúma é tipicamente amazônica. Também conhecida como “escada do céu” devido a sua altura que alcança quando adulta, ou “árvore da vida” porque na época das chuvas, acumula água em seu grande tronco e raízes. Durante a estiagem, além de se abastecer, a Samaúma, espalha água para as outras plantas ao redor.

Influenciada pelas as fases da lua, há ocasiões em que a água existente no interior desloca-se para a copa ou raízes. O movimento da água no seu interior produz ruídos, que o caboclo da mata chama de “estrondos”, podendo se ouvir ao longe na floresta. As parteiras tradicionais da floresta, também utilizam a água da Samaúma como medicamento para gestantes.

Suas raízes são chamadas de sapobemba e são usadas na comunicação pela floresta, através de batidas em sua estrutura, por isso, muitos a chamam de campainha da floresta. Conta a lenda que nela vive o Curupira, personagem da mata, que ao ouvir o barulho do tronco da grande árvore recebe o aviso da chegada de algum perigo. O Curupira então assusta os visitantes com a finalidade de defender a floresta de seus inimigos e invasores.

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A nova economia verde

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Estamos iniciando a gestação de uma nova economia no mundo, embora muitos ainda não se deram conta da profundidade e do tamanho das mudanças que estão por vir. Creio que a dinâmica capitalista será a mesma, com menos crédito é verdade, mas o consumo terá que mudar radicalmente.

O ponto central das mudanças, sem dúvidas, será o uso racional dos recursos naturais do planeta terra. A sociedade terá que ser assentada sobre novas bases de uso dos recursos porque não há como manter o padrão atual de produção e consumo. Definitivamente uma família de 4 pessoas não pode ter 4 carros, não interessa se forem movidos a combustível fóssil ou não.

Encontrar respostas para perguntas como estas, deve ser o ponto de partida para todos que vivem sobre a terra: O que significa uma economia de baixo carbono? Como fazer isto se tornar viável? O mercado será capaz de fazer estas mudanças? Qual o meu papel nesta nova economia? Qual será o papel do estado?

Não tenho dúvidas que ao estado caberá assumir o papel de impulsionar a nova economia sustentada. Já não basta o papel de fiscalizador do meio ambiente. Urge a criação de políticas sérias, que servirão de base, para o uso sustentado dos recursos naturais. Sustentável não significa crescer 5% ao ano, mas crescer de maneira durável.
Vejamos, pois algumas oportunidades que estão sendo desperdiçadas por absoluta falta de visão de longo prazo. Existem vários estudos que demonstram que a “energia eólica” não é economicamente viável. É claro que não, e a razão é simples: falta de escala, especialmente quando se compara com a escala existente de combustíveis fósseis

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Dia Internacional da Amazônia

urucumNo dia 5 de setembro se celebrou, ou pelo menos deveria ter sido celebrado o “Dia Internacional da Amazônia”. Digo deveria ter sido celebrado, porque além daqueles que têm a ver com o tema, quase nada se ouviu a respeito. Embora seja avesso a datas comemorativas, creio que nesta data deveria ser marcada por análises e reflexões sobre o que está sendo feito no sentido de preservar a região, sem esquecer-se daqueles que ali vivem. Foi o que tentei fazer neste artigo.

Pensei muito no que escrever sobre o Dia Internacional da Amazônia, que se comemora hoje. Assunto não falta, afinal estamos falando de uma região com dimensões continentais e que tem a maior biodiversidade do planeta.

Natural seria falar sobre desmatamento, aquecimento global e muitos outros assuntos, mas resolvi escrever algo mais profundo que é a definição de uma ampla política para a região que permita o seu desenvolvimento econômico de maneira sustentável.

Ai está o problema a palavra sustentável que ganhou contornos insustentáveis. Esta palavra se transformou em um jargão, que varre o país de norte a sul e serve para justificar qualquer projeto de ONG. Para que se tenha uma idéia, o Brasil registra mais de 338 mil ONGs, sendo que boa parte delas são dedicadas a questões ligadas ao meio ambiente.

Não quero de maneira alguma questionar a importância das ONGs, mesmo porque muitas são sérias e trazem grande valor para o país, ademais a explosão do número de ONGs é um fenômeno mundial que ganhou muito impulso nos últimos 20 anos. Segundo Lester Salamon, da Universidade Johns Hopkins, (EUA), se fosse um país independente, o Terceiro Setor teria sido a oitava maior economia do planeta no ano passado, dado que movimentaram globalmente aproximadamente US$ 1,9 trilhão.

Mas voltando a questão da sustentabilidade, creio que o termo sustentável deveria ser cunhado unicamente para projetos que efetivamente sejam sustentáveis econômica e socialmente, por um longo período de tempo. No caso da Amazônia, existe um discurso preservacionista que não prevê nenhum investimento na produção e que pó isso deve ser evitado a qualquer custa. É um equivoco pensar que a Amazônia é um santuário ecológico e que quem vive ali não quer melhorar de vida.

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Pegadas do homem

faded0101Toda atividade humana provoca alguma consequencia para o planeta. O processo de produção de bens e serviços retira do meio ambiente uma série de elementos e devolve uma série de outros, quase que invariavelmente nocivos. Como o ideal seria o equilíbrio desta equação, ou seja, produzir, consumir e assimilar os resíduos gerados deveria estar na mesma proporção, as profundas pegadas deixadas pelo homem podem ser uma maneira de avaliar a relação entre a atividade do consumo humano e a capacidade da natureza metabolizá-la.

Em 1996, Mathis Wackernagel e William Rees desenvolveram uma metodologia cuja base é o impacto produzido sobre a terra e a água para o desenvolvimento das atividades de produção, que chamaram de Pegada Ecológica. De lá para cá este modelo evoluiu bastante e hoje existem modelos que se propõem a calcular o consumo de água e a emissão de gases de efeito estufa para fabricação de produtos.

Fala-se em pegada de carbono, pegada hídrica ou da água, pegada ecológica, mas o que realmente é importante é que as pessoas estão preocupadas com o rastro deixado no planeta ao longo da existência, e que está associada ao estilo de vida e consumo de cada individuo.

Daqui para adiante o consumo de produtos será norteado por parâmetros jamais imaginados pela indústria. A preocupação com o consumo de recursos naturais, manifestada pelos consumidores, tem produzido reações importantes das grandes cadeias de supermercados, que passaram a pressionar os produtores. Em recente medida as três maiores redes de supermercados do país - Carrefour, Pão de Açúcar e Wal-Mart - anunciaram a suspensão da compra de carnes oriundas de fazendas que desmataram na Amazônia. Isto pode ser visto como o reflexo da pegada ecológica.

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Do it Slowly

logoslowfoodO lema americano “Do it Now” bem representa o estilo de vida adotado por grande parte da população americana, e que se vê refletido fortemente em muitos países, como é o caso do Brasil. Isto, em boa medida se reflete no aculturamento da busca incessante por eficiências, reduções de custos e aumento de produtividade. Uma das consequencias deste comportamento é a perda de valores outrora importantes para a vida das pessoas em sociedade.

Acumulam-se cada vez mais títulos e diplomas, mas cada vez menos discernimento, ao mesmo tempo que se gasta mais e se possui cada vez menos. Não se trata de posses materiais, mas de possuir o direito de escolha, de questionar a “quantidade do ter” em contraposição a “qualidade do ser”.

A ciência vem propiciando ao homem viver mais tempo, mas a qualidade de vida das pessoas é questionável, visto que para muitos a vida é triste e monótona. As pessoas se preocupam mais com o que os outros pensam a seu respeito do que oferecer sua própria percepção sobre elas mesmas.

O ser humano perdeu completamente a razão de viver e de respeito ao individuo. O homem tem a capacidade de ir a lua e voltar em segurança, mas tem dificuldade de atravessar a rua para saudar um vizinho novo. Poucos são os que dão importância para as coisas simples da vida, como uma refeição em família, ou visitar um parente.

Temos estradas largas, mas pontos de vista estreitos. Poucos são os que têm a capacidade de questionar o sistema e encontrar respostas consistentes do porque trabalhamos tanto e de maneira tão egoísta. Por isso, penso que há que se pensar em como retomar os valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres, na simplicidade de viver, e na espiritualidade.

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Dia Internacional da Fotografia

daguerre

 

 

Registro de Paris, feito em 1839 por Daguérre, em uma chapa revestida com prata e sensibilizada com iodeto de prata e vapor de mercúrio

 

 

 

Hoje, 19 de agosto, é o Dia Internacional da Fotografia. Uma data pouco conhecida, apesar da importância que a fotografia tem em nossas vidas, por isso, raramente celebrada. A data foi escolhida pela Academia de Belas Artes Francesa, pois segundo a história, no dia 19 de agosto de 1839, teria sido apresentada publicamente por Louis Jacques Mandé Daguèrre a primeira imagem produzida por um processo fotográfico.

Mas a história da fotografia tem inicio muito antes. Cerca de quinhentos anos antes de Cristo, o chinês Mo Tzu já conhecia o princípio óptico da câmera escura, embora haja quem atribua a responsabilidade pelo início dos comentários esquemáticos da câmera escura ao filósofo grego Aristóteles.

Por volta de 1554, Leonardo da Vinci descobriu o princípio da câmera escura, onde a luz refletida por um objeto projeta fielmente sua imagem no interior de uma câmera escura, se existir apenas um orifício para a entrada dos raios luminosos. Baseado neste princípio, os artistas simplificam o trabalho de copiar objetos e cenas, utilizando câmeras de diversos formatos e tamanhos. Entravam dentro de suas câmeras e tinha acesso a imagem refletida em uma tela presa na parede oposta ao orifício da câmera.

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