Não é de hoje que se sabe que as pessoas estão acostumadas a valorizar as coisas dentro de contextos muito bem definidos e conhecidos. Um quadro é mais valorizado quando possui moldura, mesmo que a moldura seja produzida em série. Da mesma forma duas peças de roupa produzidas com o mesmo material e estilo, podem ter valores muito diferentes dependendo da etiqueta.
A palavra moldura traduzida para o espanhol é marco, que realmente define muito bem o papel da moldura em uma obra de arte, que é o de marcar ou delimitar o trabalho e não fazer parte da obra. A obra tem aspectos intangíveis que jamais poderiam ser carregados em uma moldura.
Em 2007, o jornal Washington Post lançou um debate sobre valor, contexto e arte. Para tal pediu que um músico famoso tocasse algumas peças de música clássica no horário de rush, na estação do metro L’Enfant Plaza em Washington. Mais de 1.000 pessoas passaram por ali durante os 43 minutos que este musico tocou, e pouca ou nenhuma importância deram ao músico.
Mas o que ninguém sabia era que o musico se tratava de Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas, num raríssimo, Stradivarius de 1713, estimado em 3,5 milhões de dólares. No entanto, Bell estava vestido em roupas comuns, calça jeans, camiseta e boné, e não havia nenhuma etiqueta para identificar quem era aquele artista.

Como previsto em artigo publicado neste blog no dia 17 de novembro, a conferencia do clima de Copenhague - COP 15 terminou na sexta-feira deixando como resultado um documento político débil. Sem consenso, a conferencia foi marcada por omissões e desentendimentos entre os países participantes, culminando com um acordo vago e muito pouco útil ao planeta.
Almoçando hoje em uma praça de alimentação de um shopping center não pude deixar de ouvir uma conversa de um grupo de rapazes em uma mesa ao lado. Estavam em sete, todos empregados de uma rede de supermercados, e calorosamente discutiam maneiras de como lidar com o chefe. Ensaiavam uma conversa que pretendiam levar com ele, que na visão deles era incompreensivo e não reconhecia o trabalho do grupo.
Como diz Caetano Veloso na musica Sampa: “Da força da grana que ergue e destrói coisas belas”, pois bem, cada vez fica mais claro que muito pouco se pode fazer contra interesses de poderosos endinheirados. Que o diga a África subsaariana.
A vaidade, em geral, é interpretada como algo negativo, e muito difícil de ser avaliada sob a ótica moral. Na visão de muitos, vaidoso é aquele que quer chamar a atenção, que deseja se destacar dos demais, o que tem seu fundo de verdade. Em essência todos nós demonstramos algo de vaidade em nossos atos, ou seja, a vaidade se apresenta como um dos fundamentos das ações humanas. Como afirmou Mathias Aires, a vaidade é sem limites, durando mais do que nós mesmos, através dos túmulos aparatosos que mandamos fazer.
Há cerca de seis anos iniciei minhas observações sobre o comportamento do jovem no mercado de trabalho, e creio que este assunto merece maior atenção por parte dos dirigentes das empresas em geral.
Não!
Embora sem o devido destaque da mídia o governo federal finalmente oficializou, através de um decreto, no final de setembro, o zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar (ZAE Cana) que estabelece diretrizes para a produção de cana no país, baseadas na proteção do meio ambiente, na conservação da biodiversidade e na utilização racional dos recursos naturais.
Como maneira de prestar uma homenagem, ao dia da arvore que se comemora hoje, escolhi uma espécie de arvore encontrada na Amazônia conhecida como Samaúma que os indígenas a consideram “a mãe” das árvores. A escolha desta data se deu porque os índios sempre cultuaram as árvores na época das chuvas, que também coincide com a chegada da primavera em 23 de setembro.
No dia 5 de setembro se celebrou, ou pelo menos deveria ter sido celebrado o “Dia Internacional da Amazônia”. Digo deveria ter sido celebrado, porque além daqueles que têm a ver com o tema, quase nada se ouviu a respeito. Embora seja avesso a datas comemorativas, creio que nesta data deveria ser marcada por análises e reflexões sobre o que está sendo feito no sentido de preservar a região, sem esquecer-se daqueles que ali vivem. Foi o que tentei fazer neste artigo.
Toda atividade humana provoca alguma consequencia para o planeta. O processo de produção de bens e serviços retira do meio ambiente uma série de elementos e devolve uma série de outros, quase que invariavelmente nocivos. Como o ideal seria o equilíbrio desta equação, ou seja, produzir, consumir e assimilar os resíduos gerados deveria estar na mesma proporção, as profundas pegadas deixadas pelo homem podem ser uma maneira de avaliar a relação entre a atividade do consumo humano e a capacidade da natureza metabolizá-la.
O lema americano “Do it Now” bem representa o estilo de vida adotado por grande parte da população americana, e que se vê refletido fortemente em muitos países, como é o caso do Brasil. Isto, em boa medida se reflete no aculturamento da busca incessante por eficiências, reduções de custos e aumento de produtividade. Uma das consequencias deste comportamento é a perda de valores outrora importantes para a vida das pessoas em sociedade.
Tenho me perguntado muito sobre os limites impostos pela sociedade capitalista, especialmente os de tendência neoliberal, que nos últimos tempos dominaram a sociedade de maneira obsessiva e descontrolada. Tudo tem que ser feito mais rápido, melhor e mais barato, mas a pergunta que não quer calar é: onde está o limite?