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Author Archive for Leandro Ogalha

Às mulheres, a merecida homenagem

Ao invés de fazer um post simplesmente homenageando as Mulheres, decidi resgatar a origem desta data, já que nada é mais importante do que suas conquistas e história.

A ideia da existência de um dia internacional da Mulher foi proposta na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina em massa, na indústria.

As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte dos trabalhadores. As operárias em fábricas de vestuário e indústria têxtil foram protagonistas de um desses protestos contra as más condições de trabalho e os baixos salários, em 8 de Março de 1857, em Nova Iorque.

Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram o estopim da Revolução russa de 1917. Em 8 de março daquele ano, a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram numa Revolução.

Lenin então decidiu torná-lo um dia oficial que, durante o período soviético, permaneceu numa celebração da “heróica mulher trabalhadora”. No entanto, o feriado rapidamente perderia a vertente política e tornar-se-ia numa ocasião em que os homens manifestavam a simpatia ou amor pelas mulheres; uma mistura das festas ocidentais do Dia das Mães e do Dia dos Namorados, com ofertas de prendas e flores dos homens às mulheres.

No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920, perdendo força na sequência, sendo revitalizado pelo movimento feminista da década de 1960. E em 1975 foi designado como o Ano Internacional da Mulher.

Essas foram apenas algumas situações da história. Depois de tantas barreiras sociais e movimentos, para aquelas que hoje conquistaram seus merecidos lugares também no mundo dos negócios, parabéns pelo seu dia!

Fonte data/histórias: Wikipedia

Qual é o seu conceito de rede?

É assustadora a disparidade de conceitos que a internet disponibiliza para as pessoas. Varejistas a enxergam como uma loja sem IPTU, profissionais de marketing a vêem como mais um canal para transmitir uma mensagem publicitária, políticos acham que é uma escola eleitoral para disparar santinhos eletrônicos e dizer o que estão fazendo em 140 caracteres, acreditando fielmente que estão prestando contas a população e boa parte dos usuários, acabam usando como um mural de recados.  Claro, existem suas exceções em todos os exemplos. Hoje já estamos reaprendendo a usar a internet.

Mas não existe a forma correta, já que acredito no laboratório contínuo para a evolução da relação em rede. Mas tenho certeza de que existe o formato errado, o da centralização de conteúdo e da comunicação unilateral. Esta prática age contra o conceito real de rede, pois se não permite compartilhar.

O principio das redes não é exatamente o meio ou a ferramenta, mas a interação das pessoas diante de um tema comum, todas conectadas entre si, trocando informações. E na internet, o link e o conteúdo são responsáveis pela sua formação, pois possibilitam a ampliação do grupo por meio da troca, da geração de valor e da manutenção desses relacionamentos.

Estabelecido o conceito de transferência mútua de informações entre pessoas conectadas, surge um novo prisma ainda não identificado, ou mal utilizado pelas empresas: A inteligência coletiva.

Pessoas conectadas geram conteúdo, como conseqüência, inteligência. Marcas que antes pagavam milhões por pesquisas de opinião e ações de marketing agora têm a sua disposição mais que os olhos e os ouvidos das pessoas, têm a sua voz, que talvez neste momento interesse mais.

As pessoas querem criar produtos, pensar ações, resolver problemas de gestão pública, votar leis, gerar conteúdo, promover ajuda civil e resgate social.

Pesquise e você vai encontrar comunidades online de cientistas nucleares autônomos, índios que monitoram suas terras via satélite e mulheres que, sozinhas, desenvolveram a sustentabilidade do seu pequeno povoado. O Brasil é líder em inovação social e importa inteligência coletiva, construída por meio das redes.

Todos se interessam em contribuir sob vários aspectos, pois descobrimos o poder de voz através de novos meios. E algumas empresas morrem de medo disso, pois não controlam mais as suas marcas.  A comunicação agora é em rede e não há domínio absoluto sobre ela. O primeiro passo pode ser o simples convite: Vamos pensar juntos?

O novo Google Goggles

YouTube Preview Image

O CEO do Google, Eric Schmidt, apresentou no Mobile World Congress um protótipo do novo Google Goggles - aplicação do Google de pesquisa experimental que pode traduzir o texto capturado em fotos.

O protótipo usa a tecnologia do Google de tradução automática e capacidades de reconhecimento de imagem. Assim que o usuário captura uma foto do seu dispositivo Android, o aplicativo pode traduzir o texto. O protótipo se conecta a câmera do celular para um reconhecimento óptico de caracteres (OCR engine), reconhece a imagem como texto e depois converte o texto em Inglês com o Google Translate.

Imagine a utilidade para turistas brasileiros viajando pela china, por exemplo. Placas, notícias e anúncios não serão mais problemas.

Via UoD

No que os planners estão pensando?

“Um evento que não fala de comunicação, mas de estratégia de negócio.” É assim que Ulisses Zamboni, diretor de planejamento da Santa ClaraNitro e presidente do Grupo de Planejamento de São Paulo, definiu a Conferência de Planejamento 2009. Realizado na última segunda-feira, 30, simultaneamente ao primeiro dia da Expo Management. Importante para entender a percepção dos planners das agências de comunicação.

A empresária Roberta Rivelino, da consultoria de head hunter The Talent Business, fez uma análise de como é vista a profissão dos planejadores hoje em todo o mundo e destacou: “No Brasil, as pessoas comem etapas. Na Europa, um profissional precisa ter bagagem de 20 anos para chegar a VP de Planejamento”. Segundo ela, em países como os Estados Unidos, o profissional da área já é tão bem-remunerado como o de criação.

Já Leonardo Ganem, presidente da gravadora Som Livre, mostrou como a empresa se posicionou para sobreviver em um ambiente ameaçado primeiro pela pirataria física e depois pela digital. “Notamos que ainda há coisas para fazer no mercado de CDs e DVDs começamos a tentar extrair mais valor dele”, disse. Entre outras frentes, a Som Livre investiu em voltar a trabalhar a música brasileira no exterior, em retomar a contratação de artistas próprios e em investir em nichos ainda pouco atacados pelo mercado ilegal, como o infantil e o religioso. “Piratear não é crime, mas é pecado”, brincou.

Em sua apresentação, Flavia da Justa, diretora de marketing da Oi, mostrou o case da empresa e disse que a marca ainda está em construção, pois tem só sete anos, e que a fórmula para se diferenciar de concorrentes que “têm muito mais dinheiro” é criar valor. Ela contou ainda que a empresa quase nunca faz filme institucional. “A gente acredita que ele não entrega nada para o consumidor.” Flavia detalhou também como a operadora conseguiu se apropriar do tema da liberdade, ao fazer campanha para o desbloqueio dos celulares.

Na segunda parte do evento, uma das apresentações mais disputadas foi do Head de Planejamento da JWT, KenFujioka. Ele destacou que a área de planejamento vale mais dentro de uma agência quando faz diferença no processo criativo. “O planejamento é uma disciplina de valor agregado. É preciso que os planejadores se envolvam mais com o produto final”, disse. A relação entre criativos e planejadores ainda é vista com ceticismo por parte da área de criação, na sua opinião. “A co-criatividade ainda é uma falácia. Podemos trazer os criativos para participar mais da estratégia”, desafiou.

Para encerrar, Brad Kay, presidente da SS+K de Nova York, abordou a questão das forças sociais que formatam e determinam o comportamento humano. A agência foi responsável pelas ações voltadas para jovens na campanha do presidente Obama. “É necessário identificar estas forças sociais, que não são tendências, pois são mais persistentes e não-transitórias, buscando na internet, pesquisando e coletando dados. Depois, a mente dos planejadores deve ligar suas marcas àquela força, com formas inesperadas para ampliar a mensagem”, destacou. E finalizou: “depois, é necessário transformar a força social em resultados e repetir tudo de novo, aprendendo com seus erros, cases e exemplos”

Via M&M onlineIdeialab

Open Innovation

A abordagem aberta da inovação pressupõe que a vantagem competitiva de uma empresa está relacionada, principalmente, à sua capacidade de articulação de recursos internos e externos (idéias, competências, projetos, infraestrutura, tecnologias, capital etc.).

Num mundo em que o conhecimento está distribuído, os investimentos para realizar pesquisa são altos e os ciclos de vida dos produtos são cada vez mais curtos, a inovação aberta propõe abrir as fronteiras da empresa para compartilhar riscos, diminuir o time to market e otimizar os recursos no processo de inovação.

O criador do conceito de open innovation, Henry Chesbrough vem ao Brasil e apresentará seus últimos estudos sobre redes globais de inovação, além de participar de debates com empresas e entidades brasileiras. 

Processos, ferramentas e métricas de gestão da inovação; corporate venture como estratégia de inovação aberta; gestão da propriedade intelectual entre parceiros de inovação; financiamento público para a inovação; papel das redes sociais na co-criação e formação dos gestores de inovação são alguns exemplos de assuntos presentes na programação.

As pessoas estão no poder

A internet chamada de 1.0 era a conexão entre sites, onde a Google estabeleceu sua marca. Surgiu então a internet 2.0, criando conexão entre pessoas e revelando o potencial das redes sociais, a era Facebook. A próxima conexão será a de dados, e quais serão as empresas a frente desta era?

Entender como clientes se comportam na internet, construir um cultura centrada neste comportamento e gerir as métricas para o desenvolvimento dos produtos e da satisfação de compra foi a missão de Andreas Weigend, ex-cientista-chefe da Amazon.com e nosso palestrante sobre marketing e vendas na era dos dados.

Em uma exposição didática sobre redes sociais e sua influência nos negócios, Andreas conseguiu expor todo seu conhecimento sobre o uso da informação dos consumidores para o negócio de qualquer empresa, independente do ramo de atuação ou volume de faturamento.

Não estamos falando exatamente das redes sociais, pois elas são apenas ferramentas, mas da inteligência coletiva aberta. Pessoas estão trocando milhares de informações, incluindo seus desejos e suas opiniões sobre marcas e produtos. Criando além de uma fonte de informação e pesquisa amplamente acessível, um canal aberto e gratuito de comunicação.

Ao longo do tempo, as novas mídias sempre utilizaram de técnicas anteriores para se projetar, como foi o caso da televisão, criando programas baseados em cases do rádio. Mas televisão não é rádio da mesma forma que internet não é TV. Ou seja, as empresas não estão mais no poder quando se fala de suas marcas, pois elas não comandam mais a comunicação milionária através das mídias tradicionais. Num momento em que as pessoas trocam informações livremente, as empresas precisam entender que agora é preciso dialogar, e muitas ferramentas estão disponíveis para isso.

Muito interessante foi o uso do termo C2W - Consumer to World para representar esta nova forma de comunicação. As pessoas produzem o conteúdo e se comunicam com o mundo. Querem saber as opiniões dos outros, se juntam em grupos e muitas vezes falam sobre o que as empresas já deveriam falar, saindo na frente delas.

Este e o novo marketing, muito mais barato e acessível. Canais como o Twitter, o Facebook e o LinkedIn foram amplamente explorados como ferramentas de comunicação para o processo C2W. A exemplo do search no Twitter e você pode saber em tempo real o que estão falando sobre sua marca e até gerar retorno a este usuário, administrando a situação e trazendo a pessoa para um segundo passo, que seria uma relação com foco no conhecimento mais profundo sobre seus hábitos, iniciando todo o processo de fidelização e venda. Tal como o Facebook, com números crescentes a cada dia, se tornou um canal global de comunicação, permitindo a criação de aplicativos para promover produtos, eventos e até pesquisas.

Estamos falando da revolução social dos dados, que não é tecnológica, mas totalmente social. As pessoas têm expectativas, mas você precisa identificá-las, a partir disso, então terão vencido o filtro social e obterão grandes oportunidades de negócios e relacionamento.

Outro termo colocado por Andreas foi o Comércio Social. Na era dos dados, não existem possibilidades de vender de forma automática e fria como sempre foi feito. Agregue emoção e sentimento em seus produtos e processos. Ficou claro que todos podem explorar a revolução social dos dados, mas existem técnicas para isso, e são bem diferentes das usadas até hoje. As pessoas estão no poder, e isso não é uma previsão, é uma realidade.

A Sociedade do Espetáculo

Hoje foi um dia histórico. Toda a indústria americana do entretenimento e da informação realizando a cobertura de um evento via internet sem precedentes.Gigantes da televisão se juntaram às novas mídias online e redes sociais e levaram ao mundo um grande espetáculo.

Foi emocionante assistir Stevie Wonder tocando piano enquanto a câmera fazia uma panorâmica do caixão de Michael Jackson. Ver todos aqueles artistas, juntos no palco, cantando em coro, enquanto um deles fazia a voz principal e passava suavemente suas mãos pelas flores que cobriam o astro pop. Que fotografia, que cena, um verdadeiro show!

A procura por ingressos foi tão grande, que existiram ofertas por até US$ 20 mil na internet. Também, não se pode perder este grande espetáculo. Os organizadores e a família do cantor cuidaram de tudo. Movimentaram a indústria fonográfica, convidaram diversos astros, comercializaram milhares de entradas e venderam as licenças de transmissão para que todo o mundo assistisse e todos os fãs pudessem se despedir do astro pop. Poderiam até ter organizado uma turnê fúnebre mundial. Iriam quebrar todos os recordes de bilheteria.

Essa é a sociedade do espetáculo. Não existem mais limites entre o show e a tragédia. Tudo é entretenimento a ser consumido por uma sociedade plugada e faminta por espetáculos como este. Nela, o critério de veracidade é o fato de ter sido noticiado e em qual volume. Ok, agora tenho certeza que Michael Jackson morreu!

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Incubadora de ideias e inovação

Muitas empresas conhecem a necessidade de dialogar com as pessoas e estabelecer uma metodologia de inovação,  mas em muitos casos  não sabem por onde começar ou então não tem pessoal especializado para administrar o processo.

Inspirado nesta necessidade, surge a primeira incubadora online de ideias e inovação do Brasil.  O site IdeiaLab é um canal de inovação aberta e crowdsourcing que tem uma metodologia muito simples: As empresas divulgam um desafio no site e as pessoas incubam as suas ideias. Após um período pré-determinado, o site se utiliza de processos de gestão para filtrar as propostas e apresentam para a empresa um projeto completo de inovação. O autor da ideia selecionada pode ser remunerado ou premiado.

O grande diferencial é o projeto entregue às empresas. O site é administrado por profissionais de gestão da inovação, de planejamento estratégico e criativos de agências de comunicação, o que faz do produto final algo bem além do que apenas “algumas ideias selecionadas”.

A incubadora já está divulgando os primeiros desafios. Atualmente o site está em versão beta e disponibiliza o espaço para as empresas interessadas no formato.

Lei permitirá redes sociais e doações nas eleições de 2010

A última campanha presidencial americana mudou muito a visão do marketing político no mundo. Com o uso de ferramentas de redes sociais e outros recursos da internet, assistimos a uma das campanhas mais bem sucedidas da história. Obama virou ícone pop.

Com tudo, as redes sociais cresceram, principalmente no Brasil, onde o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda proíbe seu uso para campanhas políticas, limitando-se apenas ao site oficial do candidato. E com toda a força que essas ferramentas representam hoje, os próprios políticos já estão se movimentando para mudar este cenário.

Já está em andamento na Câmara dos deputados uma coordenação para colocar em votação uma lei que libera o uso da internet de forma mais abrangente nas campanhas, e num segundo momento, a regularização do uso de e-mails, redes sociais e até doações por meio eletrônico.

Acredito que liberar a web e seus recursos seja uma decisão correta e evolutiva para nossa comunicação política. Sabemos também que existem ótimos profissionais nessa área por aqui. Preocupo-me apenas se no geral teremos seriedade e profissionalismo com o uso livre desses recursos. 2010 promete!

Coworkers

Nos Estados Unidos existe um forte movimento de profissionais que trabalham em casa ou nos cafés e que agora procuram lugares para produzir junto de outras pessoas, fazendo surgir os escritórios coletivos que deram início ao conceito de coworking.

A proposta é reunir profissionais de várias áreas para trabalhar em um mesmo ambiente, com um objetivo comum: trocar ideias e experiências, tornando o “job” mais inspirador, criativo e produtivo.

Não basta ter milhares de amigos no Orkut, uma lista enorme de contatos no Messenger ou no Skype. Na hora de trocar uma idéia ou pedir uma opinião sobre um projeto, você quer mesmo é olhar pro lado e cutucar o vizinho pra ver o que ele acha. Além disso, quem é capaz de tomar um cafezinho da tarde virtualmente?

E como SP não fica atrás das grandes metrópoles do mundo, também já temos por aqui um local para compartilhar insights, receber clientes para uma apresentação ou apenas desenvolver aquele projeto que sua cabeça pede um lugar diferente para poder se inspirar.

O local chama-se Ptodecontato e fica no bairro paulistano de Pinheiros. Ótimo design interno, clima descolado e pessoas com um astral difícil de se encotrar no mundo corporativo.

Estamos condicionados à rotina estratégica

Pessoas estão à frente das decisões mais importantes paras as marcas. Pessoas como eu e você. De certo, qualificadas para tal, mas pessoas. Que constroem sua própria realidade e a de suas empresas, e que muitas vezes são divergentes das pessoas que consomem e se relacionam com as suas marcas.

Na filosofia, na literatura, no cinema, na ficção científica e na teoria de muitos especialistas colocou-se a questão comum: existe uma realidade universal? E nos faz pensar: como podemos continuar recriando as mesmas realidades? Diante de tantas perguntas, existe um fato: estamos condicionados à rotina!

Agora pense que todos nós também estamos condicionados à rotina nas decisões estratégicas, nos entregando à nossa própria realidade, construída a partir de experiências e conhecimentos próprios, e que pode ser bem diferente das outras pessoas. E se essas pessoas forem seu target, temos um grande problema.

Aproveite para pensar a respeito. Faça um exercício antropológico de “estranhamento” e viva a rotina de outros grupos, de outros lugares. Abandone sua realidade e tente recriar uma nova, com base nessas descobertas.

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Presença digital: Reputação versus Privacidade

Os usuários da internet vivenciam um fenômeno previsível, já colocado por Cris Anderson em seu livro The Long Tail, e que hoje é facilmente observado em qualquer rede social: a economia da reputação.

O que faz com que uma pessoa passe parte do seu dia respondendo à pergunta “o que você está fazendo?” para que seus seguidores possam acompanhá-la no Twitter? Por que existe uma busca frenética para alcançar elevados números de amigos e comunidades no Orkut,  escrever em blogs pessoais, coletivos e postar fotos do cotidiano no Flickr?

Na vida onde não existe a divisão on e off a presença digital se torna muito importante, pois ela não tem fronteiras e faz com que as pessoas estejam em qualquer lugar, interagindo com que for, e é isso o que realmente importa agora. Você é o que você freqüenta e com quem anda.

Mas a reputação na web conflita com a privacidade da vida real, ou melhor, se alimenta dela. Neste momento existe uma grande discussão sobre o conceito de privacidade. Alguns dizem que ela vai acabar, inclusive.

Não acredito em sua extinção, mas é visível a necessidade de tornar público parte dela. Ao contrário, você não existe na rede. Em resumo, a economia da reputação é a audiência pessoal. É através dela que pessoas se destacam ou somem em meio à multidão.

Se as marcas ainda estão pensando em como criar diálogo com as pessoas, elas já estão atrasadas. Hoje elas precisam pensar em sua presença digital, de uma forma que as tornem tão interessantes a ponto de as pessoas doarem parte de seu tempo para acompanhá-las, como elas acompanham o seu amigo hype no Facebook ou sua banda preferida no My Space.

Com o livre acesso às ferramentas de produção de conteúdo e de divulgação através da web qualquer pessoa pode disputar a audiência com as grandes corporações, desde que ela seja mais interessante, e elas estão sendo.



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