Arquivo do autor Mário Castelar

Administração por processos

No dia 11 de junho recebemos, aqui na Companhia, o Professor James Womack, presidente  do Lean Enterprise Institute dos Estados Unidos e  autor do livro “A Máquina que Mudou o Mundo“. Ele veio nos falar do jeito de administrar inventado pela Toyota.  A administração por processos, como alternativa à administração por resultados que, de um modo ou de outro, nossas empresas adotam. A filosofia “lean” prega a eliminação do desperdício, via eliminação das atividades que não geram valor para os consumidores ao longo da cadeia produtiva - desde a concepção dos projetos até a chegada dos produtos/serviços ao consumidor final. Alguns aspectos dessa proposta são verdadeiras lições de vida, como a sugestão dada aos gestores para sempre diante de um problema dar três passos: ir ver, perguntar por que e mostrar respeito.

A propósito de garrafas

Ouvi o vídeo, postado pelo Jorge, com o depoimento do Louis Rossetto sobre os blogs. Li os comentários ao meu post anterior e me ocorreu uma idéia.  Houve um tempo em que a comunicação se propagava numa linha reta sucessiva: emissor > meio > receptor, com esse padrão sendo repetido até um ponto no qual começava o retorno (feed back).Enquanto o caminho de ida era claramente reto e totalmente controlado (pelo menos no primeiro estágio do processo), o retorno era difuso, talvez por falta de canais de expressão.Quantas vezes ouvi dizer que os jornalistas tinham a caneta (no tempo do bumba), os radialistas o microfone, enquanto as pessoas comuns não tinham seu meio próprio de expressão? Agora, penso que as mensagens se propagam em círculos, enquanto nós – pessoas comuns - podemos trocar idéias, relatar experiências e receber críticas, sugestões e adesões, fora do controle da mídia. Apenas jogando ao mar garrafas com bilhetes.

Garrafas

Ando pensando sobre essa iniciativa da HSM  de oferecer a um número crescente de pessoas a oportunidade de escrever um pouco sobre tudo nesse blog.

Tecnologia, comportamento, management. Uma miscelânea de observações lançada à rede que recolhe, vez ou outra, ecos vindos desse mar de impulsos.

Foi Teillard de Chardin que disse que o homem não  é uma ilha?

Particularmente sinto mais como se eu fosse um náufrago jogando garrafas com bilhetes.

Onde será que os náufragos conseguiam as garrafas?

Modelo mental

Li hoje no blue bus um post, muito interessante da Thais Rensi. Ela fala sobre como acompanhou a chegada da sonda Phoenix ao planeta marte e sobre a importância da transparência como pilar da interatividade e diz num  trecho “Nao precisei votar na cor da sonda nem participar de um concurso para a escolha de seu nome, mas me senti muito incluída pela Nasa neste processo”. além de recomendar a leitura, acredito que vale o convite para repensar conceitos e deixar de abordar as novas oportunidades criadas pela tecnologia com o modelo mental antigo.

Obrigado Thais!

sabedoria popular

Devo confessar que o uso indiscriminado de nomes quaisquer, por vezes claramente inexatos, me incomoda bastante.

Por isso escrevi aquele texto sobre essa mania de chamar as ações via e-mail de e-mail marketing.

Há um texto no I Ching, atribuido a Confúcio, que se refere à importância de chamarmos as coisas pelos nomes certos; “a harmonia do mundo depende da retificação dos nomes”.

Quando se usava pombos-correio eles não eram chamados de pombos correio marketing, talvez porque a expressão marketing ainda não existisse, mas se fazia música:

“soltei meu primeio pombo correio

com a carta para aquela mulher

que me abandonou.

Soltei o segundo o terceiro.

O meu pombal terminou.

ela não veio nem o pombo voltou”

PS - Daniela,

A corda se chama Tereza (optei pelo “z”, mas não sei se é com “s”).

e-mail marketing

Por que será que inventamos a expressão “e-mail marketing”? Ela é claramente equivocada. As ações de comunicação via e-mail são em princípio iguais àquelas nas quais usávamos cartas e telegramas e nunca chamamos nossas cartas de “carta marketing” nem nossos telegramas de “telegramas marketing”.

Sempre que ouço a expressão penso que o usuário está distraido ou não sabe o que está falando.

Na verdade o uso intensivo dessas expressões estrangeiras me lembra o samba “Torresmo à milanesa” do Adoniran Barbosa, no trecho onde um dos pedreiros convida o colega para sentar e conversar sobre “coisas que nós não entende nada”.





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