Meu filho Marcelo decidiu mudar para Alaska recentemente e eu fui visitá-lo. Tem 23 anos, é o caçula e eu sou pai coruja e morro de curiosidade… Por isso enfrentei uma viajem super longa e cansativa e fui. Mas acabei descobrindo uma terra abençoada pela natureza (pelo menos em julho, o pico do verão). As pessoas são ótimas e generosas. O hotel onde Marcelo trabalha me deu uma semana de hospitalidade sem cobrar um tostão. É claro que eu fiquei encantado!Alaska tem um equilíbrio invejável, é o 50º estado norte-americano, com território enorme e população pequena, incluindo ursos e alces nas ruas. A segurança publica é do primeiro mundo. Tem contrastes, como muitos lugares. Porém … a corrupção política em Alaska é enorme! A corrupção ocupa paginas inteiras dos principais jornais e os principais políticos caem em três categorias:
(1) sentenciados e cumprindo penas federais,
(2) indiciados aguardando sentenças
(3) formalmente investigados pelo FBI, e perto do indiciamento.
Idem para muitos executivos ou sócios de empresas da região.
Durante a recente visita ao Alaska, minhas comparações com o Brasil eram freqüentes, para não dizer que não saiam da minha cabeça.
Conclui que a tolerância da população com a corrupção leva a valores tortos na cidadania. Ou seja, valores condenam ou incentivam a própria corrupção. O Alaska só escapa da pobreza por três razões: tem vasta riqueza natural, tem população muito pequena (menos de 700 mil habitantes no estado, que ocupa território igual a um terço do Brasil). Porem, é o 51º estado dos EUA, e tem fiscalização do FBI. Se Alaska fosse uma nação independente, seria pobre, como é Porto Rico que por referendo popular, decidiu não ser o 52º estado norte-americano.
O “Estado” brasileiro é nosso. Nos pagamos a conta da por sua eficiência ou inaptidão.
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