19/03/2010   RSS posts: 1538comentários: 3.005 updaters: 559
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Author Archive for Raquel Costa

Sua localização na rede é mais importante do que a quantidade de amigos que você tem

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Estudos sobre o comportamento das pessoas em rede estão pipocando por todos os lados. Principalmente quando se trata de avaliar o poder de disseminação de informação e influência de uma pessoa sobre as outras, já que a recente fusão entre tecnologia, psicologia e interações sociais tem alterado a dinâmica das relações e a percepção do mundo em que vivemos.

Embora ainda saibamos pouco sobre a dinâmica das relações sociais potencializadas pelas recentes tecnologias, muitos credos e verdades surgem como replicações simples do convencional e conhecido mundo offline, como também de pesquisas e experiências pouco representativas e por vezes mal interpretadas.

A crença atual, defendida por muitos, é a de que quanto maior for a rede de seguidores ou de amigos de uma pessoa, maior o seu poder de disseminação de notícias, idéias, conhecimento e informação. Isto faz com que muitas pessoas e instituições se esforcem e busquem ampliar suas redes, às vezes a qualquer preço, como já foi discutido por aqui.

Porém, um estudo realizado pela Universidade de Boston coloca esta crença em cheque ao concluir que os melhores disseminadores não são necessariamente aqueles que possuem o maior número de seguidores ou amigos online (os hubs), mas sim aqueles que estão mais bem posicionados na topologia de uma determinada rede.

Isto quer dizer que pouco importa se uma pessoa é bem relacionada, com grande quantidade de seguidores/amigos, se ela estiver localizada na periferia de uma rede. E que uma pessoa menos conectada só que mais bem posicionada, localizada próximo ao núcleo da rede, pode ter melhores resultados na disseminação de informação.

O estudo é interessante porque enfatiza a importância da posição de uma pessoa na rede em relação à informação que está sendo disseminada, ao invés de considerar apenas a sua quantidade de amigos/seguidores como normalmente se faz.

Penso que este estudo serve como um alerta para clientes, agências e suas estratégias digitais.

E você, o que acha?

Office Paper to Toilet Paper

Grande invenção! A sua empresa ainda vai ter uma.

Enjoy!

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Um bom planejamento depende de uma perfeita execução

Enjoy!

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Dez tendências da classe C

Por Regiane Bochichi (via UoD)

Ontem, estive em uma apresentação informal da pesquisa do DataPopular sobre a baixa renda. Liderada por Renato Meirelles que estuda esse target desde 2001 e ainda tem uma parceria com o DataFolha que já faz mais de 100 mil entrevistas em 180 cidades, foi  possível conhecer quais são as 10 tendências da classe C traçadas por meio de drivers do futuro e pistas comportamentais . E é bom ficar de olhos bem abertos, pois essa turma - que ganha menos de 10 salários mínimos - representa 90% da população brasileira, é responsável por 79% do consumo, atinge 69% do mercado de cartões de créditos, são 86% dos total de internautas no Brasil e movimentam mais de 760 bilhões por ano.  “São milhões de consumidores com bolso de classse média e cabeça de baixa renda”, segundo Meirelles. Ficou interessado? Então, vamos lá:

  1. Consumo de inclusão: todos querem comprar, mas o alvo é a qualidade e não o status. Aqui vale a abundância e não a exclusividade como na classe A
  2. Acesso e qualidade: valoriza o dinheiro. Uma compra é um investimento. Portanto, a margem de erro deve ser pequena. Não dá para testar um produto e depois não gostar e ter que usar até acabar.
  3. Capilaridade, aval e segmentação: o ponto de venda deve ser próximo pois fazem compras a pé e se não tiverem dinheiro sempre pode apelar para o mercadinho que vende fiado.
  4. Redes, dicas e boca a boca: são mais colaborativos e dividem a informação com a família e os vizinhos. Todos dão dicas de descontos, bons produtos, atendimento. E o melhor, uma vez conquistados, se mantêm fiéis.
  5. Tecnologia, família e invstimento: o computador ocupa o lugar na sala que antes era só da TV. Representa uma forma maior de conhecimento, entretenimento e lazer.
  6. Educação e cultura: caminho para a ascensão social.  Estudar funciona como um plano de previdência familiar pois melhora a qualidade de vida de todos.
  7. Juventude geração C: esse é o nosso futuro. Seremos um Brasil com a cara dos jovens da atual classe C. Esse jovem tem voz ativa dentro da família. 68% deles estudou mais que os pais e são super pé-no-chão. Não acreditam em horóscopo, alma gêmea, ET de Varginha. Não tem tempo para pensar nessas “bobagens”.
  8. Identidade e autoestima: valoriza a conquista e enaltece a origem. Aqui vale a pena prestar atenção na regionalidade, na comunidade e na igreja.
  9. Vaidade e beleza: estar bem arrumada é uma forma de diminuir as barreiras étnicas e sociais. As mulheres gastam em média 50 reais por mês no salão. 89% afirmam que os cuidados pessoais a fazem se sentir melhores. (ver reportagem abaixo)
  10. Novos papéis e nova família: a relação homem e mulher ganha maiores contornos nesta faixa de renda. 30% das familias da classe C são chefiadas por mulheres. A tão desejada igualdade de direitos chega primeiro aqui.
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Revista Sorria: conheçam esta iniciativa

Por Paula Rizzo, via UoD

No TEDxSP também fiquei conhecendo o trabalho da Roberta Faria e da revista Sorria, da editora MOL. Para quem estuda novos modelos de negócios é inspirador.

Algumas mudanças no sistema de distribuição e no formato comercial fazem da revista, ausente das bancas e do sistema tradicional de distribuição, ser campeã de venda avulsas e, melhor ainda, já conseguir doar R$ 2,8 milhões para o GRAACC (para que se tenha uma perspectiva, o McDonald’s doa R$ 6 milhões e a American Express R$ 1,1 mil). Para uma editora com 25 funcionários e para um título que está apenas na sua décima edição, convenhamos que é espetacular!

Eles atuam com vendas exclusivas na Droga Raia, tem cinco cotistas/patrocinadores do setor farmacêutico e conseguem uma qualidade editorial bacana em uma revista de cerca de 50 páginas, a um preço de capa de R$ 2,50. Um projeto que vale conhecer mais a fundo. Fica o convite. Dá para ver os exemplares online aqui.

Vote na web, um projeto de mobilização civil

Por Paula Rizzo, via UoD

Este foi um projeto lançado ontem no evento TEDxSP. É uma iniciativa bem bacana ancorada em um site na Internet onde você pode ver e votar nas mesmas leis que os nossos representantes na Câmara e no Senado votam e ver a comparação da sua resposta com o resultado da votação dos políticos.

Pode também acompanhar o representante em quem votou e, pode ainda, pautado em suas respostas, ver o seu grau de afinidade com os políticos, conhecendo - a partir deste ranking personalizado de afinidade - novos candidatos para votar numa próxima eleição; gente que pensa mais próximo daquilo que você pensa e poderia melhor representá-lo. Uma ferramenta incrível para favorecer um voto mais consciente e realmente capaz de representar os interesses de cada um. Vale conhecer.

LinkedIn e Twitter se integram

Se você já está no LinkedIn e não é muito fã do Twitter, novidades! Agora você pode atualizá-lo através do LinkedIn.

A idéia é simples: todas as vezes que você atualizar seu “status” no LinkedIn poderá disponibilizá-lo automaticamente para os seus seguidores do Twitter (ou vice-versa).

A integração entre as plataformas já está disponível e funciona de modo parecido com outras existentes para o Twitter, como o Facebook. Basta editar seu perfil no LinkedIn e colocar seu usuário e senha do Twitter. Simples e rápido.

Talvez seja um bom motivo para você experimentar a dinâmica dos 140 caracteres, compartilhar informações e ainda se aproximar de sua rede. O que acha?

Veja a seguir a entrevista de Reid HoffmanBiz Stone sobre assunto.

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O Valor da Criatividade

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dica @walterlongo

Como destruir a reputação de uma marca em 4 dias

Surge um novo case de como “não se deve fazer na internet” para a gente contar e recontar aos quatro cantos e a quem interessar.

Tudo começou com uma simples resenha de seis linhas. Sim, seis linhas. O redator e blogueiro Raphael Quatrocci fez, como de costume, uma resenha do que achou de um bar na Vila Madalena. Com um linguajar coloquial, típico da moçada, registrou no dia 25 de setembro seus dissabores com o tal bar. Criticou o chopp, a insistência e a cara feia dos garçons, o péssimo atendimento do local.

Até aí tudo bem. Certo? Errado. O fato é que apareceu alguém lá no blog se dizendo funcionário do bar, fez crítica à resenha e ameaçou processar o blog.

Depois disso, uma enxurrada de comentários apareceu em defesa do blog, pico de acessos, posts no twitter, comentários de clientes (do bar) insatisfeitos, vídeo no youtube, matérias em portais de grande audiência e afins.

Resumo: o tal bar encaminhou uma notificação extrajudicial e o blog teve que retirar a crítica do ar.

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ROI - Return on Influence

A especialista em mídias sociais Amy Martin, da Digital Royalty, explica como mensurar resultados de ações em redes sociais.

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Inovação: anúncios em vídeo serão veiculados em revista impressa

A novidade foi apresentada hoje pela revista americana ”Entertainment Weekly”, do grupo Time Warner.  Confira!

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Os planos da Google

É polêmico, sem dúvida. Mas vale a reflexão.

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Aproveito para publicar a entrevista feita com a professora Chara Sábada, da Universidade de Navarra, por ocasião do curso Master em Jornalismo Digital, em junho de 2008.

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E você, o que pensa sobre o assunto?

iTunes - Em primeiro lugar, disparado.

De acordo com o novo relatório da NPD Group, divulgado hoje, o iTunes está em primeiro lugar no ranking de vendas de música nos Estados Unidos, sendo responsável por 25% de todo o mercado americano. Já o Walmart, permanece em segundo lugar com 14% e a Best Buy em terceiro.

Nos seis primeiros meses deste ano, o download pago de músicas totalizou 35% das vendas, contra 20% em 2007 e 30% em 2008. O iTunes, ficou com 69% do mercado dos downloads pagos, deixando para trás, em segundo lugar, a AmazonMP3 com apenas 8%.

Apesar dos CDs ainda representarem 65% do total de vendas de música nos Estados Unidos (1º semestre de 2009), os downloads pagos devem superar os CDs vendidos até o final de 2010.

Há apenas oitos anos, em janeiro de 2001, a Apple lançava a primeira versão do iTunes, e o seu grande mérito foi tornar o download de música digital fácil e conveniente, combinando hardware, software e serviço.

Os números não mentem. Inovação é isso!

Cabeça não é HD - Parte 2

Child with learning difficulties

Este é um post-comment. Acontece que o updater @jorgecarvalho trouxe para cá um assunto que muito me interessa: o uso de nossa capacidade cognitiva em atividades que vão além do armazenamento de informação. Então, resolvi aproveitar o post e o seu ótimo título para amplificar um pouco mais essa discussão por aqui.

Não preciso contar para ninguém que a quantidade de informação que existe hoje fora da sala de aula supera de longe a quantidade de dados e informações existentes dentro dela. E que as crianças deveriam aprender a lidar com toda essa informação que já está disponível, do que memorizá-la para que um dia, talvez, possam usá-la. Certo?

Porém, mesmo sabendo disso, as escolas e universidades brasileiras (inclui as universidades a pedido do Felipe Pacheco) - com raras exceções, preferem ignorar a realidade e seguir adiante com suas pastelarias. A grande ironia é que as vítimas dos seus ingredientes são crianças e adolescentes que já vivem em uma sociedade em rede, mas que mesmo assim precisam se enquadrar nos esquemas obsoletos e mesquinhos de pais e educadores sem visão.

No último final de semana, acompanhei o martírio do meu sobrinho de apenas oito anos ao se preparar para as provas trimestrais. Sem exagero, foi de dar dó. A quantidade de informação que ele deveria saber na “ponta da língua” era impraticável. A mãe, louca para que o filho seja um dos primeiros da classe - e presa a um paradigma que já era obsoleto há trinta anos, ali do lado que nem um leão de chácara. Sua grande ameaça, a antiga e famosa chamada oral. De tudo que vi naquele dia a única coisa que faltou, comparado às histórias que minha mãe contava sobre sua infância, foi a vara de marmelo. O resto foi exatamente igual: pressão, medo e tristeza.

Sei que milhares de crianças passam por isso diariamente. E que as escolas particulares, em especial, com o intuito de manter seu status quo e de mostrar serviço, se aliam a pais que adoram o esquema enlatado “preparação para o vestibular” que começa logo após a alfabetização (uma pena), onde simulados pré-vestibulares ocorrem mensalmente a partir do quinto ano do ensino fundamental.

Mas meu Deus, quem precisa disso?

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Henry Jenkins e a Cultura da Convergência

Em entrevista ao Programa Milênio, da GNT,  Henry Jenkins, professor e diretor do programa de Estudos de Mídia Comparada do MIT, e autor do livro Cultura da Convergência, explora as grandes mudanças que estão ocorrendo no mundo dos negócios com as multiplicações de conteúdos.

Ele fala sobre a questão da convergência, não pelo lado tecnológico, mas como um processo cultural que estimula a participação dos usuários/consumidores nas decisões que antigamente ficavam restritas aos interesses dos veículos e marcas. No que ele chama de a Cultura do Fã, onde pessoas comuns interagem, modificam e remixam mídias/conteúdos que foram originalmente construídos por produtoras de conteúdo.

Veja abaixo partes da entrevista. Enjoy!

O mundo em que vivemos

Vivemos num mundo onde histórias fluem facilmente através de diversas plataformas midiáticas, num mundo em que fazer mídia é tão importante quanto consumir mídia, num mundo onde as pessoas que conhecemos on-line são tão reais quanto nossos vizinhos.

Esse é o mundo no qual vivemos, no qual muitos jovens estão vivendo. E se ainda não vivem viverão daqui a 5 ou 10 anos. Essa é a onda que está tomando a sociedade.

A convergência

O problema da convergência tecnológica é supor que existe um aparelho mágico agrupando todas as mídias.

Talvez seja um telefone celular ou um conversor de sinal de TV, mas nunca vi tanto equipamento sendo utilizado quanto hoje. Nossas salas estão repletas de cabos e controles remotos.

A convergência como um processo cultural, refere-se ao fluxo de imagens, idéias, histórias, sons, marcas e relacionamentos através do maior número de canais midiáticos possíveis, um fluxo moldado por decisões originadas tanto em reuniões empresariais quanto em quartos de adolescentes, moldado pelo desejo de empresas de mídia de promoverem ao máximo suas marcas e mensagens e pelo desejo dos consumidores de obter a mídia que quiserem, quando, onde e como quiserem, e por meios ilegais se for impossível por meios legais.

Esses dois fatores trabalham em conjunto, garantindo uma ampla circulação de qualquer tipo de mídia que compõe esse fluxo.

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