Os usuários da internet vivenciam um fenômeno previsível, já colocado por Cris Anderson em seu livro The Long Tail, e que hoje é facilmente observado em qualquer rede social: a economia da reputação.
O que faz com que uma pessoa passe parte do seu dia respondendo à pergunta “o que você está fazendo?” para que seus seguidores possam acompanhá-la no Twitter? Por que existe uma busca frenética para alcançar elevados números de amigos e comunidades no Orkut, escrever em blogs pessoais, coletivos e postar fotos do cotidiano no Flickr?
Na vida onde não existe a divisão on e off a presença digital se torna muito importante, pois ela não tem fronteiras e faz com que as pessoas estejam em qualquer lugar, interagindo com que for, e é isso o que realmente importa agora. Você é o que você freqüenta e com quem anda.
Mas a reputação na web conflita com a privacidade da vida real, ou melhor, se alimenta dela. Neste momento existe uma grande discussão sobre o conceito de privacidade. Alguns dizem que ela vai acabar, inclusive.
Não acredito em sua extinção, mas é visível a necessidade de tornar público parte dela. Ao contrário, você não existe na rede. Em resumo, a economia da reputação é a audiência pessoal. É através dela que pessoas se destacam ou somem em meio à multidão.
Se as marcas ainda estão pensando em como criar diálogo com as pessoas, elas já estão atrasadas. Hoje elas precisam pensar em sua presença digital, de uma forma que as tornem tão interessantes a ponto de as pessoas doarem parte de seu tempo para acompanhá-las, como elas acompanham o seu amigo hype no Facebook ou sua banda preferida no My Space.
Com o livre acesso às ferramentas de produção de conteúdo e de divulgação através da web qualquer pessoa pode disputar a audiência com as grandes corporações, desde que ela seja mais interessante, e elas estão sendo.

