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Presença digital: Reputação versus Privacidade

Os usuários da internet vivenciam um fenômeno previsível, já colocado por Cris Anderson em seu livro The Long Tail, e que hoje é facilmente observado em qualquer rede social: a economia da reputação.

O que faz com que uma pessoa passe parte do seu dia respondendo à pergunta “o que você está fazendo?” para que seus seguidores possam acompanhá-la no Twitter? Por que existe uma busca frenética para alcançar elevados números de amigos e comunidades no Orkut,  escrever em blogs pessoais, coletivos e postar fotos do cotidiano no Flickr?

Na vida onde não existe a divisão on e off a presença digital se torna muito importante, pois ela não tem fronteiras e faz com que as pessoas estejam em qualquer lugar, interagindo com que for, e é isso o que realmente importa agora. Você é o que você freqüenta e com quem anda.

Mas a reputação na web conflita com a privacidade da vida real, ou melhor, se alimenta dela. Neste momento existe uma grande discussão sobre o conceito de privacidade. Alguns dizem que ela vai acabar, inclusive.

Não acredito em sua extinção, mas é visível a necessidade de tornar público parte dela. Ao contrário, você não existe na rede. Em resumo, a economia da reputação é a audiência pessoal. É através dela que pessoas se destacam ou somem em meio à multidão.

Se as marcas ainda estão pensando em como criar diálogo com as pessoas, elas já estão atrasadas. Hoje elas precisam pensar em sua presença digital, de uma forma que as tornem tão interessantes a ponto de as pessoas doarem parte de seu tempo para acompanhá-las, como elas acompanham o seu amigo hype no Facebook ou sua banda preferida no My Space.

Com o livre acesso às ferramentas de produção de conteúdo e de divulgação através da web qualquer pessoa pode disputar a audiência com as grandes corporações, desde que ela seja mais interessante, e elas estão sendo.

13 Responses to “Presença digital: Reputação versus Privacidade”


  1. Gravatar Icon 1 Adriana Salles Gomes

    Oba, Leandro, welcome aboard! E eu já encanei rsrsrs. Andei perguntando esses dias (e conversando com a updater Raquel tb) se tinha de me preocupar em aumentar o nº de seguidores no Twitter. Na era da audiência pessoal e da economia da reputação, pelo jeito a resposta é sim, né?! E eu nem entrei no Facebook ainda… Dá uma preguiça… :)

  2. Gravatar Icon 2 leandro

    Oi Adri! Obrigado pela força de sempre!
    É, muitas pessoas preferem restringir sua audiência, o que tbm é correto,natural, vai de seus objetivos em cada uma das redes sociais. Mas se reputação é feita através da audiência, que ela seja enorme, não? rsrs

    grd bjo

  3. Gravatar Icon 3 Fábio Antônio

    Participar de todos estes meios de divulgação e comunicação não é nada fácil, afinal, a cada dia, temos que fazer mais coisas dentro das mesmas 24 horas de milhares de anos atrás. Com isso, acho q uma nova profissão pode surgir, ou talvez já exista e eu ainda não fiquei sabendo (rs), o Assessor para Alimentação de Minhas Comunidades Sociais da Web - AAMCSDW. E deste profissional, vaaaaaaaaaarias aptidões serão cobradas. Leandro, parabéns pelo artigo, abraço a todos.

  4. Gravatar Icon 4 Jorge Carvalho

    Acho que por enquanto escolhemos o nível de exposição, a medida que a tecnologia começar a desaparecer no nosso dia a dia o bicho vai começar a pegar. Vejo a transparência como uma coisa boa, tem muito safado com cara de bonzinho e muita hipocrisia também, o que pode ser levado para as empresas também. Boa estréia!

  5. Gravatar Icon 5 Fernando Celso Campos Chad

    Leandro, antes de tudo parabéns pelo artigo.
    É um fiel retrato da realidade que estamos presenciando, e que só tende a crescer se tornando cada vez mais complexa.
    Fica aí uma questão: Até que ponto “dar as caras na web” acaba com a privacidade propriamente dita?
    Afinal, as pessoas que conhecem alguém online, conhecem apenas partes deste alguém.
    Ninguem existe 100% como sujeito (corpo e alma) no mundo da web. Por maior que seja a exposição de alguém na web, sempre vai haver o “sozinho entre quatro paredes”. Isso ninguém tira. Acho um pouco de terrorismo e exagero quando falam sobre o fim da privacidade, o fim das utopias, o fim da história…
    São partes da privacidade que estão se perdendo, mas nunca a essência dela. Ela está apenas se transformando, como tudo no mundo.
    Então acho válido se mostrar sem medo no mundo online, principalemte se o trabalho da pessoa depender da tão citada “reputação”, pois sempre haverá uma parte “anônima”, “desconhecida” por trás das teclas.
    Abs

  6. Gravatar Icon 6 leandro

    Olá Fernando!
    Seu ponto de vista é muito oportuno. Este tema realmente gera muitas discussões, e como o próprio Jorge colocou, vai de cada um até onde se deve expor sua própria privacidade. E com isso, tbm não acredito que ela vai acabar, basta administrar parte dela na web. abs e obrigado!

  7. Gravatar Icon 7 Raquel Costa

    Leandro, seja bem vindo.
    Ótimo post!

  8. Gravatar Icon 8 zanatta

    Eu escrevi há alguns dias sobre esse impcato que a web está fazendo nas nossas vidas. Na ocasião eu enfatizei a segurança das informações, mas este enfoque também é muito interessante.

    O fato de um indivíduo conseguir atrair mais atenção que uma grande corporação é a maior prova que a internet “individualizou”… Para um blogueiro, por exemplo, às vezes é mais fácil organizar uma rede de contatos porque as pessoas se identificam com ele. Já uma empresa já de saída leva o preconceito de estar ali com segundas intenções BEM DECLARADAS…

    quem souber aproveitar isso da melhor maneira possível vai se destacar e criar grande vantagem competitiva.

  9. Gravatar Icon 9 Diego Homem

    Belo post Leandro!

    Imagino que a necessidade de se ter uma presença na web é a mesma de quando o telefone foi inserido nas residências, alguns poderiam pensar “Por que preciso de um canal pelo qual posso ser acessado a qualquer hora?” hoje é tão pessoal que o carregamos no bolso.
    Cabe a nós determinarmos o grau de exposição que teremos. Seu currículo na web através do Linkedin é legal, aquelas fotos da última balada no Orkut não exatamente…

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