02/09/2010   RSS posts: 1.791comentários: 3.594 updaters: 568

Preparem-se, a geração Playstation já está entre nós

playstation2Na esteira da geração Y, a Playstation vai mudar, consideravelmente, nossas vidas. A geração Playstation viverá intensamente 24 horas por dia,  dormirá menos, terá dificuldade de se relacionar e não sentirá a vida passar. Basta olhar como se comportam. Nasceram em plena era digital, são filhos tardios da geração X e filhos precoces da Y.

Usam e abusam das redes sociais, como Orkut, Facebook e Twitter. Escrevem em apenas 140 caracteres e não conseguem desenvolver uma redação na escola que exija textos com mais de três parágrafos. Isso mesmo, três parágrafos (não lhe parece familiar?).

Pior ainda é se precisam construir frases mais bem elaboradas. As abreviações fazem parte de seu dia a dia e se você ousar contestar ouvirá a seguinte pérola: “Você não sabe o que é isso? Tá ultrapassado”. Tempo para refletir e raciocinar? Nem pensar!

E, apesar de dominarem o e-mail, preferem o MSN. Querem saber por quê? Porque a comunicação precisa ser mais rápida, instantânea, igual a preparar miojo, ferve por três minutos e está pronto.

Recentemente, li uma pesquisa da professora de redação e retórica, da Universidade de Stanford, Andrea Lunsford. Ela concluiu que a geração Y lê e escreve tanto quanto as outras. Para provar sua tese, Andrea realizou um estudo com mais de 14 mil estudantes, coletando trabalhos, ensaios, textos de jornais, e-mails e blogs, entre 2001 e 2006.

Para ela, apesar de estarmos no meio de uma revolução na forma de escrever, a tecnologia não está destruindo a nossa habilidade de expressão e comunicação. Pelo contrário. Sua primeira constatação é de que a geração Y está escrevendo muito mais do que as outras gerações, justamente pela interação on-line, que exige escrever o tempo todo.

Se escrever desse jeito for uma evolução, não sei o que encontraremos pela frente. Minha teoria é de que viveremos um retrocesso, voltaremos à época de altas taxas de analfabetismo funcional. Se hoje encontramos tantos jovens ou mesmo executivos incultos e que mal sabem escrever direito, imagine nessa nova cultura da geração Playstation?

Eis aqui um grande desafio, ou melhor, um enorme desafio!

29 Responses to “Preparem-se, a geração Playstation já está entre nós”


  1. Gravatar Icon 1 Ronald Luis

    Vc vai se surpreender com a geração Playstation!

    Mas ela sofrerá preconceitos, como toda nova geração!

  2. Gravatar Icon 2 Marcelo Beccaro

    Apesar do nome “geração playstation”, pois o console nunca fez mal a ninguém (e repito sempre que nunca vi criança alguma matar colegas de classe atirando nintendos, mas balas) é realmente uma preocupação: o excesso de acrônimos e ‘emotícones’, os “micro-posts”, ao invés de criarem uma geração mais crítica e capaz de concluir muito de pouco, está retornando a escrita as raízes com uma nova geração de hieróglifos. O fato de não parar para raciocinar já não deriva tanto do modismo ou da era digital em si, mas da absurda falta de critério na filtragem da informação recebida, e isso depende mais da criação e de bons professores, além de certa dose de boa vontade, do que ter ou não acesso a celular/web/etc.

  3. Gravatar Icon 3 Flavia Vianna

    Olá Júlio,
    seu texto tem sacações bem interessantes sobre o “modus operandi” dessa geração. Mas vou aqui fazer um convite para uma reflexão sobre outro ponto.
    Realmente concordo que os Ys tem um modo diferente de ser, de pensar, de viver, de sentir. Apesar disso, pela convivência diária no trabalho com profissionais extremamente comprometidos, eficientes e genialmente produtivos, aprendi a admirar sua eumatia. Uma facilidade de aprendizado, absorção de infomação e associação de idéias que muitas vezes os X tem mais dificuldade. Isso se dá pela própria mesologia da época e contexto que eles nasceram, claro. Não podemos compreender ou tentar entender o conhecimento e qualidade de produção de uma nova geração baseado no paradigma e valores de uma geração diferente. Écomo tentar ler uma fita de VHS em um aparelho de DVD. Por este motivo é que discordo em parte da generalização em relação a produção escrita dos Y como retrocesso. Acho que essa forma de funcionar da Geraçção PlayStation contribui um monte para representantes da Geração Y que se informam, se qualificam, estudam e produzem. Atrapalha para os representantes da mesma idade que se alienam e viram autistas escravos do mundo 2.0. O ponto não é a idade, mas o que a pessoa faz pra produzir melhor com as ferramentas que o contexto proporciona a ela. Na minha percepção, vincular a qualidade de produção escrita ou profissional (que seja) de uma pessoa ao ano que ela nasceu e aos hábitos que acompanham sua geração é generalismo superficial. E, o que não aprofunda, quase sempre dá uma visão distorcida da realidade.

    Um grande abraço,
    Flavia

  4. Gravatar Icon 4 Geraldo Franca

    Ja tive contato antes com este estudo da Andrea Lunsford e discordo dela, pelo menos se eu partir do exemplo da minha sala na facul, a média de idade é 20 anos e duas pessoas em 25 admitem gostar de escrever e o fazem com frequência.

    Se perguntados quantos livros lêem por ano não passa de 5.

    Essa geração escreve tanto quanto as outras?

  5. Gravatar Icon 5 Jorge Carvalho

    É Julio, essa geração Y é uma grande incógnita na minha opinião. Ao mesmo tempo que escrevem mal e sentem dificuldade de se relacionar pessoalmente, aprendem brincando com os amigos, estão sempre conectados e dominam a linguagem e dinâmica dos computadores. Muitos são pequenos empreendedores com seguidores no Twitter, comunidades online e ideias para negócios. Outro dia um filho de um amigo me mostrou um aplicativos de iPhone que havia desenvolvido junto com um amigo. Aprendeu através de vídeos na internet e fóruns de discussão. A diferença dele é que teve acesso a boas escolas, fala inglês e o pai cuida de perto dessa relação do real com o virtual. Talvez a grande questão seja, novamente, educação. Com as facilidades e opções que existem, uma sólida educação de base faz a diferença. A internet só amplifica os problemas que sempre existiram.

  6. Gravatar Icon 6 erica

    excelente texto, julio!

  7. Gravatar Icon 7 Julio Sergio

    Ronaldo, você traduz as minhas preocupações. Chamo atenção para as características da geração Playstation para já arregimentar apoio para trabalharmos duro e evitar que aconteça o que estou prevendo.

  8. Gravatar Icon 8 Julio Sergio

    Marcelo, os pais são os responsáveis pela formação da prole e a eles cabe a importante tarefa de fazer com que o cenário que imaginamos não ocorra. Infelizmente, os pais não estão nem um pouquinho atentos para a questão, inclusive na minha família em que os primos ficam celebrando o fato de que seus filhos “são feras” nos games e no uso do celular. E, pior, os meus primos mais novos falam comigo como se eu fosse um computador 286, 16 bits! Mas não desisto nesta cruzada sacrossanta de tentar salvar o que será o nosso futuro.

  9. Gravatar Icon 9 Julio Sergio

    Flavia, a razão de se vincular idades ou gerações se deve mais à abordagem antropológica do tema, para facilitar o estudo das causas e efeitos. Os estudos que já existem e outros que estão em andamento gozam dos requisitos científicos para as pesquisas acadêmicas. Obrigado por sua reflexão.

  10. Gravatar Icon 10 Julio Sergio

    Geraldo, a geração Y não escreve tão bem quanto à geração “baby boomer”. A geração X está muito ocupada em vencer na vida e não tem tempo para ler sequer para escrever. Claro, este é o ponto de vista que esposo e há muito espaço para contestações. Não há unanimidade neste tema.

  11. Gravatar Icon 11 Julio Sergio

    Jorge, realmente, a Internet, a tecnologia, amplificam os problemas. Mas ajudam a realçar as necessidades, onde é preciso corrigir. Como comentei acima, cabe aos pais potencializar os benefícios da era digital e não ficar embasbacado com a habilidade da prole com os gadgets. Habilidade inútil se não for bem utilizada.

  12. Gravatar Icon 12 Claudinei Pinheiro

    Julio,
    Há alguns pontos que não concordo. Sou da geração Y, participo ativamente de quase todas redes sociais e sou totalmente adepto a novas tecnologias, mas evito deixar falhas na comunicação escrita, pois acredito que isso dificulte o entendimento, tanto para pessoas da minha geração, quando a de outras.
    Acredito que a geração Y ainda carregue alguns traços da geração X e que a “geração Playstation” seja a “Z”. Meus irmãos mais novos conseguem ficar horas em frente ao computador e não fazem praticamente nada de util. Passam horas respondendo recados de outras pessoas que tambem passam horas respondendo seus recados.

  13. Gravatar Icon 13 Raquel Costa

    Júlio, é uma evolução sem dúvida.
    Vivemos um momento de transição no qual algumas habilidades serão substituídas por outras. Seja para o bem ou para o mal. E isso nos assusta! A dificuldade que temos em entender esse momento reside no fato de não existir nenhuma pista de como será o futuro. Ninguém sabe como será o mundo daqui 20 anos (quando meu filho estiver com 27), nem mesmo a Google.
    As incertezas geram insegurança, e com isso tendemos a comparar as mudanças que estão acontecendo com as referências e valores do passado. O que não é apropriado.
    Os movimentos mostram que novas habilidades surgem para atender novas demandas, e a grande verdade é que algumas habilidades ficarão para trás mesmo que no passado tenham sido ensinadas e valorizadas.
    Adoro aquele trecho da entrevista do filósofo Michel Serres no programa Roda Viva. Lembra? (já postei aqui outras vezes) Se você ainda não viu, recomendo!
    http://updateordie.com/updates/trends-insights/2008/10/michel-serres-update-or-die/

  14. Gravatar Icon 14 Julio Sergio

    Muito bom Claudinei. Obrigado por compatilhar. Abraços

  15. Gravatar Icon 15 Julio Sergio

    Grande Raquel, quando se olha antropologicamente o que ocorre com os diferentes estratos sociais, modus e hábitos, há que se comparar os momentos da história. É assim que os cientistas sociais extraem características e projetam tendências, além de responder indagações de cunho sociológico. A vida é intrigante e para alguns bela, justamente porque não sabemos o que vai ocorrer daqui a 20 ou menos anos, daqui a 20 minutos. O que não se pode é parar o relógio da inovação. Temos que encontrar meios e formas de conviver com o que é novo que, creio que erradamente, se convencionou chamar de “moderno” (tudo que é novo é moderno?). A tecnologia não veio para emburrecer as pessoas. Se as crianças continuarem usando a tecnologia como o fazem hoje, será um tremendo desperdício. Nunca antes na história da humanidade as crianças tiveram acesso a tanto conhecimento em tempo real. Os pais devem orientá-las a fazer bom uso. Como fizeram os nossos pais. Segue o debate. Abraços

  16. Gravatar Icon 16 Marcelo de Souza Bastos

    Pessoal,

    o presidente do Board dos Updaters convocou-me a participar do debate e estou aqui para dar minha colaboração. Acredito que a grande diferença da geração playstation e as demais gerações é aquilo que o Daniel Pink abordou no seu livro “O cérebro do futuro” . Chama-se “Abundância”. Nós que somos de gerações anteriores a essa vivemos tempos de escassez, muito diferente dessa geração em que eles têm acesso muito mais facilitado a informação do que nós. Vou citar um exemplo que parece bobo, mas na minha infância, você aprende que existe números acima de 100 lá pelos 7 ou 8 anos (pelo que eu me lembre). Já meu flho, que vai completar 6 anos em novembro, conhece números acima de 100 porque os canais de Premier Futebol Clube da Net é 122, 123, 124, 125. Continua

  17. Gravatar Icon 17 Marcelo de Souza Bastos

    Outro aspecto diferencial, antigamente você tinha contato com as tecnologias no ambiente de trabalho. Eu, por exemplo, fui ter contato mais próximo com telefone lá pelos 14 anos quando entrei no BB como menor aprendiz. Hoje, ocorre o contrário, é a geração Y que está levando a tecnologia para dentro das empresas. Para eles é ridiculo você ter que fazer uma reunião e um documento para registrar um acordo que eles fazem com naturalidade entre eles nas ferramentas de instant messager baseado fundamentalmente na confiança.

  18. Gravatar Icon 18 Marcelo de Souza Bastos

    Voltando a questão da abundância, converso muito com meu filho que não se pode ter tudo ao mesmo tempo. Isso é um desafio para nós que somos pais : Como por limites que não bloqueiem a criatividade de nossos filhos? Aliás, ter limites faz com que nós sejamos mais criativos também, mas limites em excesso também são prejudiciais ao exercício da criatividade. Atingir o equilibrio é fundamental. Outro aspecto fundamental para nós pais é conhecermos nossos modelos mentais (lembrem da palestra do Ken Robinson). Fomos educados sob o paradigma da revolução industrial que valoriza a lógica em detrimento da arte. Agora todo mundo fala em estimular a arte, mas temos que ter cuidado para não cometer o pecado do radicalismo. Mais uma vez : EQUILIBRIO

  19. Gravatar Icon 19 Claudinei Pinheiro

    28 de outubro de 1955 foi o dia em que nasceu Bill Gates. Nesse mês ele fará 54 anos. 24 de fevereiro de 1955, Steve Jobs, 54 anos. Esses foram uns dos empreendedores que começaram a acelerar o ritmo com que pensamos e trabalhamos. Agora vos pergunto: Qual geração que trouxe modernidade aos tempos de hoje? Acredito que não seja nem a geração X, muito menos a Y.

  20. Gravatar Icon 20 Marcelo de Souza Bastos

    Claudinei,
    acho que a questão não é qual geração trouxe modernidade, porque isso todas as gerações fazem. A questão é a diferença de postura frente a toda essa modernidade. A geração Y é a que mais está sofrendo impacto com o contato com toda essa modernidade atualmente disponível. Essa é a grande diferença entre as gerações, na minha opinião. E segue o debate…

  21. Gravatar Icon 21 Claudinei Pinheiro

    Marcelo,
    Nesse ponto eu concordo. Mas, não é só essa geração que está sofrendo maior impacto da tecnologia, são todas as gerações com que convivemos atualmente. A diferença é que alguns aprendem a utiliza-las, outros já nascem utilizando, mas todos usam. Segue debate…

  22. Gravatar Icon 22 Julio Sergio

    Rapazes, vejam outro aspecto bacana da tecnologia: a velocidade com que a informação circula pelos mais diversos canais. Isto sim, é moderno e tem tremendo impacto no aprendizado. As escolas mal tocaram nesta superfície. Por outro lado, o lado talvez perverso, o prazo de validade da informação (por quanto tempo ela é útil) é cada vez menor. Tudo parece notícia de jornal que já está velha no final do dia. O grau de retenção do que se aprende também é pequeno pela substituição constante: aprende>ficou velho>informação nova>ficou velho>substitui etc. O loop se retroalimenta. O cérebro poderia ter uma ferramenta de seleção e descarte a partir de certos parâmetros que estabeleceríamos. Segue o debate.

  23. Gravatar Icon 23 Olirica Cunha

    Felizmente minha filha, hj com 11 anos não se enquadra nesse perfil de “geração Play Station”.
    Desde a tenra idade frequenta escolas que trabalham para a formação do indivíduo “para a vida”, com base em valores e princípios éticos, e que ajudam a nós, pais a formarmos seres humanos.
    É claro que o fato da Bárbara estudar numa escola bilíngue e em horário integral é fundamental para esse processo uma vez que todo contato que ela tem com ferramentas tecnológicas é realizado com base em planejamentos pedagógicos muito bem elaborados e em conformidade com a filosofia daquela instituição de ensino (instituição essa que pesquisei, debati com outros pedagogos de minha confiança e que acabei optando por entregar a eles o meu bem mais precioso, por entender que a proposta de trabalho por eles oferecida é compatível com meus anseios e convicções de mãe e cidadã).
    Minha filha, fora da escola raramente acessa orkut ou msn.
    Ela aprendeu, desde cedo a valorizar boas leituras, a produzir textos, pensar e questionar o mundo.
    Fico feliz por participar ativamente desse processo e tenho consciência de que a minha influência é fundamental para que isso aconteça.
    Como filha, menina-moça, no processo difícil de transição da criancice para a adolescência, sou seu espelho, às vezes amada, às vezes até odiada por colocar limites, mas na maioria das vezes tida como “a mulher que ela quer ser quando crescer”.
    Sou filha, irmã, tia, mãe, professora universitária,contadora,consultora de negócios,escritora e voluntária em trabalhos sociais.
    Como muitas mulheres pelo mundo exerço vários papéis, nada de anormal ou de melhor do que tantas outras, mas todos eles exercidos com muito amor.
    Minha filha participa muito da minha vida (e eu da dela) e valoriza tudo isso.
    Por favor, não considerem esnobismo ou prepotência. É a busca pelo acompanhamento e utilização das ferramentas tecnológicas para o nosso benefício.
    É zelar pelo verdadeiro sentido da vida.
    Aproveitemos o que é bom e saudável e eduquemos nossos filhos com base nisso, com muito amor, participação efetiva em suas vidas e limites sempre.
    Bom final de semana!
    Olírica Cunha

  24. Gravatar Icon 24 JeffersonWS

    Amigos, convenhamos, como poderia ser possível alguém que lê pouco, que se expressa de forma sucinta, liderar alguma organização em tempos tão complexos?
    De que forma alguém que se ampara em informações breves e curtas, que escreve de forma também muito breve, consegue passar alguma informação, avaliação de cenário, estabelecer um consistente processo decisório em apenas 140 letras.
    Não tem nada de errado nesta perspectiva não?
    Fica a sugestão de outra opinião além da pesquisadora, no livro “O Culto do Amador” de Andrew Keen, que toca, também, neste tipo de tendência.
    Sds
    Jefferson

  25. Gravatar Icon 25 Paula Renata

    Respeito seu ponto de vista, mas discordo com algumas coisas, faço parte da assim denominada geração Y, utilizo o Twitter,MSN,e-mail,Orkut, tenho um blog, escrevo utilizando as abreviações indecifráveis e gosto muito de jogar meu Playstation, todavia, também sei escrever textos maiores e formais .
    Acredito que utilizar novas tecnologias não é retrocesso, saber usar os emoticons e as “abreviações indecifráveis” não é analfabetismo funcional, e sim, saber utilizar uma outra forma de comunicação, condizente com o contexto da comunicação on-line.
    Penso que generalizações são perigosas, e muitas vezes, preconceituosas… claro que existem aqueles que mal sabem ler e escrever, porém isso também já não existia no contexto da geração X e Baby Boomer?
    Não seria um problema mais voltado a educação, estudo e criação, do que relacionado a tecnologia e sua utilização?

  1. 1 Twitted by mvalencar
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