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Limite entre o privado e o privado - O que o presidente da Nestlé quer vender?

Matéria do Estadão de hoje fala sobre o leilão que Ivan Zurita, presidente da Nestlé (sic), vai realizar para atrair para as suas premiadas vacas os sem-fazenda. Sempre achei o nível de exposição dele, nessa atividade particular, excessivo. Se fosse uma estatal, já teria que ter sido demitido, no caso dele, os resultados devem impor à matriz uma paciência maior. As velhinhas suíças não devem se incomodar que algumas celebridades compradoras dos bois, ou de parte deles, como explica o empresário, (ou será executivo?) também apareçam em estratégias de marketing da empresa.

Existe um limite entre essas duas atividades? Não deveria o presidente de uma empresa dessas focar todo o seu tempo, energia e espaço na mídia para maximizar os resultados dos acionistas que aprovam sua remuneração? Ou então, desta desligar-se e aí focar na atividade privada?

9 Respostas para “Limite entre o privado e o privado - O que o presidente da Nestlé quer vender?”


  1. Icone Gravatar 1 Jorge Carvalho

    Marcelo, você tem acompanhado a carreira do Zurita na Nestlé? A estória dele é de muito sucesso, por sinal ele começou a administrar a produção de leite da fazenda do pai aos 12 anos…Deixa ele vender os boizinhos dele!

  2. Icone Gravatar 2 Adriana Salles Gomes

    Marcelo, talvez hoje haja espaço para vários tipos de liderança, do líder servidor low-profile ao líder carismático celebridade. Será que não? Os diferentes tipos atendendo às diferentes necessidades das empresas. Estava pensando nisso esses dias, por conta da entrevista que fiz com o Walter Longo. Perguntei sobre esse aspecto “celebridade” do Roberto Justus, que incomoda muita gente, e o Walter me fez ver que, além de o Justus ser autêntico nisso (ser assim está nele), isso beneficia os negócios da Young & Rubicam e seus clientes. Lhes facilita o acesso a determinadas pessoas, funciona como outdoor ambulante da agência etc. O caso da Nestlé talvez seja semelhante. Acho que o problema ocorre mesmo quando algo assim prejudica a empresa e os funcionários, quando não é autêntico, mas não me parece ser o caso.

  3. Icone Gravatar 3 Marcelo

    Caros
    Ainda bem que eu não sou acionista nem da Nestlé, nem de nada, minha firma é ltda, portanto, não devo satisfações a outros acionistas. De fato o histórico de sucesso do Zurita na Nestlé é muito bom, inegável, mas ainda defendo idéias. Acho que é melhor negócio a longo prazo para ele do que para os suiços, para o Justus, do que para a Y&R, aliás, quero ver a Young se reinventar depois do Justus. Para quem se interessa, a matéria na Piauí de junho sobre o CD do Justus é das mais hilárias. Tô ficando velho…

  4. Icone Gravatar 4 Marcelo

    Ah, mas eu estava relendo O capitalismo é moral? do Sponville, tem uma zona cinzenta nisso tudo, não está ok para todas as dimensões. Mesmo porque quando vejo Roberto Carlos, Hebe Camargo e outros nos leilões e nas propagandas fico imaginando a capacidade humana de separar as coisas…

  5. Icone Gravatar 5 Adriana Salles Gomes

    Você não tá ficando velho, não! Adoro a Piauí, vou atrás.

  6. Icone Gravatar 6 Jorge Carvalho

    No caso do Justos acho que esta na estrategia da Y&R no “pilar” entretenimento. Ta na entrevista do Walter Longo na HSM Management. Aqui de ferias eu ando chique, lendo New Yorker! Por sinal tem uma materia sobre Publishing que vale a leitura, se achar o link eu mando. A materia chama-se The End…

  7. Icone Gravatar 7 Jorge Carvalho

    Aqui vai o link da materia que eu falei no comentario: http://nymag.com/news/media/50279/

  8. Icone Gravatar 8 Adriana Salles Gomes

    Ler New Yorker não é mais chique que ler HSM Management, vamos combinar?

  9. Icone Gravatar 9 Marcelo Melo

    Valeu, vou checar o link. Mas ainda acho que agência não tem que ter departamento de entretenimento onde o personagem principal é o presidente.

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