Apesar da crise, existem redutos de felicidade dentro das empresas. Os dados publicados nos últimos meses em jornais de todo o mundo não convidam a acreditar em climas organizacionais repletos de sorrisos e cheio de otimismo. Ocorre, porém, que um estudo realizado pela Escola de Negócios da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, desmente esta suposição e afirma que os índices de felicidade dos executivos se encontram estáveis. A conclusão da pesquisa é de que a crise teve pouco impacto sobre a felicidade dos trabalhadores das empresas.
Durante os primeiros oito meses da crise, o nível de felicidade caiu, principalmente entre os executivos que trabalham diretamente no mercado financeiro. Porém, logo voltou ao nível normal. Os autores afirmam que isso é reflexo daquilo que se repete tanto no trabalho quanto na vida pessoal: as mudanças têm um primeiro e anunciado impacto em nossa felicidade, mas com o tempo, nos acalmamos e recuperamos o equilíbrio, com um índice de felicidade parecido com o inicial.
A pesquisa, que ouviu mais de 500 pessoas (principalmente executivos jovens de altos cargos, que vivem em Londres e Nova Iorque, que têm contatos de primeiro grau com a crise financeira), mostra que aqueles que valorizam o que têm e que vivem com um objetivo claro, têm mais possibilidades de encontrar a felicidade.
O estudo insiste que os dados não querem dizer que todas as pessoas se sentem felizes, ainda que vivendo no meio de uma crise, e sim que a média dessa felicidade não foi impactada.
Os executivos entrevistados se diferem em suas felicidades, mas essas diferenças se devem mais as pessoas que ao efeito que a economia tem sobre suas vidas. Outra descoberta, é que o executivo que se compara com os demais é menos feliz. O status dentro da empresa tem que vir com a felicidade, mas as pessoas que pensam mais em sua posição frente aos demais, estão menos satisfeitas com sua vida e com o seu trabalho.
O contrário também é verdadeiro: aqueles que estão mais tendenciosos a cuidar do que consideram valioso, são mais felizes, bem como aqueles que disseram que estavam perseguindo um objetivo concreto. O estudo recomenda que sejamos explícitos no que queremos para o futuro, e que tenhamos um plano para alcançá-lo, e que pensemos em como nos sentiremos quando alcançarmos.
Talvez a receita para a felicidade possa ser alcançada com duas palavras velhas conhecidas do mundo da gestão: foco e estratégia.
2 Responses to “Como fica o índice de felicidade dos executivos frente à crise?”
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eu lembrei da Mônica Bergamo, na folha de um domingo passado qualquer, onde ela entrevistou várias “namoradas” de executivos. Uma das perguntas era “a crise afeta os executivos?” e a mulherada “claro que sim!”.
a Mônica Bergamo, ganhando todo o meu eterno respeito, pergunta então
“e com o namorado de vcs? afetou”
e todas
“claaaaaaaaaro que não!”
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deixe eu explicar melhor
eu lembrei da Mônica Bergamo, na folha de um domingo passado qualquer, onde ela entrevistou várias “namoradas” de executivos. Uma das perguntas era “a crise afeta o desempenho sexual dos executivos?” e a mulherada “claro que sim!”.
a Mônica Bergamo, ganhando todo o meu eterno respeito, pergunta então
“e do namorado de vcs? afetou”
e todas
“claaaaaaaaaro que não!”

