Recebi um e-mail dizendo que o assunto do café é específico demais. Que os leitores/internautas querem ler sobre vendas e RH, ou sobre marketing, estratégia, tecnologia. Com todo o apreço que tenho pelo remetente e pelos leitores que eventualmente pensem assim, quero discordar. Por duas razões:
1) Quanto mais específico um assunto, mais universal ele é. Isso está provado por best-sellers como O Caçador de Pipas, A Cidade do Sol, O Livreiro de Cabul. A trajetória do mercado do café no Brasil, que enfrentou monopólio, controle governamental, problemas de qualidade e de imagem, dilemas como exportação versus mercado interno, desafio da diferenciação, superação pela concorrência apesar da escala e da tradição etc. é incrivelmente universal e sua experiência tem muito para ensinar a vários segmentos.
2) A mais atual teoria de estratégia, a do oceano azul, de W. Chan Kim e Renée Mauborgne, garante que as melhores inovações são inspiradas em outros setores que não o próprio. Então, um agronegócio como o café pode dar uma ótima idéia para o setor de tecnologia, por exemplo. É nessa fonte que os gestores devem beber.
PS: A imagem acima é da tela do Portinari roubada do Masp (e recuperada, thank God). Roubaram nosso café! Será que a responsabilidade foi só dos ladrões? Simbólico, não?
