Dois estilos brasileiros? Qual é o seu?

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O jornalista Elio Gaspari na sua coluna de hoje na Folha ousa criar dois padrões de empresário brasileiro, Dantas x Lemann. Observa que curiosamente que um está quase ofuscando o brilho do outro, mas pela razão errada. Para Gaspari Dantas ia muito bem até que numa encruzilhada escolheu o caminho errado e deu no que deu, no que todos sabemos (aliás, ou se é muito próximo, ou se sabe pouco, muito pouco). Já para Gaspari, Lemann representa a nova face do empresariado nacional, muito mais meritocrático, independente do setor público. Admiro Lemann, confesso que não gostaria de trabalhar em “tamanha meritocracia” e torço que Gaspari esteja certo, que os caminhos foram outros, que a construção desse império cervejeiro sobreviva a qualquer investigação, da polícia federal, do FBI, de quem quer que seja.

Também invejo Lemann, não só pela conta bancária, mas principalmente  por conseguir trabalhar com coisas que não lhe impactam emocionalmente, ou seja, é o maior cervejeiro do mundo, mas não degusta as cervejas que produz…

E você, que tipo de empresário é? Para qual tipo trabalha? Em tempos de discussão no judiciário, se a sua consciência não está tão tranquila, melhor não confiar tanto no habeas corpus…

5 Respostas para “Dois estilos brasileiros? Qual é o seu?”


  1. Icone Gravatar 1 Adriana Salles Gomes

    Mas Marcelo, tem um lance do Lemann que eu acho interessante. Ele tem o prazo pelo trabalho de gerenciar/de negociar/de bater metas/ de formar pessoas… Ele não gosta de cerveja, mas, até onde entendo, adora o que faz, que são essas coisas. Ele não o faz por dinheiro (ele diz isso e acredito nele). Eu o invejo por conseguir ter prazer e ganhar dinheiro ao mesmo tempo

  2. Icone Gravatar 2 Gillyene Bortoloti

    Parabéns essa abordagem é interessante! na verdade não seria nem um e nem outro, talvez preferiria trabalhar para o Lemann, mas nesse joguinho de “vaidades”,pura politicagem, nada referente á como os dois sejam como grandes empresários que são, a questão é quem irá ser o preferido nessa batalha de afinidades com o poder, é o nosso Brasil.

  3. Icone Gravatar 3 Adriana Salles Gomes

    Ops, no meu comment, onde se lê “prazo”, leia-se prazer. Problemas digitativos, sorry….

  4. Icone Gravatar 4 Marcelo Melo

    Adriana
    Também acho que ele tem esse prazer mecânico de gerenciar, isso é ótimo. Estava lendo no jornal hoje a avaliação do Jim Collins sobre o Carlos Brito, para ele, um executivo não carismático leva vantagem em relação a um carismático, consegue tomar mais decisões em prol da empresa e não de si mesmo. Acho que o Lemann é assim, alguém carismático não consegue ser tão discreto.

  5. Icone Gravatar 5 Jorge Carvalho

    Acho que o Lemann e o Collins acreditam em enfrentar a realidade e tomar decisões fundamentadas em fatos. Frieza e objetividade ajuda a não sair do trilho e seguir em frente. Carisma ajuda a convencer e a colocar todo mundo no mesmo barco, o problema é se a direção a ser tomada está errada ou o caminho é para benefício do líder e não da empresa/sociedade. Carisma pode esconder uma falta de análise e planejamento e gerar cegueira generalisada nos liderados.
    Temos que levar muito em consideração o tipo de empresa, propósito, etc. Tudo isso ta na entrevista do Falconi da edição 69 da HSM Management!

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