30/07/2010   RSS posts: 1750comentários: 3.526 updaters: 568
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Management 2.0

Dois dos pensadores de gestão mais profundos da nossa era se pronunciaram, escrevendo artigos que merecem ser lidos e analisados. O primeiro é Clay Shirky que escreveu um post muito comentado e linkado em seu blog pessoal. Em “Newspapers and Thinking the Unthinkable“, ele volta no tempo e coloca em perspectiva alguns dos paradigmas que usamos para pensar nessa nova realidade das mídias de massa. A ideia que mais me fez refletir foi a de que, não necessariamente novos modelos tenham que surgir para que modelos ultrapassados desapareçam. Nas palavras dele “É assim que são as revoluções. O velho quebra antes do novo tomar o seu lugar”. Muito mais do que dar respostas, Shirky mostra que estamos todos de volta aos anos 1500 onde é mais fácil saber o que está quebrado do que saber o que irá substituir. O problema, segundo o responsável online do New York Time, é quando um garoto de 14 anos pode destruir o seu negócio usando o seu tempo livre, não por que ele te odeia mas por que ele te ama.

O segundo artigo é “Moon Shots for Management” do Gary Hamel na HBR de Fevereiro. Hamel propõe organizações mais humanas e aponta as 25 questões fundamentais que devem ser analisadas nessa transformação da gestão empresarial. Para isso, recrutou uma “Brigada de Renegados” com pessoas do calibre de Kevin Kelly, Peter Senge, Henry Mintzberg, C.K. Prahalad, Marissa Mayer, entre outros. Algumas das questões levantadas são: Reduzir o medo e aumentar a confiança, Reinventar os meios de controle, Eliminar a patologia da hierarquia formal, Dar poder aos renegados e desarmar os reacionários, etc

Os dois artigos possuem muita coisa em comum. Escolhem temas difíceis de abordar e sem um caminho fácil a seguir. São geradas muitas perguntas e poucas respostas prontas. Se formos nos guiar pelo pensamento deles, o conceito de hierarquia e métricas de performance estão totalmente em descompasso com a era em que vivemos. O trabalhador do conhecimento já está trabalhando e nossas organizações permaneceram industriais. Somos obrigados, por causa da crise, a repensar processos internos, budget e fluxo de caixa. A grande oportunidade agora é repensar o nosso papel dentro de nossos negócios e o papel da nossa empresa nessa nova era que se forma.

6 Responses to “Management 2.0”


  1. Gravatar Icon 1 Adriana Salles Gomes

    Belíssimo post!

  2. Gravatar Icon 2 Marcelo de Souza Bastos

    Poxa, esse era o meu próximo post. snif, snif

    Dormi no ponto.

  3. Gravatar Icon 3 Jorge Carvalho

    Manda bala Marcelo!

  4. Gravatar Icon 4 Raquel Costa

    Jorge, este material é realmente rico. Thanks!

  5. Gravatar Icon 5 Antônio Neto

    Hamel e companhia estão um passo a frente… Formidável provocação. Penso que a vida é bem simples, nós e o mundo corporativo (pessoas) é que gostamos de complicar. É a mania de ter tempo pra tudo, exceto pensar.
    Como dizia Einstein “a liberação da energia atômica mudou tudo, menos nossa maneira de pensar.”

  1. 1 Gestão por decreto = Números torturados = Estimulo ao não ético « Blog do Marcelão

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