22/03/2010   RSS posts: 1539comentários: 3.016 updaters: 559
Seja bem-vindo(a) ao Blog da HSM / Alameda Mamoré, 989, - 13º andar / Barueri, Alphaville SP

A dimensão espiritual das marcas

hsm_expo_marcasA ExpoManagement 2009 não terminou. Pelo menos na minha cabeça. Foram muitas ideias que circularam não apenas pelo auditório principal, mas sobretudo nos 10 paralelos. Uma delas foi a intrigante palestra do professor da ESPM Rene Schweriner sobre a dimensão espiritual das marcas.

Cenas religiosas como um crucifixo e a imagem de Madre Teresa de Calcutá despertam a mesma reação emocional que marcas como Ferrari e Harley Davidson, aponta estudo realizado por Martin Lindstrom, autor de A Lógica do Consumo. “As pessoas são devotas de marcas”, emendou o professor Rene Schweriner.

Tudo isso tem uma explicação. A compra de produtos pode transcender o ato de consumo e se assemelhar a experiência de refúgio vivida pela religiosidade. Com isso, os consumidores não conseguem saciar os seus desejos e compram cada vez mais. “A transcendência é almejada, mas jamais alcançada”, aponta Schweriner.

A dimensão espiritual da marca é a atribuição que as pessoas dão aos bens de consumo. Não é à toa que os shoppings são conhecidos como catedrais do consumo e que há pessoas que veneram marcas. “Para as doenças, o medo e o casamento, as pessoas recorrem a Deus. Para as coisas do dia a dia, elas recorrem às marcas”, indica o professor da ESPM.

Esta teoria está ao lado do Marketing porque serve para motivar o consumo por meio do encantamento. É o caso de marcas como Apple. “As pessoas têm uma relação com as marcas mais do que emocionais. É como a razão de viver delas”, opina Schweriner.

16 Responses to “A dimensão espiritual das marcas”


  1. Gravatar Icon 1 Adriana Salles Gomes

    Bruno, vc notou que havia freiras na plateia?

  2. Gravatar Icon 2 Alexandre Silva

    Bruno, não assisti a esta palestra mas achei interessante a comparação.

    Abs,

  3. Gravatar Icon 3 Bruno Mello

    Vi Adriana! Estava ao lado da Beth Furtado que falou: “Quem disse que a igreja não pensa estratégicamente?”

  4. Gravatar Icon 4 Bruno Mello

    Muito interessante Alexandre! Nesta eu estava ao lado do Alexandre Arima, Diretor de Marketing da Robert Half e, no começo, olhamos um para o outro, perguntando: será que estamos no lugar certo? No final, o professor Rene foi muito aplaudido. Com méritos!

  5. Gravatar Icon 5 Daniel D'Amelio

    As religiões, as entidades de classes, os clubes de futebol têm ligações tão afetivas com os seus públicos que é difícil explicar. Acho que o sonho das empresas é de que suas marcas sejam tão identificadas com os seus clientes tanto quanto as organizações que citei. O sentimento de pertencer é o fazer parte são fundamentais para essa ligação emocional.

  6. Gravatar Icon 6 Bruno Mello

    Verdade meu amigo Daniel! Mas, pasme, a pesquisa do Martin Lindstrom comparou também as emoções do futebol e não chegou às mesmas conclusões que teve quanto as manifestações religiosas, disse o prof. Rene. Teremos que ler o livro!

  7. Gravatar Icon 7 Geraldo Franca

    Isso explica porque os testes cegos podem muitas vezes ser “furados”, a pessoa pode até dizer que pepsi é boa num teste cego, mas é só mostrar os rótulos que não preciso aqui nem dizer qual marca volta a ser a preferida.

  8. Gravatar Icon 8 lauro padilha

    Interessante…

  9. Gravatar Icon 9 Waleska Farias

    O texto nos leva à reflexão: “A transcendência é almejada, mas jamais alcançada”…
    Estabelecer um paralelo entre os dois referenciais, independente das particularidades de cada um deles, nos dá uma noção do quanto somos “sensíveis’ a esse tipo de recurso. “Congrats”!

  10. Gravatar Icon 10 marcelo alves

    Bruno,

    isso que você falou é verdade, mas não acontece com todas as marcas. Depende muito do trabalho ideológico realizado.

    A apple é o maior exemplo dessa relação sentimental, os amantes da marca colocam o seu criador, Steve Jobs, como o Deus do universo.

    Seria um tema a discutir, até que ponto isso é saudável?

  11. Gravatar Icon 11 Fernando Moulin

    Esta palestra foi um gratíssimo “achado” desta edição da HSM, para mim, sem dúvida uma das melhores, mais intrigante/interessante em termos de inovação até mesmo que a feita pelo Rudolph Giuliani…

    Parabéns ao Dr. Schweriner!

  12. Gravatar Icon 12 Bruno Mello

    Sem dúvida Fernando! Foi um achado mesmo!!!

  13. Gravatar Icon 13 Bruno Mello

    Essa é uma boa questão, Marcelo. O prof. comentou sobre este assunto também. Acredito que depende de qual bandeira você “defende”. Se está no Marketing, não. Se estiver na antropologia, sociologia ou psi, talvez sim…

  1. 1 Tweets that mention A dimensão espiritual das marcas | HSM -- Topsy.com
  2. 2 A dimensão espiritual das marcas « Love s.a.
  3. 3 std1 blog » Blog Archive » A dimensão espiritual das marcas

Leave a Reply



Close

Close