Nem tudo são rosas, contudo. Continuando o post abaixo, Roberto Rodrigues (foto) alertou para a necessidade de mecanizar a cultura de cana, um debate que eu ainda não vi muito por aí. Vocês viram? Ele diz:
- Em São Paulo, há um movimento forte para terminar de vez com o corte de cana manual, que é considerado um trabalho desumano, pelas péssimas condições que oferece aos cortadores de cana, os bóias-frias. Mas há outra corrente, liderada pelos próprios trabalhadores, que não quer a mecanização em função do desemprego que seria causado. “Os dois lados têm sua razão e acho que a eliminação tem de ir acontecendo na medida do possível, com modelos de substituição de mão-de-obra.” Rodrigues contou está trabalhando com o governo estadual para criar um financiamento para a reciclagem dos trabalhadores e sua capacitação para plantio de produtos de alto valor agregado, como frutas, flores, seringueiras e orgânicos. Precisa fazer isso no País todo.
- As queimadas típicas da colheita manual da cultura de cana emitem mesmo gases de efeito estufa (faz-se queimada porque a folha da cana crua tem sílica, que corta os trabalhadores, e para afastar cobras). Isso torna a mecanização ainda mais desejável. Contudo, a queimada não agride tanto o solo quanto diz a lenda; estudos descobriram que a queima é tão rápida que não chega a mudar a temperatura a ponto de comprometer os microorganismos do solo.
