A notícia saiu hoje. Seguindo o que fez a Noruega no ano passado, a França estabeleceu que, nos próximos cinco anos, as empresas deverão ter 50% de seus cargos de diretoria ocupados por mulheres. “Mulherização da gestão”, como diz o colunista do portal HSM Carlos Alberto Júlio, mas na marra, não naturalmente.
Embora eu seja, na teoria, uma beneficiária desse sistema francês de cotas, eu o acho desconfortável. Não consigo bem explicar a razão, porque apoio as cotas para inclusão de negros nas universidades. Talvez seja essa a questão: na educação a cota é bem-vinda até que se democratize a possibilidade de desenvolver o mérito; no trabalho, deve prevalecer o mérito. Não sei, vou pensar mais sobre o assunto. Só quis registrar: afinal, partindo da França, pode virar tendência.
