Com penso ou sem penso?

Uma das melhores histórias de gestão que ouvi nos últimos tempos foi a da negociação da amiga de uma amiga com uma potencial empregada doméstica, aqui em São Paulo. A patroa descreveu para a “prospect” todas as tarefas do dia-a-dia, horário de trabalho etc. e finalmente lhe perguntou: quanto você espera ganhar? A prospect respondeu: “Depende: com penso ou sem penso?” “Como assim?”, retrucou a candidata a patroa. “Bem, se eu tiver que pensar no que vou fazer de almoço e no que precisa comprar no supermercado, é um preço. Se a senhora cuidar de todo o penso e eu só tiver que fazer as coisas, eu cobro mais barato.” A amiga da minha amiga contratou a moça na hora. Com “penso”.

2 Responses to “Com penso ou sem penso?”

  1. Jorge Carvalho Says:

    hahaha se bem que as vezes é melhor “sem penso”…

  2. Dica para entrevistas de emprego « Update or Die Says:

    […] Medo de desemprego? Talvez seja só paranóia, mas, se quiser, você pode já ir se preparando para as entrevistas de emprego. Além das estratégias batidas –como a de apontar você mesmo seus pontos fracos– e de se treinar naqueles testes tipo pegadinha, um diferencial pode ser o “penso”. E também a forma de introduzi-lo na conversa.  Aprendi isso com a história de uma candidata a empregada doméstica entrevistada pela amiga de uma amiga. Aconteceu este ano aqui em São Paulo. A patroa descreveu para a moça todas as tarefas do dia-a-dia, horário de trabalho, qualidade do serviço esperada etc. e, no fim, lhe perguntou: quanto você espera ganhar? Esta respondeu: “Depende: com penso ou sem penso?” “Como assim?”, retrucou a patroa. “Bem, se eu tiver que pensar no que vou cozinhar de almoço e no que precisa comprar no supermercado, é um preço. Se a senhora cuidar de todo o penso e eu só precisar fazer as coisas, cobro mais barato.” A amiga da minha amiga contratou a moça na hora. Com penso.Então: se, até agora, o penso mais atrapalhava que ajudava aos olhos de muitas empresas (mesmo o discurso oficial sendo outro), isso tende a mudar, porque menos recursos requerem mais pensos individuais. (Ah, ilusão achar que, em certas profissões, o  penso é obrigatório.  Tem acadêmico que trabalha sem penso, jornalista que não usa penso, executivo que abriu mão do penso faz tempo…) Este também é um repost adaptado do HSM UoD. […]

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