Encerrando minha novelinha “2100, o ano dos nossos bisnetos”, aqui vão as outras projeções do feríssima Robert Ayres e sua equipe para então:
- Dando a lógica, a água potável não será mais de graça ou não-medida na maioria dos lugares. Novas tecnologias possibilitarão que as cidades tratem e reciclem água de esgoto com uma qualidade maior do que a oferecida hoje pela água natural subterrânea. Mas, claro, levará muitas décadas para o público aceitar água reciclada na torneira, apesar de os astronautas já fazerem isso rotineiramente. A moda atual por água natural engarrafada provavelmente atingirá um pico e diminuirá antes de 2100.
- A população global, decrescente, será razoavelmente bem nutrida, porém com uma dieta muito menos baseada em animais do que os países ricos têm hoje. Essa mudança ocorrerá espontaneamente, graças a preocupações com saúde e fatores ambientais. Como a maior parte da agricultura será dedicada a comida para humanos e não para animais, a carne bovina e a suína de animais alimentados por grãos serão muito mais caras. E os peixes não provenientes de aqüicultura também serão um luxo caro (os direitos de pesca oceânica devem ser privatizados, regulamentados e monitorados por satélites).
- Educação, entretenimento, as artes, a saúde, proteção ambiental e serviços de segurança serão de longe os maiores empregadores. A produção industrial será em grande parte robótica ou automatizada, e quase totalmente controlada por computadores. A construção civil será também em grande parte robótica, usando componentes pré-fabricados.

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