Barulhinho bom (pro português) - 1
A partir de janeiro de 2009 teremos, teoricamente, de mudar um pouco o jeito de escrever aqui no blog, na nossa revista ou nos relatórios das suas empresas. Vai entrar em vigor a unificação da língua portuguesa, em que o Brasil e mais 7 países (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, e Timor) vão passar a escrever igual e cada um se adaptará um pouco nesse processo. Lembrando algumas mudanças, que já estão sendo divulgadas por aí:
- O trema desaparece de vez. Já vai tarde.
- Incorporamos k, w e y no alfabeto. Antes tarde…
- Tiramos o acento circunflexo do voo que eles veem, o acento agudo da ideia e da jiboia (e afins), o acento diferencial de para (verbo) e para (preposição). Acho que quanto menos acentos, melhor. No inglês, eles usam you sem explicar se é você ou vocês, e assim mesmo acabamos entendendo pelo contexto, não é?
- Aceita-se a dupla grafia para algumas conjugações verbais em que a forma do passado e a do presente são idênticas. Como em “louvamos”. Agora, para escrever isso no passado, você pode acentuar: “louvámos”. Pode, mas não precisa. Eu não vou.
- O hífen é que vai dar trabalho mesmo, mas eu acho a regra fácil. Quando se duplica a mesma vogal (no fim da primeira palavra e no início da segunda), hifeniza-se, enfatizando que se fala a vogal duas vezes: micro-ondas, em vez de microondas. E quando o som é de consoante dobrada na junção das palavras (como contra-regra, com som de RR), escreve-se como se fala: contrarregra –bem mais instintivo!
Acontece que só isso, que muda 0,45% das palavras escritas no Brasil, está gerando um barulho danado, e de gente graúda, do prêmio Nobel José Saramago a Ruy Castro. Acompanhem no próximo post.
June 27th, 2008 at 1:55 pm
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June 28th, 2008 at 8:09 pm
To adorando, quanto mais simples melhor!
June 30th, 2008 at 10:30 am
[…] A crítica do Ruy Castro, por exemplo, é de que a reforma é cosmética e vai custar caro. Outros acham que ela violenta as culturas locais, na linha das críticas à globalização (e o Brasil seria o grande “imperialista” do pedaço nesse caso, porque é, se não me engano, o que muda menos). Condenam ainda o fato de a unificação ser imposta como lei, de cima para baixo. De qualquer modo, queria destacar alguns pontos positivos dessa unificação: […]