Haja coração!
O post do Julio Sergio, sobre o preço que se paga por ser um CEO, é muito relevante e atual e eu adicionaria mais dois componentes que devem, certamente, contribuir para o estresse daqueles que chegam ao topo de uma organização.
O primeiro é, na realidade, conseqüência desse estresse: a detereorização da saúde. Claro que isso varia de pessoa para pessoa (sim, eles são pessoas também). Conheço desde casos de CEOs que nunca pegaram sequer uma gripe em toda sua carreira até outros mais dramáticos. Por exemplo, conheço um episódio verídico no qual, literalmente, o presidente de uma multinacional entrou em surto psicótico dentro de sua sala. Após sua recuperação, foi demitido.
O segundo tem a ver com algo que ouvi recentemente, na palestra proferida por Christina Carvalho Pinto no último Fórum Mundial de Marketing e Vendas: em média, um CEO permanece no cargo por dois anos.
Mas esse quadro hostil não é “privilégio” dos CEOs. Também conheço dois casos tristes de profissionais de nível hierárquico mais baixo que faleceram em suas mesas de trabalho (sofreram ataque cardíaco fulminante).
Um amigo meu, felizmente, não fez parte dessa lista. Ele, que trabalha numa das grandes empresas de consultoria e auditoria do mundo, sofreu um ataque cardíaco em sua mesa de trabalho. Face à idade que tinha (33 anos), o infarte tinha tudo para ser fulminante. Mas não foi.
O curioso é que as pessoas que me contaram essas histórias – elas pertenciam às mesmas organizações dos “cardíacos” – fizeram isso com uma naturalidade assustadora…