Quem tem medo da geração Y?
Eu sou da geração X, então possivelmente não entendo muito a geração Y. Mas estamos dando um estudo do Iese (espanhol) na edição setembro-outubro de HSM Management para tentar explicar como é essa geração Y, de nascidos nos anos 80 e 90 que estão ampliando seu espaço no mercado de trabalho agora, e como se faz para motivá-la, retê-la, gerenciá-la. Queria adiantar aqui duas observações do estudo:
- Pessoas Y não aprenderam a desfrutar um livro, porque acham que podem obter a mesma informação em minutos, com um clique. Por isso, constituem uma geração de resultados, não de processos. E uma geração do curto prazo, já que cresceram vendo as novidades morrerem em pouco tempo. Alguns especialistas afirmam que essa geração desenvolveu mais o hemisfério direito do cérebro por causa dos estímulos da internet e dos videogames (atividades como a leitura exigem o uso do esquerdo).
- Não adianta oferecer a esse pessoal desafios do tipo “Aqui você vai aprender muito, terá a oportunidade de conhecer diversos departamentos, poderá viajar…”. É um mau começo. A resposta óbvia de um Y será: “Olhe, diga o que eu tenho de fazer (objetivo) e não queira saber como vou fazer (o procedimento é coisa minha e não agrega valor); respeite minha vida (o que não tem a ver com trabalho: vida são gostos, amigos, estar sempre atualizado etc.) e me informe quanto vou ganhar”. E é bem possível que o chefe da geração X fique sem argumentos (ou irritado) diante de tal resposta. (Não sei se a resposta vem com biquinho como no avatar que ilustra este post; escolhi o avatar só porque é bonitinho, sem outras intenções, ok?)
Update: Mudei o título, pessoal, porque este parece refletir melhor toda a nossa conversa.
August 20th, 2008 at 4:22 pm
Adriana, recentemente enviei para o Valor Econômico artigo ainda não publicado, com o título: “Conflito de gerações: o reflexo de uma política “pasteurizada” de RH” que trata, justamente, da incompreensão dos gestores de RH das demandas, desejos e exigências das diversas gerações que convivem simultaneamente nas empresas. É tema estratégico e mal resolvido.
August 20th, 2008 at 6:01 pm
Muito bacana, Julio, esse assunto precisa ser enfrentado. Teve um levantamento recente da Ibope Inteligência que contabilizou 5 gerações distintas convivendo nas empresas agora. São muitas visões diferentes, não tem como não ter conflito. Confesso que eu tenho certa impaciência com as peculiaridades geracionais às vezes e não devia (mas tenho consciência disso e me esforço).
August 20th, 2008 at 9:12 pm
É impressão minha ou os Y parecem um pouco prepotentes, arrogantes, impacientes e imediatistas?
August 21st, 2008 at 9:58 am
Ah, Bernabauer, vc me pôs numa saia justa agora. Melhor um Y responder…
August 21st, 2008 at 10:15 am
Adriana e Bernabauer, a geração Y parece ser prepotente e arrogante, porque é, de fato, impaciente e imediatista. Daí, a impressão de prepotência e arrogância que, repito, é equivocada. Não é prepotente, embora saiba que é melhor equipada para a vida e para o mercado corporativo, fruto da herança herdada da geração X (”the exters”). O mundo será melhor, mais justo, mais divertido e o tempo passará mais rápido nas mãos da geração Y.
August 21st, 2008 at 11:04 am
Os Y se impõem mesmo e isso é bom –os X têm de aprender um pouco mais disso com os Y. Mundo mais justo e mais divertido é bom, Julio, gostei, tomara que vc esteja certo!
August 21st, 2008 at 12:59 pm
Boa tarde pessoal o assunto que está sendo colocado referente a geração Y, foi tratado no news do dia 01/04/08 da HSM. O professor Alexandre Freire havia comentado sobre o assunto em sala de aula e dias depois postou na hsm o artigo vale a pena ler. Segue o link http://www.hsm.com.br/editorias/gestaodoconhecimento/artgestconhec1_010408.php?
August 21st, 2008 at 1:37 pm
Valeu o toque, Daniel, legal este artigo. E sinal de que o assunto está bombando mesmo. Também demos pesquisa Stanton Chase/Grupo Foco/IbopeInteligência sobre isso. A geração Y tem 3 subcategorias nessa pesquisa: céticos, geração internet e juniores. Está na HSM Management Update nº 57, detalhada em 3 matérias, neste link:http://www.hsm.com.br/canais/newsletters/hmu/hmu57.php?
August 21st, 2008 at 4:20 pm
Oi Júlio,
Devo esperar sair no Valor para ler seu artigo ou você pode me enviá-lo?(rs)
August 21st, 2008 at 5:13 pm
Se há um conflito atual entre a geração X e Y, como será quando a geração Z vier à tona? Ou seja, uma nova geração carregada de processos mais “imediatistas” do que o atual.
August 22nd, 2008 at 5:17 pm
Raquel, o Valor pediu exclusividade temporária que dura bem pouco. Terminado o período postarei no blog ou em outro veículo que o Jorge Carvalho sugerir.
August 23rd, 2008 at 9:35 am
Raquel, visite www.cardozo-group.com e lá está o artigo que lhe interessa.
August 23rd, 2008 at 12:34 pm
Júlio, valeu!
August 24th, 2008 at 6:36 pm
As empresas têm dificuldades em assimilar esse comportamento da nossa geração. Acredito que essa geração criará um grande número de novas empresas, uma vez que muitos profissionais que enfrentam esse “choque de gerações” nas empresas prefere fazer as coisas à sua própria maneira.
Parabéns pelo post.
August 25th, 2008 at 8:49 pm
Oi Júlio,
muito obrigada. Já li e deixei algumas observações por lá.
August 28th, 2008 at 6:02 pm
Raquel, não conseguimos “capturar” os seus comentários na homepage. Seus comentários são importantes. Poderia fazê-lo novamente?
November 19th, 2008 at 12:30 pm
Esta geração Y não deve ser analizada pelo uso que faz da tecnologia, e sim pelo seu nível relacional, ela é fruto da geração anterior, permissiva que não consegue se posicionar como autoridade quando pais e sim como amiguinhos a fazer as vontades dos filhos. Infelizmente não será uma geração que se destacará positivamente, pois não sabem respeitar as autoridades (pais, chefes e professores), poq consequência também não serão bons chefes e líderes (tem a tendência a tornarem-se autoritários). A geração dos filhos deles (Z?) tentará corrigir isto. Não tenho uma visão positiva desta geração.