09/02/2010   RSS posts: 1456comentários: 2.831 updaters: 554
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Quem tem medo da geração Y?

Eu sou da geração X, então possivelmente não entendo muito a geração Y. Mas estamos dando um estudo do Iese (espanhol) na edição setembro-outubro de HSM Management para tentar explicar como é essa geração Y, de nascidos nos anos 80 e 90 que estão ampliando seu espaço no mercado de trabalho agora, e como se faz para motivá-la, retê-la, gerenciá-la. Queria adiantar aqui duas observações do estudo:

  1. Pessoas Y não aprenderam a desfrutar um livro, porque acham que podem obter a mesma informação em minutos, com um clique. Por isso, constituem uma geração de resultados, não de processos. E uma geração do curto prazo, já que cresceram vendo as novidades morrerem em pouco tempo. Alguns especialistas afirmam que essa geração desenvolveu mais o hemisfério direito do cérebro por causa dos estímulos da internet e dos videogames (atividades como a leitura exigem o uso do esquerdo). 
  2. Não adianta oferecer a esse pessoal desafios do tipo “Aqui você vai aprender muito, terá a oportunidade de conhecer diversos departamentos, poderá viajar…”. É um mau começo. A resposta óbvia de um Y será: “Olhe, diga o que eu tenho de fazer (objetivo) e não queira saber como vou fazer (o procedimento é coisa minha e não agrega valor); respeite minha vida (o que não tem a ver com trabalho: vida são gostos, amigos, estar sempre atualizado etc.) e me informe quanto vou ganhar”. E é bem possível que o chefe da geração X fique sem argumentos (ou irritado) diante de tal resposta. (Não sei se a resposta vem com biquinho como no avatar que ilustra este post; escolhi o avatar só porque é bonitinho, sem outras intenções, ok?)

Update: Mudei o título, pessoal, porque este parece refletir melhor toda a nossa conversa.

    22 Responses to “Quem tem medo da geração Y?”


    1. Gravatar Icon 1 Julio Sergio

      Adriana, recentemente enviei para o Valor Econômico artigo ainda não publicado, com o título: “Conflito de gerações: o reflexo de uma política “pasteurizada” de RH” que trata, justamente, da incompreensão dos gestores de RH das demandas, desejos e exigências das diversas gerações que convivem simultaneamente nas empresas. É tema estratégico e mal resolvido.

    2. Gravatar Icon 2 Adriana Salles

      Muito bacana, Julio, esse assunto precisa ser enfrentado. Teve um levantamento recente da Ibope Inteligência que contabilizou 5 gerações distintas convivendo nas empresas agora. São muitas visões diferentes, não tem como não ter conflito. Confesso que eu tenho certa impaciência com as peculiaridades geracionais às vezes e não devia (mas tenho consciência disso e me esforço).

    3. Gravatar Icon 3 bernabauer

      É impressão minha ou os Y parecem um pouco prepotentes, arrogantes, impacientes e imediatistas?

    4. Gravatar Icon 4 Adriana Salles

      Ah, Bernabauer, vc me pôs numa saia justa agora. Melhor um Y responder…

    5. Gravatar Icon 5 Julio Sergio

      Adriana e Bernabauer, a geração Y parece ser prepotente e arrogante, porque é, de fato, impaciente e imediatista. Daí, a impressão de prepotência e arrogância que, repito, é equivocada. Não é prepotente, embora saiba que é melhor equipada para a vida e para o mercado corporativo, fruto da herança herdada da geração X (”the exters”). O mundo será melhor, mais justo, mais divertido e o tempo passará mais rápido nas mãos da geração Y.

    6. Gravatar Icon 6 Adriana Salles

      Os Y se impõem mesmo e isso é bom –os X têm de aprender um pouco mais disso com os Y. Mundo mais justo e mais divertido é bom, Julio, gostei, tomara que vc esteja certo!

    7. Gravatar Icon 7 Daniel Piardi

      Boa tarde pessoal o assunto que está sendo colocado referente a geração Y, foi tratado no news do dia 01/04/08 da HSM. O professor Alexandre Freire havia comentado sobre o assunto em sala de aula e dias depois postou na hsm o artigo vale a pena ler. Segue o link http://www.hsm.com.br/editorias/gestaodoconhecimento/artgestconhec1_010408.php?

    8. Gravatar Icon 8 Adriana Salles

      Valeu o toque, Daniel, legal este artigo. E sinal de que o assunto está bombando mesmo. Também demos pesquisa Stanton Chase/Grupo Foco/IbopeInteligência sobre isso. A geração Y tem 3 subcategorias nessa pesquisa: céticos, geração internet e juniores. Está na HSM Management Update nº 57, detalhada em 3 matérias, neste link:http://www.hsm.com.br/canais/newsletters/hmu/hmu57.php?

    9. Gravatar Icon 9 Raquel Costa

      Oi Júlio,

      Devo esperar sair no Valor para ler seu artigo ou você pode me enviá-lo?(rs)

    10. Gravatar Icon 10 Claudinei L. Pinheiro

      Se há um conflito atual entre a geração X e Y, como será quando a geração Z vier à tona? Ou seja, uma nova geração carregada de processos mais “imediatistas” do que o atual.

    11. Gravatar Icon 11 Julio Sergio

      Raquel, o Valor pediu exclusividade temporária que dura bem pouco. Terminado o período postarei no blog ou em outro veículo que o Jorge Carvalho sugerir.

    12. Gravatar Icon 12 Julio Sergio

      Raquel, visite http://www.cardozo-group.com e lá está o artigo que lhe interessa.

    13. Gravatar Icon 13 Raquel Costa

      Júlio, valeu!

    14. Gravatar Icon 14 Anderson MarkZ

      As empresas têm dificuldades em assimilar esse comportamento da nossa geração. Acredito que essa geração criará um grande número de novas empresas, uma vez que muitos profissionais que enfrentam esse “choque de gerações” nas empresas prefere fazer as coisas à sua própria maneira.
      Parabéns pelo post.

    15. Gravatar Icon 15 Raquel Costa

      Oi Júlio,

      muito obrigada. Já li e deixei algumas observações por lá.

    16. Gravatar Icon 16 Julio Sergio

      Raquel, não conseguimos “capturar” os seus comentários na homepage. Seus comentários são importantes. Poderia fazê-lo novamente?

    17. Gravatar Icon 17 Júlio Gulias

      Esta geração Y não deve ser analizada pelo uso que faz da tecnologia, e sim pelo seu nível relacional, ela é fruto da geração anterior, permissiva que não consegue se posicionar como autoridade quando pais e sim como amiguinhos a fazer as vontades dos filhos. Infelizmente não será uma geração que se destacará positivamente, pois não sabem respeitar as autoridades (pais, chefes e professores), poq consequência também não serão bons chefes e líderes (tem a tendência a tornarem-se autoritários). A geração dos filhos deles (Z?) tentará corrigir isto. Não tenho uma visão positiva desta geração.

    18. Gravatar Icon 18 marketing digital

      Essa geração vai dar o que falar

      Alex

    19. Gravatar Icon 19 marketing digital

      vamos lá molecada

      Alex

    20. Gravatar Icon 20 Danielle Abade

      Parabens Adriana! Bem, como integrante dessa tal geracao Y, percebo que ha uma sutil tendencia de rotulo sobre os “futuros lideres”. E plenamente perceptivel que a euforia e o imediatismo predomina entre os jovens atuais, mas ha que se notar que ha muita gente no mercado que, embora nao seja nenhum babyboomer, conseguiu administrar bem sua natureza Y. E sao esses xy que devem ser coxlocqdos em qustao. Alem de evtar modismos, eh preciso extrair e integrar o que ha de bom nesse choque de geracoes. Nao ha boa ou ruim, ha possibilidade de inovar com uma uniao do mwlhor de cada uma. Se eh importante que os precursores da geracao y percebqm com notoroedadw sua presenca, mais relevante ainda deve sr a auto percepcao dos y de si mesmos. So assim algo realmente cpnstrutivo podera vir atona.

    21. Gravatar Icon 21 Danielle Abade

      Bem, como integrante da tal geração Y, percebo que há certa tendência de rotulação por parte de alguns, e um possível etnocentrismo por parte de outros. É plenamente perceptível que os jovens atuais têm o DNA marcado pela euforia e o imediatismo, mas há que se notar que uma parcela desse publico tem se auto-conscientizado dos efeitos oriundos de tal comportamento e se concentrado na difícil tarefa de unir o que os baby boomers tem a ensinar e o que nós, enquanto geração Y, temos a preencher. Longe de mim, negar que a nossa sede de feedback e resultado seja exacerbada, mas quero dar relevância para aquilo que não tem sido pauta: a oportunidade de união entre o que é x e y. Felizmente ainda há esperança. E quanto mais se discutir os verdadeiros legados dessas gerações, menos o modismo será o centro e os rótulos serão escassos. Há de se promover a integração de qualidades e conscientização do que deve ou não deve ser encorajado. A geração Y merece atenção e carece de orientação. Podem apostar que essa geração está disposta (em sua maioria) a ser positiva neste cenário inconstante, como ela, do mundo corporativo. Parabéns pelo post, Adriana. Torço fancamente para que mais Boomers estejam a fim interessados no diálogo.

    22. Gravatar Icon 22 Danielle Abade

      PS: Favor desconsiderar o primeiro post. Utilizei um teclado touch que näo foi bem sucedido, e ainda publiquei por acidente.

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