Conflito é como colesterol (e é fundamental para inovar)
“I love you but I don’t like you all the time.” (Traduzindo: eu amo você mas não gosto de você o tempo todo.) Essa consciência absurdamente lúcida vem de um garoto de uns 2 ou 3 anos de idade (confiram aqui) e, para mim, ele resumiu um dos grandes segredos da vida. Se nós realmente entendêssemos isso, saberíamos encarar –e superar– os conflitos mais naturalmente. Tudo a ver com um artigo que demos na HSM Management Update, O Conflito Saudável Deve Ser Encorajado, com Michael Feiner, professor da Columbia Business School e autor do livro “The Feiner Points of Leadership”. Feiner diz que os gestores e as empresas precisam tratar o conflito destrutivo e o produtivo assim como as pessoas tratam o colesterol ruim e o bom. Explicando as diferenças entre os conflitos (o ruim está relacionado com busca de poder e inveja; o bom, com troca de idéias), ele sugere como desestimular o ruim e incentivar o bom. O incentivo deve passar a mensagem “Eu quero suas idéias. Eu quero discordância. Eu quero ser desafiado”, como se propõem a fazer as quatro medidas a seguir:
Em suma, se você, gestor, quer de verdade ter inovação na sua empresa, precisa querer conflito também. Mesmo isso indo contra a essência da brasilidade cordial que todos herdamos. Mas basta se lembrar do que o menino falou.