14/03/2010   RSS posts: 1526comentários: 2.988 updaters: 558
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Post-it de domingo| Inovação e disciplina em música

YouTube Preview ImageCom licença, pessoal. Vou recorrer a um vídeo neste post-it novamente. O Jim Collins tem batido na tecla de que o grande desafio das empresas nessa economia pós-industrial que se inicia é saber inovar com disciplina. Outros o têm ecoado, usando outros nomes talvez, mas com as mesmas ideias. E eu encontrei uma metáfora musical para isso, num momento de inovação musical com a disciplina da tradição mantida. A música é ”For the Love of God”. Na inovação, Steve Vai e sua guitarra “animal”. Na disciplina, a Holland Metropole Orchestra (lembrem que orquestra era a metáfora preferida de Peter Drucker para organização bem gerenciada e boa de operações). Com detalhe importante: algumas vezes, a inovação é da orquestra e o Steve é que segura a melodia. (Observem também o papel do maestro, cuidando tanto para que o conjunto funcione com qualidade como para que os talentos individuais, do Steve e dos outros solistas, se destaquem.)  

Requisitos deste post-it são tela cheia para não perder nada e fone de ouvido com volume lá em cima para mergulhar na metáfora.

 

7 Responses to “Post-it de domingo| Inovação e disciplina em música”


  1. Gravatar Icon 1 Marcelão

    Adriana,

    muito legal o clipe e a associação que você fez. Aliás, animal é o Steve Vai. Aliás, duas curiosidades : o Steve Vai tem uma guitarra com sete cordas e ele fez jejum por vários dias para compor essa música. Quem quiser o clipe original da música http://www.youtube.com/watch?v=sp1fLW-DS8Q

    Um abraço.

  2. Gravatar Icon 2 Adriana Salles Gomes

    Bom complemento, Marcelão. Pra mim isso é apoteose musical.

  3. Gravatar Icon 3 Jorge Carvalho

    Não gosto dessa metáfora sabia. Acho que estamos mais para Jazz Ensemble do que para Orquestra. A orquestra toca um script, um grupo de jazz tem um norte e os caminhos para chegar lá são muitos. Enfim.. O Steve é um gênio mas toca do mesmo jeito desde que eu tenho 12 anos.

  4. Gravatar Icon 4 Adriana Salles Gomes

    Isso é conversa pra ir longe, mas vou tentar encurtar. Por partes:

    1) O jazz emsemble não é boa metáfora para uma organização, porque pressupõe 100% de gente talentosa. Uma organização de algum porte requer pessoas com mais talento e outras com menos talento. Que o maestro invista o máximo nas mais talentosos em busca da diferenciação (o Drucker costumava dizer que foi isso que o maestro da Orquestra de Chicago fez para ela passar da mediocridade ao sucesso). Mas que todos sejam bons de executar “script”.

    2) O jazz ensemble poderia ser ótima metáfora para pequenas organizações, essas da nova nova economia que vc citou, mas, com a importância crescente das redes, talvez não seja nem isso. O norte que vc menciona não é disciplina; é o objetivo estraégico. Então, certamente um ensemble não se basta sozinho como metáfora para esse novo conceito de “inovação com disciplina”.

    3) Dizer que o Steve Vai não inova é pecado e dá, no mínimo, purgatório na hora do juízo final. Sorry. Quando se atinge um jeito de tocar perfeito e diferenciado, não é nisso que vc tem de inovar. Deve-se inovar onde é preciso inovar (aliás, esse recado vale para as empresas também): o Steve tem trabalhado o lado de compositor, ele montou uma gravadora, ele fez parceria com orquestra sinfônica…. o cara só inova, o tempo todo! De qualquer modo, neste post-it eu me referi à inovação nessa música, ao lance de solar fora da partitura, e isso obviamente o Steve fez. A metáfora fecha redondinha, portanto.

    E vc não critique o Steve Vai na minha frente!!! hahahaha

  5. Gravatar Icon 5 Marcelo

    Jorge e Adriana,

    a associação que faço é que um time não pode ser feito apenas de Kaká. É preciso também os carregadores de piano. No caso, o maestro tem que reger a equipe e preparar o momento certo para o talento aparecer.

    Aliás, se uma empresa demitisse todo mundo e no dia seguinte contratasse só empreendedores, não durava um dia, pois todos esses empreendedores brigariam entre si e estariam mortos no dia seguinte.

    Um abraço.

  6. Gravatar Icon 6 Jorge Carvalho

    Vamos lá Adri, minhas respostas pra cada ponto seu:
    1- Os jazzistas tocam com o ouvido, não tem script nem partitura. O Welch falaria, demita os não talentosos (meritocracia). A organização com script é a fábrica do ontem. Hoje temos que rebolar, aprender a jogar com o time, e ir melhorando no processo. Muita coisa mudou, até a GM faliu!
    2- Existe sim um esqueleto que serve para nortear os solos e precisa ser seguido disciplinadamente. Os solos são feitos baseados nesse esqueleto ou podem ser fora dele, criando uma tensão que normalmente é resolvida quando o solista volta pra estrutura. Os solos inspiram os outros músicos nos seus eventuais solos. São as famosas “12 bar blues”.
    3- Steve Vai toca com a mesma roupa, a mesma guitarra e as mesmas notas fazem anos. Essa música ai de cima eu aprendi quando tinha 12 anos. Inovar criando uma gravadora ou tocando com orquestra? Vários já fizeram isso! Steve Vai compositor? Pelo amor!!!
    Steve Vai como inovador não consigo ficar calado! :-)

  7. Gravatar Icon 7 Adriana Salles Gomes

    Bom, tem duas conversas rolando aqui: uma sobre a música do Steve Vai e de orquestra, outra sobre a metáfora para gestão. Em música, tem muita subjetividade e gosto pessoal em jogo: há quem goste só de música de preto, outros gostam de música de preto, mas também da de branco e da de mulato. Há quem ache o Steve virtuose demais ou virtuose de menos e há quem o considere exemplo de bom equilíbrio entre esses dois extremos. Então, melhor desistirmos dessa discussão. Vamos ficar só na metáfora, que é instigante o bastante, imaginando que o solo do Steve entra como inovação no sentido de não seguir a partitura, ok? Leitores, por favor manifestem-se: vcs acham que as organizações hoje devem funcionar com 100% de gente talentosa (no sentido de criar, não de executar) ou que precisam também de executores que sigam partitura?

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