Não sou eu quem afirma isso, eu apenas concordo com o autor de Os prazeres e desprazeres do trabalho, o suíco, radicado na Inglaterra, Alain de Botton.
Ainda não li este livro que chega apenas esta semana ao mercado brasileiro, já li outros dois ou três do autor. Ele montou em Londres a tal Escola da Vida (The School of Life - www.theschooloflife.com) e é filósofo, espero que não guarde nenhum paralelo com o filósofo brasileiro e sócio de uma escola com os mesmos propósitos, candidato a maior escritor brasileiro de todos os tempos…
Mas o que o autor, conhecido pelos esforços de popularizar a filosofia, defende é que as pessoas são infelizes no trabalho, que a relação empresa-empregado está distante de ser revolvida ou mesmo refletir os discursos oficiais. Como disse em entrevista à Folha de S. Paulo, “não há razão, em tese, para que você seja infeliz no trabalho, mas há várias, na prática, para que a vida no escritório seja difícil. Se o cara que senta ao seu lado é um idiota, você vai odiar o trabalho, por melhor que ele seja”. Concorda?
Além de afirmar que as pessoas de fato só acreditam que são importantes de forma bem pragmática, se recebem bons salários e prêmios, o autor lembra que “é impossível passar pela vida profissional sem pelo menos uma série de insatisfações, questionamentos e crises”.
Bom, o livro vai chegar ainda esta semana. Vá até a livraria e de uma olhada, compare com alguns concorrentes, tipo “O sucesso é ser feliz” e decida se vai fazer parte da minoria ou continuar mentindo, até mesmo para você…
