Antes de ser headhunter Claudio Fernández-Aráoz é engenheiro, isso para mim explica a queda e quantidade de estatísticas apresentadas durante sua palestra. Muitas interessantes e didáticas, se bem que quando se trata de pessoas, sempre desconfio de números. Se tivesse que resumir em um ponto, este seria: cuidado com as pessoas que se encarregam de trazer pessoas para sua empresa. Em última instância, cuidado até mesmo com você, a insegurança pode bloquear o acesso das pessoas certas para sua organização.
A pirâmide da carreira mostrada por Claudio tem a genética na sua base, o próximo degrau é do desenvolvimento e o que se investe para te-lo, a seguir, as decisões de carreira, as mudanças e escolhas feitas, a sorte interferindo. No topo, as decisões de pessoas, ou seja, para quem você trabalha, com quem você trabalha, quem você contrata, quem você demite.
Um dos dados é que um CEO pode representar 40% entre a diferença de valor entre uma empresa bem avaliada pelo mercado e outra não. Pessoalmente considero um erro todo esse peso numa figura. É impossível alguém que recebe tamanha distinção continuar a pensar em termos de equipe, até disfarça, faz jogo, compõe equipe para isso, esta é obrigada a aceitar, mas é humano, vaidoso e acaba se perdendo. Mas vamos adiante, que o tema é antigo, a solução também, o problema é que é sempre menos adotada que deveria. Ou seja, ele no fundo falou que o verdadeiro ativo das empresas são… Isso mesmo, pessoas.
Apresentou uma lista sobre os problemas na hora da entrevista, 10 pontos, focou em 3: Os humanos procrastinam; superestimam sua capacidade (deu o exemplo de uma pesquisa onde 90% dos americanos acreditam pertencer aos 10% que ficam no topo); e julgam nos primeiros instantes (ou seja, como Gladwell falou, a primeira impressão é que fica). Esses três pontos contribuem bastante para que as equipes não atinjam seu ponto máximo.
E você, tem errado ou acertado nas últimas entrevistas? Já pode ser promovido que na equipe tem vários candidatos ao seu posto? Se bem que, além da inteligência emocional, recomenda que é importante olhar para dentro e para fora na hora de preencher um cargo importante.
