A filha do fundador da Playboy tem um discurso consistente e uma aparência bem mais conservadora do que se poderia imaginar. Sinceramente esperava da herdeira da Playboy, se não, uma roupa para pousar para a revista, nem um conjuntinho de executiva ascendente. Fora isso, a palestra foi interessante. Pontos de destaque: Marcas x empresas que atuam no setor. Os exemplos dados por Hefner? Virgin x British Airways, Nike x Reebok, Harley Davidson x Honda. As primeiras tinham atrás de si alguma atitude, um contato íntimo com o consumidor, um desejo de entendê-lo e com ele conviver.
Para ela a Playboy teve isso e eu concordo. É uma marcar que soube deixar brincar com seu logo, o que ela chamou de logo business. E o coelhinho aí acima apareceu em várias capas, de várias formas, invadindo corpos femininos e outros produtos, que aliás, representam a maior parte do negócio. Em termos de PornoTube e muita pornografia na internet a empresa vive de licenciamento, dos canais de televisão, do mundo digital e por último, das revistas, o alicerce da história.
Outro ponto de destaque foi dado nas perguntas, ao fator positivo do conservadorismo da sociedade americana e o fato dele ser fundamental para a consolidação da marca. Ou seja, sem oponente forte, nenhuma marca se estabelece. Outra estratégia de quando assumiu, a herdeira passou o bastão recentemente, foi profissionalizar o que a “genialidade” do pai criou no puro espírito empreendedor e tentar ampliar o negócio para algo mais familiar, não apenas masculino. Conseguiu? Segundo ela sim, a audiência dos canais Playboy é sua comprovação.
