22/03/2010   RSS posts: 1539comentários: 3.020 updaters: 559
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O fiasco de Copenhague

cop15_logo_imgComo previsto em artigo publicado neste blog no dia 17 de novembro, a conferencia do clima de Copenhague - COP 15 terminou na sexta-feira deixando como resultado um documento político débil. Sem consenso, a conferencia foi marcada por omissões e desentendimentos entre os países participantes, culminando com um acordo vago e muito pouco útil ao planeta.

Embora todos concordem com a urgência de ações para conter o aquecimento global, cada pais tratou de proteger sua agenda interna, transformando aquilo que poderia ser um acordo histórico em uma carta de intenções, que não define o que e como fazer. O documento está permeado de termos genéricos, como reduções significativas, sem gerar nenhum compromisso vinculante de reduções, deixando as decisões para a próxima conferencia que vai acontecer no México no final de 2010.

Como esperado os Estados Unidos e a China foram os grandes opositores a um acordo por imposição das agendas domesticas de ambos os países que insistem no uso de uma matriz energética extremamente suja. O Brasil, a Índia e a África do Sul ajudaram na articulação do documento final, que acabou sendo aprovado sem consenso pelos países participantes da conferencia.

Clique aqui e leia o artigo completo.

1 Response to “O fiasco de Copenhague”


  1. Gravatar Icon 1 Auri

    Luis,
    Já estava na cara que a COP-15 não ia dar em nada. E o motivo é bem simples. É porque esse encontro foi de conotação estritamente comercial. Ninguém estava interessado na questão ambiental em si. Estavam muito mais preocupados em achar um bom pretesto para tentar frear a locomotiva chinesa e os países emergentes que estão se apresentando como uma ameaça de longo prazo. Ou voce acha que o Obama ficou amiguinho do “cara” só pelo seu charme de falar com a língua prezzzzza!
    Um grande cientista político e professor, Bruce Bueno de Mesquita (de quem logo logo a HSM vai lançar como mais novo “guru” do mundo empresarial - tenho certeza disso), contratado da CIA para fazer previsões, como por exemplo se o Irã iria desenvolver artefatos nucleares, entre outros, já havia dito, através de resultados de suas simulações (olhe bem, não são previsões típicas de Mãe Diná, são resultados de simulações realizadas através de dados concretos combinados em softwear) que a COP-15 não daria em nada, assim como não deu mesmo. Essas simulações que Bueno de Mesquita realiza têm como base a “Teoria dos Jogos”, onde envolve o interesse “sincero” de cada membro envolvido num conflito de interesses.
    Caso queira saber mais sobre o assunto, sugiro consultar o blog do Clemente Nobrega (não sei se voce o conhece). Ele tem muito mais propriedade, conhecimento e habilidade que eu para falar a respeito do tema em curso. Aliás, foi através da leitura de seus comentários (posts) que pude formalizar uma observação no seu post.
    Abraços e belo post!

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