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Post-its de domingo: design no Oscar, convergência energética, modelo de negócio, obsolescência

Romeo Busarello, diretor de marketing da construtora Tecnisa, soltou certa vez a seguinte frase, que circulou esses dias no Twitter: “Na escola aprendemos o que é certo, no dia a dia fazemos o que dá certo.” É uma declaração feliz, mas eu, pessoalmente, creio mais na confluência entre o que é E o que dá certo, assim como sempre acreditei no que é eficiente E eficaz, ou em relações ganha-ganha (e não, não acredito em Papai Noel - risos). E a única maneira de viabilizar essas três coisas aparentemente contraditórias, em minha humilde opinião, é a inovação. Uso isso como gancho para lembrar os leitores de que inspirá-la, com insights, é o objetivo primeiro e único destes post-its dominicais.

  • Em 2009, o designer David Rockwell (na foto) mereceu destaque na revista Fast Company. Ele e seu Rockwell Group foram os responsáveis pelo Crystals, braço varejista do City Center de Las Vegas (uma cidade-dentro-da-cidade), uma tentativa ousada de ser chic dentro do “túmulo do chic” (parafraseando Vinícius de Moraes), pelo Walt Disney Family Museum e pela cenografia de Hairspray, na Broadway, entre outros trabalhos inovadores. Hoje, o interior do Kodak Theatre, da cerimônia do Oscar, leva sua assinatura. Este post-it sugere uma “lição de casa” aos leitores: identificar a “história de design” que ele quis contar. Rockwell sempre conta uma história. Porque sempre existe uma história a contar. Quando as empresas entenderem isso para valer, desconfio que lhes será muito útil. 
  • Já temos visto em ação a convergência de mídias e digital, nas operadoras de TVs a cabo que oferecem telefone, nas companhias telefônicas que oferecem acesso a internet, na internet que veicula televisão…. e vice-versa etc. Mas o que vocês sabem sobre convergência energética? Parece que começa a acontecer, no Canadá (não aqui onde o monopólio ainda viabiliza um serviço geralmente abaixo do aceitável). O grande exemplo é a empresa Bloom Energy, que quer vender o que ela apresenta como um “servidor de energia” para cada ponto de consumo residencial, fazendo paralelo direto com a internet. A ideia central por trás disso é a da eletricidade distribuída, ou seja, da energia sendo gerada perto do ponto de consumo, em vez de vir de uma geradora central situada longe dali. A convergência vem do fato de esse mesmo servidor, no Canadá, fornecer eletricidade, aquecimento das casas e aquecimento de água usando um mix de tecnologias e fontes energéticas. Leiam mais sobre o assunto aqui. Vi por meio da @envirogy.
  • Sou fã incondicional e defensora ardorosa da criatividade e da inovação. Mas o fim do site soitu.es na Espanha acaba de provar, como já se provou antes (em inúmeras oportunidades, aliás), que inovar num negócio sem inovar no modelo de negócio é insustentável. Eu acrescentaria até que se deve inovar no negócio, no modelo de negócio e no modelo de gestão (e que os últimos dois são os principais alicerces, mais que missão, visão, valores etc.) Polêmico. Mas vale pensar no assunto.
  • O mundo muda tão rápido que as coisas caem na obsolescência e vão sendo esquecidas muito rápido também. Mas talvez, no futuro, encontre-se um lugar para elas, revalorizando-as, assim como os brechós, a proposta retrô e os antiquários valorizam o esquecido no universo da moda e no do mobiliário/objetos de arte. É o que tenta fazer este museu online, iniciativa britânica pelo que entendi. Deem uma navegada nele. A dica veio por várias fontes.

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