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Arquivo para updates sobre 'Blogs'

Blog, flog e a transparência

top-head.jpgAcabei de saber que o blog “Cansei da Cidade”, que citei aqui outro dia, é parte de uma ação publicitária da Renault para promover o Sandero Stepway. Aparentemente já estava escrito pequenininho no fim da página que era uma ação publicitária quando o visitei (se eu tivesse ido até o finzinho mesmo, teria visto, mas não fui –mea culpa) e agora a campanha foi escancarada nos posts: “Renault Sandero Stepway – Um novo movimento urbano”. Isso não invalida meu post, é claro, porque a pesquisa do Isma sobre o estresse existe mesmo, nem desdiz o fato de que o estresse está sendo “processado” nos blogs brasileiros. E, por outro lado, pode ser visto como um novo formato de publicidade do tipo que o Walter Longo mencionou (já falei aqui sobre isso aqui, ilustrando com casos como o do Wario Bros e o do Doritos).Mas vocês sabem que a descoberta me incomodou, de qualquer maneira? Embora esteja registrado que é uma ação publicitária, toda a cara é de um blog espontâneo. Ainda acho que precisam calibrar melhor esse formato, para não pegar mal como um flog (”fake blog”, ou seja, blog falso), como aconteceu com o flog do Wal-Mart, que teve repercussão ruim nos Estados Unidos. Na próxima HSM Management (edição novembro-dezembro) teremos um Dossiê inteiro sobre a nova era da transparência e suas regras, contando inclusive histórias como essa do Wal-Mart. Desconfio que as empresas vão ter de aprender essas novas regras. Ainda mais depois dessa crise –e da crise de confiança que ela vai deixar de herança.

Gente conversando com gente

The Conversation (The art of listening, learning and sharing) é um mapa criado por Brian Solis do Blog PR 2.0 e que categoriza os principais representantes do Social Media, ou gente falando com gente. Mais do que sites, são canais entre mortais. Não é empresa falando com gente, não é jornalista falando com gente. Não estamos neste mapa, mas definitivamente estamos nesta foto. Estabelecer conversas turbinadas por tecnologia e com abrangência mundial é definitivamente uma das mais eficientes formas de compartilhar conhecimento e experiências e, claro, persuadir, como a velha e boa propaganda costumava fazer com mais propriedade. Clique na imagem para ampliar. Brian aproveita para recomendar a leitura do e-book gratuito The Essential Guide to Social Media. E, por que não, aproveite para rever o video do divórcio entre anunciante e consumidor expandindo o post.

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Marketing sem disfarces, por favor

anuncio-disfarce-jornal-cv.jpgQuando abriu o primeiro Starbucks no Morumbi Shopping, em São Paulo, eu, novidadeira, fui logo lá tomar um café. Quando fui buscar o adoçante, um rapaz se aproximou, pegou um saquinho e ficou comentando comigo: “Como é bom esse adoçante, não? Não deixa gosto ruim no final. Melhor que açúcar. Não me importo de pagar mais por ele. Etc. Etc.” Fiquei desconfiadíssima. Tinha acabado de dar um artigo sobre marketing disfarçado e quase tive certeza que aquele cara, naquela ocasião, tinha sido “plantado” para dizer aquelas coisas. Não revelo a marca do adoçante por não ter certeza. E se foi um depoimento sincero? Mas só de imaginar que não era, impliquei com a empresa e sua “possível” intenção de me enganar.
Bom: semana passada, no blog irmão Update or Die, teve um post polêmico justamente sobre propaganda disfarçada, só que nos blogs. Era meio que a favor dela, no estilo “live and let live”. Dizia que os  jornalistas “tendem a policiar o conteúdo dos blogs (que chamam de Blogs de Aluguel)”, que “nossa imprensa tem esse resquício autoritario de patrulhar conteúdo”, que “nos cases premiados em Cannes 2008 era frequente a citação de blogs… como forma importante de divulgação das campanhas [publicitárias]” e que reações assim no Brasil nos distanciam “de uma maneira mais moderna de fazer comunicação”. Não participei da discussão por falta de tempo, mas queria ecoá-la aqui no blog da hsm, alertando (sem disfarçar) que sou jornalista, potencialmente patrulheira. (Mas quem me conhece sabe que não sou do tipo corporativista que endossa tudo que a classe faz.) 
Agora, implico muitíssimo com esse tal marketing “espontâneo” contratado pelas empresas, seja ao vivo, seja em blogs.  Ok, não dá para esperar de blogueiro “compromisso ético com a verdade” e “isenção”, como se escreveu no post (ainda que dê para esperar do ser humano que tenha valores pessoais como o de falar a verdade). Mas dá para esperar das empresas que joguem limpo. Mais que esperar, dá para exigir. Então, se a Coca-Cola presenteia o blogueiro com geladeira de isotônico, que peça a ele para contar do presente que recebeu. Meu problema, vejam bem, é com as empresas, não com os blogueiros. Tem muita empresa fazendo marketing moderno com abertura e transparência, não precisa apelar para a saída pela esquerda. 
PS: Jornalista já recebeu muito jabá, mas isso mudou porque aumentou a seriedade da imprensa. Devemos celebrar, não achar careta.

Novo marco sucessório em TI com o fim da era Gates

Na última semana, o mundo inteiro acompanhou o fundador da Microsoft, Bill Gates, 52 anos, tirar o time de campo da maior empresa de softwares do mundo, a qual esteve à frente por três décadas. Figura controversa, Gates, ao se aposentar, sai de cena no momento em que a gigante luta com todas as forças para desbancar um concorrente de peso, o Google. Apesar do futuro da Microsoft ser o assunto mais comentado em conversas informais e reuniões no meio executivo, o que muitos ainda não acordaram é para uma mudança histórica vivida pelo setor de tecnologia da informação (TI).

Está chegando ao fim a era dos fundadores de grandes impérios, nascidos nos anos 70 e 80, no comando dos negócios. Movimento que tem Gates como um de seus precursores. Antes de entregar o cargo de CEO ao sócio Steve Ballmer, em 2000, outros exemplos deram início a esse cenário de transformações. Na mesma época, John Warnock e Charles Geschke, fundadores da Adobe Systems, passaram igualmente a função de CEO para Bruce Chizen. Enquanto em 2006, assistimos a renúncia de Scott McNealy à presidência da Sun Microsystems, companhia fundada por ele há 22 anos.

Todos esses casos representaram um importante marco nos processos sucessórios envolvendo as grandes empresas de TI. Principalmente, porque alguns de seus líderes transformaram-se em “celebridades” do mundo corporativo. Uma análise feita pelo professor de estudos jurídicos e de ética nos negócios da Universidade de Wharton, Kevin Werbach, retrata bem os fatores de sucesso das transições já realizadas e que servem de paradigmas aos pioneiros sobreviventes.

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Você deve investir na Cauda Longa?

A Harvard Business lançou um artigo, contraponto ao livro “A Cauda Longa”, escrito pela professora de marketing da escola Anita Elberse. Chris Anderson escreveu no seu blog que respeita mas não concorda com algumas das conclusões.  O artigo é bom e vale a leitura!

Barulhinho bom (pro português) - 1

paisesportuguesa.jpgA partir de janeiro de 2009 teremos, teoricamente, de mudar um pouco o jeito de escrever aqui no blog, na nossa revista ou nos relatórios das suas empresas. Vai entrar em vigor a unificação da língua portuguesa, em que o Brasil e mais 7 países (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, e Timor) vão passar a escrever igual e cada um se adaptará um pouco nesse processo. Lembrando algumas mudanças, que já estão sendo divulgadas por aí: 

  •  O trema desaparece de vez. Já vai tarde.
  •  Incorporamos k, w e  y no alfabeto. Antes tarde…
  • Tiramos o acento circunflexo do voo que eles veem, o acento agudo da ideia e da jiboia (e afins),  o acento diferencial de para (verbo) e para (preposição). Acho que quanto menos acentos, melhor. No inglês, eles usam you sem explicar se é você ou vocês,  e assim mesmo acabamos entendendo pelo contexto, não é?
  • Aceita-se a dupla grafia para algumas conjugações verbais em que a forma do passado e a do presente são idênticas. Como em “louvamos”. Agora, para escrever isso no passado, você pode acentuar: “louvámos”. Pode, mas não precisa. Eu não vou.
  • O hífen é que vai dar trabalho mesmo, mas eu acho a regra fácil. Quando se duplica a mesma vogal (no fim da primeira palavra e no início da segunda), hifeniza-se, enfatizando que se fala a vogal duas vezes: micro-ondas, em vez de microondas. E quando o som é de consoante dobrada na junção das palavras (como contra-regra, com som de RR), escreve-se como se fala: contrarregra –bem mais instintivo!

Acontece que só isso, que muda 0,45% das palavras escritas no Brasil, está gerando um barulho danado, e de gente graúda, do prêmio Nobel José Saramago a Ruy Castro. Acompanhem no próximo post

YouTube na TV já é realidade

 Gostei tanto de um post no blog Futuro.vc do Marcelo Nóbrega que replico aqui na íntegra.

Para muitos, o YouTube é um concorrente da televisão, mas falta ao serviço o principal - estar na TV. Enquanto o agregador de vídeos não entrar de vez na telinha, continuará restrito aos milhões de internautas, descartando os bilhões de telespectadores.

O YouTube sabe disso e desde o lançamento da API do serviço tem estimulado o seu uso pelos fabricantes de set-top boxes e televisores e os resultados começam a aparecer. Desde o ano passado, a Apple TV permite o acesso aos vídeos do serviço por uma interface esperta, mas Panasonic e agora a Sony implementaram o uso do YouTube em TVs de plasma e LCD.

O Bravia Internet Link é um set-top box para as TVs da empresa que oferece acesso a conteúdo do YouTube, Yahoo e outros parceiros. Funciona como um intermediário entre a internet e o televisor, reformatando o que está disponível no browser do computador. Os pontos positivos são contrastados pela validação necessária do conteúdo pela Sony - não poderia fazer uma versão para a Bravia do Futuro.vc sem passar por um licenciamento trabalhoso.

Confira um vídeo do Internet Link em ação numa demonstração da Sony, em Nova York:

Aposto no sucesso do YouTube e qualquer outro agregador de vídeo na TV, tão importante como a expansão para a telinha do celular. Se vai substituir a televisão, é muito cedo para dizer. Mas que sacode o status quo, não há dúvida.

Is Google Making Us Stupid?

Em um ótimo artigo chamado “Is Google Making Us Stupid?” Nicholas Carr, autor de The Big Switch, fala sobre como a Internet está mudando nossos hábitos de leitura. Ele fala da dificuldade que tem em se concentrar em uma leitura mais profunda. É só olharmos os comentários no blog dele para perceber que ele não está sozinho.

O professor de Harvard Tom Davenport, pegou carona no artigo e tentou dar algumas sugestões de como fugir dessa “information overload” mas logo falou que nem ele tem conseguido seguir suas próprias sugestões.

Estamos cada vez mais usando a Internet como fonte de informação. Como seria a vida sem buscadores? Conseguimos nos desligar dos e-mails? Você navega uma página por vez? Eu não!

Fusões e aquisições: o país no radar dos investidores estrangeiros

Ao contrário do que se esperava, a onda de IPOs (da sigla em inglês para oferta pública inicial), deu lugar às operações de fusões e aquisições no Brasil em 2008. Segundo dados da Thomson Reuters Markets, publicado no jornal Valor Econômico, semana passada, as transações envolvendo companhias brasileiras somaram US$ 46,6 bilhões de janeiro a maio. Um aumento de 128% em relação ao mesmo período de 2007.

Com a conquista do grau de investimento, a expectativa é de que o mercado de capitais continue em forte efervescência e atraia novos recursos. Outra boa notícia: os investidores estrangeiros despertaram para o fato de que as maiores oportunidades de negócios estão em economias emergentes e não mais em mercados maduros, já consolidados. É por essa razão que vemos um aumento crescente na quantidade de fusões e aquisições, sobretudo por aqui.

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O Brasil rumo à harmonização dos padrões contábeis internacionais

Cercadas por dúvidas e incertezas, as companhias no Brasil ainda patinam na adaptação de seus balanços ao padrão internacional IFRS (International Financial Reporting Standards). Muito poucas estão realmente preparadas para adotar as novas regras contábeis, sob alegação de terem um prazo curto para fazer os ajustes necessários. Um estudo realizado pela empresa de auditoria KPMG – www.kpmg.com.br - há cerca de um mês, mostra que 48% dos executivos entrevistados não sabem que tipo de impacto essas mudanças podem causar.Um quadro preocupante, sobretudo quando a vigência das regras já acontece a partir do balanço anual de 2008. Independente se houve pressa ou não na aprovação da lei 11.638 que altera a legislação contábil brasileira, sancionada pelo presidente Lula em 28 de dezembro do ano passado, o fato é que as empresas precisam correr contra o tempo. E não adianta bater pé reivindicando maior prazo de adaptação. Desafios à parte, as mudanças são de extrema relevância e para melhor. Nos últimos anos, vimos avanços significativos em termos de governança corporativa. Os conselhos de administração passaram a desempenhar melhor o seu papel com maior eficiência. O mercado de capitais brasileiro começa a ganhar mais peso nos índices de renomados bancos de investimento, a exemplo do Morgan Stanley. Com a harmonização contábil, levaremos mais confiança aos investidores estrangeiros. Sobretudo agora que o país conquistou grau de investimento de mais uma agência classificadora. Perdoem-me aqueles que os defendem, mas os padrões brasileiros sempre foram muito incipientes. Não permitiam, sequer, bases de comparação. No entanto, existe um consenso de que é imprescindível existir um padrão reconhecidamente aceitável em vários mercados. Agregando não somente credibilidade como também transparência às demonstrações contábeis. Esta lei, definitivamente, coloca o Brasil na rota da globalização dos mercados de forma positiva, doravante, investidores interessados em avaliar empresas brasileiras, poderão utilizar as demonstrações contábeis sem necessidade de adaptações ou conciliações.

Rubbing of brains against brains

Louis Rossetto, co-fundador da revista Wired, fala sobre o impacto dos blogs na sociedade atual.

Parte 2 da entrevista aqui.

Lula, a arrogância do poder que ultraja o espírito democrático

Causa-me enorme surpresa e frustração quando um presidente, que chegou ao poder adotando o “script” da democracia, vem contestar os mecanismos de controle típicos de um regime democrático, valendo-se do auge de sua popularidade. Há pouco mais de duas semanas, Lula resolveu disparar duras críticas ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Ministério Público, durante comício político em Salvador, por supostos entraves à execução de obras. Curiosamente, ele aproveitou a ocasião para defender a alteração da Lei das Licitações, a Lei 8666, criada após os escândalos do governo Fernando Collor, exatamente para refrear a corrupção no país. Sem muito êxito, na verdade. No momento em que o presidente Lula se rebela contra esses mecanismos, criados pela própria democracia, estamos diante de uma clara arrogância de poder. Poder que inebria e leva a uma percepção equivocada de auto-suficiência. Cria-se uma idéia distorcida de que ao estar no poder, se pode muito. Quando, de fato, não se pode tudo. E a diferença entre poder muito e poder tudo está justamente nos mecanismos de controle atuando na imposição de limites daquilo que é possível ou não fazer. E quando se faz aquilo que não é possível fazer, os mecanismos de controle, sejam do Tribunal de Contas, sejam do Ministério Público, sejam das ouvidorias, precisam entra em cena. É para isso mesmo que estão em permanente prontidão.    Continue reading ‘Lula, a arrogância do poder que ultraja o espírito democrático’

Guia da Geração Y para Web 2.0 no trabalho

Apresentação curta, informal e cirúrgica, de SachaC, sobre Web 2.0 no trabalho, incluindo ferramentas como esse blog que vos fala.

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Blogumentário

Trailer do primeiro documentário brasileiro sobre o fenômeno dos blogs.

Organizando a bagunça pessoal

“Roubei” esse post do blog do meu amigo Christian Barbosa, um dos maiores especialistas em gestão do tempo no Brasil. Todos sabemos da importância de gerenciar o tempo frente a enorme quantidade de informação que nos deparamos a cada dia.

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