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Arquivo para updates sobre 'competitividade'

6 cervejas de separação

 6 beers of separationPor Gica Trierweiler, via UoD 

Tooheys é uma marca australiana de cerveja que escolheu uma boa estratégia para divulgar sua Tooheys Extra Dry. Apropriou-se da teoria dos seis graus de separação e lançou a promoção 6 beers of separation.Se você mora na Austrália, pode enviar um vídeo para a Tooheys e participar do casting. Quatro australianos serão selecionados e os sortudos ganham uma mochila com um six pack da Tooheys Extra Dry. A missão é simples (?): colocar a regra dos seis graus de separação à prova e dividir a cerveja com um ídolo. E como se não bastasse, a romaria vai às telas no formato de um reality show.

Update deste blog: Além de ser uma brilhante ação de marketing (é isso que as empresas têm de fazer cada vez mais, diferenciando-se com alguma utilidade para a sociedade), vai servir para testar o conceito de novo de alguma forma. Uma professora de universidade do Alasca, conterrânea da Sarah (esse Alasca é um perigo!), tinha provado que o estudo original do Stanley Milgram era uma fraude. Mas, no Brasil, já teve um estudo com empresas, do professor Sergio Lazzarini do Ibmec São Paulo, que validou esse conceito de mundo pequeno –e outros estudos fizeram o mesmo mundo afora. Agora a Tooheys fará, então, um 3º estudo, cervejeiro e pop, para “desempatar”. Vale a pena acompanhar (só tenho dúvida sobre quanto o reality show pode atrapalhar…e, como lembra a Gica, a empresa vai fazer de tudo pra comprovar que a teoria é verdadeira, então o rigor científico tende a zero. Mas é capaz de a imprensa pegar no pé e coisa e tal e eles não conseguirem manipular tanto; e também é capaz de isso inspirar estudos e discussões sérias, né?! É o estudo “pop”…).

As quatro formas do grátis (do Chris Anderson)

 Por Neto, via UoD

Está circulando pelos blogs uma imagem que facilita a compreensão das 4 modalidades de “Grátis” a que Chris Anderson se refere em seus mais recentes artigos e livro. São elas:

  • Receba de graça, compre o próximo.
  • Publicidade, Patrocínio e Mídia Paga.
  • Freemium - alguns pagam por uma versão “full” enquanto outros recebem de graça uma versão “limitada”.
  • Receba de graça e devolva “reputação”.

O infográfico foi criado por David Armano, VP de Experience Design da Critical Mass, e recebeu o aval de Anderson em seu blog, apenas com uma observação: na versão 4, Anderson acredita que não é apenas a reputação que pode vir em troca do “grátis”, mas também “atenção” (para a marca), prestígio etc. O infográfico é interessante porque, quase que instantaneamente faz a gente procurar exemplos para cada uma das situações. Você encontrou bons exemplos? Comments.

Update: A Paula Rizzo sugeriu dar uma olhada no briefing de março do Trendwatching para os exemplos. Cliquem aqui.

Como Brad Bird, da Pixar, contabiliza o moral

mrincredible.jpgA gente vai publicar na edição novembro-dezembro de HSM Management uma entrevista com Brad Bird, o homem por trás do Sr. Incrível e do Remy “Ratatouille”, ou seja, o diretor de cinema da Pixar que ganhou o Oscar com os dois superfilmes “estrelados” por esses personagens. Bird nos fala de inovação, como não podia deixar de ser, e traz grandes lições. Queria adiantar uma, como teaser. Ele diz que o moral da equipe é o que mais tem impacto no orçamento de um projeto. E ele faz a mensuração disso: 

“Na minha experiência, a coisa que tem o impacto mais significativo no orçamento de um filme –mas que nunca aparece num orçamento– é o moral. Se você tiver um moral baixo, para cada US$ 1 que gastar, receberá mais ou menos US$ 0,25 de valor. Se tiver um moral alto, para cada US$ 1 que gastar, receberá em torno de US$ 3 de valor. As empresas deveriam prestar muito mais atenção ao moral da equipe.” 

A força das lan houses ao lado da Rocinha

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Publicamos recentemente na HSM Management Update um excelente artigo (“Sabão em pó é Omo, cerveja é Skol”) da Carla Barros, professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) do Rio de Janeiro, sobre o perfil de consumo da classe baixa no Brasil, fruto de uma pesquisa etnográfica. Hoje vi uma ótima entrevista dela ao IDGNow sobre o uso das lan houses pela “base da pirâmide socioeconômica” (para empregar uma expressão bem em voga). Ela conta da familiaridade surpreendentemente grande com a vida digital que há na comunidade pobre que ela estuda, Vila Canoas, vizinha da Rocinha, no Rio de Janeiro. Familiaridade particularmente com as redes sociais (presença total do Orkut), o MSN, os jogos. Carla diz que os meninos ficam jogando o World of Warcraft (WOW), que é em inglês, o que torna a lan house um ambiente de aprendizado coletivo muito grande. Observa que os telecentros têm estratégia equivocada ao negar as redes sociais. Explica como as lan houses alimentam a economia local: “Um dono de LAN house, por exemplo, ‘empresta’ seu cartão de crédito para que clientes façam compras pela internet, como a de uma passagem de avião. O dono pode dividir em várias prestações, algo incrível para o aquecimento de comércio local”. E não é só isso, diz Carla: “Há casos também de pizzarias que não têm site, mas o dono da LAN house recebe pedidos por e-mail, anota e os repassa para o restaurante, que faz a entrega”. Vale a pena ler na íntegra a matéria do IDGNow; é só expandir. Continue reading ‘A força das lan houses ao lado da Rocinha’

McCain e Obama compram ‘keywords’ no Google

Como já explicado na edição nº 70, da nossa revista HSM Management, o democrata Barack Obama utiliza ações de ambientes digitais para explorar a sua popularidade. Para não perder espaço, o opositor, o republicado John McCain, corre atrás.

E o Google parece ser um dos grandes beneficiados nessa corrida à presidência dos EUA. Os candidatos apostam na compra de muitas palavras-chave, conhecidas como ‘keywords‘, para conquistar acessos aos seus websites.

Clique aqui e confira a lista de palavras compradas pelos candidatos, divulgada no ValleyWag.

Desvalorização de marcas

Segundo a consultoria Brand Finance, as 100 maiores marcas do mundo perderam juntas U$ 67 bilhões - comparado aos valores publicados no último mês de janeiro. Empresas como Starbucks, Nike, Coca-Cola e L´Oreal apresentaram quedas acentuadas de posicionamento de marca.

Por outro lado, Wal-Mart, AT&T, Exxon e McDonald´s seguem com performances bastante fortes. Os investimentos em publicidade e marketing foram apontados pela consultoria como os principais fatores pela avaliação positiva. O Wal-Mart ultrapassou a Coca-Cola e é a principal marca.

Confira os números no release divulgado pela Brand Finance.

Joseph Stiglitz - Prêmio Nobel de economia em 2001 explica a queda do Lehman Brothers

Stiglitz tem escrito  vários artigos e dado diversas entrevistas sobre a economia americana. Como Professor da Columbia University, foi também economista-chefe e vice-presidente do Banco Mundial, tem conhecimento profundo sobre o assunto. Estará na Expomanagement 2008.

Quais são as desire lines da sua empresa?

3364.jpgAcabei de ver um post interessante do Gustavo Mini no Update or Die, falando das “desire lines” (traçados da sua preferência, numa tradução livre), uma expressão que, confesso, eu não conhecia. Ele explica que “são os caminhos alternativos que as pessoas fazem em parques e praças, buscando atalhos ou simplesmente uma caminhada mais agradável que não havia sido detectada pela pessoa que projetou a calçada”. Pois bem. Nas empresas também há desire lines e o Gustavo, que é publicitário, dedicou-se a estudar o assunto. Diz ele que entre esses caminhos alternativos há tanto os improdutivos como os inteligentes e que os últimos podem e devem ser aproveitados. Citando-o: “É pelas desire lines corporativas que circulam as informações mais ricas e por onde de fato acontecem os projetos.” (Mas ele faz o alerta: não é para abandonar os caminhos pavimentados; caos é mais legal na teoria que na prática.) Imagino que haja desire lines nos quatro cantos da empresa, da gestão do conhecimento às finanças, do marketing ao RH, e que sejam muito úteis para inovações, mudanças, empreendedorismo. Não vale a pena mapear as desire lines da sua empresa?
PS: O site de onde peguei emprestada a foto ilustrativa acima tem um nome sugestivo, mas nada a ver com este post, ok?

Há quase 20 anos…

Michael Kami escreveu em 1989 o livro Trigger Point publicado pela Editora McGraw-Hill, traduzido para o português como Um…dois…três…,Ação!!! Momento de Decisão, pela mesma editora.

Neste livro, Kami citado por Peter Drucker como “um dos mais brilhantes planejadores que conheceu”, escreveu que o tema fundamental de seu livro é o fato de o mundo dos negócios não ser mais uma extensão do passado, e sim um conjunto inteiramente novo de situações com as quais temos de aprender a conviver – e que precisamos dominar, como:

1. Mudanças tecnológicas mais rápidas, que aceleram a obsolescência dos produtos e serviços existentes;

2. Saturação mais rápida do mercado (melhor qualidade da distribuição e da comunicação em massa, além da expansão do crédito ao consumidor e o comércio amplia seu poder de compra;

3. Concorrência mais rápida, porque a vantagem do pioneiro em termos de tempo é cada vez menor, e os imitadores não incorrem os altos custos de P&D que o inovador tem de amortizar;

4. Segmentação de mercado mais rápida (sociedade pluralista composta de muitos grupos diferentes);

5. Mudanças mais rápidas no ambiente externo ocasionam repercussões globais mais intensas. Kami cita o crash da Bolsa de Nova Iorque em 19 de outubro de 1987, como gerador de reação em cadeia pelo mundo.
Kami afirmou que para tornar uma empresa lucrativa agora e no futuro, “rapidez” deve ser a palavra de ordem:

• Rapidez na inovação

• Rapidez nas mudanças de rumo

• Rapidez na tecnologia

• Rapidez na demografia

Ou seja, diante de um conjunto inteiramente novo de situações com as quais temos de aprender a conviver (e dominar), como lidar com os 5 pontos citados por Kami na atualidade dos negócios? Qual o impacto destas questões para empresa em que trabalha? Quais as perspectivas do setor onde esta empresa está inserida?

Questões simples, até óbvias, mas que muitas vezes não passam quando são apresentadas a um grupo, comitê, ou aquele superior imediato que ouve seus subordinados e quando algo não dá certo volta e percebe que passou um daqueles “Momentos de Decisão.”

Afinal são quase vinte anos dos escritos de Kami, e parecem tão atuais não?

Os 10 Oceanos que o Google está tentando desbravar

1- Sistema operacional: com o Chrome, o Google cria uma interface entre o usuário e as aplicações web-based (ex: Google Docs, etc)

2- Busca: poderíamos descartar esse como desbravado mas a briga é tão intensa e o ritmo da mudança tão acelerado que manteremos o item na lista.

3- Computação nas núvens, incluindo as aplicações. (Também conhecido como Office :-))

4- Dados de saúde. (Isso mesmo!)

5- O eco-sistema  móvel. (Android)

6- Energia: Esse item é estratégico para a empresa já que seus servidores consomem milhões de dolares em energia todos os dias.

7- O eco-sistema da propaganda e marketing. (Analytics, Adwords, Adsense, TV, etc)

8- Metodologias tradicionais e entendimento de como as empresas públicas se comportam

9- Redes sociais (Orkut)

10- Todo o conteúdo gerado pelo usuário (CGU).  (YouTube, Blogger e Knol)

via

Não percam o filme “Estômago”

Fui ver ontem, no cinema Gemini, em São Paulo, o filme Estômago. Estou para assistir faz um tempo, mas é difícil se manter updated com filho pequeno. Fora que muitas vezes eu acabo indo no filme (americano ou do Daniel Filho) do shopping mais próximo pela comodidade da coisa. De qualquer modo, desconfio que muita gente ainda não viu Estômago, então queria recomendá-lo. Se eu falar que é a história de um cozinheiro nordestino que vem para São Paulo e acaba na cadeia, talvez muita gente torça o nariz, achando que é aquele cinema “denúncia social” de sempre. Mas se eu falar que é uma versão brasileira superdiferenciada (e com humor!) de filmes “gastronômicos” como “A Festa de Babette”, “Comer Beber Viver”, ”Como Água para Chocolate” etc., vocês vão ver, não vão?Vão, sim! E, além de o filme valer a pena como arte e como entrenimento (e de mostrar que tem, sim, quem escreva bons diálogos no Brasil), ele pode valer a pena também para o mundo da gestão, por 5 motivos:

  1.  Ele mostra as sutilezas da ascensão de poder, o que não é muito diferente nas empresas se você entender as entrelinhas.
  2. Ele mostra como paixão muda todas as perspectivas, explicando muito do que acontece e deixa de acontecer nas empresas.
  3. Ele mostra a gigantesca importância dos detalhes. Em tudo. (Esse comentário não posso explicar, mas será facilmente entendido por quem vir o filme.)
  4. Ele mostra que não adianta tentar entregar ao cliente o que ele não sabe que quer. Precisa fazê-lo querer primeiro. (Cena do carpaccio.)
  5. Ele dá insights bacanas sobre o Brasil. Não precisamos disso para entender os consumidores e saber chegar até eles, oras bolas?

Ou então desencanem e curtam o filme pelo filme. Tem uma coisa muito legal que eu acabei de descobrir. O argumento e o (co-)roteiro (e também o livro que inspirou o filme) são do Lusa Silvestre, que é blogueiro do blog-irmão Update or Die! Que honra, Lusa, parabéns! Já sou sua fã! 
Update 1: Não citei o diretor, Marcos Jorge, falha total.
Update 2: Também não dei o site do filme, que tem um livro de receitas ótimo. Confiram aqui

Emergentes, urgente! O Brasil virou Oriente!

2151768949_540d2c09cb_o.jpgNão é o blog do José Simão, não. É que acabei de me dar conta de algo meio chocante. Como os outros países promissores da sigla BRIC – Rússia, Índia e China – são todos orientais ou semi-orientais (no caso russo), a gente está virando Oriente nesse balaio. Pelo menos é o que eu tenho visto em vários textos de “experts” em emergentes dos Estados Unidos e da Europa. Eles fazem o seguinte contraponto: the western countries (os países ocidentais que seriam os mercados maduros) versus os BRICs (representando –ou liderando– os emergentes). O pessoal não consegue diferenciar os países, uma loucura! Assim, nos tiram (na percepção geral que tende a prevalecer dado o tamanho do buraco de conhecimento) uma das nossas poucas vantagens competitivas, que está no fato de sermos ocidentais, parecidinhos com eles, fáceis, fáceis. Já perdemos para Índia e China em número de multinacionais, em bilionários no ranking da Forbes, em produções de cinema, em resistência aos poderosos na rodada Doha da Organização Mundial do Comércio… Já perdemos para China e Rússia em medalhas olímpicas…Perdemos para os três em capacidade militar (sou pela paz, mas isso tem um apelo incrível, vocês sabem). Agora querem nos tirar (d)o Ocidente? Estou indignada.

Retrovisor, cisne negro, Taleb e o peru

A Raquel Costa, da Digital Happenings Interactive, escreveu no blog dela sobre a “síndrome do retrovisor”, de pessoas que ficam presas no passado, inspirada num bate-bola com o Jorge Carvalho em cima do post do Mintzberg. Aproveitando a deixa, Nicholas Nassim Taleb, o do “cisne negro”, que vem à ExpoManagement agora em novembro, também fala muito disso, mas ele acha que o grande perigo dessa limitação está em não saber lidar com os “cisnes negros”. Em seu livro A Lógica dos Cisnes Negros Taleb chama de “cisnes negros” os acontecimentos que atendem às seguintes condições:   

  1. Estão fora do âmbito das expectativas normais, porque nada no passado indica de forma convincente essa possibilidade.
  2. Produzem forte impacto. 
  3. Apesar de serem imprevisíveis e inesperados, a natureza humana tece, a posteriori, explicações sobre sua ocorrência, tornando-os compreensíveis e prescindíveis em retrospectiva. 

Taleb diz que o problema do cisne negro é o “problema de indução”  e pode ser formulado assim: como podemos, de forma lógica, partir do particular para chegar a conclusões gerais? Como podemos conhecer o futuro com o conhecimento do passado? Como podemos descobrir as propriedades do desconhecido (infinito) baseando-nos no conhecido (finito)?
E ele ilustra com uma metáfora brilhante. Imagine um peru que é alimentado diariamente. Cada vez que come, ele reafirma sua crença em que receberá alimento da mão de membros amigáveis da raça humana em todos os dias de sua vida. Só que, na véspera do Natal, algo inesperado ocorre.  O passado foi totalmente irrelevante para o peru.

O futuro da inovação

C.K. Prahalad, autor de The future of innovation, que será lançado no Brasil em agosto, aborda o papel da alta gerência em grandes multinacionais. Segundo a revista Business Week, Prahalad é “o mais influente pensador sobre estratégias corporativas da atualidade”.

O podcast foi realizado durante o Fórum Mundial de Estratégia, realizado em São Paulo nos dias 5 e 6 de Junho.

Baixe o mp3 aqui.

Novo Rival do Google - Cuil

O Cuil foi fundado por um grupo de pioneiros das buscas, entre os quais Costello, que criou a ferramenta de análise de buscas da IBM, e sua mulher Anna Patterson, arquiteta do imenso índice TeraGoogle de páginas da Web, operado pelo Google. O novo rival do Google afirma que seu serviço vai além das técnicas de busca dominantes, que se concentram em links e padrões de tráfego de audiência, e em lugar disso analisa o contexto de cada página e os conceitos por trás de cada pedido de busca dos usuários. A batalha para superar a líder no setor será desafiadora. Vamos acompanhar…por enquanto só em inglês.



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