20/03/2010   RSS posts: 1538comentários: 3.008 updaters: 559
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Archive for the 'design' Category

Desafios da TI : Aproximar TI e Design

tecno-stress

Pessoal,

aproveitando que a próxima edição da revista HSM management abordará o tema do pensamento em design, quero abordar novamente a necessidade de que as áreas de TI nas empresas evoluam. Tenho certeza que ninguém questiona a capacidade técnica dos profissionais de TI que é excelente, a questão, que sempre debato, é quanto a outros aspectos que envolvem a TI como a capacidade de agir como parte do negócio e o desenvolvimento de competências não-técnicas como comunicação e negociação.

Entre esses aspectos está a capacidade de desenvolver soluções que sejam verdadeiramente funcionais, ou seja, não basta apenas que ela resolva a necessidade do cliente da solução, ela precisa ser de fácil uso, amigável e traga efetividade, mas a raiz do problema não está simplesmente em atribuir aos profissionais de TI essas deficiências, boa parte da causa desse problema está no fato que o modelo de gestão, atualmente vingente na maioria das empresas, afasta as áreas de TI da realidade dos clientes da solução.

Para se ter uma idéia de como as soluções desenvolvidas não são funcionais, um dia desses eu tive que ir a uma agência bancária cancelar 18 cheques. Quando o funcionário da agência começou a me entender, ele consultou todos os cheques que ainda estavam pendentes e começou a cancelar os cheques. Ocorre que para cada cheque que ele tinha que cancelar, ele tinha que marcar cada cheque e imprimir um formulário com uma declaração de que eu concordava com o cancelamento, ou seja, ele foi obrigado a realizar essa operação 18 vezes. Além disso, eu e ele tivemos que assinar cada declaração.

A pergunta é : Será que se o analista, que desenvolveu a solução, tivesse passado um dia na agência cancelando cheques, ele iria desenvolver a solução dessa maneira? More »

Quando o design salva (e a utilidade também)

Os que me conhecem sabem que ando cansada do mantra “os jornais vão morrer, toda a vida será online”, repetido à exaustão mundo afora. Às vezes, acho que leitores preguiçosos é que ficam alimentando a corrente por interesse próprio (mas aí já se trata de implicância). As coisas se transformam, coexistem em novos arranjos e cada qual tem uma função a cumprir. Quem concorda comigo, aparentemente, é o ultrapremiado e bem-sucedido designer de jornais Jacek Utko, polonês, e concorda duas vezes: 1. Em um congresso sobre mídia impressa que aconteceu essa semana na Alemanha, ele disse que o newspaper (papel que traz notícias ou novidades) é substituído pela mídia online, mas o usepaper (papel que tem utilidade, dando conhecimento, servindo de ferramenta) permanece. Concordo. 2. Ele tem um histórico de aumentar absurdamente a tiragem de jornais europeus (e, às vezes, salvá-los da extinção), mudando seu visual. Vejam o vídeo da apresentação de Utka em um TED Talk de 2009. YouTube Preview Image “The whole newspaper as one composition. As music. With rythm.” A mesma lógica pode ser aplicada a muitos produtos, serviços e atividades; fiquem atentos.

Inovação como processo de aprendizado

http://www.vimeo.com/3475327

O vídeo acima sumariza os conceitos do artigo  “Innovation as a Learning Process: Embedding Design Thinking” que saiu na revista California Management Review. O artigo ganhou um prêmio de excelência da firma de consultoria Accenture em 2009 e mostra como podemos inserir o “pensamento de design” para resolver problemas do dia a dia.

Baixe o artigo completo: aqui

Para quem se interessar sobre o assunto, existe um documentário chamado “Objectified“, que discute o processo criativo de vários grandes designers. No doc, o pessoal da IDEO fala sobre os mapas mentais e  Jonathan Ives, reponsável por design na Apple, explica os conceitos por trás do design dos produtos da empresa. Abaixo o trailer.

http://www.vimeo.com/7827217

O Valor do Formato

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A Era do Conhecimento é uma realidade há eras. A quantidade de conhecimento disponível atualmente ultrapassou de longe a barreira do assimilável em uma vida inteira e, por esse motivo, o formato do conhecimento (instantâneo, remoto, móvel, one-touch, simples, intuitivo, descartável, experiencial) passa a ter tanta relevância quanto o conhecimento em si, principalmente ao ser acessado por devices como Celulares, Smart-Phones, iPhones, Google Android ou NetBooks. 

O valor está na tecnologia, mas também no Formato, no Design, na Usabilidade. A guerra pela melhor usabilidade e pela oferta do melhor combo de formatos, traduzida por telas e serviços ideais a cada device (ex. dispositivos móveis com banda larga/Wi-Max, Bluetooth 3G, etc) será a regra da indústria, de Telefonia a PCs, passando por Eletro-Eletrônicos e mesmo Serviços. 

Não é à toa que o design e os lay-outs vêm se tornando ativos intangíveis diferenciais de valor absurdo para empresas, produtos e serviços. Bem-vindos à Era do Formato!

Cuidado com a inovação, Piraquê!

Eu queria falar do lado obscuro do “updating”, que, na verdade, nem é um lado: é o “updating” mal compreendido. Trata-se de inovar à toa, só pela moda de fazer algo novo. A vítima da moda no caso é a fabricante de biscoitos Piraquê, que está substituindo as embalagens clássicas (e revolucionárias) feitas pela artista plástica Lygia Pape por algo “muderninho”.

Além de embalagens marcantes e fofas, como essa do queijinho acima (minha preferida), Lygia Pape pôs conceito no negócio. Como explica Daniela Name no seu blog, Lygia aplicou nas embalagens “todos os princípios de Gestalt, de geometria sensível e de ‘obra aberta’ que nortearam as obras de arte do período (anos 1960, 1970)… Os losangos sobrepostos nas embalagens do biscoito Água e Sal, abaixo… não parecem um “Metaesquema” de Hélio Oiticica?”

Nem foi só isso. Ainda nas palavras de Daniela, Lygia “inventou um novo conceito para a embalagem, depois copiado por outras indústrias do Brasil e do exterior”. Antes dela, “os biscoitos eram guardados em caixas ou latas padronizadas, fosse qual fosse o seu formato. A artista desenvolveu um método próprio de cortar e colar o papel de embalar, de modo que ele passou a envolver os biscoitos sem gerar sobras dos lados, acima ou abaixo. Os biscoitos passaram a ser empilhados verticalmente e o papel plástico apenas se sobrepunha a esta pilha, criando a forma que as embalagens de Maria, Maisena e Cream Crackers têm até hoje, ou seja, a de sólidos espaciais (cilindro, ovalóide e paralelepípedo)”.

Jogar esse patrimônio da marca fora é, no mínimo, “desinteligente”. Há tradições que, de tão boas, precisam ser mantidas. O certo seria rejuvenescê-las com comunicação, já que, aposto, quase nenhum consumidor conhece a história. Vocês mesmo, leitores deste blog, por exemplo: vocês sabiam que o pioneirismo das embalagens de biscoitos cabia a uma marca (e a uma designer) brasileira?

Leiam mais sobre a história no blog da Daniela Name, Pitadinhas.

Nuvem de palavras do Presidente Lula

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Vejam que wordle interessante este do site Many Eyes, de visualizações, ligado à IBM, ainda em versão beta. A nuvem de palavras-chave do presidente do Brasil é curiosa, e o site como um todo pode ser útil para você e sua empresa.

A dica foi da Regiane Bochichi no UoD e do Ricardo Cavallini. Tks!

Making of Apple Store 5th Ave. NY

Quem conhece sabe: a loja da Apple na 5ª avenida de NY é um ícone do varejo. A fila é constante e a quantidade de produtos vendidos por m² deve bater recorde. Entre os grandes de varejo, é uma unanimidade, a experiência de compra da Apple é um dos grandes ativos da empresa. Abaixo, em inglês,  um mini-documentário “Le Cube” sobre essa que é uma das loja mais bacanas do mundo.

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Philippe Starck & Design for Life

(Por Daniel da Hora via UoD)

Proposta do designer Philippe Starck, o reality “Design for Life” (via BBC) propõe formar uma nova “escola” do design inglês que, na opinião dele, não investiu em uma nova estética nacional do design desde Terence Conran nos anos 1960. Abaixo, segue o primeiro episódio da série, um pouco caricata, com pitadas de canastrice, sotaque inglês irritante (ele é francês), mas leva a discussão para o grande público de que o mundo e os produtos de design precisam conversar e que para se fazer um “bom design” não é necessário pensar “em design”, mas “falar sobre a vida, sobre sexo, sobre doçura, …” [sic]. Na introdução do show é explicada a mecânica da coisa:

[vimeo]http://vimeo.com/6604817[/vimeo] -->

(Por Daniel da Hora via UoD)

Proposta do designer Philippe Starck, o reality “Design for Life” (via BBC) propõe formar uma nova “escola” do design inglês que, na opinião dele, não investiu em uma nova estética nacional do design desde Terence Conran nos anos 1960. Abaixo, segue o primeiro episódio da série, um pouco caricata, com pitadas de canastrice, sotaque inglês irritante (ele é francês), mas leva a discussão para o grande público de que o mundo e os produtos de design precisam conversar e que para se fazer um “bom design” não é necessário pensar “em design”, mas “falar sobre a vida, sobre sexo, sobre doçura, …” [sic]. Na introdução do show é explicada a mecânica da coisa:

http://www.vimeo.com/6604817

Qual o valor da forma?

Hoje um ex-aluno da graduação me escreveu desesperado, pedindo ajuda para, de alguma forma, recolocá-lo no mercado. Apurei a memória e me lembrei que tratava-se de um bom aluno: inteligente, esperto, rápido, com bom nível de inteligência emocional. Pedi então que enviasse o seu currículo para que eu pudesse encaminhar para alguns contatos, talvez algum colega pudesse ter interesse.
O fato é que o currículo chegou e quando fui ler, me perguntei:por que eu me interessaria por este profissional?
Eu sabia que ele era um bom profissional, mas o currículo dele não tinha absolutamente nada que me mostrasse, ainda que de maneira sutil, que ele pode poderia fazer a diferença. Não estou falando da graduação, da especialização, estou falando da maneira como as pessoas se apresentam hoje. Estão perdendo boas oportunidades e nem se dão conta disso…
O currículo é sim um cartão de visitas e precisa ser reinventado. Hoje o mercado está muito competitivo e muitas pessoas têm conteúdo. Pergunta básica: quando todos têm conteúdo, qual o valor da forma?
Parece que criaram um padrão “ABNT” para se fazer currículos e qualquer pessoa que saia deste padrão está fadado a ser reprovado. Pois eu asseguro: ledo engano!
Hoje você consegue perceber pela criatividade do currículo o quanto este profissional pode ser inovador, mudar e ir em busca de soluções e resultados. Quem não tem habilidade, terceiriza, mas o que não pode é você fazer o seu currículo virar commodity na mesa de um departamento de recursos humanos ou de uma diretoria.
Num mundo onde todos os “seus” competidores apresentam conteúdo, faça a forma ser o seu diferencial. Ainda que permaneça em segundo plano, ela pode ajudar muitos profissionais a chegar em primeiro lugar. E já tem gente explorando o mercado e ganhando dinheiro com isso, viu? O único jeito de mostrar que você pode fazer a diferença, é fazendo a diferença!

Por dentro do processo de inovação da IDEO

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A IDEO é sem dúvida uma referência em inovação. Já desenvolveram produtos para: Nike, Apple, P&G, etc. Nesse vídeo dá pra ter uma ideia do processo que eles desenvolveram para resolver um problema, que no caso é desenhar um novo carrinho de supermercado. O time é formado por pessoas das mais diversas áreas, nenhuma ideia morre antes de ser explorada, não existe poder formal, etc, etc, etc. Uma verdadeira aula.

Case de design Havaianas, premiado em Cannes

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Acabou de ganhar o leão de ouro no Festival de Publicidade de Cannes, categoria design, e está sendo motivo de orgulho de todos os brasileiros. A explicação do case pelo autor: “Como transformar 30 cm de borracha e duas tiras, a preço médio de 8 dólares, numa marca mundial. Juntando o simples com a alegria. Exuberância com irreverência. O design com a cor. Toda manifestação da marca, seja ela na mídia que for, tem sempre na sandália o seu ponto de partida. Refletindo a cultura e a alma brasileiras, vamos formando uma identidade única. Deixando de ser uma simples sandália de borracha, para se transformar na primeira marca mundial verdadeiramente brasileira.”

Parabéns para a equipe responsável, que inclui o Danilo Siqueira, vulgo @letsvamos, e mais gente bamba da AlmapBBDO (confiram aqui). Como o Danilo me corrige ao lado, trabalho em grupo.

via @vtheodoro

Jantar no céu e outras inovações

Jantar no céu: quem aceita o convite?

Eu não, que eu tenho medo de altura. Mas essa empresa organiza jantares assim, para você ter a sensação de ser a loira na mão do King Kong lá no Empire State Building. (Também podem ser outros tipos de evento, como reuniões, casamentos e shows.) Em Nova York, em Paris, e em quase qualquer lugar do mundo. Tem até uma bandeirinha do Brasil no site, acho que disponibilizarão o serviço aqui também. (Mas não me convidem, que não vou nem morta!!!)

Prefiro um almoço no fundo do mar, no restaurante Ithaa, nas Maldivas.

Ou um jantar mesmo, mas no breu, no restaurante Dans Le Noir, em Londres, onde se come totalmente no escuro (os garçons são cegos inclusive, em nome da eficiência).

Publiquei esse post originalmente no Gourmet UoD, mas como tem tudo a ver com inovação e, por isso, com gestão 2.0 também, trouxe para cá.

via e via

Microsoft - O Futuro da Produtividade

http://www.vimeo.com/3821318

Mais um vídeo conceito muito bem produzido pela Microsoft mostrando algumas das visões de futuro da empresa.

Arquitetura & Informação & Design

O que é Arquitetura?

http://www.vimeo.com/3248803

O que é Informação?

http://www.vimeo.com/3248432

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Vik Muniz no MASP

(Por Ge Rocha via Y&R UoD)

A reprodução da “Mona Lisa”, de Leonardo Da Vinci,  em geleia e pasta de amendoim, acima, é uma das obras mais famosas  do  Vik Muniz,  um dos meus artistas favoritos. Graças ao patrocínio do Bradesco Seguros,  ”Vik” acaba de chegar  a São Paulo. Uma verdadeira retrospectiva da carreira dele, ao longo dos últimos 20 anos, a exposição que abre hoje, sexta, no MASP, contará com mais 130 fotografias, nada convencionais. Com um estilo único, ele busca inspiração em pinturas consagradas e antes de fotografá-las acrescenta tudo que ver por perto - chocolate, macarrão, geléia, açúcar etc. É incrível!

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