
Na última segunda-feira, mais uma vez foi comemorado o Dia Internacional da Mulher. Pensei até em fazer um blog em homenagem àquelas que tanto enchem nossos olhos, nossos corações e nossas vidas. Ao fazer a barba, olhei no espelho e de repente me caiu uma ficha: “Julio Sergio, todo dia é dia delas”.
Então me perguntei: “por que não escolher outro dia para levantar essa bandeira de que não existe dia especial para valorizar a figura de quem nos é tão importante”? Seja mãe, esposa, filha, neta, amante, amiga e companheira; a mulher é um símbolo de força, garra, determinação e coragem.
Mas nós homens precisamos deixar de ser hipócritas e despertar para a realidade: como realmente enxergamos o sexo feminino em nossas vidas? Poucos reconhecem que sem elas não conseguimos viver, que somos dependentes de seu afeto e das suas habilidades em conduzir tão sabiamente a família, que precisamos delas para perpetuar nosso sobrenome, que o prazer do sexo só existe porque elas existem, que o mundo fica mais doce quando elas estão por perto.
Vou além, muitos homens ainda trazem o ranço do preconceito, acham que lugar de mulher é na cozinha - alguns, inclusive, casam porque querem alguém para cuidar dele, da casa e dos filhos -, não aceitam ter mulher como chefe e tratam como mulher-objeto aquelas que têm um comportamento considerado “mais avançado”. Para nós, homens, há o desafio de acabar de vez com o preconceito e machismo que ainda sobram. Para as mulheres, a missão de mudar a cabeça dos homens desde criança, quando educam seus filhos.
Não posso deixar de compartilhar a história que ouvi de uma amiga que morou muitos anos em Recife. Sua mãe ficou chocada ao ver a vizinha falar para o filho de apenas cinco anos: “Engula o choro Hermaninho, porque homem não chora”. Logo ela uma psicóloga e que, curiosamente, reclamava dos homens nordestinos por serem machistas. Acredito muito na forma como as mães educam seus filhos, da mesma forma que, muitas vezes, acredito estar na mão das mulheres a chave do nosso futuro.
Como homem, reconheço a “mea culpa”. Está na hora de tratar a mulher como ela merece. E não se trata de parabenizá-las apenas no dia em que se instituiu o Dia Internacional da Mulher. São pequenos gestos diários que fazem a diferença. Que tal começar por atitudes cavalheiras - que jamais deveriam ser consideradas “démodé” por essa nova geração -, como abrir a porta do carro e puxar a cadeira no restaurante, ou posturas discriminatórias, evitando comentários quando alguém te fecha no trânsito, do tipo: “Só podia ser mulher”.
Pior ainda é o machismo de muito marmanjo que não suporta ver a esposa ou namorada ganhando mais. É preciso enxergar que a mulher ganhou voz, muito embora continue ocupando poucos cargos de chefia e recebendo salários mais baixos do que os homens - segundo a última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres ganham salários 27,7% inferiores aos dos homens.
Talvez porque ainda nos assustamos com o novo perfil da mulher, muito mais ousado e revolucionário. Apesar de descobrirmos que cada vez mais entendemos menos as mulheres, esquecemos que elas continuam gostando de ser paparicadas sem ser confundidas como fúteis. Sim, as mulheres hoje não querem ser admiradas só por seus atributos físicos (claro que faz bem para o ego delas!), mas pelo espaço que vêm conquistando no mercado de trabalho.
Já perceberam como elas invadiram o mundo corporativo? Vivemos rodeados por elas e como nosso dia a dia ficou menos duro e mais feliz. Aqui fica minha homenagem às mulheres, que devem receber flores e atenção todos os dias.







Não!
Na esteira da geração Y, a Playstation vai mudar, consideravelmente, nossas vidas. A geração Playstation viverá intensamente 24 horas por dia, dormirá menos, terá dificuldade de se relacionar e não sentirá a vida passar. Basta olhar como se comportam. Nasceram em plena era digital, são filhos tardios da geração X e filhos precoces da Y.
Poucos meses depois da crise americana eclodir, escrevi um blog sobre seu devastador efeito na economia dos 




A discussão sobre profissões regulamentadas acirrou os ânimos de muita gente com a decisão do STF ao acabar com a obrigatoriedade do diploma para jornalistas. Sejamos sinceros, para ser jornalista não é preciso de diploma em Jornalismo. Aliás, questiono essa regulamentação indiscriminada que existe no Brasil, que só serve para fomentar a criação de conselhos de fiscalização e sindicatos que têm um único objetivo: arrecadar contribuições compulsórias e formar sinecuras.