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Um dos palestrantes mais esperados da ExpoManagement 2008 é Nassin Taleb, autor do polêmico livro “A Lógica do Cisne Negro”. Já existe um post sobre ele aqui feito pelo Sandro Magaldi. Abaixo, em uma entrevista para a BBC, Taleb visivelmente irritado, critica os modelos de previsão de risco acadêmicos e profetiza “a crise pode estar só no começo…”
Os leitores desse blog, sabem da minha admiração ao pragmatismo de Michael Porter. Pois bem, ele se pronunciou, através de um artigo na revista Business Week, falando sobre a crise americana e como uma estratégia clara, focada nos pontos fortes americanos é a única maneira de combater a crise no longo prazo. Abaixo coloco alguns pontos levantados por ele no artigo.

Muito tem se falado sobre Nassim Taleb (inclusive aqui), autor do livro “A Lógica do Cisne Negro“. Porém, é importante reforçar a atualidade assustadora dessa obra. É espantoso como a tese desse autor é adequada a atual turbulência global. Um dos conselhos de Taleb que mais me chamou a atenção é o de que não devemos mais ler jornais e suas previsões. Isso porque elas tendem a não estar fundamentadas em bases sólidas. Como exemplo, Taleb cita um caso que ocorreu nos Estados Unidos em dezembro de 2003 quando Saddam Husseim foi capturado. Às 13h01 a manchete da Bloomberg News era: “Títulos do Tesouro dos EUA sobem; captura de Husseim pode não conter o terrorismo“. Em seguida os mesmo títulos inverteram o viés de alta. Às 13h31 o mesmo veículo publicou outra manchete: “Títulos do Tesouro dos EUA caem; captura de Husseim aumenta a atração de recursos de risco“. Ou seja, a mesma causa gerou dois efeitos antagônicos. Está evidente que os dois fatos não podem estar relacionados, mas no afã de se encontrar uma razão plausível, a agência de notícias cravou sua visão da realidade. Qualquer semelhança com o que está ocorrendo certamente não é mera coincidência. A leitura desse livro, em minha opinião, é obrigatória. A tempo, Nassim Taleb estará no dia 12 de novembro na ExpoManagement…
Em momentos de tensão como este, que está abalando economias aparentemente inabaláveis como da Alemanha e da Suíça, são necessários inteligência e ousadia para tomar decisões e a meu ver o Brasil está desperdiçando uma oportunidade de ouro por absoluta falta destes dois quesitos. É necessário ao governo eliminar a retórica de que a economia brasileira não será afetada, porque já está sendo afetada. De nada adianta o governo brasileiro insistir em dizer que os bancos oficiais sustentarão o crédito, o que se precisa são de ações concretas para que o mercado possa sentir que projetos como de infra-estrutura continuarão em ritmo acelerado, mas o que se vê é justamente o contrário.Projetos como a linha de transmissão do rio Madeira, que supriria boa parte da demanda da indústria por energia elétrica a partir de 2012, ou as obras de ampliação do caótico sistema portuário brasileiro estão seriamente comprometidos, por falta de crédito. O Brasil, por absoluta incompetência e excesso de burocracia, perdeu a onda de capital abundante para concretizar os projetos de infra-estrutura, base do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), agora os investimentos serão muito mais difíceis de serem concretizados, devido a secura do crédito em todos os mercados.
Acabo de ler o post do Julio Sergio, abaixo, e um outro texto interessante do empreendedor Paul Graham. Ambos possuem um ponto em comum: a hora de investir e arriscar acontece em momentos onde todos pensam em se defender.
Graham lembra que o surgimento da Microsoft e Apple foi, justamente, na metade dos anos 70, período muito difícil na economia. Outro ponto importante levantado por ele, é o fato que uma nova empresa só terá sucesso se seus fundadores tiverem as qualidades necessárias, resiliência e atitude. Não basta um momento de bonanza econômica para garantir o sucesso de idéias mal executadas ou sem fundamentos sólidos.
Hoje, temos um outro aspecto que é a capacidade de iniciarmos operações com custos muito reduzidos. Existem ferramentas de comunicação, gestão de pessoas, gestão de vendas, resolução de problemas, entre outras, totalmente grátis online. Sem falar na mobilidade que possibilita um aumento de produtividade sem precedentes. A melhor maneira de garantir o sucesso, segundo Graham, é ser como baratas do mundo corporativo. Quando perguntei ao Clay Shirky, em entrevista que sairá na próxima edição da HSM Management, se o mundo corporativo está preparado para essa nova realidade, ele foi contundente: “normalmente as empresas são reativas as inovações que surgem no ambiente online”.
O pregão da Bovespa teve de ser interrompido duas vezes hoje… Não é fácil, essa crise está tentando tirar o chão sob os nossos pés. Mas precisamos firmar os pés no chão e tentar controlar o componente emocional que sempre aumenta a espiral. Mesmo a economia sendo global e virtual, ela também é nacional e real. E, afinal de contas, os brasileiros não ficaram maciçamente hipotecando a casa e investindo o dinheiro na bolsa, certo? Circulou semana passada nos blogs o vídeo com a cena final do filme “Ladrões de Bicicleta”, do Roberto Rosselini, para lembrar a todos o que é crise de verdade. Vale a pena conferir.
O vídeo foi sabiamente postado por Catarina no site Gafanhoto.
Algumas lições valiosas que o mestre Tio Patinhas passou aos seus sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luisinho sobre a multiplicação do dinheiro.
Muitos e muito se tem falado sobre a crise financeira por que passa os Estados Unidos e seus reflexos. No Brasil, existe uma considerável camada de políticos e economistas que até então defendiam a tese de que a crise não afetará o nosso país. Mas, como não ser afetado por uma crise tão abrangente como essa? Basta analisar o que acontece em outras geografias. Surge a inevitável pergunta: o que o Brasil tem de tão especial para não ser afetado?
Resposta simples: nada.
Nós já estamos sendo afetados pela crise, basta olhar a taxa de câmbio e a bolsa de valores. O meu ponto de reflexão aqui não tem como foco o problema em si, mas os reflexos na agricultura. Neste artigo, expresso os meus pontos de vista sobre o que pode acontecer com a agricultura nos próximos meses, em especial o momento do plantio daquela que poderia ser outra safra recorde.
Hoje, como não poderia ser diferente, a economia americana dominou o World Business Forum. Alguns pontos ficaram claros entre todos os speakers: a crise economica é muito grave e se o congresso americano não agir rápido para aprovar a ajuda de US$ 700 bilhões, podemos ter uma crise ainda maior afetando muitos outros países. O candidato a presidência McCain parou sua campanha e pediu para Obama fazer o mesmo, o foco segundo ele, é fazer o congresso agir. Em uma breve participação especial, o professor de economia de Wharton Jeremy Siegel falou que gostou do plano de Paulson mas alertou para o risco de cometer o mesmo erro do Japão nos anos 80, criando estagnação econômica que persiste por muitos anos.
O fundador da Carlyle David Rubenstein, foi um pouco além e declarou recessão. Para ele, os Estados Unidos enfrentam algumas das maiores dificuldades e oportunidades de todos os tempos. Ele elencou as dificuldades como sendo: novo presidente, recessão, falta de crédito e a economia do país deixando de ser dominante para ser importante.
Gosto do Jack Welch porque ele é direto e não mede as palavras. Ao ser entrevistado pelo editor do “The Wall Street Journal” ele disse: “Wall Street deve ser renomeada Main Street e o seu jornal renomeado The Journal” a platéia foi ao delírio! Uma coisa é certa, dá gosto de ver o patriotismo americano.

