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Archive for the 'educação' Category

A Gestão em 2.010

Em 2010, a HSM trará uma programação pragmática e vanguardista sobre gestão empresarial. Se olharmos o conteúdo dos programas, já podemos esperar uma “grande discussão” sobre o que é ser um “homem de negócios” na próxima década. Para nos ajudar a entender melhor essa história, ninguém melhor do que os grandes pensadores no assunto . Andrew Mcafee é a pessoa que cunhou o termo “Enterprise 2.0″ e já estará conosco no primeiro Fórum HSM de Gestão e Liderança. Discutirá, entre outras coisas, se estamos de fato preparados para a dinâmica de colaboração que as novas conexões possibilitam.

Gary Hamel, um dos principais nomes no mundo das ideias em gestão, estará conosco pela primeira vez no Brasil. Para quem acompanha esse blog, sabe o quanto já discutimos bastante seus pensamentos por aqui. Hamel têm sido a pessoa responsável por explorar muitas novas dinâmica na gestão. Junto com muitos outros pensadores, montou um grupo fechado para discutir o que ele chama de “Gestão 2.0. Com certeza ele nos ajudará a pensar velhas e novas questões do trabalho moderno.

Outro dia assisti uma grande apresentação que me deixou assustado. O título é “Minds for Sale” (Mentes para Vender) com o professor de direito de Harvard Jonathan Zittrain. Ele apresenta alguns dos pontos negativos da vida virtual, sua fácil manipulação, suas questões éticas, etc. Foi uma apresentação para o pessoal da Internet & Sociedade de Harvard. Deixo o vídeo (em Inglês)  aí embaixo pra vocês assistirem e refletirem.

Que venha 2.010. Forte abraço a todos!

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A liderança não se faz sozinha

perfil_useem_221009Autora: Suzana Ribeiro

Acontece hoje (22/10) em São Paulo o Seminário Internacional com Michael Useem, com o tema “Como Desenvolver sua Liderança para Obter Grandes Resultados”.  Useem é PhD por Harvard e uma das maiores autoridades no assunto, autor de diversos livros sobre o tema.

O professor iniciou sua palestra ressaltando a importância da liderança nos dias atuais. “Há 15 anos, as faculdades americanas ofereciam conteúdo zero no quesito liderança, não pensávamos nisso. Hoje exigimos que todos os nossos alunos de graduação e MBA’s em administração façam um curso sobre o tema. Isso porque nossos clientes, nos Estados Unidos e no restante do mundo, exigem profissionais que sejam especialistas em sua área de atuação, mas que também sejam capazes de montar boas equipes, inspirar e fazer com que as pessoas se apóiem mutuamente”, relatou.

Para ilustrar sua afirmação, Useem usou o caso de Jack Welch, na GE. Embora não soubesse que programas deveria encaixar nos programas de quinta-feira à noite da NBC ou qual a melhor tecnologia para jatos de alta performance, Welch sabia escolher bons líderes em potencial e torná-los ainda melhores. “Hoje todas as empresas tem um programa de desenvolvimento de liderança entre as pessoas que podem vir a fazer parte da gerencia media e sênior. Essa prática não existia antes da GE”.

Diante disso, ele questiona: o que você quer desenvolver melhor em você mesmo nas pessoas que te cercam? Como fazer com que isso aconteça? Antes de mais nada, é preciso estar consciente que a liderança não se faz sozinha. Os grandes líderes estão sempre apoiados por equipes fabulosas, já que a liderança é uma situação tanto individual quanto coletiva. Essa é uma característica da maioria dos grandes líderes, que também contam com:

  1. Uma visão, um objetivo a ser alcançado;
  2. Uma estratégia para conquistar esse objetivo;
  3. Carisma – um líder precisa ser um comunicador eficaz

Além disso, os grandes líderes precisam estar à altura das situações que irão enfrentar e jamais se omitirem em situações difíceis. Basta pensar no que grandes líderes da atualidade, como Nelson Mandela, Margareth Tatcher e Martin Luther King tinham em comum e como conseguiram transformar o mundo.

Confira a cobertura completa do Seminário Internacional com Michael Useem no portal HSM Online e no Twitter.

Club Penguim & Freemium

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Em 2007, a Disney comprou por US$700.000.000, o Club Penguim, um website para crianças. Na época, a comunidade  já havia atraído 12.000.000 jogadores, em sua maioria entre 6 e 12 anos. Para avançar no jogo com maior rapidez, bastava pagar a assinatura de U$6 por mês -  6% das crianças  já haviam pedido o cartão de crédito para os seus pais. Em uma conta livre, estamos falando de mais de US$50.000.000 de faturamente anual. Nada mal para um negócio virtual, que parece ter um custo operacional baixo.

Pra ilustrar um pouco o conceito por trás desse exemplo, no vídeo abaixo da AdAge, Chris Anderson fala do modelo de negócio “Freemium“. A aposta é que 90% do conteúdo ou participação seja grátis e 10%  pago. O modelo é ideal para negócios “virtuais” onde o custo marginal de um novo usuário tende a zero. A dificuldade é achar esse serviço “Premium” que será cobrado…

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Alguns outros exemplos de empresas usando esse modelo de negócio: Flickr, Vimeo, LinkedIn e Skype

John Seely Brown: “tinkering” é a chave

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Para quem não se lembra da fera, John Seely Brown foi o cientista-chefe do Parc, o lendário laboratório de P&D da Xerox em Palo Alto, Califórnia, onde surgiu boa parte das inovações revolucionárias que transformaram nossas vidas nas últimas décadas. Hoje atua como consultor e professor, ou “chief of confusion” como ele prefere dizer, e terá artigo na HSM Management de novembro-dezembro, sobre pessoas. Mr. Innovation himself.

PS: “Tinkering” significa consertar, remendar, remixar. Inusitado. Brasileiro é (ou deveria ser) bom nisso, não?

Em busca da autonomia no trabalho.Liberdade Demais?

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Enquanto muitas pessoas lutam para ter mais autonomia no trabalho, é bem verdade que algumas pessoas só querem que lhes diga o que fazer, para que possam fazer o seu trabalho e voltar para casa. Nem todas as pessoas querem autonomia. E nem todos os que querem mais autonomia são capazes de lidar bem com isso.

O professor Malone ponderou hoje que provavelmente ainda haja hoje mais pessoas que queiram e possam lidar com mais autonomia em seu trabalho que cargos que propiciem isso. Malone afirma que não queremos e nem precisamos que todos tenham autonomia total. “Isso deixaria muitas pessoas à deriva, com mais escolhas do que poderiam lidar”. Para tirar verdadeira vantagem do verdadeiro potencial das pessoas, no entanto, precisamos oferecer mais oportunidades para a ação autônoma. Ele afirma que é exatamente isso que as organizações novas, mais descentralizadas, farão.

3 formas de difundir a descentralização nas empresas

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Thomas Malone começou a parte da tarde do seu programa de hoje defendendo que há três formas principais de difundir a descentralização nas empresas: em primeiro lugar, os executivos seniores de empresas centralizadas voluntariamente tornarão hierarquias menos centralizadas. Segundo, os concorrentes descentralizados tirarão participação de mercado das empresas centralizadas. Finalmente, as empresas centralizadas terceirizarão mais seu trabalho que as descentralizadas. Efetuar as transições para a descentralização é algo que está longe de ser fácil, afirma o professor, mas apesar disso, elas acontecerão à medida que os gerentes e empreendedores descobrirem e explorarem os lugares da economia em que a descentralização é mais útil.

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Thomas Malone começou a parte da tarde do seu programa de hoje defendendo que há três formas principais de difundir a descentralização nas empresas: em primeiro lugar, os executivos seniores de empresas centralizadas voluntariamente tornarão hierarquias menos centralizadas. Segundo, os concorrentes descentralizados tirarão participação de mercado das empresas centralizadas. Finalmente, as empresas centralizadas terceirizarão mais seu trabalho que as descentralizadas. Efetuar as transições para a descentralização é algo que está longe de ser fácil, afirma o professor, mas apesar disso, elas acontecerão à medida que os gerentes e empreendedores descobrirem e explorarem os lugares da economia em que a descentralização é mais útil.

Quantas pessoas cabem no centro de uma organização?

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Thomas W. Malone, professor de Management da Sloan School of Management, do MIT, e diretor-fundador do Centro de Inteligência Coletiva do MIT está conduzindo o Special Management Program da HSM sobre Organizações Inteligentes, que acontece hoje, 26 de agosto, e amanhã, em São Paulo. Ele deixa claro que uma das primeiras escolhas possíveis para colocar pessoas no centro de uma organização é delegar muito mais responsabilidade dentro de uma estrutura basicamente hierárquica. “A maneira mais comum de fazer isso é delegar a maior parte das decisões aos níveis inferiores da empresa, deixando aos níveis superiores apenas o direito de avaliar os resultados e recompensar as pessoas de maneira adequada”.

Malone afirma que formar uma hierarquia flexível não é fácil. “As pessoas que tomarão decisões precisam estar preparadas”. Elas devem entender os critérios pelos quais serão avaliadas, precisam ter acesso às informações certas, e podem precisar de treinamento.

Algumas delas podem ter de encontrar novos empregos, porque nem todas são capazes de tomar as decisões certas, e as que são capazes nem sempre querem tomá-las. “Talvez o mais importante seja que as pessoas que atualmente têm o poder, estejam dispostas a abrir mão dele”.

Thomas W. Malone é autor do livro O Futuro dos Empregos (M. Books).

Dia Internacional da Fotografia

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Registro de Paris, feito em 1839 por Daguérre, em uma chapa revestida com prata e sensibilizada com iodeto de prata e vapor de mercúrio

 

 

 

Hoje, 19 de agosto, é o Dia Internacional da Fotografia. Uma data pouco conhecida, apesar da importância que a fotografia tem em nossas vidas, por isso, raramente celebrada. A data foi escolhida pela Academia de Belas Artes Francesa, pois segundo a história, no dia 19 de agosto de 1839, teria sido apresentada publicamente por Louis Jacques Mandé Daguèrre a primeira imagem produzida por um processo fotográfico.

Mas a história da fotografia tem inicio muito antes. Cerca de quinhentos anos antes de Cristo, o chinês Mo Tzu já conhecia o princípio óptico da câmera escura, embora haja quem atribua a responsabilidade pelo início dos comentários esquemáticos da câmera escura ao filósofo grego Aristóteles.

Por volta de 1554, Leonardo da Vinci descobriu o princípio da câmera escura, onde a luz refletida por um objeto projeta fielmente sua imagem no interior de uma câmera escura, se existir apenas um orifício para a entrada dos raios luminosos. Baseado neste princípio, os artistas simplificam o trabalho de copiar objetos e cenas, utilizando câmeras de diversos formatos e tamanhos. Entravam dentro de suas câmeras e tinha acesso a imagem refletida em uma tela presa na parede oposta ao orifício da câmera.

Clique aqui e leia o artigo completo.

Paulo Freire e o líder como educador

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Pessoal,

no blog da HSM foram publicados dois posts muito interessantes sobre a questão da educação (clique aqui e aqui para ler). Em um deles é citado um dos maiores educadores mundiais, o brasileiro Paulo Freire. Como estudioso, ativista social e trabalhador cultural, Freire desenvolveu, mais do que uma prática de alfabetização, uma pedagogia crítico-libertadora . Em sua proposta, o ato de conhecimento tem como pressuposto fundamental a cultura do educando; não para cristalizá-la, mas como “ponto de partida” para que ele avance na leitura do mundo, compreendendo-se como sujeito da história. É através da relação dialógica que se consolida a educação como prática da liberdade.

Paulo Freire representa um dos maiores e mais significantes educadores do século XX. Sua pedagogia mostra um novo caminho para a relação entre educadores e educandos. Caminho este que, consolida uma proposta político-pedagógica elegendo educador e educando como sujeitos do processo de construção do conhecimento mediatizados pelo mundo, visando a transformação social e construção de uma sociedade justa, democrática e igualitária.

Seu pensamento rompeu a relação cristalizadora de dominação, buscando pensar a realidade dentro do universo do educando, construindo a prática educacional considerando a linguagem e a história da coletividade elementos essenciais dessa prática. Seu trabalho revela dedicação e coerência aliados a convicção de luta por uma sociedade justa, voltada para o processo permanente de humanização entre as pessoas onde ninguém é excluído ou posto à margem da vida. Paulo Freire provou que é possível educar para responder aos desafios da sociedade, neste sentido a educação deve ser um instrumento de transformação global do homem e da sociedade.

O principio central da proposta pedagógica do professor Paulo Freire é o da educação transformadora, na qual a educação é uma atividade onde professores e alunos, mediatizados pela realidade que apreendem e da qual extraem o conteúdo da aprendizagem, atingem um nível de consciência dessa mesma realidade, a fim de nela atuarem para transformá-la, ou seja, a principal característica da proposta é refletir sobre a própria realidade, para que seja possível levantar hipóteses e procurar soluções para transformar a realidade.

Paulo Freire rejeitava as tendências que buscam formatar o aluno como ente passivo e mero receptor/repetidor de conteúdos formatados. A experiência revela que os indivíduos assim formatados se tornam medíocres, sem estímulo para a criação. Um educador nega a educação e forma seres de consciência ingênua quando acha que os educandos devem repetir o que ele diz em sala de aula. Isso significa tratar o aluno como objeto e não reconhecê-lo como sujeito do processo educacional.

Diante disso, o homem não é um ser para adaptação, uma vez que adaptar significa acomodar, contrapondo-se a criar e transformar indo contra o ímpeto próprio do ser humano que é a criação.

Agora, vamos traçar um paralelo com o papel dos líderes nas empresas. O líder deve ter um compromisso com a formação e o desenvolvimento das pessoas. Líderes são inconformistas por natureza e, por essa razão, estão sempre em busca de quebrar paradigmas, principalmente aqueles ilustrados pela famosa frase “Aqui sempre foi assim” que caracteriza a repetição eterna de ações e posturas. Seu compromisso deve ser com a transformação das pessoas e da realidade.  More »

Lumiar: melhorar a escola para melhorar a empresa

E o País. E o planeta. Mesmo que isso demore 20 anos.

Não me contive ao ler o ótimo post sobre a Tinkering School. Eu tinha sabido (e gostado) da existência da escola californiana fundada pelo ex-desenvolvedor da Adobe neste site (merece bookmark, por sinal), que aposta (o site) na linha de aprendizado do “fazer para aprender’ como o futuro da educação. (”Fazer para aprender” também é uma das maneiras de as empresas definirem suas estratégias e inovarem, segundo pensadores tão diferentes como Henry Mintzberg e Tom Peters – “Primeiro faça; depois pense!”.) E ao conhecer a Tinkering, na época, imediatamente pensei na Escola Lumiar – experiência brasileira, liderada pelo empresário brasileiro Ricardo Semler (que vê na educação a única forma de mudar nossas empresas), e digna da terra de um dos maiores educadores mundiais, o brasileiro Paulo Freire, que foi professor de Harvard.
A Lumiar tem muitos princípios similares aos da Tinkering (e até mais ousadia em certos aspectos), mas um alcance menor por enquanto (restringe-se às crianças menores pelo que sei). Aproveitando a deixa do post da Tinkering, compartilho seu “case”, provavelmente conhecido por alguns, mas não sei se suficientemente familiar a todos:

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Comentários rápidos:

1. A maior ousadia da Lumiar, comparativamente, talvez esteja na prevalência do coletivo sobre o individual, a meu ver, embora os talentos e preferências individuais deem o tom. Tudo na Lumiar é decidido pelos alunos na base da democracia (o que gera um caos interessante do ponto de vista do aprendizado e dos processos, inclusive) e o convívio entre ricos (como o filho do Ricardo Semler) e pobres (crianças de favelas recebem bolsa de estudos) cria uma tensão social proposital, que reproduz a própria tensão a ser resolvida na sociedade brasileira (e, para ser realista mesmo, no mundo).

2. Dois momentos da entrevista da educadora, no vídeo, chamam a atenção em especial. É quando ela fala que tanto a lei brasileira como as diretrizes da Unesco (o que um aluno deve esperar de uma escola é aprender a conviver/ aprender a fazer/aprender a aprender/aprender a ser) já estão adaptadas às novas necessidades educacionais. Ou seja, os governos estão mais adiantados que a sociedade. Isso me surpreendeu.

Encerro com algo que (acho) foi o Peter Senge que disse primeiro: agora o desafio nem é mais ensinar a resolver problemas, e sim ensinar a criar novos problemas. O que se faz por meio dessa organização por processos e projetos, adotada nas duas escolas, e respeitando os talentos de cada criança. Como pergunta a educadora da Lumiar: Por que um menino que odeia matemática precisa aprender matemática? (As tais perguntas incômodas… e, no fundo, ela está dizendo o que a Raquel Costa disse lindamente aqui.)
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Brincando de resolver problemas

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Grandes saldos imaginativos, noções malucas, ideias selvagens devidamente incentivadas e fomentadas. Que criança não se sentiria no paraíso em uma escola assim?
Alguns pedagogos travariam uma grande discussão a respeito do assunto. Enquanto isso, a Tinkering School oferece a cada ano um espaço mais exploratório concebido para ajudar as crianças com idades de 7 a 17 anos a construir coisas. Ao proporcionar um ambiente colaborativo para explorar básicas e avançadas técnicas de construção e princípios, os professores se empenham para criar uma escola onde todos aprendem brincando. Todas as atividades são supervisionadas e, pelo menos parcialmente, improvisadas.
Gever Tulley, o fundador da escola, usa nesta palestra algumas fotos e vídeos que instigam as pessoas, e aproveita para compartilhar as valiosas lições que crianças aprendem em sua Tinkering School. Quando recebem ferramentas adequadas, materiais e orientação, estas crianças e jovens correm livres e encontram soluções criativas para os problemas. Acompanhe no vídeo abaixo. Será esta uma “incubadora” para os líderes que a Geração Y irá formar?

O ano em que os EUA mudaram suas escolas

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O documentário tem quase uma hora de duração, mas entender como essas mudanças fundamentais acontecem faz o esforço valer a pena, não faz?

via

Cabeça não é HD - Parte 2

Child with learning difficulties

Este é um post-comment. Acontece que o updater @jorgecarvalho trouxe para cá um assunto que muito me interessa: o uso de nossa capacidade cognitiva em atividades que vão além do armazenamento de informação. Então, resolvi aproveitar o post e o seu ótimo título para amplificar um pouco mais essa discussão por aqui.

Não preciso contar para ninguém que a quantidade de informação que existe hoje fora da sala de aula supera de longe a quantidade de dados e informações existentes dentro dela. E que as crianças deveriam aprender a lidar com toda essa informação que já está disponível, do que memorizá-la para que um dia, talvez, possam usá-la. Certo?

Porém, mesmo sabendo disso, as escolas e universidades brasileiras (inclui as universidades a pedido do Felipe Pacheco) - com raras exceções, preferem ignorar a realidade e seguir adiante com suas pastelarias. A grande ironia é que as vítimas dos seus ingredientes são crianças e adolescentes que já vivem em uma sociedade em rede, mas que mesmo assim precisam se enquadrar nos esquemas obsoletos e mesquinhos de pais e educadores sem visão.

No último final de semana, acompanhei o martírio do meu sobrinho de apenas oito anos ao se preparar para as provas trimestrais. Sem exagero, foi de dar dó. A quantidade de informação que ele deveria saber na “ponta da língua” era impraticável. A mãe, louca para que o filho seja um dos primeiros da classe - e presa a um paradigma que já era obsoleto há trinta anos, ali do lado que nem um leão de chácara. Sua grande ameaça, a antiga e famosa chamada oral. De tudo que vi naquele dia a única coisa que faltou, comparado às histórias que minha mãe contava sobre sua infância, foi a vara de marmelo. O resto foi exatamente igual: pressão, medo e tristeza.

Sei que milhares de crianças passam por isso diariamente. E que as escolas particulares, em especial, com o intuito de manter seu status quo e de mostrar serviço, se aliam a pais que adoram o esquema enlatado “preparação para o vestibular” que começa logo após a alfabetização (uma pena), onde simulados pré-vestibulares ocorrem mensalmente a partir do quinto ano do ensino fundamental.

Mas meu Deus, quem precisa disso?

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Sputnik Observatory, um novo TED?

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harrisO Sputnik Observatory é uma organização educacional sem fins lucrativos que desde 1994 se dedica ao estudo da cultura contemporânea. Para o desenvolvimento do novo portal deles, foi chamado o designer Jonathan Harris. O resultado é muito parecido com o TED.  São diversos vídeos onde os principais pensadores mundiais nas áreas das Artes, Tecnologia e Ciências são entrevistados. Todo conteúdo está aberto e pode ser baixado em diversos formatos. O mais interessante é que a medida que você navega, os vídeos assistidos vão sendo jogados em uma espécie de caminho que posteriormente pode ser gravado com o nome e descrição que você mesmo escolher. Esses “caminhos” ficam gravados e qualquer pessoa pode acessá-los. Para o lançamento, o tema explorado é Bactéria. Por que bactéria? A bactéria sobreviveu desde os primórdios da humanidade, não pela sua capacidade de lutar e ganhar, mas pela sua capacidade de se integrar, fazer netwooks e trocar informação. Já está nos meus favoritos.

Acesse aqui.

Peter Senge: “Inovar ou morrer”

Como já disse aqui antes, um dos prazeres de trabalhar na HSM é ter a oportunidade de estar perto dos grandes pensadores mundiais nos mais diversos assuntos. Fiz uma entrevista com um dos meus ídolos, o prof. do MIT Peter Senge que foi o criador do conceito de Learning Organization e que escreveu “A quinta disciplina”. Deixo vocês com uma prévia dessa conversa. Estávamos falando da transformação que a gestão irá sofrer e acabamos tocando no assunto das escolas.

Mas as escolas não evoluem muito…
Não. A escola é uma instituição bastante conservadora por natureza.
No mundo dos negócios, em algum nível, você tem de inovar ou morre. Algumas inovações são burras, como novos instrumentos financeiros.
Mas as escolas gealmente não vivem a pressão para experimentar novas coisas. O que é ironico, pois ninguém está mais aberto para tentar novas coisas do que as crianças. As escolas têm potencial para ser incrivelmente inovadoras, mas continuam a fazer as mesmas coisas por trinta ou quarenta anos. Eles têm esse modelo mental de que escola deve funcionar como na época em que eram crianças. Trata-se de um sistema muito conservador, no sentido de que continuam fazendo as mesmas coisa, somente pela razão de que é a forma como fazem.
O que vemos em todo o mundo são as escolas fracassando. No Brasil muitas crianças não aprendem a ler e escrever. Em outros países como nos Estados Unidos eles aprendem a ler e escrever mas com um nível muito baixo; não estão interessados; não estão envolvidos. As crianças provalvelmente estão aprendendo mais jogando video game.
Há realmente a urgência de começar a criar um espaço para a inovação. Não é o caso de criar um novo modelo: todas as escolas devem ser assim. Isso é o que temos hoje, um modelo fixo, com um professor na frente e 30 alunos que vão da primeira série para segunda série e assim por diante. Esse é o modelo em todo o mundo, criado pela Era Industrial.
Não precisamos de um novo modelo único; precisamos de espaço para a inovação. As crianças são diferentes, então, deveria haver maior variedade de tipos de escolas. Algumas crianças conseguem aprender quietas pois são bons ouvintes. Essas crianças se saem muito bem na escola. Mas há outras crianças que tem de estar se mexendo o tempo todo, não conseguem aprender ouvindo, precisam estar ativas fisicamente. Outras crianças precisam ser envolvidas pela música e pelas artes. As pessoas são realmente diferentes.
Para mim, o sistema ideal de educação seria aquele que oferecesse uma grande variedade de escolas que atendesse a grande variedade de crianças. Esse é o desafio.



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