Há umas expressões absolutamente geniais. Uma delas, para mim, é “cair a ficha”. Você tem lá aqueles problemas, sabe de velho quais são suas raízes, é capaz de recitá-las de trás para frente para o terapeuta, mas, mudar que é bom, neca. Aí, um belo dia, a ficha cai. No orelhão, a moeda entra no compartimento certo. Em nós, a questão sai da cabeça e vai para o corpo –ou vai do ego para o self, sei lá. (Nas empresas, integra a cultura?) E você muda.Outra expressão assim, na minha opinião, está na entrevista do Vicente Falconi na HSM Management de julho-agosto. Para começar, esse homem é impressionante: está por trás de quase todas as grandes revoluções de gestão do Brasil, no setor privado e público, e quase ninguém o conhece, discretíssimo. Bom, ele diz que os gestores têm de ser “impiedosos” e foi essa a expressão que me pegou. E que não sermos assim no Brasil é uma grande desvantagem competitiva. Reproduzo um trecho da entrevista:”As pessoas se esquecem de que uma empresa é um bem de um país –não interessa se o dono é estrangeiro ou nativo–, porque, ao pagar impostos, salários e benefícios, gera riqueza para esse país. Então, ela não pode ter condescendência [com funcionários de fraco desempenho] porque tem obrigação de construir algo de bom para o país. O funcionário não desempenhou uma vez, tem de ter uma nova oportunidade, geralmente dois anos. Se for necessário, dá-se treinamento. Mas, se a pessoa mostra não ter talento mesmo para aquela posição, deve ser afastada e, para o seu lugar, tem de ser promovida uma pessoa talentosa.” Caiu a ficha? Continue reading ‘Ser impiedoso, uma lição de Vicente Falconi’