Arquivo para updates sobre 'educação'

Parceiros da Educação

parceiros.jpg “Parceiros da Educação” é um programa que acredita na capacidade empreendedora como força de transformação da realidade. A iniciativa busca trazer colaboradores do mundo dos negócios para adotar escolas públicas e melhorá-las. Alguns nomes de peso já fazem parte do projeto como: Nizan Guanaes, Ana Maria Diniz, Antonio Bonchristiano, Jair Riberio, Fundação Lemann, entre outros. A idéia não é só ajudar financeiramente mas também trazer as práticas de gestão, aprendidas pelos parceiros em suas vidas profissionais, para cada escola trabalhada. Hoje já são 64 escolas”adotadas”, a meta para 2008 é de chegar a 100 escolas.

Mais informações no telefone (011-3708-9172) ou no e-mail (contato@parceirosdaeducacao.org.br)

Ser impiedoso, uma lição de Vicente Falconi

falconi.jpgHá umas expressões absolutamente geniais. Uma delas, para mim, é “cair a ficha”. Você tem lá aqueles problemas, sabe de velho quais são suas raízes, é capaz de recitá-las de trás para frente para o terapeuta, mas, mudar que é bom, neca. Aí, um belo dia, a ficha cai. No orelhão, a moeda entra no compartimento certo. Em nós, a questão sai da cabeça e vai para o corpo –ou vai do ego para o self, sei lá. (Nas empresas, integra a cultura?) E você muda.Outra expressão assim, na minha opinião, está na entrevista do Vicente Falconi na HSM Management de julho-agosto. Para começar, esse homem é impressionante: está por trás de quase todas as grandes revoluções de gestão do Brasil, no setor privado e público, e quase ninguém o conhece, discretíssimo. Bom, ele diz que os gestores têm de ser “impiedosos” e foi essa a expressão que me pegou. E que não sermos assim no Brasil é uma grande desvantagem competitiva. Reproduzo um trecho da entrevista:”As pessoas se esquecem de que uma empresa é um bem de um país –não interessa se o dono é estrangeiro ou nativo–, porque, ao pagar impostos, salários e benefícios, gera riqueza para esse país. Então, ela não pode ter condescendência [com funcionários de fraco desempenho] porque tem obrigação de construir algo de bom para o país. O funcionário não desempenhou uma vez, tem de ter uma nova oportunidade, geralmente dois anos. Se for necessário, dá-se treinamento. Mas, se a pessoa mostra não ter talento mesmo para aquela posição, deve ser afastada e, para o seu lugar, tem de ser promovida uma pessoa talentosa.” Caiu a ficha? Continue reading ‘Ser impiedoso, uma lição de Vicente Falconi’

Os números do excesso de Informação

Post com trilha:

Estudo promovido pela Basex e destaque do Wall Street Journal e NY times: Information Overload. Foram instalados tracking softwares em 40 mil computadores e os resultados, finalmente quantitativos, são impressionantes.

  • US$ 650 Bilhões jogados no lixo por “produtividade desperdiçada” (vagabundagem tech)
  • 50 checagens de e-mail por dia, por pessoa
  • 77 papinhos no Messenger por dia, por pessoa
  • 40 sites por dia, por pessoa

Parece que finalmente os números começam a provar o que a gente constata olhando para o lado: muita gente ocupada, pouca gente produzindo de fato. Nada contra o ócio criativo, mas isso não tem nada a ver com e-mails, messenger, etc.

Barulhinho bom (pro português) - 2

portunido.jpgA crítica do Ruy Castro, por exemplo, é de que a reforma é cosmética  e vai custar caro. Outros acham que ela violenta as culturas locais, na linha das críticas à globalização (e o Brasil seria o grande “imperialista” do pedaço nesse caso, porque é, se não me engano, o que muda menos). Condenam ainda o fato de a unificação ser imposta como lei, de cima para baixo. De qualquer modo, queria destacar alguns pontos positivos dessa unificação:

  • Muita gente aqui no Brasil vai ouvir falar pela primeira vez em Cabo Verde, Angola, São Tomé… 
  • Isso vai chacoalhar um pouco o mundo dos gramáticos e revisores, que vivem uma guerra com os escritores, criticando quando estes se apropriam da língua e a reconstroem no dia-a-dia, e outra guerra com os linguistas, por estes enxergarem a língua como organismo vivo em vez de mumificado (peço perdão aos gramáticos e revisores que não pensam assim, mas eles são exceção).
  • É possível que aumente a escala  para editoras de livros de todos esses países, algo de que o mercado editorial desses países precisa muito.
  • A língua mais simples e una é bem mais fácil de ser aprendida por outros povos. Isso é essencial na globalização (outra vantagem competitiva, e das grandes, em relação a Rússia, Índia e China, os outros do BRIC).
  • Foi o Antônio Houaiss o grande defensor dessa reforma e esse era um cara admirável. Só por isso a unificação já merece respeito.
  • Havia duas opções, a meu ver: podia ser uma reforma  radical de uma vez – eliminando todos os acentos, por exemplo – ou um processo. Acho que vai ser processo, não deve parar por aí. E, se fosse radical, o ciclo natural de reação à mudança –aquele do choque, negação, raiva, negociação, tristeza e aceitação–  talvez fosse menos gerenciável.
  • Por fim, todo esse barulho em torno da língua lhe dá vida, faz com que os pessoas se concentrem nela um pouco. Que discutam e polemizem! É um barulhinho bom! 
  • Barulhinho bom (pro português) - 1

    paisesportuguesa.jpgA partir de janeiro de 2009 teremos, teoricamente, de mudar um pouco o jeito de escrever aqui no blog, na nossa revista ou nos relatórios das suas empresas. Vai entrar em vigor a unificação da língua portuguesa, em que o Brasil e mais 7 países (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, e Timor) vão passar a escrever igual e cada um se adaptará um pouco nesse processo. Lembrando algumas mudanças, que já estão sendo divulgadas por aí: 

    •  O trema desaparece de vez. Já vai tarde.
    •  Incorporamos k, w e  y no alfabeto. Antes tarde…
    • Tiramos o acento circunflexo do voo que eles veem, o acento agudo da ideia e da jiboia (e afins),  o acento diferencial de para (verbo) e para (preposição). Acho que quanto menos acentos, melhor. No inglês, eles usam you sem explicar se é você ou vocês,  e assim mesmo acabamos entendendo pelo contexto, não é?
    • Aceita-se a dupla grafia para algumas conjugações verbais em que a forma do passado e a do presente são idênticas. Como em “louvamos”. Agora, para escrever isso no passado, você pode acentuar: “louvámos”. Pode, mas não precisa. Eu não vou.
    • O hífen é que vai dar trabalho mesmo, mas eu acho a regra fácil. Quando se duplica a mesma vogal (no fim da primeira palavra e no início da segunda), hifeniza-se, enfatizando que se fala a vogal duas vezes: micro-ondas, em vez de microondas. E quando o som é de consoante dobrada na junção das palavras (como contra-regra, com som de RR), escreve-se como se fala: contrarregra –bem mais instintivo!

    Acontece que só isso, que muda 0,45% das palavras escritas no Brasil, está gerando um barulho danado, e de gente graúda, do prêmio Nobel José Saramago a Ruy Castro. Acompanhem no próximo post

    Não nascemos prontos

    Palestra com Mario Sergio Cortella. Para assistir as outras partes, use o rodapé do player do YouTube.

     

    Uma vida nova para seus livros

    BookMooch é uma comunidade para a troca de livros usados.

    Ela permite que você disponibilize os livros que já não necessita mais em troca de livros que você realmente precisa.

    via @guykawasaki

    Update: Aqui você encontra uma quantidade enorme de livros de graça.

    Gilberto Gil no Google Zeitgeist

    O nosso Ministro da Cultura deu um talk hoje no Google Zeitgeist sobre a nova realidade de distribuição de conteúdo pela internet, direitos autorais e quais os desafios para o governo. Nosso ministro é muito cool e pelos comentários de quem está por lá, gerou inveja em muita gente.

    Abaixo a trascrição:

    Since 2003, when I took office as Minister of Culture of Brazil, we have been looking into Digital Technologies as cultural phenomena.We, at the ministry, have insisted on the strategic role of culture in policy making. This has obliged us to change radically the way to conceive of Politics, State, Society specially in relation to digital technology.

    Continue reading ‘Gilberto Gil no Google Zeitgeist’

    Guia da Geração Y para Web 2.0 no trabalho

    Apresentação curta, informal e cirúrgica, de SachaC, sobre Web 2.0 no trabalho, incluindo ferramentas como esse blog que vos fala.

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    Analisando as apresentações do Steve Jobs

    Os keynotes do Steve Jobs são famosos por mostrar as novidades da Apple e por serem verdadeiras aulas de como se fazer apresentações. Este vídeo do coach de comunicação Carmine Gallo mostra algumas técnicas que podemos aprender com Jobs.

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    Jogos para Treinamento

    No começo deste ano, a Microsoft lançou o ESP, uma ferramenta que possibilita empresas criarem seus próprios jogos para treinamento e aprendizado. O uso mais óbvio para esse tipo de ferramenta é para auxiliar novos pilotos de avião (ex:Flight Simulator) e em treinamento militar. Porém a Microsoft já está trabalhando em um upgrade que possibilitará professores a customizarem aulas de história e vendedores simularem negociações virtuais.

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    Maternalismo nas empresas

    mae_filho.jpgAchei curiosa essa pesquisa, e todo o debate, sobre filhas que se sentem ofuscadas pelas mães. Sei de vários casos em que isso não aconteceu, como o da Ana Luiza Trajano, chef e dona do bárbaro restaurante Brasil A Gosto, em São Paulo, que é filha da sensacional empresária Luiza Trajano, que comanda a rede varejista Magazine Luiza –quem conhece o trabalho das duas sabe que meus elogios são até contidos. Mas quando a filha não é tão talentosa quanto a Ana Luiza e tem ambição, a coisa deve complicar mesmo. De qualquer modo, eu queria aproveitar a bola para levantar outro assunto que não me sai da cabeça: o de que as empresas de hoje precisam mais e mais de mães, ou seja, das características maternais das mulheres (que podem estar até em homens, não importa). Minha teoria é de que as empresas precisam com urgência do estilo maternal de gerenciar e estão começando a se dar conta disso. Elas tiveram primeiro a fase paternalista, do patrão-pai, e pularam logo para a fase “o bicho vai pegar”. Acho que precisam dar um passo atrás e atravessar a fase maternalista (os funcionários talentosos precisam ser educados e cuidados, como fazem as mães, para não ficarem mais pulando de galho em galho) até o dia em que conseguirem ser parecidas com fraternidades. Empresárias como Luíza Helena Trajano e Chieko Aoki (Blue Tree Hotels) falam muito na utilidade das qualidades maternais nas organizações. Pesquisas como a da Caliper, publicada em HSM Management, também identificam o fenômeno. Sem falar no que a pesquisadora Cecília Troiano descobriu ao colher material para seu livro “Vida de Equilibrista”: que nenhuma gestora sequer da Philips do Brasil manifestou ter ambição de carreira de chegar à presidência, porque todas buscam o equilíbrio entre o pessoal e o profissional acima de tudo.  Um tipo de atitude (de mulher-mãe) que pode ensinar muito para os executivos e as equipes em geral e, de quebra, fazer muito pela sociedade.  Não que elas não devam chegar lá –apenas não têm isso como objetivo primordial (e os melhores líderes são os que não desejam o poder, já disse Albus Dumbledore sobre Harry Potter).

    Updaters Talks 5X5

    (Por Wagner Brenner via UoD)

    Aconteceu hoje pela manhã mais um encontro memorável numa lotada sala amarela, na Casa do Saber, em São Paulo. Michell Zappa apresentou seu 5X5. 5 Tecnologias para os próximos 5 anos e quem pode estar presente sentiu um pouco das emoções que um futuro breve nos aguarda. Generosamente, Michell nos autorizou um link para o conteúdo em pdf (39MB). Em breve mais fotos e trechos do talk.

    Cidade do Conhecimento

    Esse fim de semana, fui oficialmente apresentada ao projeto da USP chamado “Cidade do Conhecimento”USP. Este trabalho visa apoiar e implantar projetos de “emancipação digital” que nasceram na USP ou em entidades parcerias para o mundo. Uma das portas utilizadas é o Second Life. Lá, eles adotaram uma política de “reforma agrária digital”, ou seja, quem tem um projeto muito interessante e que atenda os pré-requisitos da Cidade não precisa pagar pelo uso da terra e pode se instalar gratuitamente. Há também o incentivo do “Imposto Zero” que libera o fornecedor de qualquer ônus deste tipo. Já há um programa de ensino a distância instalado e eles estão abertos para ouvir escolas, empresas, gente interessada em participar e que tenha conteúdo para oferecer. O “governador” da cidade é o professor Gilson Schwartz. É só marcar uma audiência e ir em frente!

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