Seja bem-vindo(a) ao Blog da HSM / Alameda Mamoré, 989, - 13º andar / Barueri, Alphaville SP

Arquivo para updates sobre 'empreendedorismo'

Opinião de empreendedores - e a sua?

capa-da-inc.jpg A revista Inc. fez uma pesquisa em Setembro durante a sua conferência, publicada na edição de novembro, nas bancas. Algumas opiniões dos empreendedores me chamaram a atenção. Gostaria de comparar com a sua. Deixe suas respostas como comentário:

Primeira pergunta: Como os seus subordinados descrevem você? Os empreendedores utilizaram as seguintes respostas: “tenaz”, “perspicaz”, “assustador”, “calmo e decidido”, “um porco capitalista”, “fraco - dizem que não sou exigente demais”.

Segunda pergunta: O que você aprendeu com o seu último chefe? “como não tratar as pessoas”, “o diabo está nos detalhes”, “eu nunca tive um chefe”, “meu último chefe foi meu pai - ele me demitiu”.

Terceira pergunta: Qual é a sua pior característica? “eu sou incorrigivelmente otimista”, “impaciente, fanático, paranóico”, “míope”, “ser esperto: algumas coisas não são tão palatáveis olhadas pelo lado moral mas são necessárias no mundo dos negócios”.

 Que tal dar uma refletida em sua postura como chefe, subordinado e também nas questões morais?

“Code Rush” o documentário da Mozilla

“Code Rush” é um documentário do ano 2000 que mostra os primórdios da era “Open Source” na Internet. A abertura do código fonte do Netscape culminou no surgimento da Mozilla/Firefox e de uma nova maneira de colaboração e abertura. O filme mostra a frenética dinâmica de trabalho de uma empresa “.com” e as surpresas que acontecem quando colaboradores que não se conhecem trabalham para um mesmo objetivo. Lá no meio está Marc Andreessen, que vendeu a Netscape para a AOL por centenas de milhões de dolares antes do estouro da bolha da Internet e hoje está por trás do Ning, que é matéria de capa da próxima edição da HSM Management.

Aqui você encontra uma entrevista com o diretor do filme.

Crise: é hora de abrir uma empresa?

Acabo de ler o post do Julio Sergio, abaixo, e um outro texto interessante do empreendedor Paul Graham. Ambos possuem um ponto em comum: a hora de investir e arriscar acontece em momentos onde todos pensam em se defender.
Graham lembra que o surgimento da Microsoft e Apple foi, justamente, na metade dos anos 70, período muito difícil na economia. Outro ponto importante levantado por ele, é o fato que uma nova empresa só terá sucesso se seus fundadores tiverem as qualidades necessárias, resiliência e atitude. Não basta um momento de bonanza econômica para garantir o sucesso de idéias mal executadas ou sem fundamentos sólidos.
Hoje, temos um outro aspecto que é a capacidade de iniciarmos operações com custos muito reduzidos. Existem ferramentas de comunicação, gestão de pessoas, gestão de vendas, resolução de problemas, entre outras, totalmente grátis online. Sem falar na mobilidade que possibilita um aumento de produtividade sem precedentes. A melhor maneira de garantir o sucesso, segundo Graham, é ser como baratas do mundo corporativo. Quando perguntei ao Clay Shirky, em entrevista que sairá na próxima edição da HSM Management, se o mundo corporativo está preparado para essa nova realidade, ele foi contundente: “normalmente as empresas são reativas as inovações que surgem no ambiente online”.

Dia do Empresário X Vida

AX055467

Hoje é o dia nacional do Empresário. Não sei se temos muitos motivos para comemorar, mas de qualquer forma o Governo deveria agradecer ao empresariado que está mantendo a economia nesses últimos anos crescente.

Tenho ouvido de muita gente o sonho de ser empresário, de criar seu próprio negócio e ser dono do seu tempo.  Mas na prática quando isso acontece, o empresário acaba virando funcionário do próprio negócio e fica sem tempo para nada. Eu já empreendo há mais de 14 anos e nesse tempo pude aprender um pouco sobre essa relação de Tempo X Empreendedorismo.

Se eu pudesse dar algum tipo de conselho para quem pensa em abrir seu negócio e continuar a ter tempo para viver, eles seriam:

1 - Abra um Empresa e não um Emprego - Pensa no seu novo negócio como uma forma de investimento para você ganhar dinheiro, que seja a médio-longo prazo independente de sua presença. Isso ajudará você a desde cedo criar uma empresa com processos, delegável, com foco no cliente, com estratégia e não com foco no umbigo do empreendedor.

Continue reading ‘Dia do Empresário X Vida’

Depois de ser pequeno, antes de ser grande: terra de ninguém

nomans.jpg Sintoma maior que este impossível: estava lendo a Inc, edição das empresas que mais crescem, e só quando fui buscar o link para esta matéria me dei conta que peguei a edição do ano passado, provavelmente ainda não lida, ao invés da de 2008… Será que tenho solução? Se olharem meu criado mudo, irão me mandar ajuda rápido… Mas lá li uma entrevista do Doug Tatum sobre um momento muito importante das empresas, a que ele chama de “Terra de Ninguém”, que ainda está muito atual. Para quem é empreendedor vale a leitura, é só clicar na imagem da capa do livro que será direcionado para a entrevista no site da revista.

Os pontos mais importantes são em relação a dificuldade de obter crédito quando se chega a um tamanho onde a empresa é bem maior que o patrimônio pessoal, mas ainda menor que o mínimo esperado pelas empresas de private equity (realidade cada vez mais presente no Brasil) e a dificuldade de fazer a transição das pessoas. Se você é empreendedor já deve ter passado ou imaginado a situação onde as pessoas que te acompanharam desde o início, aquelas que passaram pelos momentos mais difíceis, aquelas que ganharam cargo ao invés de salário, chegaram ao ponto em que podem colocar todo o seu negócio em risco. O consultor Tatum deixa claro que quando se deixa de ser pequeno, as pessoas estratégicas precisam ter vivenciado aquele novo momento, ele não pode ser novidade, como o será para aqueles que te acompanham desde o início. Ele pessoalmente passou por isso, é duro, demitir aqueles que foram fiéis é algo pessoalmente cruel para o empreendedor.

Outra dica importante para identificar o estágio “Terra de ninguém” é observar o mercado, ele dá o exemplo, quando sua empresa fatura 10 milhões e não há competidores maiores, digamos, menores do que 50 ou 100 milhões, saiba que não vai ser nada fácil atravessar essa zona, para isso é preciso estar preparado, não se está mais no estágio que o empreendedor dá conta quase que sozinho de fazer as entregas aos clientes. Preparar a empresa para esse novo desafio pode custar mais caro do que ela está preparada, por isso tantas empresas morrem ao tentar crescer, muitas vezes é melhor ficar parado num tamanho menor. Parar ou ir adiante? Veja o que Tatum tem a dizer.

idea + ? = $$$

<via>  

Madonna: empresária e gestora

madonna-photo-madonna-6234317.jpgNão sei se os leitores estão, como eu, possessos com a confusão na venda de ingressos pro show da Madonna aqui no Brasil. Eu, por exemplo, já desisti de ir, e olhem que fico ao lado do estádio. Mas todo esse auê não deixa de ser mais uma prova da maestria de marketing dessa cantora pop. Até em cima dos 50 anos de idade ela faturou. Claro, já se falou muito da capacidade de marketing dela, mas se fala pouco do seu empreendedorismo e do seu talento de gestão. Essa mulher fundou e gerencia as seguintes empresas: Boy Toy (editora), Siren Films (produtora de cinema), Slutco (produtora de vídeos) e Maverick (gravadora). Nós publicamos na HSM Management nº 64 um interessante artigo sobre o diferenciado estilo empreendedor da Madonna, de dois especialistas da alemã European School of Management and Technology, Jamie Anderson e Martin Kupp. Eles enxergaram cinco dimensões no empreendedorismo dela: 1) visão, 2) conhecer os clientes e o mercado, 3) alavancar competências e atacar os pontos fracos, 4) implementação coerente e 5) renovação contínua. Cliquem aqui para ler o artigo; rende insights para todos nós.

E como não podia deixar de ser, este post tem trilha sonora:  

Livraria Companhia das Letras da Livraria Cultura, ou por que acredito em trade-offs

fachada2_tucavieira.jpgFoi inaugurada na semana passada em São Paulo uma livraria Cultura exclusiva para títulos da editora Companhias das Letras, lá no Conjunto Nacional. Achei uma iniciativa de negócios e de marketing brilhante – e queria saudá-la aqui. Ilustra com perfeição o conceito de trade-off do Michael Porter, o professor de Harvard que é o papa da estratégia.Trade-off é um dos conceitos mais valiosos do universo da gestão (talvez da vida de modo geral). Significa fazer uma concessão para conseguir algo que se quer. Abrir mão de uma coisa para obter outra. Segundo Porter, não existe estratégia onde não existe trade-off. Diferenciar-se dos concorrentes e tornar-se difícil de imitar depende disso.No caso Cultura/Companhia das Letras, a concessão das duas está principalmente no risco que correm, que é o de desagradar os demais parceiros (para a Cultura, as outras editoras; para a Companhia, os outros canais de vendas). Mas Cultura e Companhia potencializaram juntas a imagem que cada uma já tem isoladamente: uma imagem associada a um saudável elitismo intelectual, a preocupação com conteúdo relevante e a bom gosto estético. Vamos ver no que vai dar. 

Limite entre o privado e o privado - O que o presidente da Nestlé quer vender?

Matéria do Estadão de hoje fala sobre o leilão que Ivan Zurita, presidente da Nestlé (sic), vai realizar para atrair para as suas premiadas vacas os sem-fazenda. Sempre achei o nível de exposição dele, nessa atividade particular, excessivo. Se fosse uma estatal, já teria que ter sido demitido, no caso dele, os resultados devem impor à matriz uma paciência maior. As velhinhas suíças não devem se incomodar que algumas celebridades compradoras dos bois, ou de parte deles, como explica o empresário, (ou será executivo?) também apareçam em estratégias de marketing da empresa.

Existe um limite entre essas duas atividades? Não deveria o presidente de uma empresa dessas focar todo o seu tempo, energia e espaço na mídia para maximizar os resultados dos acionistas que aprovam sua remuneração? Ou então, desta desligar-se e aí focar na atividade privada?

Hamlet de Wagner Moura: lição de inovação

wm.jpgFui assistir a “Hamlet” no fim de semana que passou – essa versão com o Wagner Moura dirigida pelo Aderbal Freire Filho que foi bastante incensada pela mídia de início e depois (ao menos, me pareceu), um pouco silenciada. Toda vez que vou ver Shakespeare, vou com um pouco de medo; já tive experiências extasiantes com peças dele mas algumas terríveis e incompreensíveis também. E, toda vez, saio ligeiramente triste; não sei se é porque gosto de escrever, mas fico com a sensação de que não há mais originalidade possível depois desse homem.

Bom, isso era antes. Antes de ver essa montagem do Aderbal Freire. Caros, esse Hamlet é  o que há em matéria de inovação. O personagem construído pelo Wagner Moura conseguiu não ter NADA a ver com o Hamlet do Laurence Olivier no cinema (o mais famoso), que é o indeciso-angustiado, e com as outras interpretações clássicas que, mesmo que não conheçamos, já criaram todas as expectativas em nós. Wagner-Hamlet é de um sarcasmo, um deboche, um cinismo, uma malandragem inacreditáveis.  A ousadia da interpretação (dele e dos outros atores, também excelentes) é gigantesca. A imprensa destacou os tênis e moletons século 21 dos atores, mas isso é detalhe (acho eu). A interpretação é que é do século 21, bem antes do vestuário ou do cenário. (Curioso é que esse nervosismo na interpretação tem uma meia dúzia na platéia que não entende e fica rindo, achando que é comédia; mas, na verdade, até o riso de quem não entendeu parece sob medida para mostrar o século 21, porque ilustra o texto, que fala em certo momento que os que não entendem as coisas ficam rindo).  

E por que falar do Hamlet do Wagner Moura num blog dedicado a gestão? Primeiro, é claro, para sugerir que todos vão assistir. É uma experiência e tanto. Depois, porque, como adiantei, foi a primeira vez que eu não saí de uma peça de Shakespeare triste e desmotivada com a idéia da originalidade. Claro, o bardo enxergava longe mesmo e disse muito do que havia para se dizer. Mas essa montagem mostrou que dá para inventar LOUCAMENTE mesmo sem mexer em uma vírgula sequer do que ele escreveu. Esse Hamlet é “a inovação” em si, essa coisa às vezes tão abstrata de que tanto falamos. Nesta era pós-moderna, em que começamos a aprender em saltos, mais que linearmente, “sentir” a inovação tão de perto pode ser uma das melhores maneiras de alimentá-la. Acho eu – e o resto é silêncio. (Cliquem aqui para ler alguns trechos da peça.)

Uma caneta ou um computador?

A “caneta computador” Pulse Smartpen da Livescribe  faz muito mais do que apenas escrever. Com ela você pode gravar o que está ouvindo, adicionar aplicativos (ex: tradutor) e muito mais. Depois é só fazer um upload para seu computador e fazer buscas dentro das notas e ainda pode compatilha-las com seus colegas.

Inovação no Samba da Bahia

Uma inovação interessante vinda da Bahia,  feita para resolver um problema recorrente das amantes do samba. Como fazer o seu xixizinho de forma rápida, higiênica e privada no meio do bloco? O Higgfly 1 veio para resolver esse problema e conta com uma garota propaganda de peso, a rainha do carnaval Ivete Sangalo. Com o produto, as mulheres podem urinar de pé sem maiores problemas e logo voltar para a folia. Para você ver como inovação nem sempre tem a ver com grandes investimentos financeiros e tecnologia de ponta.

Quais são as desire lines da sua empresa?

3364.jpgAcabei de ver um post interessante do Gustavo Mini no Update or Die, falando das “desire lines” (traçados da sua preferência, numa tradução livre), uma expressão que, confesso, eu não conhecia. Ele explica que “são os caminhos alternativos que as pessoas fazem em parques e praças, buscando atalhos ou simplesmente uma caminhada mais agradável que não havia sido detectada pela pessoa que projetou a calçada”. Pois bem. Nas empresas também há desire lines e o Gustavo, que é publicitário, dedicou-se a estudar o assunto. Diz ele que entre esses caminhos alternativos há tanto os improdutivos como os inteligentes e que os últimos podem e devem ser aproveitados. Citando-o: “É pelas desire lines corporativas que circulam as informações mais ricas e por onde de fato acontecem os projetos.” (Mas ele faz o alerta: não é para abandonar os caminhos pavimentados; caos é mais legal na teoria que na prática.) Imagino que haja desire lines nos quatro cantos da empresa, da gestão do conhecimento às finanças, do marketing ao RH, e que sejam muito úteis para inovações, mudanças, empreendedorismo. Não vale a pena mapear as desire lines da sua empresa?
PS: O site de onde peguei emprestada a foto ilustrativa acima tem um nome sugestivo, mas nada a ver com este post, ok?

Livro clip

post by Monica Beretta e Vivianne Brafmann, via YR UoD

Já saiu na Folha semana passada, mas é tão legal que vale a pena contar para quem não leu: a novidade é o site Livro Clip, que traz resumos animados de vários livros, de uma forma divertida e inovadora. É ótimo pra quem anda com preguiça de reler os clássicos. Clique nos links e tenha um gostinho:  “A Metamorfose” de Kafka, e “Dom Casmurro” de Machado de Assis - (com efeitos de edição da série 24 horas de Jack Bauer!)

Passado didático, estratégia de dupla aposta

Vocês conseguem imaginar como seria o Brasil hoje se a corte de D. João VI não tivesse se transferido para cá e se Portugal caísse em mãos francesas? E o mundo dos negócios, como seria, se a Xerox tivesse comercializado com sucesso o mouse e a interface gráfica para o usuário e se a Apple abrisse seu sistema operacional para todos? E como seria São Paulo se tivesse aceitado a oferta da Light para construir metrô na década de 1930? Se vocês são daqueles que dizem “não adianta chorar sobre o leite derramado”, agora saibam que esse ditado perdeu parte de sua validade (assim como a gente não pode falar mais que uma discussão inútil é sobre quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha, porque a ciência já determinou que foi o ovo).
Adrian Slywotzky, expert em estratégia, diz que usar uma história artificial para montar passados alternativos ajuda a traçar os futuros possíveis para sua companhia e os mercados. É o que ele chama de “passado didático”. E a partir daí investe-se numa estratégia de dupla aposta. Mas, para isso funcionar, é preciso trabalhar pesado e responder: Quais foram as verdadeiras encruzilhadas da estrada? Quais foram as opções genuínas naquele momento? Quais seriam as respostas mais prováveis dos concorrentes? Que incertezas não resolvidas poderiam ter mudado o cenário? Que indicadores poderiam ter sido acompanhados para revelar o momentum de mudança? Slywotzky faz um alerta: essa ferramenta (aplicável até à vida pessoal aparentemente) pode ser humilhante, até mesmo dolorosa. Na HSM Management de julho-agosto, Adrian Slywotzky descreve essa estratégia, exemplificando didaticamente com a disputa Blockbuster X Netflix pelo mercado de locação de DVDs nos Estados Unidos.