Arquivo para updates sobre 'ensinamentos'

Tudo que rolou no WOMM-U em Miami: social media e marketing boca-a-boca

(Por Marcelo Tripoli via UoD)

Conforme prometido segue o link para o conteúdo da apresentação realizada para os clientes da iThink em São Paulo no final de junho com o melhor do conteúdo do WOMM-U, o congresso anual promovido pela Word of Mouth Marketing Association (Womma).

O evento reuniu durante 2 dias marqueteiros e publicitários de grandes empresas como Unilever, Dell, Apple e Disney. As apresentações trouxeram para mesa um tema presente na pauta dos gestores de marketing dos quatro cantos do planeta: Como uma marca pode atingir seus objetivos utilizando ferramentas de marketing boca-a-boca.

Neste link você encontra o conteúdo e os vídeos da minha apresentação. Enjoy.

Uma nação. Sob pressão. Endividada

Um dos filmes selecionados para o festival de Sundance 2008 é o I.O.U.S.A. O filme bancado pelo bilionário Peter Peterson, co-fundador do Blackstone Group, examina o rápido crescimento da dívida interna dos Estados Unidos e as consequências para os país e para a sua população.

Que exemplo de líderes teremos após Dantas?

Nas últimas semanas, os escândalos envolvendo o “banqueiro” Daniel Dantas têm sido o assunto mais comentado no país. E continua presente ao ganhar a cada dia um capítulo novo no noticiário nacional. Não quero aqui entrar no mérito sobre a polêmica atuação da Polícia Federal ou de suas idas e vindas na prisão. Entretanto, não poderia deixar passar ileso o fato de que há muito tempo Dantas transformou-se em protagonista de incontáveis episódios – desde as privatizações no governo FHC até o mensalão na gestão de Lula – que colocam em dúvida a imagem ética dos empresários brasileiros.

Queria entender como Dantas, suspeito agora de ilegalidade na venda de ações da Brasil Telecom para o grupo Oi Telemar, chegou a despontar como personalidade do mundo empresarial. Sobretudo, quando especulou-se por diversas vezes na mídia, que suas empreitadas aconteceram em meio a privilégios públicos. Mas me questiono: será este o exemplo que queremos dar a nova geração de jovens, a qual não só estará à frente das organizações nos próximos anos, mas será responsável por construir o futuro de nossa nação?

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Parceiros da Educação

parceiros.jpg “Parceiros da Educação” é um programa que acredita na capacidade empreendedora como força de transformação da realidade. A iniciativa busca trazer colaboradores do mundo dos negócios para adotar escolas públicas e melhorá-las. Alguns nomes de peso já fazem parte do projeto como: Nizan Guanaes, Ana Maria Diniz, Antonio Bonchristiano, Jair Riberio, Fundação Lemann, entre outros. A idéia não é só ajudar financeiramente mas também trazer as práticas de gestão, aprendidas pelos parceiros em suas vidas profissionais, para cada escola trabalhada. Hoje já são 64 escolas”adotadas”, a meta para 2008 é de chegar a 100 escolas.

Mais informações no telefone (011-3708-9172) ou no e-mail (contato@parceirosdaeducacao.org.br)

As empresas já têm instrumentos para inovar

7a1.jpgDa matéria da Folha de S. Paulo com o presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), Marco Antonio Raupp, no último sábado (19/7), por ocasião da 60ª reunião da SBPC: “Para o matemático Marco Antonio Raupp, o atraso do Brasil em inovação tecnológica é legado da cultura empresarial brasileira que mostra aversão a investimentos de retorno a longo prazo e dialoga mal com a academia. Ele não isenta as universidades de culpa, mas diz que quem tem de agir agora são as empresas” (leia a entrevista na íntegra clicando aqui). Isso está em perfeita sintonia com a ótima entrevista que damos na HSM Management julho-agosto com o físico Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, responsável pela criação da Inova, a agência de inovação que é líder de patentes no Brasil. Mas a entrevista do Brito Cruz foi além, descrevendo todos os instrumentos que os empresários agora têm a sua disposição para inovar (isso tudo é super recente) e explicando que só tendo pesquisadores internamente (e não apenas com parcerias com universidades ou atuação em parques tecnológicos) é que as empresas vão realmente conseguir inovar. Enfim, acho imperdível para todo mundo que pensa em inovação hoje. E como não pensar em inovação hoje é impensável, a entrevista do Brito Cruz é imperdível. Ponto. (E, no tsunami mundial de inovações, outra expressão muito feliz do Vicente Falconi, ou as empresas brasileiras começam a inovar pra valer, ou, pela análise geral, o Brasil vai dançar…)PS: Vale dar uma olhada no site oficial da 60ª reunião da SBPC. Empresários, gestores & cia., está mais que na hora de acompanharmos essas coisas e convivermos com matemáticos, físicos e outros cientistas.

Atlas Shrugged, em breve nos cinemas

Fiquei animado em saber que o livro Atlas Shrugged, escrito por Ayn Rand, ganhará versão cinematográfica em 2009. O livro dramatiza os principais elementos (razão, individualismo e capitalismo) da filosofia objetivista, criada por Rand, que prega que a própria felicidade é o único propósito moral a ser alcançado. Um dos seguidores da filosofia objetivista é Jimmy Wales, fundador do Wikipedia. Wales é tão objetivista que sua filha Kira, de 6 anos, foi batizada em homenagem à heroína do primeiro conto de Rand, We the living. No elenco do filme, nada menos do que Angelina Jolie.

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Todo criminoso comete sempre o mesmo erro; toda empresa também –preço, no caso das americanas

peterdrucker-small.jpgOpa, não sou eu que digo isso; foi o Peter Drucker que disse, em sua última entrevista, dada com exclusividade ao José Salibi Neto, da HSM Management (veja aqui). Reproduzo, com a observação de que eu adoro essa entrevista do Drucker, vale por um livro, foi muito inspirada (e com uma franqueza de dar gosto):
“Sabe o que eu acho particularmente incrível…? É que, com toda a história registrada e estudada, os norte-americanos ainda não aprenderam a não cometer os erros dos quais os japoneses se aproveitam. Acho que o mundo corporativo funciona mais ou menos como o mundo do crime. Todo criminoso comete sempre o mesmo erro; é assim que a polícia consegue prendê-lo, não é? Pois toda empresa também comete sempre o mesmo erro….. 
O erro [das empresas americanas] é fixar preços no limite do que o mercado é capaz de suportar, em vez de criar um mercado; é buscar margens de lucros elevadas, em vez de vender mais para maximizar os lucros.
Os empresários norte-americanos não sabem que lucro é igual à margem de lucro multiplicada pelo giro de estoque, pelas vendas; eles acreditam que lucro é igual à margem de lucro. Isso é culpa dos economistas, aliás. A grande fraqueza dos Estados Unidos está no fato de termos economistas demais. Economistas acreditam em margens de lucro. Já os japoneses sabem que lucro é igual a margem de lucro vezes giro. Eles se preocupam com margem de lucro, mas sabem que o giro é igualmente importante….algumas empresas brasileiras já aprenderam a explorar isso, como a fabricante de aviões Embraer.”

Dois estilos brasileiros? Qual é o seu?

dantas.jpg   X  lemann1.jpg

O jornalista Elio Gaspari na sua coluna de hoje na Folha ousa criar dois padrões de empresário brasileiro, Dantas x Lemann. Observa que curiosamente que um está quase ofuscando o brilho do outro, mas pela razão errada. Para Gaspari Dantas ia muito bem até que numa encruzilhada escolheu o caminho errado e deu no que deu, no que todos sabemos (aliás, ou se é muito próximo, ou se sabe pouco, muito pouco). Já para Gaspari, Lemann representa a nova face do empresariado nacional, muito mais meritocrático, independente do setor público. Admiro Lemann, confesso que não gostaria de trabalhar em “tamanha meritocracia” e torço que Gaspari esteja certo, que os caminhos foram outros, que a construção desse império cervejeiro sobreviva a qualquer investigação, da polícia federal, do FBI, de quem quer que seja.

Também invejo Lemann, não só pela conta bancária, mas principalmente  por conseguir trabalhar com coisas que não lhe impactam emocionalmente, ou seja, é o maior cervejeiro do mundo, mas não degusta as cervejas que produz…

E você, que tipo de empresário é? Para qual tipo trabalha? Em tempos de discussão no judiciário, se a sua consciência não está tão tranquila, melhor não confiar tanto no habeas corpus…

Tudo sobre Yves Behar

Na edição 69 da revista HSM Management, teremos uma matéria com o designer Yves Behar falando da importância do design na experiência do usuário e na sustentabilidade. Abaixo o vídeo da apresentação que Behar fez para o TED, mostrando algumas das suas criações. O vídeo serve como um ótimo complemento para a matéria. É um pouco longo, mas vale cada minuto.

Efeito Placebo e Preços

Existem dois mecanismos que suportam a existência do efeito placebo. O primeiro é a confiança que depositamos em um tratamento que nos é oferecido.  Só pelo fato de alguém nos ter dado atenção e indicado um remédio para o problema já nos sentimos melhor.  O outro é o condicionamento gerado por experiências passadas.  Ou seja, ao se lembrar que ao tomar algum medicamento o nosso organismo melhora, no momento em que nos é indicado um novo medicamento, naturalmente existe a tendência de acreditarmos que ficaremos melhor em breve. Mas o que isso tem a ver com preços? O preço de um produto ou serviço pode afetar o valor percebido do que estamos comprando?

Por exemplo, um shampoo de R$5,00 de marca tradicional é menos efetivo para limpar os cabelos que o shampoo de R$27,00 da mesma empresa? Podemos assumir que o maior preço reflete em melhor qualidade ou funcionalidade? O fato é que com algum controle podemos nos satisfazer com bons produtos que não custam mais caro.  (Por mais que meu trabalho na Quantiz seja ajudar companhias a criar e precificar “os shampoos de R$27,00″; não posso deixar de assumir que o que fazemos é muito pricing, branding, marketing…).

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Os números do excesso de Informação

Post com trilha:

Estudo promovido pela Basex e destaque do Wall Street Journal e NY times: Information Overload. Foram instalados tracking softwares em 40 mil computadores e os resultados, finalmente quantitativos, são impressionantes.

  • US$ 650 Bilhões jogados no lixo por “produtividade desperdiçada” (vagabundagem tech)
  • 50 checagens de e-mail por dia, por pessoa
  • 77 papinhos no Messenger por dia, por pessoa
  • 40 sites por dia, por pessoa

Parece que finalmente os números começam a provar o que a gente constata olhando para o lado: muita gente ocupada, pouca gente produzindo de fato. Nada contra o ócio criativo, mas isso não tem nada a ver com e-mails, messenger, etc.

Barulhinho bom (pro português) - 2

portunido.jpgA crítica do Ruy Castro, por exemplo, é de que a reforma é cosmética  e vai custar caro. Outros acham que ela violenta as culturas locais, na linha das críticas à globalização (e o Brasil seria o grande “imperialista” do pedaço nesse caso, porque é, se não me engano, o que muda menos). Condenam ainda o fato de a unificação ser imposta como lei, de cima para baixo. De qualquer modo, queria destacar alguns pontos positivos dessa unificação:

  • Muita gente aqui no Brasil vai ouvir falar pela primeira vez em Cabo Verde, Angola, São Tomé… 
  • Isso vai chacoalhar um pouco o mundo dos gramáticos e revisores, que vivem uma guerra com os escritores, criticando quando estes se apropriam da língua e a reconstroem no dia-a-dia, e outra guerra com os linguistas, por estes enxergarem a língua como organismo vivo em vez de mumificado (peço perdão aos gramáticos e revisores que não pensam assim, mas eles são exceção).
  • É possível que aumente a escala  para editoras de livros de todos esses países, algo de que o mercado editorial desses países precisa muito.
  • A língua mais simples e una é bem mais fácil de ser aprendida por outros povos. Isso é essencial na globalização (outra vantagem competitiva, e das grandes, em relação a Rússia, Índia e China, os outros do BRIC).
  • Foi o Antônio Houaiss o grande defensor dessa reforma e esse era um cara admirável. Só por isso a unificação já merece respeito.
  • Havia duas opções, a meu ver: podia ser uma reforma  radical de uma vez – eliminando todos os acentos, por exemplo – ou um processo. Acho que vai ser processo, não deve parar por aí. E, se fosse radical, o ciclo natural de reação à mudança –aquele do choque, negação, raiva, negociação, tristeza e aceitação–  talvez fosse menos gerenciável.
  • Por fim, todo esse barulho em torno da língua lhe dá vida, faz com que os pessoas se concentrem nela um pouco. Que discutam e polemizem! É um barulhinho bom! 
  • Barulhinho bom (pro português) - 1

    paisesportuguesa.jpgA partir de janeiro de 2009 teremos, teoricamente, de mudar um pouco o jeito de escrever aqui no blog, na nossa revista ou nos relatórios das suas empresas. Vai entrar em vigor a unificação da língua portuguesa, em que o Brasil e mais 7 países (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, e Timor) vão passar a escrever igual e cada um se adaptará um pouco nesse processo. Lembrando algumas mudanças, que já estão sendo divulgadas por aí: 

    •  O trema desaparece de vez. Já vai tarde.
    •  Incorporamos k, w e  y no alfabeto. Antes tarde…
    • Tiramos o acento circunflexo do voo que eles veem, o acento agudo da ideia e da jiboia (e afins),  o acento diferencial de para (verbo) e para (preposição). Acho que quanto menos acentos, melhor. No inglês, eles usam you sem explicar se é você ou vocês,  e assim mesmo acabamos entendendo pelo contexto, não é?
    • Aceita-se a dupla grafia para algumas conjugações verbais em que a forma do passado e a do presente são idênticas. Como em “louvamos”. Agora, para escrever isso no passado, você pode acentuar: “louvámos”. Pode, mas não precisa. Eu não vou.
    • O hífen é que vai dar trabalho mesmo, mas eu acho a regra fácil. Quando se duplica a mesma vogal (no fim da primeira palavra e no início da segunda), hifeniza-se, enfatizando que se fala a vogal duas vezes: micro-ondas, em vez de microondas. E quando o som é de consoante dobrada na junção das palavras (como contra-regra, com som de RR), escreve-se como se fala: contrarregra –bem mais instintivo!

    Acontece que só isso, que muda 0,45% das palavras escritas no Brasil, está gerando um barulho danado, e de gente graúda, do prêmio Nobel José Saramago a Ruy Castro. Acompanhem no próximo post

    The Pirate´s Dilema

     Are pirates terrorists or freedom fighters?

    <via>

    Por que autorizar o download grátis de músicas?

    nin-downloads-us.jpgO NIN lançou seu último trabalho “The Slipgrátis através de seu site. Eles oferecem algo grátis e ficam com uma informação valiosa: os dados de todos os downloads. Assim podem escolher, através de análise, por onde passar na próxima turnê. Na música, parece funcionar muito bem, ganha quem consegue estar antenado na capacidade de análise que a internet proporciona. Clique na imagem para ver com mais detalhes.





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