Conforme prometido segue o link para o conteúdo da apresentação realizada para os clientes da iThink em São Paulo no final de junho com o melhor do conteúdo do WOMM-U, o congresso anual promovido pela Word of Mouth Marketing Association (Womma).
O evento reuniu durante 2 dias marqueteiros e publicitários de grandes empresas como Unilever, Dell, Apple e Disney. As apresentações trouxeram para mesa um tema presente na pauta dos gestores de marketing dos quatro cantos do planeta: Como uma marca pode atingir seus objetivos utilizando ferramentas de marketing boca-a-boca.
Neste link você encontra o conteúdo e os vídeos da minha apresentação. Enjoy.
Um dos filmes selecionados para o festival de Sundance 2008 é o I.O.U.S.A. O filme bancado pelo bilionário Peter Peterson, co-fundador do Blackstone Group, examina o rápido crescimento da dívida interna dos Estados Unidos e as consequências para os país e para a sua população.
Julio, acho que, se a repercussão do caso Dantas tiver no Brasil a duração e o impacto (gerando novos comportamentos, regras e cuidados) que o caso Enron teve nos Estados Unidos, terá valido a pena, porque será extremamente didático. Acho mesmo que Enron foi bom pros EUA (e pro mundo em certa medida) por isso, o tal negócio de se escrever certo por linhas tortas...Só que, para o episódio Dantas ser bom pro Brasil, vai depender muito da imprensa e da Justiça.
Nas últimas semanas, os escândalos envolvendo o “banqueiro” Daniel Dantas têm sido o assunto mais comentado no país. E continua presente ao ganhar a cada dia um capítulo novo no noticiário nacional. Não quero aqui entrar no mérito sobre a polêmica atuação da Polícia Federal ou de suas idas e vindas na prisão. Entretanto, não poderia deixar passar ileso o fato de que há muito tempo Dantas transformou-se em protagonista de incontáveis episódios – desde as privatizações no governo FHC até o mensalão na gestão de Lula – que colocam em dúvida a imagem ética dos empresários brasileiros.
Queria entender como Dantas, suspeito agora de ilegalidade na venda de ações da Brasil Telecom para o grupo Oi Telemar, chegou a despontar como personalidade do mundo empresarial. Sobretudo, quando especulou-se por diversas vezes na mídia, que suas empreitadas aconteceram em meio a privilégios públicos. Mas me questiono: será este o exemplo que queremos dar a nova geração de jovens, a qual não só estará à frente das organizações nos próximos anos, mas será responsável por construir o futuro de nossa nação?
“Parceiros da Educação” é um programa que acredita na capacidade empreendedora como força de transformação da realidade. A iniciativa busca trazer colaboradores do mundo dos negócios para adotar escolas públicas e melhorá-las. Alguns nomes de peso já fazem parte do projeto como: Nizan Guanaes, Ana Maria Diniz, Antonio Bonchristiano, Jair Riberio, Fundação Lemann, entre outros. A idéia não é só ajudar financeiramente mas também trazer as práticas de gestão, aprendidas pelos parceiros em suas vidas profissionais, para cada escola trabalhada. Hoje já são 64 escolas”adotadas”, a meta para 2008 é de chegar a 100 escolas.
Mais informações no telefone (011-3708-9172) ou no e-mail (contato@parceirosdaeducacao.org.br)
Da matéria da Folha de S. Paulo com o presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), Marco Antonio Raupp, no último sábado (19/7), por ocasião da 60ª reunião da SBPC: “Para o matemático Marco Antonio Raupp, o atraso do Brasil em inovação tecnológica é legado da cultura empresarial brasileira que mostra aversão a investimentos de retorno a longo prazo e dialoga mal com a academia. Ele não isenta as universidades de culpa, mas diz que quem tem de agir agora são as empresas” (leia a entrevista na íntegra clicando aqui). Isso está em perfeita sintonia com a ótima entrevista que damos na HSM Management julho-agosto com o físico Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, responsável pela criação da Inova, a agência de inovação que é líder de patentes no Brasil. Mas a entrevista do Brito Cruz foi além, descrevendo todos os instrumentos que os empresários agora têm a sua disposição para inovar (isso tudo é super recente) e explicando que só tendo pesquisadores internamente (e não apenas com parcerias com universidades ou atuação em parques tecnológicos) é que as empresas vão realmente conseguir inovar. Enfim, acho imperdível para todo mundo que pensa em inovação hoje. E como não pensar em inovação hoje é impensável, a entrevista do Brito Cruz é imperdível. Ponto. (E, no tsunami mundial de inovações, outra expressão muito feliz do Vicente Falconi, ou as empresas brasileiras começam a inovar pra valer, ou, pela análise geral, o Brasil vai dançar…)PS: Vale dar uma olhada no site oficial da 60ª reunião da SBPC. Empresários, gestores & cia., está mais que na hora de acompanharmos essas coisas e convivermos com matemáticos, físicos e outros cientistas.
Xi, objetivismo é tão polêmico...E vai bem contra a onda atual da gestão, do líder servidor. Mas lembrei do Nuno Cobra, o guru do Ayrton Senna: ele dizia que egoísmo é quando vc só pensa nos outros (o subtexto é que assim vc os escraviza) e altruísmo é quando pensa em vc (e libera os outros de ter de fazer isso). É um raciocínio válido. O Drucker tb dizia que primeiro vc tem de cuidar do seu desenvolvimento pra depois desenvolver os outros. E as aeromoças também dizem, quando cair a máscara de oxigênio, ponha primeiro em vc e depois ajude as crianças e os outros...
Jorge Carvalho disse às 4:31 pm
É polêmico mesmo! ;-) O livro é longo mas muito bom! Adri, você conhece o trabalho da Ayn Rand?
Leonardo Fernandes disse às 8:01 am
"O livro dramatiza os principais elementos (razão, individualismo e capitalismo) da filosofia objetivista, criada por Rand, que prega que a própria felicidade é o único propósito moral a ser alcançado."
Rapaz...preciso ler este livro (ou pelo menos ver o filme quando sair). "Individualismo" é uma palavra que aplico em pouquíssimos contextos da minha vida. Só estou Jimmy Wales o criador de um fenômeno "coletivo" seguir essa filosofia.
Jorge Carvalho disse às 9:44 am
Leonardo, tem um outro livro da Rand chamado The Fountainhead que é muito bom também. A filosofia é polêmica mas lida com assuntos bastante pertinentes nos dias de hoje. Sobre o Wales ser objetivista, podemos perguntar para o próprio durante a Expomanagement em Novembro. ;-)
Adriana Salles Gomes disse às 10:28 am
Só conheço de ouvir falar, por fontes secundárias. Nunca li nenhum livro dela. Vou adicionar à minha pilha (são tantos livros que eu quero ler, como é difícil isso...). Agora acho, de achômetro, que o fato de ela vir do contexto soviético deve influenciar MUITO o pensamento dela.
Jorge Carvalho disse às 11:27 am
Adri, você viu o vídeo da entrevista no post? Não precisa ler o livro, é muito longo! Veja a entrevista e vamos esperar a Angelina Jolie!
Adriana Salles Gomes disse às 3:58 pm
Eu preferia esperar o Brad Pitt... Ele vai fazer o filme?
Fiquei animado em saber que o livro Atlas Shrugged, escrito por Ayn Rand, ganhará versão cinematográfica em 2009. O livro dramatiza os principais elementos (razão, individualismo e capitalismo) da filosofia objetivista, criada por Rand, que prega que a própria felicidade é o único propósito moral a ser alcançado. Um dos seguidores da filosofia objetivista é Jimmy Wales, fundador do Wikipedia. Wales é tão objetivista que sua filha Kira, de 6 anos, foi batizada em homenagem à heroína do primeiro conto de Rand, We the living. No elenco do filme, nada menos do que Angelina Jolie.
Adriana,
Excelente ponto. Toda empresa tem que buscar uma maximização de margem bruta em reais. É comum clientes nossos perguntarem quantos pontos percentuais a mais na margem nossos projetos poderão trazer. Sempre respondo que se quiserem aumentar o percentual de lucro, o trabalho fica fácil. Basta aumentarmos os preços sem muito critério, que garanto que em percentuais sua margem vai aumentar! Mas dependendo de quanto for o volume de vendas perdido, pode não maximizar sua margem em reais (que no final é o que importa!-Dinheiro paga as contas e sobra como lucro, percentuais não).
Portanto, a melhor maneira de gerenciar seus preços é buscando uma maximização da margem, o que acontece quando levamos em conta margem e giro, como disse o Peter Drucker.
Obter este ponto ótimo depende de muita inteligência analítica, segmentação, processos, políticas comerciais alinhadas com incentivos e execução da estratégia de pricing com disciplina!
Adriana Salles Gomes disse às 8:52 pm
Sabe que eu acho que existe mesmo um problema de comunicação, Frederico? O pessoal entende a expressão "maximizar a margem do lucro" da maneira errada. Comunicação pode ser um problemão.
Opa, não sou eu que digo isso; foi o Peter Drucker que disse, em sua última entrevista, dada com exclusividade ao José Salibi Neto, da HSM Management (veja aqui). Reproduzo, com a observação de que eu adoro essa entrevista do Drucker, vale por um livro, foi muito inspirada (e com uma franqueza de dar gosto):
“Sabe o que eu acho particularmente incrível…? É que, com toda a história registrada e estudada, os norte-americanos ainda não aprenderam a não cometer os erros dos quais os japoneses se aproveitam. Acho que o mundo corporativo funciona mais ou menos como o mundo do crime. Todo criminoso comete sempre o mesmo erro; é assim que a polícia consegue prendê-lo, não é? Pois toda empresa também comete sempre o mesmo erro…..
O erro [das empresas americanas] é fixar preços no limite do que o mercado é capaz de suportar, em vez de criar um mercado; é buscar margens de lucros elevadas, em vez de vender mais para maximizar os lucros.
Os empresários norte-americanos não sabem que lucro é igual à margem de lucro multiplicada pelo giro de estoque, pelas vendas; eles acreditam que lucro é igual à margem de lucro. Isso é culpa dos economistas, aliás. A grande fraqueza dos Estados Unidos está no fato de termos economistas demais. Economistas acreditam em margens de lucro. Já os japoneses sabem que lucro é igual a margem de lucro vezes giro. Eles se preocupam com margem de lucro, mas sabem que o giro é igualmente importante….algumas empresas brasileiras já aprenderam a explorar isso, como a fabricante de aviões Embraer.”
Mas Marcelo, tem um lance do Lemann que eu acho interessante. Ele tem o prazo pelo trabalho de gerenciar/de negociar/de bater metas/ de formar pessoas... Ele não gosta de cerveja, mas, até onde entendo, adora o que faz, que são essas coisas. Ele não o faz por dinheiro (ele diz isso e acredito nele). Eu o invejo por conseguir ter prazer e ganhar dinheiro ao mesmo tempo
Gillyene Bortoloti disse às 2:13 am
Parabéns essa abordagem é interessante! na verdade não seria nem um e nem outro, talvez preferiria trabalhar para o Lemann, mas nesse joguinho de "vaidades",pura politicagem, nada referente á como os dois sejam como grandes empresários que são, a questão é quem irá ser o preferido nessa batalha de afinidades com o poder, é o nosso Brasil.
Adriana Salles Gomes disse às 10:22 am
Ops, no meu comment, onde se lê "prazo", leia-se prazer. Problemas digitativos, sorry....
Marcelo Melo disse às 12:33 pm
Adriana
Também acho que ele tem esse prazer mecânico de gerenciar, isso é ótimo. Estava lendo no jornal hoje a avaliação do Jim Collins sobre o Carlos Brito, para ele, um executivo não carismático leva vantagem em relação a um carismático, consegue tomar mais decisões em prol da empresa e não de si mesmo. Acho que o Lemann é assim, alguém carismático não consegue ser tão discreto.
Jorge Carvalho disse às 1:23 pm
Acho que o Lemann e o Collins acreditam em enfrentar a realidade e tomar decisões fundamentadas em fatos. Frieza e objetividade ajuda a não sair do trilho e seguir em frente. Carisma ajuda a convencer e a colocar todo mundo no mesmo barco, o problema é se a direção a ser tomada está errada ou o caminho é para benefício do líder e não da empresa/sociedade. Carisma pode esconder uma falta de análise e planejamento e gerar cegueira generalisada nos liderados.
Temos que levar muito em consideração o tipo de empresa, propósito, etc. Tudo isso ta na entrevista do Falconi da edição 69 da HSM Management!
O jornalista Elio Gaspari na sua coluna de hoje na Folha ousa criar dois padrões de empresário brasileiro, Dantas x Lemann. Observa que curiosamente que um está quase ofuscando o brilho do outro, mas pela razão errada. Para Gaspari Dantas ia muito bem até que numa encruzilhada escolheu o caminho errado e deu no que deu, no que todos sabemos (aliás, ou se é muito próximo, ou se sabe pouco, muito pouco). Já para Gaspari, Lemann representa a nova face do empresariado nacional, muito mais meritocrático, independente do setor público. Admiro Lemann, confesso que não gostaria de trabalhar em “tamanha meritocracia” e torço que Gaspari esteja certo, que os caminhos foram outros, que a construção desse império cervejeiro sobreviva a qualquer investigação, da polícia federal, do FBI, de quem quer que seja.
Também invejo Lemann, não só pela conta bancária, mas principalmente por conseguir trabalhar com coisas que não lhe impactam emocionalmente, ou seja, é o maior cervejeiro do mundo, mas não degusta as cervejas que produz…
E você, que tipo de empresário é? Para qual tipo trabalha? Em tempos de discussão no judiciário, se a sua consciência não está tão tranquila, melhor não confiar tanto no habeas corpus…
Na edição 69 da revista HSM Management, teremos uma matéria com o designerYves Behar falando da importância do design na experiência do usuário e na sustentabilidade. Abaixo o vídeo da apresentação que Behar fez para o TED, mostrando algumas das suas criações. O vídeo serve como um ótimo complemento para a matéria. É um pouco longo, mas vale cada minuto.
Frederico, isso se aplica à área de livros? As editoras justificam aos autores que cobram caro por 2 razões: 1) porque querem zerar o custo na primeira tiragem (risco zero) e 2) porque isso faz o consumidor valorizar o produto. No entanto, num mercado reduzido como o editorial, com sérios problemas de distribuição, essa parece ser uma estratégia extremamente perigosa; pode simplesmente empurrar o autor para fora do mercado, não pode?
Frederico Zornig disse às 10:05 pm
Adriana,
Pelo que conheeço as editoras ainda seguem, em sua maioria, a estratégia de cost-plus para determinar os preços de seus produtos. A grosso modo posso afirmar que levantam o custo da publicação da 1a edição de um livro e multiplicam por 4. Este é o preço que chega para o consumidor na livraria. Ou seja, para um livro que custa ao consumidor R$25, a editora cobrou R$12,50 da livraria e o autor fica com um percentual variável deste montante.
Como em toda estratégia de cost-plus, em alguns casos os livros podem estar com preços muito acima do valor percebido pelos ponteciais clientes e neste caso certamente os autores provavelmente nunca serão lidos por muitas pessoas. Porém, defendo que em alguns casos os livros possam ter um valor percebido superior ao estipulado pelo mark-up pré-estabelecido. Nestes casos, portanto, alguns livros de autores consagrados e com alto valor percebido, podem até estar "baratos".
Portanto, oportunidades existem na área de estratégias de preços de livros no mercado Brasileiro. E que bom seria se pudessemos oferecer mais livros a preços mais baixos para mais consumidores. O país agradeceria...
Adriana Salles Gomes disse às 11:46 am
Obrigada pela resposta, Frederico! Pelo que entendi, o efeito placebo se aplicaria bem a alguns livros de autores consagrados e com alto valor percebido. Mas, nos outros casos, as editoras estão deixando de explorar oportunidades mais "criativas" de precificação, o que poderia aumentar o volume desse mercado, certo?
Frederico Zornig disse às 6:27 pm
Adriana,
Certamente existem oportunidades mais criativas para apreçar livros no mercado. Por exemplo, um autor que confie em seu talento poderia oferecer o livro para ser feito o download por um preço determinado por cada cliente. Existem vários "cases" de empresas que utilizaram desta estratégia: restaurantes que não oferecem preço no cardápio e o cliente paga o que achar justo de acordo com o valor recebido na refeição, gravadoras que disponibilizaram albúns por um preço determinado por cada internauta que decidia fazer o download daquele produto (sem um limite mínimo ou máximo de preços).
Poderiam ser desenvolvidos também pacotes de produtos para leitores que gostam de um assunto ou autor específico, preços por quantidade de livros comprados, entre tantas outras estratégias de preços que existem.
Existem dois mecanismos que suportam a existência do efeito placebo. O primeiro é a confiança que depositamos em um tratamento que nos é oferecido. Só pelo fato de alguém nos ter dado atenção e indicado um remédio para o problema já nos sentimos melhor. O outro é o condicionamento gerado por experiências passadas. Ou seja, ao se lembrar que ao tomar algum medicamento o nosso organismo melhora, no momento em que nos é indicado um novo medicamento, naturalmente existe a tendência de acreditarmos que ficaremos melhor em breve. Mas o que isso tem a ver com preços? O preço de um produto ou serviço pode afetar o valor percebido do que estamos comprando?
Por exemplo, um shampoo de R$5,00 de marca tradicional é menos efetivo para limpar os cabelos que o shampoo de R$27,00 da mesma empresa? Podemos assumir que o maior preço reflete em melhor qualidade ou funcionalidade? O fato é que com algum controle podemos nos satisfazer com bons produtos que não custam mais caro. (Por mais que meu trabalho na Quantiz seja ajudar companhias a criar e precificar “os shampoos de R$27,00″; não posso deixar de assumir que o que fazemos é muito pricing, branding, marketing…).
blxg // Blog da agência Fire Multicom » Blog Archive » Os números do excesso de informação disse às 11:08 am
[...] Parece que finalmente os números começam a provar o que a gente constata olhando para o lado: muita gente ocupada, pouca gente produzindo de fato. Nada contra o ócio criativo, mas isso não tem nada a ver com e-mails, messenger etc. Direto do HSM [...]
Estudo promovido pela Basex e destaque do Wall Street Journal e NY times: Information Overload. Foram instalados tracking softwares em 40 mil computadores e os resultados, finalmente quantitativos, são impressionantes.
US$ 650 Bilhões jogados no lixo por “produtividade desperdiçada” (vagabundagem tech)
50 checagens de e-mail por dia, por pessoa
77 papinhos no Messenger por dia, por pessoa
40 sites por dia, por pessoa
Parece que finalmente os números começam a provar o que a gente constata olhando para o lado: muita gente ocupada, pouca gente produzindo de fato. Nada contra o ócio criativo, mas isso não tem nada a ver com e-mails, messenger, etc.
Barulhinho bom (pro português) - 1 « HSM disse às 1:54 pm
[...] B-Blog « Mas é preciso mecanizar a cultura de cana Barulhinho bom (pro português) - 2 [...]
Barulhinho bom (pro português) - 1 « Update or Die disse às 10:27 am
[...] Acontece que só isso, que muda 0,45% das palavras escritas no Brasil, está gerando um barulho danado, e de gente graúda, do prêmio Nobel José Saramago a Ruy Castro. Acompanhem no próximo post. [...]
A crítica do Ruy Castro, por exemplo, é de que a reforma é cosmética e vai custar caro. Outros acham que ela violenta as culturas locais, na linha das críticas à globalização (e o Brasil seria o grande “imperialista” do pedaço nesse caso, porque é, se não me engano, o que muda menos). Condenam ainda o fato de a unificação ser imposta como lei, de cima para baixo. De qualquer modo, queria destacar alguns pontos positivos dessa unificação:
Muita gente aqui no Brasil vai ouvir falar pela primeira vez em Cabo Verde, Angola, São Tomé…
Isso vai chacoalhar um pouco o mundo dos gramáticos e revisores, que vivem uma guerra com os escritores, criticando quando estes se apropriam da língua e a reconstroem no dia-a-dia, e outra guerra com os linguistas, por estes enxergarem a língua como organismo vivo em vez de mumificado (peço perdão aos gramáticos e revisores que não pensam assim, mas eles são exceção).
É possível que aumente a escala para editoras de livros de todos esses países, algo de que o mercado editorial desses países precisa muito.
A língua mais simples e una é bem mais fácil de ser aprendida por outros povos. Isso é essencial na globalização (outra vantagem competitiva, e das grandes, em relação a Rússia, Índia e China, os outros do BRIC).
Foi o Antônio Houaiss o grande defensor dessa reforma e esse era um cara admirável. Só por isso a unificação já merece respeito.
Havia duas opções, a meu ver: podia ser uma reforma radical de uma vez – eliminando todos os acentos, por exemplo – ou um processo. Acho que vai ser processo, não deve parar por aí. E, se fosse radical, o ciclo natural de reação à mudança –aquele do choque, negação, raiva, negociação, tristeza e aceitação– talvez fosse menos gerenciável.
Por fim, todo esse barulho em torno da língua lhe dá vida, faz com que os pessoas se concentrem nela um pouco. Que discutam e polemizem! É um barulhinho bom!
Barulhinho bom (pro português) - 2 « Update or Die disse às 10:30 am
[...] A crítica do Ruy Castro, por exemplo, é de que a reforma é cosmética e vai custar caro. Outros acham que ela violenta as culturas locais, na linha das críticas à globalização (e o Brasil seria o grande “imperialista” do pedaço nesse caso, porque é, se não me engano, o que muda menos). Condenam ainda o fato de a unificação ser imposta como lei, de cima para baixo. De qualquer modo, queria destacar alguns pontos positivos dessa unificação: [...]
A partir de janeiro de 2009 teremos, teoricamente, de mudar um pouco o jeito de escrever aqui no blog, na nossa revista ou nos relatórios das suas empresas. Vai entrar em vigor a unificação da língua portuguesa, em que o Brasil e mais 7 países (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, e Timor) vão passar a escrever igual e cada um se adaptará um pouco nesse processo. Lembrando algumas mudanças, que já estão sendo divulgadas por aí:
O trema desaparece de vez. Já vai tarde.
Incorporamos k, w e y no alfabeto. Antes tarde…
Tiramos o acento circunflexo do voo que eles veem, o acento agudo da ideia e da jiboia (e afins), o acento diferencial de para (verbo) e para (preposição). Acho que quanto menos acentos, melhor. No inglês, eles usam you sem explicar se é você ou vocês, e assim mesmo acabamos entendendo pelo contexto, não é?
Aceita-se a dupla grafia para algumas conjugações verbais em que a forma do passado e a do presente são idênticas. Como em “louvamos”. Agora, para escrever isso no passado, você pode acentuar: “louvámos”. Pode, mas não precisa. Eu não vou.
O hífen é que vai dar trabalho mesmo, mas eu acho a regra fácil. Quando se duplica a mesma vogal (no fim da primeira palavra e no início da segunda), hifeniza-se, enfatizando que se fala a vogal duas vezes: micro-ondas, em vez de microondas. E quando o som é de consoante dobrada na junção das palavras (como contra-regra, com som de RR), escreve-se como se fala: contrarregra –bem mais instintivo!
Acontece que só isso, que muda 0,45% das palavras escritas no Brasil, está gerando um barulho danado, e de gente graúda, do prêmio Nobel José Saramago a Ruy Castro. Acompanhem no próximo post.
O NIN lançou seu último trabalho “The Slip” grátis através de seu site. Eles oferecem algo grátis e ficam com uma informação valiosa: os dados de todos os downloads. Assim podem escolher, através de análise, por onde passar na próxima turnê. Na música, parece funcionar muito bem, ganha quem consegue estar antenado na capacidade de análise que a internet proporciona. Clique na imagem para ver com mais detalhes.