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Archive for the 'Estilo e Comportamento' Category

HSM Management Highlights: Catalisadores > inovadores e estrategistas, por Jeanne Liedtka

00000822712Jeanne Liedtka, professora da Darden School, escreveu um artigo polêmico na HSM Management nº 78, baseado em pesquisa, cujos highlights são estes:

Pedimos a alunos da University of Virginia, recrutadores e participantes de programas de educação executiva que indicassem um líder de crescimento que eles conhecessem pessoalmente e reunimos 225 candidatos de empresas tão diferentes quanto Best Buy, Dell, Dow Chemical, NBC, UBS e Pfizer.

Desse grupo, identificamos 25 indivíduos que haviam conquistado crescimento orgânico de primeira linha. Entrevistamos esses gestores em profundidade e descobrimos que o crescimento não é necessariamente o resultado de estratégias que enxerguem longe ou de produtos e tecnologias radicalmente inovadores. Obviamente, esses fatores podem ajudar, mas, com frequência, o crescimento sustentável é propiciado por dirigentes operacionais cuja liderança dê início a algo como uma reação química que leve a resultados significativos.

Assim, esses são gestores catalisadores. Eles costumam partir do mesmo patamar de todas as demais pessoas: sem informação, capacidade ou contato com cliente privilegiados. No entanto, conseguem feitos extraordinários. O que eles fazem? É o oposto daquilo que muitos gestores acreditam. Os catalisadores têm sucesso, porque se libertam dos grilhões do modo tradicional de fazer as coisas em suas empresas. Eles se destacam tanto pelo que não fazem como pelo que fazem. Por exemplo, os catalisadores não “pensam grande” nem “deixam os números falar” ou segmentam o mercado de acordo com um conjunto de variáveis demográficas sem sentido. Eles nem mesmo se apoiam em focus groups.

São seis suas principais lições:

  1. Não olhe para cima, mas para dentro de você.
  2. O peso não está em suas costas, mas em sua cabeça.
  3. Nada nesta vida é coisa do outro mundo –você apenas tem de reenquadrar a situação.
  4. Comece sempre pelas bordas.
  5. Lidere as pessoas, em vez de amá-las.
  6. Entenda que velocidade anima “a galera”.

PS: Os catalisadores são ainda especialistas em “lançamentos de aprendizado”. O que é isso?Trata-se de processos que se concentram em fazer pequenas apostas em velocidade (tem a ver com as lições de nº 3, 4 e 6). Ao mesmo tempo que minimizam os riscos assim, eles aceleram o aprendizado e permitem gerar insights rapidamente a partir da experiência direta com o mercado.

REPETINDO COM MAIS ÊNFASE: Para Liedtka, ser catalisador é mais importante do que ser inovador ou estrategista.

James Cameron e a história por trás de Avatar

Mais uma palestra maravilhosa do TED, desta vez com o aclamado diretor de cinema James Cameron. Como será que surge um filme tão inovador como Avatar? Como pensa o diretor de cinema responsável pelo filme mais rentáveis da história? Como se materializa uma visão tão inovadora? Nos 18 minutos abaixo, você irá encontrar uma história sobre curiosidade e perseverança. A visão que Cameron tinha para Avatar teve que esperar anos, até que a tecnologia para colocá-la na telona, estivesse disponível. Nesse meio tempo, ele teve que ir explorando territórios novos, desenvolvendo tecnologias e ir aprendendo com o processo. As três lições aprendidas são: curiosidade é a coisa mais importante que temos, imaginação é uma força que pode manifestar uma realidade e o respeito do seu time, é mais importante do que qualquer prêmio.

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Leia também: Avatar, uma aula de estratégia.

Esqueceram de mim. Preferiram o outro

orientacao_vocacional

Em um recente almoço de negócios, reencontrei um conhecido que não via há mais de dez anos. Quando perguntei o que ele estava fazendo, tive a seguinte resposta: “Estou na mesma empresa, no mesmo lugar”. O que poderia parecer uma boa notícia para muitas pessoas, me causou um pouco de preocupação.

Estabilidade é importante, desde que o profissional pule degraus ao longo de sua carreira. Mas fiquei calado, deixando a conversa rolar. Até que ele se vira e diz: “Julio, não entendo uma coisa. Dou resultados espetaculares para a empresa, sou responsável por uma grande parcela do faturamento da empresa, vivo batendo metas, sou bem avaliado e não saio do lugar”.

Bingo! Não tem como no mundo corporativo alguém querer ficar estagnado. Aqueles que possuem esse perfil buscam um emprego público. Há algumas semanas vi uma matéria muito interessante na revista Harvard Business Review que me levou a escrever esse blog. Assim como esse meu colega, tantas outras pessoas vivem o problema diariamente.

Em princípio, quando se pensa em avaliar os critérios de uma promoção, logo se imagina que impera fatores político, certo? Sim e não. A questão política existe, a subjetiva também e não raro assistimos à promoções equivocadas em que profissionais pouco preparados assumem cargos de liderança. Tenho certeza que você conhece pelo menos 5 exemplos, certo?

Cenários como esses são bastante comuns e acontecem bem mais do que imaginamos. Mas não é regra profissionais com credenciais e inúmeras competências serem preteridos a uma promoção porque representam uma ameaça ao seu superior. No caso do meu colega, é quase certo que ele foi vítima sim da competição acirrada que existe no mundo corporativo. E saiu perdendo.

Talvez nesses casos, a melhor solução seja mudar de emprego e ir atrás de uma oportunidade que valorize seu talento. No entanto, recomendo que se faça uma reflexão minuciosa de todos os pontos que o permitiriam alcançar voos mais altos. Pense se realmente você é visto pela organização como profissional elegível a subir um ou mais degraus.

Às vezes você bate metas, entrega resultados, mas não consegue liderar equipes. Aí, bem do seu lado, tem alguém que usa o poder de persuasão para gerenciar conflitos e motivar equipes por saber que esse é um aspecto que vai conseguir de cada um o melhor. Pronto, é essa pessoa que está na mira da chefia.

Os promovidos são profissionais produtivos, proativos, que se antecipam às demandas do gestor e apresentam soluções antes mesmo de alguém pedir. Além disso, têm visão estratégica e pensam na forma como a empresa pode fazer ainda melhor do que já faz. Se você acha que fez tudo isso e nada aconteceu, tente conversar com seu superior.

Muitas empresas costumam ter gestores que não dão “feedback” ou não conseguem apontar os pré-requisitos para alguém ser promovido. Por isso, sempre que puder, converse com seu chefe, tente ter indícios. Essa é uma forma de entender o que a empresa espera de você. Deixar rolar pode ser sua ruína, já que talvez seja difícil de reverter uma impressão equivocada de que você não está preparado para crescer.  Se ligue!

A Fórmula do Sucesso.

hk-ceoEstava pensando sobre o sucesso e cheguei na seguinte conclusão. Existem três grupos de pessoas:

1. Pessoas que tem sonhos;
2. Pessoas que tem sonhos e planos;
3. Pessoas que tem sonhos, planos e atitude

Qual a diferença entre elas?

O primeiro grupo pode ser encontrado em todo lugar, todos nós em sã consciência temos sonhos, de todos os tipos e espécies. Alguns querem comprar uma casa, outros querem tornar-se presidentes de empresa, outros sonham entrar em uma determinada Universidade, enfim, a coisa mais fácil é encontrar alguém que tenha sonhos.

O segundo grupo já não é tão fácil de encontrar, são aquelas pessoas que tem sonhos e escrevem, planejam como alcançá-los. Nem todas estas pessoas conseguem, mas só pelo fato de colocar no papel, tem maiores chances de atingi-los. Quando você faz isto, automaticamente você está de certa forma se comprometendo com a meta estabelecida e uma parcela deste grupo realmente atinge o objetivo.

O terceiro grupo poderia dizer que está em extinção ou talvez sempre esteve. São aquelas pessoas que sonham, colocam isto no papel, dividem em etapas e cumprem com planejado, isto é uma questão de atitude. Podem até demorar para atingir o objetivo, na maioria das vezes conseguem chegar lá. São pessoas especiais, o que muitas pessoas chamam de pessoas de sorte.

Vou contar uma pequena história sobre este assunto que li em uma revista de vendas a um bom tempo atrás:

O ex-chefe de uma pessoa que hoje é Presidente de uma empresa Multinacional, comentou o seguinte fato, disse que se pedisse uma tarefa a esta pessoa no período da manhã e se mudasse de plano depois do horário do almoço, já era tarde, pois esta pessoa já havia executado a tarefa.

Quantas pessoas você conhece com este tipo de atitude, focada no resultado, que sabe exatamente onde quer chegar? Provavelmente esta pessoa já sabia que queria ser Presidente da empresa e sabia que teria que se destacar para ocupar tal posição.

Em minha opinião a fórmula do sucesso acontece quando somamos Sonho, Planejamento, Trabalho e Atitude.

Abs,

Alexandre Silva - alexansilva

Quando o design salva (e a utilidade também)

Os que me conhecem sabem que ando cansada do mantra “os jornais vão morrer, toda a vida será online”, repetido à exaustão mundo afora. Às vezes, acho que leitores preguiçosos é que ficam alimentando a corrente por interesse próprio (mas aí já se trata de implicância). As coisas se transformam, coexistem em novos arranjos e cada qual tem uma função a cumprir. Quem concorda comigo, aparentemente, é o ultrapremiado e bem-sucedido designer de jornais Jacek Utko, polonês, e concorda duas vezes: 1. Em um congresso sobre mídia impressa que aconteceu essa semana na Alemanha, ele disse que o newspaper (papel que traz notícias ou novidades) é substituído pela mídia online, mas o usepaper (papel que tem utilidade, dando conhecimento, servindo de ferramenta) permanece. Concordo. 2. Ele tem um histórico de aumentar absurdamente a tiragem de jornais europeus (e, às vezes, salvá-los da extinção), mudando seu visual. Vejam o vídeo da apresentação de Utka em um TED Talk de 2009. YouTube Preview Image “The whole newspaper as one composition. As music. With rythm.” A mesma lógica pode ser aplicada a muitos produtos, serviços e atividades; fiquem atentos.

Quando o filme termina

oldfilmreel_10Você já reparou o que acontece, no cinema, quando o filme termina? Muitas pessoas saltam da poltrona e rapidamente buscam a saída da sala de projeção, outros ficam sentados ainda vendo o que seria o restante do filme, ou seja, os créditos. O interesse vai desde quem são os artistas coadjuvantes – uma vez que supostamente os protagonistas do filme são conhecidos de antemão – até curiosidades como onde o filme foi rodado, qual é a base do roteiro, de quem são as musicas, figurino, etc.

Mas o interessante mesmo são os comentários. Alguns saem dizendo que esperavam mais do filme, outros satisfeitos, e uma parte indiferentes. Nunca haverá uniformidade de opiniões porque é da natureza humana perceber as coisas de maneiras diferentes.

Já ouvi comentários bastante negativos sobre um filme que, em minha opinião, aparentemente não merecia. Também já assisti a filmes que me frustraram e que, conversando com amigos me deram opiniões muito diferentes. Creio que o primeiro passo para gostar mais ou menos de um filme é a expectativa que se estabelece ao escolher o que assistir. Claro que a companhia conta muito. Afinal quem não gosta de uma companhia agradável para ir ao cinema e depois sair para jantar?

Clique aqui e leia o artigo completo.

Sua localização na rede é mais importante do que a quantidade de amigos que você tem

redes4

Estudos sobre o comportamento das pessoas em rede estão pipocando por todos os lados. Principalmente quando se trata de avaliar o poder de disseminação de informação e influência de uma pessoa sobre as outras, já que a recente fusão entre tecnologia, psicologia e interações sociais tem alterado a dinâmica das relações e a percepção do mundo em que vivemos.

Embora ainda saibamos pouco sobre a dinâmica das relações sociais potencializadas pelas recentes tecnologias, muitos credos e verdades surgem como replicações simples do convencional e conhecido mundo offline, como também de pesquisas e experiências pouco representativas e por vezes mal interpretadas.

A crença atual, defendida por muitos, é a de que quanto maior for a rede de seguidores ou de amigos de uma pessoa, maior o seu poder de disseminação de notícias, idéias, conhecimento e informação. Isto faz com que muitas pessoas e instituições se esforcem e busquem ampliar suas redes, às vezes a qualquer preço, como já foi discutido por aqui.

Porém, um estudo realizado pela Universidade de Boston coloca esta crença em cheque ao concluir que os melhores disseminadores não são necessariamente aqueles que possuem o maior número de seguidores ou amigos online (os hubs), mas sim aqueles que estão mais bem posicionados na topologia de uma determinada rede.

Isto quer dizer que pouco importa se uma pessoa é bem relacionada, com grande quantidade de seguidores/amigos, se ela estiver localizada na periferia de uma rede. E que uma pessoa menos conectada só que mais bem posicionada, localizada próximo ao núcleo da rede, pode ter melhores resultados na disseminação de informação.

O estudo é interessante porque enfatiza a importância da posição de uma pessoa na rede em relação à informação que está sendo disseminada, ao invés de considerar apenas a sua quantidade de amigos/seguidores como normalmente se faz.

Penso que este estudo serve como um alerta para clientes, agências e suas estratégias digitais.

E você, o que acha?

CEO da Sun anuncia demissão com haicai no Twitter

haikai2

Mais informações sobre o tweet de Jonathan Schwartz no The Guardian.

Ele já é “trending topic” do microblog, lógico. E o haicai (haiku, em inglês), se já era um formato recorrente ali, deve viver um boom daqui para frente.

via

Ranking mundial | Uso per capita de rede social

Ocidentais são maioria e Brasil ocupa o 7º lugar, com quatro horas e meia de navegação por mês por pessoa. (Nosso blog da HSM está nesta conta!)

Agora, vale cruzar com dados gerais de uso da internet de um mês antes. Há 1,7 bilhão de pessoas conectadas à rede no mundo, 10% na América Latina e Caribe.

A primeira pesquisa é Nielsen e eu vi na Economist online. A segunda pesquisa eu vi no blog do Silvio Meira e há números e mais números aqui.

Sem etiqueta, sem preço

stradivariusNão é de hoje que se sabe que as pessoas estão acostumadas a valorizar as coisas dentro de contextos muito bem definidos e conhecidos. Um quadro é mais valorizado quando possui moldura, mesmo que a moldura seja produzida em série. Da mesma forma duas peças de roupa produzidas com o mesmo material e estilo, podem ter valores muito diferentes dependendo da etiqueta.

A palavra moldura traduzida para o espanhol é marco, que realmente define muito bem o papel da moldura em uma obra de arte, que é o de marcar ou delimitar o trabalho e não fazer parte da obra. A obra tem aspectos intangíveis que jamais poderiam ser carregados em uma moldura.

Em 2007, o jornal Washington Post lançou um debate sobre valor, contexto e arte. Para tal pediu que um músico famoso tocasse algumas peças de música clássica no horário de rush, na estação do metro L’Enfant Plaza em Washington. Mais de 1.000 pessoas passaram por ali durante os 43 minutos que este musico tocou, e pouca ou nenhuma importância deram ao músico.

Mas o que ninguém sabia era que o musico se tratava de Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas, num raríssimo, Stradivarius de 1713, estimado em 3,5 milhões de dólares. No entanto, Bell estava vestido em roupas comuns, calça jeans, camiseta e boné, e não havia nenhuma etiqueta para identificar quem era aquele artista.

Clique aqui e leia o artigo completo.

Internet no painel do carro, a próxima fronteira

Empresas como Intel e Google estão trabalhando nesses “infotainment systems” e os apresentaram esta semana no Consumer Electronics Show (CES), a UD turbinada (e paradigmática) dos Estados Unidos. A informação saiu no New York Times de hoje.

Eu fico aflita só de pensar nas pessoas navegando em sites enquanto dirigem. Mas, com o trânsito parado de São Paulo, pode até fazer sentido. Desdobramento provável: mais conexão para sua vida (para o bem e para o mal), influência ainda maior da internet no mundo dos negócios e da gestão.

UPDATE (TAMBÉM DA CES): Olha a Ford saindo na frente com o Twitter!

Tks, @mauriciostycer!

Internet não mata sua vida social

Muita gente acredita que a Internet gera isolamento, que as pessoas acabam ficando mais em casa e por ai vai. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, prova que isso não é uma verdade, que a Internet não matou a vida social das pessoas.

Eu não posso reclamar, desde os 7 anos que fico grudado na tela do computador. Isso me fez ter uma pele digna de ator do filme Crepúsculo, exercitei minha lógica e encontrei a mulher da minha vida (sim, eu casei via Internet praticamente). Mas aprendi a equilibrar, não pode se casar com seu micro, você precisa de gente e arejar também!nerdbirthday

A pesquisa realizada nos Estados Unidos pela consultoria Pew Research Center mostra que o isolamento social dos adultos americanos quase nada mudou desde 1985.

O levantameno aponta que 6% dos entrevistados declararam não ter ninguém, ou nenhum grupo, "com quem possam discutir assuntos que consideram importantes", índice três vezes maior que o registrado em 1985.

Entre os usuários de web, no entanto, 61% disseram conversar com seus vizinhos ao menos uma vez por mês. Além disso, 45% declararam ser mais propícios a visitar um café ou restaurante do que os que não usam os novos recursos da internet.

O estudo revela, ainda, que os usuários de redes sociais frequentam bibliotecas 52% mais vezes do que as pessoas "off-line" e visitam parques públicos 42% mais vezes.

A consultoria conclui que o crescimento do número de americanos que não possui uma vida social ativa não tem relação direta com o surgimento de smartphones ou redes sociais. Ao contrário, a Pew acredita que a evolução da web tem sido responsável pelo aumento da participação dos americanos nas vidas uns dos outros.

fonte: TI Inside / www.maistempo.com.br

Onde o CEO se encaixa?

No período da tarde, Porter abordou no Special Management Program “On Strategy” o papel do líder no processo estratégico. O objetivo de desenvolver ou restabelecer uma estratégia nítida em geral é, uma questão organizacional, que depende da liderança. “Com tantas forças trabalhando contra o exercício de escolhas e de opções excludentes nas empresas, a existência de um nítido referencial intelectual para orientar a estratégia é um contrapeso imprescindível. Além disso, também são essenciais os líderes fortes, dispostos a fazer escolhas”, afirmou.
Ele explicou que em muitas empresas, a liderança degenerou em orquestração das melhorias operacionais e na condução das negociações. Mas o papel do líder é mais amplo e muito mais importante. “A gerência geral é mais do que a simples administração de funções individuais”. O seu cerne é a estratégia: a definição e a divulgação da posição exclusiva da empresa, o exercício de opções excludentes e o desenvolvimento da compatibilidade entre as atividades. “O líder deve proporcionar a disciplina para as decisões relativas às mudanças setoriais e às necessidades dos clientes a que a empresa responderá, ao mesmo tempo em que evita a dispersão organizacional e assegura a diferenciação”.

Quantas refeições por dia você faz em casa?

imagesExiste uma tendência mundial chamada  Food Service, o conceito deste mercado é alimentação fora do lar, ou como os americanos chamam - OOH - Out of Home. Este mercado tem crescido muito nos últimos anos, e quando o camparamos com o varejo tradicional, o crescimento chega ser quase o dobro.

Apenas para fazer uma comparação, de acordo com a ABIA (Associação Brasileira da Indústrias de Alimentação) este mercado movimenta anualmente U$ 443 bilhões e a tendência é aumentar ao longo dos anos em função de alguns “drivers”: a mulher está cada vez mais presente no mercado de trabalho, congestionamentos constantes, falta de tempo, etc…

Em uma recente pesquisa chegou-se a seguinte conclusão:  Do orçamento domiciliar destinado para alimentação, Hong Kong consome 83% no OOH, Grandes centros da Europa destina até 70%, Estados Unidos 50% e Brasil por enquanto apenas 24%. Isto demonstra o enorme potencial que temos para os próximos anos.

As grandes empresas de alimentação já notaram este mercado e já estão no jogo. Imaginem como será a aceleração de Food Service na Copa do Mundo e Olimpíadas. Quantos restaurantes serão construídos, quantas redes de Fast Food entrarão no Brasil, Quantos hotéis serão reformados e construídos, qual será a verba investida em mídia a favor deste mercado?

Existe aí um grande potencial para o Brasil, mas como um profissional da área posso assegurar que temos que correr para formar profissionais para capturar esta demanda, hoje ainda temos falta de profissionais especializados neste mercado.

Deixo aqui uma reflexão para as indústrias de alimentação.

Abs,

Alexandre Silva

Alexandre atualmente é responsável pela Área de Food Service/Novos Negócios de uma empresa multinacional de Alimentos.

Dez tendências da classe C

Por Regiane Bochichi (via UoD)

Ontem, estive em uma apresentação informal da pesquisa do DataPopular sobre a baixa renda. Liderada por Renato Meirelles que estuda esse target desde 2001 e ainda tem uma parceria com o DataFolha que já faz mais de 100 mil entrevistas em 180 cidades, foi  possível conhecer quais são as 10 tendências da classe C traçadas por meio de drivers do futuro e pistas comportamentais . E é bom ficar de olhos bem abertos, pois essa turma - que ganha menos de 10 salários mínimos - representa 90% da população brasileira, é responsável por 79% do consumo, atinge 69% do mercado de cartões de créditos, são 86% dos total de internautas no Brasil e movimentam mais de 760 bilhões por ano.  “São milhões de consumidores com bolso de classse média e cabeça de baixa renda”, segundo Meirelles. Ficou interessado? Então, vamos lá:

  1. Consumo de inclusão: todos querem comprar, mas o alvo é a qualidade e não o status. Aqui vale a abundância e não a exclusividade como na classe A
  2. Acesso e qualidade: valoriza o dinheiro. Uma compra é um investimento. Portanto, a margem de erro deve ser pequena. Não dá para testar um produto e depois não gostar e ter que usar até acabar.
  3. Capilaridade, aval e segmentação: o ponto de venda deve ser próximo pois fazem compras a pé e se não tiverem dinheiro sempre pode apelar para o mercadinho que vende fiado.
  4. Redes, dicas e boca a boca: são mais colaborativos e dividem a informação com a família e os vizinhos. Todos dão dicas de descontos, bons produtos, atendimento. E o melhor, uma vez conquistados, se mantêm fiéis.
  5. Tecnologia, família e invstimento: o computador ocupa o lugar na sala que antes era só da TV. Representa uma forma maior de conhecimento, entretenimento e lazer.
  6. Educação e cultura: caminho para a ascensão social.  Estudar funciona como um plano de previdência familiar pois melhora a qualidade de vida de todos.
  7. Juventude geração C: esse é o nosso futuro. Seremos um Brasil com a cara dos jovens da atual classe C. Esse jovem tem voz ativa dentro da família. 68% deles estudou mais que os pais e são super pé-no-chão. Não acreditam em horóscopo, alma gêmea, ET de Varginha. Não tem tempo para pensar nessas “bobagens”.
  8. Identidade e autoestima: valoriza a conquista e enaltece a origem. Aqui vale a pena prestar atenção na regionalidade, na comunidade e na igreja.
  9. Vaidade e beleza: estar bem arrumada é uma forma de diminuir as barreiras étnicas e sociais. As mulheres gastam em média 50 reais por mês no salão. 89% afirmam que os cuidados pessoais a fazem se sentir melhores. (ver reportagem abaixo)
  10. Novos papéis e nova família: a relação homem e mulher ganha maiores contornos nesta faixa de renda. 30% das familias da classe C são chefiadas por mulheres. A tão desejada igualdade de direitos chega primeiro aqui.
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