O caderno Vitrine da Folha de S. Paulo de ontem trouxe uma interessante discussão sobre embalagem. Mostra toda a transformação que o conceito de embalagem vem obtendo nos últimos tempos e o quanto hoje os seguintes aspectos são fundamentais: durabilidade (sim, você vai voltar a e levar a “garrafa” ao supermercado); utilidade (a tal da Gropack permite que os fungos e vegetais ainda cresçam no ponto de venda); retrô (sim, apesar de avançar a passos largos o ser humano também quer conexões com seu passado); e simplicidade (pouca cor, um aspecto de papel craft pode ajudar os produtos a se diferenciarem numa gôndola excessivamente colorida…).
Além disso, as sacolinhas já fizeram a cabeça dos formadores de opinião e devem se espalhar entre todas as classes, isso mesmo, quem já achou ridículo aquela sacolinha da avó fazer feira vai descobrir que certa mesmo era a vovó…
Tudo isso porque as pessoas começam a perceber que além da embalagem, o conteúdo dos produtos é fundamental. O mesmo vai valer para as pessoas. De nada vai adiantar você contratar um personal stylist, por mais criativos que esses possam ser, daqui a pouco vai estar todo mundo igual, não mais como nos tempos de IBM, mas variando entre 4 ou 5 modelitos. Invista no conteúdo, não só na embalagem. No produto da “firma” da qual é responsável e principalmente no seu caso.
Quem já precisou ligar para o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) de qualquer empresa sabe muito bem o que é passar pela terrível experiência de ficar horas e horas para ser atendido. E mal atendido, na maioria das vezes. Apesar de o call center ser uma das mais importantes áreas de contato com o consumidor, nos últimos anos ele passou a ser administrado fora de casa.
Vocês conseguem imaginar como seria o Brasil hoje se a corte de D. João VI não tivesse se transferido para cá e se Portugal caísse em mãos francesas? E o mundo dos negócios, como seria, se a Xerox tivesse comercializado com sucesso o mouse e a interface gráfica para o usuário e se a Apple abrisse seu sistema operacional para todos? E como seria São Paulo se tivesse aceitado a oferta da Light para construir metrô na década de 1930? Se vocês são daqueles que dizem “não adianta chorar sobre o leite derramado”, agora saibam que esse ditado perdeu parte de sua validade (assim como a gente não pode falar mais que uma discussão inútil é sobre quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha, porque a ciência já determinou que foi o ovo).
A Raquel Costa, da Digital Happenings Interactive, escreveu no blog dela sobre a 
Dez entre dez gestores acham que o melhor processo de tomada de decisão começa com definir o problema e segue com o diagnóstico das causas, a formulação das soluções possíveis e a escolha da melhor entre elas (completada por sua respectiva implementação). Quando não decidimos assim, sentimos culpa, é ou não é? Achamos que devíamos tê-lo feito. Mas eis que alguém de peso vem nos libertar dessa culpa. É 


O 