Arquivo para updates sobre 'estratégia'

Embalagem: a dos produtos e a sua!

embalagens.jpg O caderno Vitrine da Folha de S. Paulo de ontem trouxe uma interessante discussão sobre embalagem. Mostra toda a transformação que o conceito de embalagem vem obtendo nos últimos tempos e o quanto hoje os seguintes aspectos são fundamentais: durabilidade (sim, você vai voltar a e levar a “garrafa” ao supermercado); utilidade (a tal da Gropack permite que os fungos e vegetais ainda cresçam no ponto de venda); retrô (sim, apesar de avançar a passos largos o ser humano também quer conexões com seu passado); e simplicidade (pouca cor, um aspecto de papel craft pode ajudar os produtos a se diferenciarem numa gôndola excessivamente colorida…).

Além disso, as sacolinhas já fizeram a cabeça dos formadores de opinião e devem se espalhar entre todas as classes, isso mesmo, quem já achou ridículo aquela sacolinha da avó fazer feira vai descobrir que certa mesmo era a vovó…

Tudo isso porque as pessoas começam a perceber que além da embalagem, o conteúdo dos produtos é fundamental. O mesmo vai valer para as pessoas. De nada vai adiantar você contratar um personal stylist, por mais criativos que esses possam ser, daqui a pouco vai estar todo mundo igual, não mais como nos tempos de IBM, mas variando entre 4 ou 5 modelitos. Invista no conteúdo, não só na embalagem. No produto da “firma” da qual é responsável e principalmente no seu caso.

Terceirizar ou não o call center, eis a questão

Quem já precisou ligar para o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) de qualquer empresa sabe muito bem o que é passar pela terrível experiência de ficar horas e horas para ser atendido. E mal atendido, na maioria das vezes. Apesar de o call center ser uma das mais importantes áreas de contato com o consumidor, nos últimos anos ele passou a ser administrado fora de casa.

Um verdadeiro equívoco em minha opinião. Como as organizações podem ser eficientes e oferecer qualidade se adotam a estratégia de colocar nas mãos de outros um de seus principais ativos, o cliente? O call center é, sobretudo, a porta de entrada de uma empresa, seu cartão de visitas. Mas o que se vê é boa parte das companhias aderindo à onda da terceirização de forma indiscriminada, na busca por menores custos. Visão que precisa mudar.

Não podemos esquecer que essa corrida incessante por redução de custos, a médio prazo, pode trazer conseqüências negativas. As empresas também não enxergam que se por um lado enxugam custos, por outro perdem clientes. Pesquisa recente realizada pela Harvard Business Review constatou que 68% dos americanos abandona a marca e vai para o concorrente pela postura de indiferença ou descaso de funcionários das centrais de atendimento. Os números só comprovam o quanto um bom relacionamento com o consumidor é essencial à sobrevivência das empresas no mercado.

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Passado didático, estratégia de dupla aposta

Vocês conseguem imaginar como seria o Brasil hoje se a corte de D. João VI não tivesse se transferido para cá e se Portugal caísse em mãos francesas? E o mundo dos negócios, como seria, se a Xerox tivesse comercializado com sucesso o mouse e a interface gráfica para o usuário e se a Apple abrisse seu sistema operacional para todos? E como seria São Paulo se tivesse aceitado a oferta da Light para construir metrô na década de 1930? Se vocês são daqueles que dizem “não adianta chorar sobre o leite derramado”, agora saibam que esse ditado perdeu parte de sua validade (assim como a gente não pode falar mais que uma discussão inútil é sobre quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha, porque a ciência já determinou que foi o ovo).
Adrian Slywotzky, expert em estratégia, diz que usar uma história artificial para montar passados alternativos ajuda a traçar os futuros possíveis para sua companhia e os mercados. É o que ele chama de “passado didático”. E a partir daí investe-se numa estratégia de dupla aposta. Mas, para isso funcionar, é preciso trabalhar pesado e responder: Quais foram as verdadeiras encruzilhadas da estrada? Quais foram as opções genuínas naquele momento? Quais seriam as respostas mais prováveis dos concorrentes? Que incertezas não resolvidas poderiam ter mudado o cenário? Que indicadores poderiam ter sido acompanhados para revelar o momentum de mudança? Slywotzky faz um alerta: essa ferramenta (aplicável até à vida pessoal aparentemente) pode ser humilhante, até mesmo dolorosa. Na HSM Management de julho-agosto, Adrian Slywotzky descreve essa estratégia, exemplificando didaticamente com a disputa Blockbuster X Netflix pelo mercado de locação de DVDs nos Estados Unidos.

Teoria x prática de consumo

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A American Apparel é um fenômeno de vendas, uma marca jovem, desejo de vários adolescentes e adultos mundo adentro. Um fenômeno que se viu diante do dilema: manter o apelo ecológico ou mudar para algo mais voltado ao sexo. O que você faria com a marca sob sua responsabilidade? Reforçaria a não utilização de trabalho forçado, o fato de produzir nos Estados Unidos ou optaria por uma linha de comunicação mais apelativa aos instintos básicos do ser humano?

Talvez seja mais produtivo ouvir profundamente o consumidor. O Journal of Industrial Ecology diz que apenas entre 10 e 12% dos consumidores desviam de sua rota em busca de produtos favoráveis ao meio ambiente. Mas o teste mais interessante tem a ver com os dois produtos acima e foi feito pelo Yale Center for Costumer Insights. No mercado, consumidores acrescentam à balança do preço, qualidade, conveniência, prazer, os inúmeros símbolos derivados dos produtos que criam racionais de compra.

Se você tivesse 50 dólares para gastar e a imposição de gastar, qual dos dois produtos acima você compraria? Isso mesmo, escolha entre uma calça jeans e um aspirador de pó. Acho que fica claro que o objetivo era contrapor algo pessoal, com um pouco de luxo a algo utilitário. Fez sua escolha? Agora compare.

As pessoas foram divididas em 2 grupos. Ao primeiro grupo foi oferecida a mesma escolha que te ofereci acima. Qual foi a preferência? 72% optaram pelo aspirador de pó. Ao segundo grupo antes de se apresentar essa mesma opção, discutiu-se  sobre trabalho voluntário, antes da decisão de compra, as pessoas escolhiam se preferiam ensinar crianças carentes ou trabalhar em atividades de proteção ao meio ambiente. Depois dessa escolha, restava optar por aspirador de pó ou calça jeans. Ali, a maioria, 57% preferiu a calça jeans.

Para as pessoas que eu apresentei o teste, a opinião foi sempre contrária, a sensação de que pessoas que fazem trabalho voluntário preocupam-se mais com os outros. Mas a explicação oficial é diferente e mais próxima da natureza humana. Quem faz algum trabalho voluntário sente-se mais livre para indulgências pessoais… Como se comporta o seu consumidor?

Retrovisor, cisne negro, Taleb e o peru

A Raquel Costa, da Digital Happenings Interactive, escreveu no blog dela sobre a “síndrome do retrovisor”, de pessoas que ficam presas no passado, inspirada num bate-bola com o Jorge Carvalho em cima do post do Mintzberg. Aproveitando a deixa, Nicholas Nassim Taleb, o do “cisne negro”, que vem à ExpoManagement agora em novembro, também fala muito disso, mas ele acha que o grande perigo dessa limitação está em não saber lidar com os “cisnes negros”. Em seu livro A Lógica dos Cisnes Negros Taleb chama de “cisnes negros” os acontecimentos que atendem às seguintes condições:   

  1. Estão fora do âmbito das expectativas normais, porque nada no passado indica de forma convincente essa possibilidade.
  2. Produzem forte impacto. 
  3. Apesar de serem imprevisíveis e inesperados, a natureza humana tece, a posteriori, explicações sobre sua ocorrência, tornando-os compreensíveis e prescindíveis em retrospectiva. 

Taleb diz que o problema do cisne negro é o “problema de indução”  e pode ser formulado assim: como podemos, de forma lógica, partir do particular para chegar a conclusões gerais? Como podemos conhecer o futuro com o conhecimento do passado? Como podemos descobrir as propriedades do desconhecido (infinito) baseando-nos no conhecido (finito)?
E ele ilustra com uma metáfora brilhante. Imagine um peru que é alimentado diariamente. Cada vez que come, ele reafirma sua crença em que receberá alimento da mão de membros amigáveis da raça humana em todos os dias de sua vida. Só que, na véspera do Natal, algo inesperado ocorre.  O passado foi totalmente irrelevante para o peru.

O futuro da inovação

C.K. Prahalad, autor de The future of innovation, que será lançado no Brasil em agosto, aborda o papel da alta gerência em grandes multinacionais. Segundo a revista Business Week, Prahalad é “o mais influente pensador sobre estratégias corporativas da atualidade”.

O podcast foi realizado durante o Fórum Mundial de Estratégia, realizado em São Paulo nos dias 5 e 6 de Junho.

Baixe o mp3 aqui.

Decisões gerenciais e Mintzberg

3816mintzberg.jpgDez entre dez gestores acham que o melhor processo de tomada de decisão começa com definir o problema e segue com o diagnóstico das causas, a formulação das soluções possíveis e a escolha da melhor entre elas (completada por sua respectiva implementação). Quando não decidimos assim, sentimos culpa, é ou não é? Achamos que devíamos tê-lo feito. Mas eis que alguém de peso vem nos libertar dessa culpa. É Henry Mintzberg, o professor de gestão canadense que escreveu o excelente Safári de Estratégia, mas que também chacoalha o mercado com sua ousadia e suas polêmicas, como a de que os MBAs não valem grande coisa. Na HSM Management de julho-agosto, ele diz que o processo que eu descrevi é apenas um dos três modelos de tomada de decisão, o modelo lógico-racional, que ele chama de “Primeiro pense”. E ele sugere outros dois: “Primeiro veja” e o “Primeiro faça”. Mintzberg escreve: “Organizações saudáveis, assim como as pessoas saudáveis, são capazes de adotar os três modelos e, quando passam a usá-los,os executivos conseguem melhorar a qualidade de suas decisões”.

Plus dangereux: la blanche colombienne

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Vou tentar fazer agora, antes de uma semaninha de férias, um post misturando Daniel Filho com Ingrid Betancourt, a propósito de “A Alma Imoral”. E com trilha sonora, imitando o Wagner. Se eu não me perder, acho que vai ter algum nexo…
Acabei de recomendar a peça A Alma Imoral, que me chamou a atenção para a importância estratégica da traição à tradição, da imoralidade que desafia a moral vigente. O que o Daniel Filho fez, como mostrou o post do Marcelo Melo, foi exatamente isso, pois abrir mão do poder é trair a tradição. E hoje ele tem outro tipo de poder, no cinema, que, para mim, é potencialmente mais poderoso (até porque aquele poder que ele tinha, convenhamos, diluiu-se com o advento da TV a cabo e o aumento da concorrência na TV aberta).  Outro caso é o da Ingrid Betancourt, refém das Farc por seis anos e recém-libertada, numa das histórias mais emocionantes dos últimos tempos. Ela foi falar que a outra refém Clara Rojas quis afogar no rio o filho nascido na selva (fruto de um caso com um guerrilheiro) e que ela, Ingrid, é que a teria impedido de matá-lo. Isso não se diz, claro, mesmo que seja verdade, por solidariedade ao desespero da outra, porque o menino vai escutar etc. Clara veio a público desmentir, que é o que ela tinha de fazer mesmo e a coisa toda pegou mal. Assim como, para mim, pegou mal a Ingrid  logo falar que continuava querendo ser presidente da Colômbia. Saiu do cativeiro, espera-se que continue com atitude de vítima, afinal de contas! Mas isso é a tradição.
Assim como o Daniel traiu o poder, acho que a Ingrid está traindo as vítimas, o estatuto delas. Sei lá, desconfio que ainda vem muita coisa por aí dessa mulher, que parece ser a verdadeira “dangereux blanche colombienne”, da deliciosa música da primeira-dama Carla Bruni, que eu cantarolo o dia inteiro. Até a volta!

Alma, imoralidade, gestão, empresas

4.jpgEste título não é um exercício de livre associação de palavras (mas bem que poderia ser). Fui assistir à peça “A Alma Imoral”, em cartaz em São Paulo no teatro Eva Herz (da Livraria Cultura) até setembro. É um monólogo da atriz carioca Clarice Niskier, baseado no livro homônimo do rabino carioca Nilton Bonder. Em primeiro lugar, recomendo fortemente a peça ou o livro, ou, se for possível, os dois (o livro é  fino). É um emaranhado de reflexões na fronteira do teológico com o filosófico-psicológico e tem grande poder de mexer com as pessoas, físicas e jurídicas. A peça/o livro “reposicionam” os conceitos milenares da nossa civilização ocidental (judaico-cristã), como diz o site da peça, numa época particularmente importante, em que o corpo está sendo redescoberto. Fala da necessidade de trair as tradições para sobreviver, dilema que estamos vivendo a todo momento hoje na vida pessoal e profissional. Nesse contexto, o imoral é bom. Eu gostei de muitos momentos, cito alguns aqui:

  •  O Mar Vermelho não se abriu para o povo judaico passar. Segundo o Midrash (comentário alegórico dos rabinos), um dos homens do grupo, Nachson ben Aminadav, começou a marchar e, quando estava com água pelo nariz, Deus se impressionou com sua coragem e fez o mar abrir.
  • Não foi Deus exatamente que mandou Abraão matar o próprio filho, como também não foi Deus que o liberou da missão. Naquela região havia a tradição do sacrifício do primogênito (Deus era a tradição) e Abraão resolveu trair a tradição atribuindo isso a um desígnio divino e criando nova tradição (Deus foi a traição). Abraão foi imoral, pois legitimou uma nova moral, , necessária à sobrevivência e evolução da espécie humana (ou pelo menos dos judeus).
  • Assim foi a imoralidade de Eva no paraíso, que oferecendo a maçã a Adão criou uma nova moral também, necessária à sobrevivência e evolução da espécie humana. E segundo o rabino (não sou eu que digo), as mulheres (algumas, pelo menos) continuam hoje plantando essa semente de imoralidade tão necessária a todos.

Tem um trecho que resume isso de um modo super interessante: fala que a preservação da lei é obtida, muitas vezes, pelo rompimento da lei. Ou seja, preserva-se o espírito da lei desobedecendo-a. Tudo a ver com este momento extraordinário que vivemos, que pede rupturas e inovações em nossas vidas pessoais e nas empresas, não? Ah, a atriz fala de um empresário caxias que não tirava férias havia anos e que, depois da peça, resolveu passar a tirá-las –esta seria sua pequena imoralidade. (Acho que cada um comete a imoralidade que aguenta cometer.)

Fórum Mundial de Estratégia

O evento que particularmente mais espero no ano é o Fórum Mundial de Estratégia.  Basta alguém olhar para o line up para perceber que teremos os maiores pensadores da atualidade comprimidos em dois dias de evento. Para se ter uma idéia, no ranking bianual Thinkers 50 realizado pela Suntop Media, os top 3 estarão no evento: 1º -  CK Prahalad, 2º - Michael Porter e 3º - Renee Mauborgne.

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Mercedes sem gasolina

Do Walter Longo, via UoD A previsão é da própria empresa: até 2015 sua linha de automóveis será totalmente livre de petróleo. Carros elétricos, bio-diesel e até hidrogênio fazem parte dos planos da Mercedes que já tomou a decisão de migrar para fontes alternativas de energia de forma definitiva. A previsão pode ser otimista, mas nada como o custo atual do petróleo para gerar mudanças radicais e quebrar paradigmas da indústria. (via AutoblogGreen)

Efeito Placebo e Preços

Existem dois mecanismos que suportam a existência do efeito placebo. O primeiro é a confiança que depositamos em um tratamento que nos é oferecido.  Só pelo fato de alguém nos ter dado atenção e indicado um remédio para o problema já nos sentimos melhor.  O outro é o condicionamento gerado por experiências passadas.  Ou seja, ao se lembrar que ao tomar algum medicamento o nosso organismo melhora, no momento em que nos é indicado um novo medicamento, naturalmente existe a tendência de acreditarmos que ficaremos melhor em breve. Mas o que isso tem a ver com preços? O preço de um produto ou serviço pode afetar o valor percebido do que estamos comprando?

Por exemplo, um shampoo de R$5,00 de marca tradicional é menos efetivo para limpar os cabelos que o shampoo de R$27,00 da mesma empresa? Podemos assumir que o maior preço reflete em melhor qualidade ou funcionalidade? O fato é que com algum controle podemos nos satisfazer com bons produtos que não custam mais caro.  (Por mais que meu trabalho na Quantiz seja ajudar companhias a criar e precificar “os shampoos de R$27,00″; não posso deixar de assumir que o que fazemos é muito pricing, branding, marketing…).

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Por que autorizar o download grátis de músicas?

nin-downloads-us.jpgO NIN lançou seu último trabalho “The Slipgrátis através de seu site. Eles oferecem algo grátis e ficam com uma informação valiosa: os dados de todos os downloads. Assim podem escolher, através de análise, por onde passar na próxima turnê. Na música, parece funcionar muito bem, ganha quem consegue estar antenado na capacidade de análise que a internet proporciona. Clique na imagem para ver com mais detalhes.

Novo investidor de peso no Twitter

O Twitter anunciou ontem em seu blog dois novos investidores na companhia. Um deles é Jeff Bezos, fundador da Amazon que participa através da Bezos Expeditions, sua empresa de investimentos pessoais. O valor do aporte de Bezos não foi revelado. Ao comunicar a chegada dos novos investidores, Biz Stone, co-fundador do Twitter, declara a intenção de se tornar “uma ferramenta de comunicação global”, o que vê como pré-requisito para um modelo de negócio com receita e que seja sustentável.

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FREE – Por que geralmente pagamos caro quando o que compramos foi grátis?

Chris Anderson defendeu que o futuro dos negócios deve ser grátis na revista HSM Management de maio-junho 2008.  Uma frase em especial me pareceu ser a consolidação da sua teoria: “Todo o conteúdo digital deve ser grátis”.

Um fator importante de mudança econômica nos últimos tempos, é que capital deixou de ser o maior bem do capitalismo.  Em um mercado mundial com liquidez excedente, empreendedorismo e idéias ultrapassaram em importância o papel do capital.  Neste  cenário, as novas idéias terão que ser recompensadas de forma satisfatória ou não existirá incentivo para o crescimento econômico. De maneira simplista, tudo que é hoje produzido nada mais é do que uma idéia mais capital, mão-de-obra, e matéria-prima.

Agora, o que muda para conteúdo digital? Absolutamente nada.  Bem, críticos poderão argumentar que existe uma pequena diferença.  Conteúdo digital não requer matéria-prima.  Sem matéria-prima, os custos de reprodução caem.  Como disse, Chris Anderson: Custos tendem a zero. E se não existe custos como podemos cobrar por isso. Mas esta afirmação é, no mínimo, equivocada.

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