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Archive for the 'estratégia' Category

Equipe Feliz gera Resultados

Estamos vivendo uma época de similaridade no mercado. A grande parte dos produtos e serviços são muito parecidos, qualidade já não é mais diferenciação, é mais do que a obrigação e quem não tiver vai sair do mercado a curto prazo.

O fator preço merece um comentário adicional, mas também já não é tão decisivo como foi em outras épocas. Com o advento da tecnologia e especificamente dos sites de comparação de preço, o consumidor está mais do que nunca no comando. Ele pode rapidamente observar quem tem o melhor preço a oferecer e na maioria dos casos a diferença é praticamente nula.starshutterstock_10000921

Outra  semana estava em uma livraria e vi uma cena que com certeza vai ser mais comum a cada dia. Uma pessoa do meu lado após consultar o preço do livro, começou a navegar no seu smartphone em um site de comparação de preços e viu que o livro estava um pouco mais caro na livraria do que o preço online de outra loja. Ele chamou o vendedor, mostrou o site e perguntou se ele conseguia cobrir a diferença de R$ 7,50 para ele levar o livro.

O vendedor com muita má vontade respondeu que ele não podia fazer nada para cobrir o preço e saiu andando. O cliente deixou o livro e o DVD que ele estava na mão e foi embora da loja. Provavelmente pensará duas vezes em voltar naquela livraria. Provavelmente não foi a diferença que fez ele desistir da compra, mas o atendimento, a falta de carinho com o cliente.

Em um mundo similar e high-tech, o empreendedor precisa estar preocupadíssimo em criar o que faz a verdadeira diferença: uma equipe feliz e de boa vontade para atender seu consumidor. Isso verdadeiramente supera qualquer tipo de processo, certificações de qualidade, sistemas de informática. Pessoas felizes fazem um atendimento excepcional e criam uma equipe feliz, que por conseqüência gera clientes satisfeitos e que com certeza vão voltar e indicar aos amigos.

Isso é óbvio, simples, mas é raro hoje em dia, não é verdade? Qual a última vez que você se lembra de um atendimento excepcional? Sua empresa tem esse tipo de atendimento que você espera? Seu concorrente tem?

Muitos empreendedores acreditam que pessoas felizes são feitas apenas por salários maiores e isso não é verdade. Dinheiro é importante, mas não é tudo. Existem pequenos “mimos” que custam pouco para a empresa e podem ajudar a criar uma equipe mais satisfeita, como por exemplo:

  • Dia do Aniversário – Experimente dar meio período de bônus para o funcionário que fizer aniversário, assim ele pode curtir esse tempo com a família e fazer coisas importantes no seu dia especial.
  • Dê tempo para eles – Processos, sistemas, metas dependem de pessoas e pessoas dependem de tempo. Invista em treinamentos e softwares de administração de tempo e produtividade, com foco em ajudar pessoas a terem maior equilíbrio na sua vida pessoal X profissional. Os resultados são visíveis rapidamente.
  • Alinhe semanalmente o time nas metas importantes da empresa e faça com que pequenas atividades ajudem a refletir nos indicadores das metas, visivelmente.
  • Faça uma pesquisa de sugestões e veja como melhorar o clima na empresa. Pequenas ações podem dar excelentes resultados.
  • Recompense e comemore. Não se esqueça que pequenas vitórias devem ser recompensadas e comemoradas. Por que só fazemos festa de final de ano? Que tal uma festa por fechar um mês acima da metas?

O que faz sua empresa única no mercado? Sua equipe respira e vive esses valores? Da próxima vez que pensar em como melhorar os resultados da empresa, não se esqueça de pensar em como tornar pessoas felizes. Isso deve fazer parte da sua estratégia empreendedora e não apenas do departamento de recursos humanos.

Quando o design salva (e a utilidade também)

Os que me conhecem sabem que ando cansada do mantra “os jornais vão morrer, toda a vida será online”, repetido à exaustão mundo afora. Às vezes, acho que leitores preguiçosos é que ficam alimentando a corrente por interesse próprio (mas aí já se trata de implicância). As coisas se transformam, coexistem em novos arranjos e cada qual tem uma função a cumprir. Quem concorda comigo, aparentemente, é o ultrapremiado e bem-sucedido designer de jornais Jacek Utko, polonês, e concorda duas vezes: 1. Em um congresso sobre mídia impressa que aconteceu essa semana na Alemanha, ele disse que o newspaper (papel que traz notícias ou novidades) é substituído pela mídia online, mas o usepaper (papel que tem utilidade, dando conhecimento, servindo de ferramenta) permanece. Concordo. 2. Ele tem um histórico de aumentar absurdamente a tiragem de jornais europeus (e, às vezes, salvá-los da extinção), mudando seu visual. Vejam o vídeo da apresentação de Utka em um TED Talk de 2009. YouTube Preview Image “The whole newspaper as one composition. As music. With rythm.” A mesma lógica pode ser aplicada a muitos produtos, serviços e atividades; fiquem atentos.

Crie sua marca, seja uma grife e suba na carreira

blog_01O Carnaval foi embora e como sempre no Brasil, agora é que de fato o ano começa. Que tal, então, aproveitar o momento para cuidar da sua imagem? Não importa se você quer mudar de emprego ou pretende investir suas fichas em uma promoção. Estar na vitrine é questão de vida ou morte; de sobrevivência. Por isso, procure sempre construir uma imagem positiva e saia do anonimato.

Quem planeja alçar voos no mundo corporativo não pode se esconder atrás do computador e achar que seus esforços estão sendo vistos. Apareça, mostre-se. Lembre-se que a imagem é um patrimônio único e valioso. Seja uma grife, cuide dela com carinho e autenticidade. A imagem positiva é um produto que construímos.

Crie sua identidade como se fosse uma espécie de impressão digital. Tenha um posicionamento estratégico no mercado. Defina seus valores, o que é mais marcante em sua personalidade, que habilidades você tem, qual atividade lhe dá mais prazer. Crie e propague sua marca pessoal.

Não esqueça que vivemos em uma sociedade que valoriza a aparência, a embalagem. Pense que, como marca pessoal, você é um produto que precisa ter visual caprichado para causar boa impressão. Aprenda também a “vender seu peixe” e dê um impulso na imagem que as pessoas terão de você.

A comunicação é fundamental para que as pessoas saibam o que você faz e pretende. Seja sincero consigo mesmo, de que forma você conseguirá mudar de emprego ou alcançar aquela promoção tão desejada se for visto como mais um no meio da multidão?

Em princípio pode parecer bobagem o que estou falando ou algo já comum, mas é fato que dez entre dez pessoas que querem dar um salto na carreira esquecem coisas simples como essas. Resultado: ficam a se lamentar por estarem sempre no mesmo lugar. As pessoas preferem adotar a postura de vítimas para justificar a estagnação, quando seus destinos profissionais dependem apenas delas.   As clínicas de planejamento de vida mostram que essa atitude de passividade é mais comum do que se pensa.

Neste ano que começa agora, abandone velhos hábitos, mude radicalmente sua forma de pensar, agir. Dê uma chance ao novo e as portas estarão sempre abertas para você. Acredite, vivemos ciclos que precisam ser iniciados e encerrados constantemente. O sucesso depende de como nos posicionamos e somos vistos. Não deixe que as amarras do sobrenome corporativo o impeça de voar mais alto. Ponha sua escola na avenida. Crie sua marca pessoal e tenha um futuro brilhante, sempre!

O desafio da empregabilidade para a geração Y

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Apesar de toda a euforia com a retomada da economia, não tenho dúvidas de que a crise foi um divisor de águas. Se antes o nível de emprego caía vertiginosamente, esse novo cenário aponta para um aumento na taxa de desemprego. Embora a geração Y seja alvo das empresas porque representam menor custo para as organizações, aqui vai um alerta; nem para essa turma há oportunidades para todo mundo.

Um estudo recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT) constatou que apesar de a cada ano, 45 milhões de jovens entrarem no mercado de trabalho, o desemprego entre eles é 2,8 vezes maior do que entre os adultos. Os dados reforçam minha tese de que quanto antes houver uma preparação da carreira, maiores serão as chances de se conquistar essas poucas vagas que existem.

Quem pensa que as perspectivas positivas devem mudar esse quadro está enganado. Não há espaço, nem emprego para todo mundo. Muitas empresas aprenderam a lição e adotaram como estratégia a cautela, além da política de racionalização de custos. Ou seja, primeiro aumentam o número de horas trabalhadas por seus atuais empregados e a carga de trabalho para só depois passarem a contratar.

Por isso, mostrar seu talento e o quanto você pode fazer a diferença o levarão a dar passos importantes na busca por um lugar ao sol. Mostrar que você é capaz de gerar valor e trazer resultados certamente fará com que o empregador compre seu passe. Mas todas as ações precisam ser bem planejadas para que você possa estar pronto para o que vem por aí.

Muita gente perdeu o emprego e muitos que conseguiram salvar seus postos de trabalho viram as condições piorarem. A deterioração foi generalizada e a preocupação é evidente com a alta da desigualdade. Se você não quiser figurar nas estatísticas dos jovens que estão à margem do mercado de trabalho, construa um caminho de alicerces.

Prepare-se e abrace as oportunidades que baterão à sua porta. Para você que está começando, a boa notícia é que há um mundo inteiro esperando por você e o destino está em suas mãos. Basta ter metas, escolher a profissão, identificar as competências necessárias e seguir em frente pronto para o desafio.

Avatar, uma aula de estratégia

Sempre que alguma inovação realmente de ruptura chega, fica aquela sensação de um novo caminho explorado. Todos sabemos como nos sentimos ao ter contato com o novo, é uma sensação muito pessoal e especial. É lógico que os números acabam comprovando, mas o fato é que, presenciar um avanço do homem é algo extraordinário.

Avatar em 3D é assim. Você coloca os óculos e se transporta para um mundo novo. É sem dúvida alguma uma nova experiência cinematográfica. Analisando o mercado, no momento em que ele está totalmente vulnerável para novas experiências de consumo de conteúdo, que brigam pela atenção das pessoas, e com a pirataria em cada esquina, chega um James Camaron acreditando em um sonho. Se permitindo ir mais longe. É lógico que os US$300 milhões para filmar ajudou. Mas sabemos também que não é nada fácil criar um futuro próprio, algo legitimamente inédito. Estratégia está relacionada a ser diferente de seus concorrentes. Não precisamos ser melhores nas mesmas atividades que todos os outros. Sim achar novas maneiras de operar com foco claro de quem queremos conectar. Avatar é um filme de experiência única. Não existe concorrência para a experiência que ele cria nas pessoas. Acompanhe, temos recordes de bilheteria sendo batidos e presenciaremos o lançamento de toda uma nova indústria de filmes e telas em 3D.

Trailer

http://www.vimeo.com/6677994

Veja como foi feito com Camaron e sua equipe explicando os efeitos especiais.

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O paradoxo da longevidade e o fim dos empregos

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As pessoas ainda não se deram conta, mas três aspectos vão afetar diretamente suas vidas: viverão cada vez mais, não encontrarão tantas oportunidades de trabalho porque já não há empregos para todo mundo como antes e terão carreiras mais curtas nas empresas. Alguns podem achar exagero da minha parte, mas essa é a pura realidade. Enquanto por um lado o mercado não consegue absorver os milhares de profissionais que perdem seus empregos todos os dias, por outro, dados recentes do IBGE chamam a atenção para o aumento da expectativa de vida dos brasileiros. 

Por baixo, atingiremos os 72 anos. Mas com saúde, energia, disposição e vontade,  certamente chegaremos aos 100. É inegável que não podemos fechar os olhos para uma realidade que está na nossa frente, a longevidade, que se transformou em um dos maiores desafios da humanidade. Como, então, conviver diante desse paradoxo? Se vamos viver mais, mas em contrapartida não teremos emprego, o que fazer? 

A solução está no planejamento da carreira. Ter um plano B deixou de ser apenas discurso de consultor para se transformar numa necessidade para aqueles que estão brigando por um lugar no mercado.  Pare para pensar, quantos amigos seus ou conhecidos passam mais do que cinco anos na mesma empresa? Quem do seleto grupo de executivos teve o privilégio de sobreviver no mundo corporativo após os 60 anos? Já notaram que muitas grandes empresas começam a ter no comando profissionais entre 40 e 45 anos? 

Não tenho dúvidas que as mudanças que enfrentamos hoje terão impactos mais profundos bem mais cedo do que imaginamos. Estava relendo o livro de Jeremy Rifkin, “O Fim dos Empregos”,  e vi o quanto visionário ele foi ao prever  um futuro não tão brilhante: a sociedade caminhando para um declínio dos empregos. 

Esta nova fase, chamada por Rifkin de a terceira revolução industrial, é o resultado do surgimento de novas tecnologias, como o processamento de dados, a robótica, as telecomunicações e as demais tecnologias que aos poucos vão repondo máquinas nas atividades anteriormente realizadas por seres humanos. 

É o que sempre falo em minhas palestras, a tecnologia está acabando com vagas e levando profissionais ao estresse de estarem disponíveis 24 horas por dia, fins de semana e feriados. Agora ,cabe a nós dentro dessa sociedade baseada na informação, valorizar nosso conhecimento e transformá-lo em algo que nos perpetue como população ativa, mesmo aos 70 anos. Prepare o terreno desde já e comece a traçar seu plano B. 

A vida não segue roteiros, mas para quem se planeja a rota seguirá seu curso desejado. Pode não ser exatamente do jeito que você idealizou, no entanto, não o deixará refém do destino. Lembre-se que se você não conduzir o barco da sua vida, ele vai fazê-lo por você.

Um bom planejamento depende de uma perfeita execução

Enjoy!

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Idéias gerenciais que mais influenciaram a década

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Pessoal,

encontrei no site da Harvard Business Review, artigo que relaciona as idéias que mais influenciaram a gestão na última década. Relaciono-as abaixo com meus comentários :

- Valor para o acionista como estratégia : Na minha opinião, a mais infeliz das idéias. Como diz o artigo: “valor para o acionista deve ser consequência, e não uma estratégia.” Lembro-me de um artigo do professor Mintzberg escreveu no final de 2007  em que ele afirmava que enquanto as empresas não se conscientizassem de que elas faziam parte de uma comunidade e que suas ações afetavam e eram afetadas por esse ambiente, não conseguiríamos evitar a catástrofe que estava por vir. A resposta a essa estratégia foi a maior crise financeira desde 1929;

- TI como comoditie : O assunto do momento em termos de tecnologia chama-se Cloud Computing. Isso tem a ver com o sonho de todo administrador de querer trabalhar apenas com custos variáveis. O artigo apresenta uma visão interessante de que essa onda teve início com o Bug do milênio que obrigou a ter uma atenção muito grande com os sistemas legados onerosos;

- Aumento do poder do consumidor : Em 2006, a revista “The economist” elegeu o consumidor como a personalidade do ano. Tem tudo a ver com uma série de evoluções tecnológicas e sociais que fizeram com que a voz do cliente ficasse cada vez mais alta. Tal fato é potencializado pelo crescimento veloz das redes sociais e o surgimento da geração Y; More »

Enfim, janeiro chegou!

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Enfim, janeiro chegou. O cenário de crise dá lugar ao clima de otimismo e nada melhor do que começar já a trilhar sua carreira para uma arrancada em 2010. Planejar é a palavra-chave. Neste novo ano que se inicia faça diferente, ouse, coloque em prática aquele sonho que ficou guardado na gaveta de se matricular em um curso de atualização, busque melhores oportunidades se onde você está seu talento não é reconhecido.

Amplie sua rede de contatos, se renda às mídias sociais, marque mais almoços e mantenha o networking em dia ou trave novos contatos. Aprenda definitivamente a gerenciar bem o tempo se quiser pôr em prática todos os projetos pessoais e profissionais diante da rotina bastante atribulada.

Seja de fato o CEO da sua carreira. Comece o ano de peito aberto, trace  objetivos claros, quais atividades pretende desenvolver e a velocidade de ascensão na carreira que deseja. Tome as rédeas da sua vida. Lembre-se que ninguém mais vai mudar seu destino se não você mesmo. Destino, aliás, somos nós que construímos. Se caiu, levante. Nunca é tarde para recomeçar. O caminho pode ser árduo, mas sem perseverança nunca se chegará lá. Acredite mais em você. 

Defina também o quanto quer ser reconhecido por seu talento e contribuição a dar. Só a partir daí torna-se possível estabelecer as etapas que vão delinear um plano de carreira. Tenha metas e saiba aonde quer chegar. Persiga de forma obstinada seu plano, sem titubear. Esteja sempre atento às atividades previstas, observe se elas continuam fazendo sentido ao longo do tempo e, acima de tudo, planeje o futuro. 

A crise nos serviu de lição ao nos mostrar a necessidade de ser proativo, não esperar as coisas acontecerem e nem ficar à margem do destino. Apesar de o foco ser a regra número um, o profissional também não deve descuidar das oportunidades inesperadas que surgem no caminho. Mesmo seguindo em linha reta, não se pode ignorar o que acontece ao seu redor. 

Ter projetos alternativos, um plano B, diante da ameaça de uma possível pane ao longo do percurso também não pode ser esquecido. Hoje, há uma rotatividade grande nas empresas e com o aumento explosivo da população não haverá empregos para todo mundo. Por isso, planeje sua carreira, esteja na vitrine, construa sua marca desde já e tenha um 2010 de sucesso! 

O melhor vem depois. O futuro está no presente. Planeje AGORA e tenha uma carreira de SUCESSO. 

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Tim,Tim!

2010, o ano da retomada dos investimentos e da volta ao “apagão” de talentos

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É inegável que 2009 foi um ano difícil. Apesar de o Brasil ter se destacado com uma das economias que menos sentiu a crise, não ficamos ilesos aos seus impactos. Infelizmente, preciso discordar do nosso presidente Lula. A crise não foi uma “marolinha”. As empresas demitiram, cortaram talentos, revisaram orçamentos, congelaram projetos e investimentos. 

Olhando para os anos que virão, tenho total convicção de que nada será igual daqui para frente. Assistiremos a uma mudança de paradigmas. As organizações fizeram a lição de casa e adotarão estratégias focadas na gestão de custos. Acabou-se a era da irracionalidade. Mas engana-se quem pensa que minhas previsões são negativas. Muito pelo contrário. 

Otimista nato, vislumbrei desde o início desse cenário de instabilidade financeira as oportunidades que surgiriam. Bingo! Empresas capitalizadas, com caixa sobrando, foram às compras. O intenso movimento de fusões e aquisições foi um termômetro do que estou dizendo, sobretudo nos terceiro e quarto trimestres.

E preparem-se para assistir a novas jogadas em 2010. Os IPOs estarão de volta com toda força. Talvez só em 2011, mas muitas Empresas começam a se preparar nos bastidores para arrancadas. As contratações voltam a acontecer. Os “headhunters” afirmam que os sinais de aquecimento batem à porta, refletindo na busca por talentos. Alguns setores impulsionam a economia como o de construção civil, varejo, o automobilístico e o de tecnologia da informação. 

Vários executivos de multinacionais instaladas no Brasil têm recebido de suas matrizes, neste final de ano, a missão explícita de expandirem o faturamento. Outros motores de aquecimento da economia têm o componente de governo, a exemplo da prorrogação dos incentivos fiscais para a indústria de informática, com isenção de PIS e COFINS, anunciada em dezembro pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que também promete continuar favorecendo o varejo. 

Do mesmo jeito que os novos benefícios concedidos por quatro meses aos setores moveleiro e da construção, ao lado da suplementação de 80 bilhões de reais para o BNDES financiar investimentos e o desenvolvimento produtivo em 2010 e 2011, sinalizam para um mercado interno cada vez mais robusto. Tanto que há previsões de crescimento do PIB para 2010 da ordem de 5%. 

Ou seja, o crescimento será intenso, reflexo da demanda represada em 2009. No entanto, vejo uma grande transformação:  as empresas se mexem de forma mais estruturada e a palavra de ordem continuará sendo cautela. Muito embora aposte minhas fichas num movimento que também antevi logo no início da crise: o apagão de talentos. Aquelas empresas que “trituraram” suas melhores cabeças no momento de turbulência,enfrentarão o reverso da medalha. 

A guerra por talentos vai se acirrar e muito com a retomada das contratações no País. “Headhunters” sinalizaram que vão reforçar seus quadros de recrutadores em 2010, em pelo menos 50%, já como resultado desse reaquecimento na abertura de vagas. Voltaremos a ver em breve os talentos darem as cartas. Boa notícia?   Nem tanto. Se você pensa em mudar de emprego, analise cuidadosamente as ofertas e assegure-se que tudo está em linha com o seu planejamento de carreira. O melhor vem depois. Para aqueles que planejam o sucesso. Feliz 2010!

O novo impulso das fusões e aquisições no Brasil

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A notícia da fusão entre Pão de Açúcar e Casas Bahia surpreendeu o mercado. No dia 4 de dezembro nascia um gigante do varejo, que deve faturar 2 bilhões de reais. Ninguém imaginava que o empresário Abílio Diniz costurava sua segunda compra do ano, após a aquisição do Ponto Frio em junho passado, por 1,2 bilhão de reais.

Muita gente deve ter se perguntado “se enfrentamos um ano difícil, resultado da crise financeira que abalou o mundo, como gigantes ignoraram seus efeitos e foram para o ataque?”  É exatamente aquilo que antevi no início de todo esse cenário de turbulência, os visionários aproveitam as oportunidades que surgem e partem para o abraço.

Empresas que estão capitalizadas passam incólumes à crise e saem às compras, se a aquisição se encaixar em seus objetivos estratégicos. Prova disso são os negócios de fusões e aquisições que se concretizaram no Brasil. Dados mais recentes da KPMG revelam um total de 351 transações nos nove primeiros meses, enquanto a Anbima registrou um volume de 117 bilhões de reais vindos de operações fusões e aquisições, somados a ofertas públicas.

Esse novo impulso é bastante saudável para a economia brasileira, mas não posso deixar de ressaltar o quanto as empresas precisam olhar se, de fato, vão atingir seus objetivos de médio e longo prazo. Destaco esse aspecto porque muitas não veem os impactos nos negócios futuros. É preciso enxergar que a fusão por si só não é garantia de um bom negócio.

Há casos em que uma operação de fusão pode ser fruto de uma visão equivocada de para onde estão indo os negócios. Lembro bem da fusão desastrosa entre Time Warner e AOL. Há um mês, ambas anunciaram sua “separação”, após conflitos e queda na receita. Por isso, a necessidade de se planejar toda e qualquer transação.

É natural que com a crise haja uma consolidação no mercado; empresas fragilizadas percebem que precisam de mais músculos para enfrentar outras eventuais turbulências e ficam abertas a negociações.  

E , não se iludam, o mundo ainda não se livrou de crises. Há bolhas para estourar, com efeito de aspergir problemas para todos os lados.

ExpoManagement 2009 - O que eles disseram

hsm

Pessoal,

segue um relação de frases e pensamentos que coletei durante os dias em que frequentei a expomanagement 2009 :

Responsabilidade Social :

- “Não deixe o mercado financeiro determinar qual deve ser sua estratégia” - Michael Porter praticamente dizendo “Fora Especuladores”;

- “Nós temos que ter uma maneira nova para encarar a questão social e como ela se integra com a economia” - Michael Porter;

- “A questão da estratégia não é econômica e sim social” - Michael Porter;

Sustentabilidade :

- “O mercado financeiro está acabando com o pensamento estratégico nas empresas” - Michael Porter;

- “você não deve agradar aos acionistas de hoje, mas sim o acionistas que serão atendidos em 10 anos” - Michael Porter;

- “Crescer no curto prazo é fácil. Sucesso da empresa deve ser medido no longo prazo” - Michael Porter;

Execução :

- “Meta é o desconforto que leva ao aprendizado e aos resultados.” Vicente Falconi;

- “Meça o progresso da estratégia utilizando indicadores personalizados e alinhados a sua estratégia” - Michael Porter;

- “Continuidade da estratégia é pré-condição para vantagem competitiva sustentável.” Michael Porter (Eu chamo isso de Constância de propósitos)

Liderança :

- “A questão da liderança é formar novas lideranças.” - Vicente Falconi;

- “A função do líder é escolher o seu time. Recrute sempre os melhores.” - Vicente Falconi;

- “Liderança é bater metas junto com seu time e da maneira certa” - Vicente Falconi;

- “Os melhores líderes comunicam a estratégia todos os dias dezenas de vezes” - Michael Porter;

- “Os líderes tem que comunicar a estratégia por toda a organização e de forma ampla” - Michael Porter;

- “90% do tempo do gerente é trabalhar pela modernização da empresa” - Michael Porter;

- “Se quiserem ser líderes, você tem que amar as pessoas” - Rudolph Giuliani;

- “Seja um excelente comunicador. Se tiver que comunicar 10 vezes, comunique 10 vezes” - Rudolph Giuliani;

- “Entenda o valor de trabalhar em equipe. Equipe eficaz é uma equipe equilibrada.” - Rudolph Giuliani;

- “O Líder tem que ser otimista. Ele reconhece o problema e já começa a pensar na solução.” - Rudolph Giuliani;

- “Tenha uma crença. Não seja ambíguo.”  - Rudolph Giuliani;

- “Debata sempre suas idéias. Ouça outras perspectivas.”  - Rudolph Giuliani;

- “Ouça muito. Bons ouvintes são bons aprendizes.”  - Rudolph Giuliani;

- “Leia muito. Não dependa da opinião de outros. Não seja apenas um somatório de idéias de outros. Desenvolva a si mesmo.”  - Rudolph Giuliani;

- “O líder não segue a multidão. Ele usa seus valores para conduzir as multidões.”  - Rudolph Giuliani;

- “quem não tiver integridade deve ser crucificado em praça pública.” - Jack Welch;

Estratégia :

- “Nunca devemos nos tornar escravos de estruturas de estratégias antigas.” - Kenichi Omae;

- “Estrategistas devem ter mente aberta.”  - Kenichi Omae;

- “O papel do CEO deve ser decidir para onde ir: quando ir e quando diversificar.”   - Kenichi Omae;

- “Os grandes estrategistas prestam atenção nos consumidores e na tecnologia.”  - Kenichi Omae;

- “Estrategistas adequam a estratégia as competências existentes na empresa.”  - Kenichi Omae;

- “Estrategistas devem procurar re-educar a gerência média e os executivos”   - Kenichi Omae;

- “Estrategistas devem ter conhecimento profundo das novas tecnologias”  - Kenichi Omae;

- “Estrategistas devem ser catalizadores da mudança.”   - Kenichi Omae;

- “Não é mais a mão invisível do mercado que regula a economia, mas sim a mão invisível do consumidor.”   - Kenichi Omae;

- “Não há escassez de oportunidades, mas sim escassez de executivos que aproveitem essas oportunidades”  - Kenichi Omae;

- “Uma parte essencial da estratégia é escolher o que não fazer” - Michael Porter;

- “O ponto de partida da estratégia é fazer uma proposta de valor único para o seu cliente” - Michael Porter;

- “Estratégia é fazer as coisas diferentes por razões diferentes” - Michael Porter;

- “Estratégia é mais que um conjunto de ações. Estratégia sempre se trata das suas competências únicas” - Michael Porter;

Inovação :

- “Inovação não é algo para ter medo” - Vicente Falconi;

- “Se você quiser inovação, sonhe grande” - Vicente Falconi;

- “Quando se trata da grande mudança, Nós queremos ser aqueles que causam a disruptura ou vítimas da disruptura” - Nicholas Carr;

- “Você deve ser uma criança que sempre está perguntando “O quê?” “Por quê?”" - Jack Welch;

- “Você deve ter um apetite insaciável por aprender aquilo que você não sabe” - Jack Welch;

Tecnologia :

- “A computação em nuvens vai mudar a natureza dos negócios” - Nicholas Carr;

- “A world wide web é agora a world wide computer” - Nicholas Carr;

- “O mundo está mudando porque os computadores estão mudando” - Nicholas Carr;

Carreira :

- “Pós-carreira é redirecionar a energia gasta em anos de trabalho para atividades de grande satisfação pessoal” - Júlio Sergio Cardozo;

- “Planejamento da carreira deve ser dinâmico.” - Júlio Sergio Cardozo;

- “Longevidade não significa levar mais tempo para morrer. Longevidade é viver bem por muitos anos.” - Júlio Sergio Cardozo;

- “A aposentadoria é uma oportunidade de dar um novo propósito à vida. O melhor vem depois” - Júlio Sergio Cardozo;

Um abraço.

“Keep the Faith”

O papel dos líderes na estratégia

porter1Complementando o post anterior… Para Michael Porter, o líder deve:
- Guiar o processo de escolher a posição exclusiva da empresa (o CEO é o estrategista-chefe e a escolha da estratégia não pode ser plenamente democrática)
- Distinguir claramente o aumento da eficácia operacional e estratégica
- Comunicar incansavelmente a estratégia para todas as partes envolvidas (torne proveitoso o propósito moral da estratégia)
- Preservar a disciplina em torno da estratégia em face de muitas distrações
- Decidir a quais mudanças no setor, tecnologias e necessidades de clientes reagir, e como essa reação pode ser ajustada à estratégia da empresa
- Medir o progresso alcançado em relação à estratégia usando métricas que captem as implicações desta no atendimento ao cliente e na realização de certas atividades
- Vender a estratégia e o modo de medir seu progresso aos mercados financeiros

Onde o CEO se encaixa?

No período da tarde, Porter abordou no Special Management Program “On Strategy” o papel do líder no processo estratégico. O objetivo de desenvolver ou restabelecer uma estratégia nítida em geral é, uma questão organizacional, que depende da liderança. “Com tantas forças trabalhando contra o exercício de escolhas e de opções excludentes nas empresas, a existência de um nítido referencial intelectual para orientar a estratégia é um contrapeso imprescindível. Além disso, também são essenciais os líderes fortes, dispostos a fazer escolhas”, afirmou.
Ele explicou que em muitas empresas, a liderança degenerou em orquestração das melhorias operacionais e na condução das negociações. Mas o papel do líder é mais amplo e muito mais importante. “A gerência geral é mais do que a simples administração de funções individuais”. O seu cerne é a estratégia: a definição e a divulgação da posição exclusiva da empresa, o exercício de opções excludentes e o desenvolvimento da compatibilidade entre as atividades. “O líder deve proporcionar a disciplina para as decisões relativas às mudanças setoriais e às necessidades dos clientes a que a empresa responderá, ao mesmo tempo em que evita a dispersão organizacional e assegura a diferenciação”.

Como os clientes podem pôr a perder a estratégia

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Hoje estou cobrindo em São Paulo, para o Portal HSM Online, o Special Management Program “On Strategy, com o professor Michael Porter. Logo cedo, o professor de estratégia explicou o porquê de muitos clientes colocarem a perder a estratégia das empresas.
Porter disse que muitos gerentes confundem “foco no cliente” com a idéia de que devem satisfazer todas as necessidades dos clientes ou responder a todos os pedidos dos canais de distribuição. Outros mencionam o desejo de preservar a flexibilidade.
As realidades organizacionais também atuam contra a estratégia. As opções excludentes são assustadoras, e por vezes, não exercê-las parece preferível a ser responsabilizado por uma escolha inadequada. “As empresas imitam umas as outras, num tipo de comportamento de rebanho, cada uma assumindo que as rivais sabem algo que não é do seu conhecimento”.
Os funcionários dotados de novos poderes, instigados a buscar todas as possíveis fontes de melhorias, quase sempre carecem da visão do todo e da perspectiva para reconhecer as opções excludentes. A não opção por vezes se resume na relutância de decepcionar gerentes ou funcionários considerados valiosos.
O professor afirmou que de todas as influências, o desejo de crescer talvez seja a que exerce o efeito mais perverso sobre a estratégia. As opções excludentes e as limitações parecem constranger o crescimento. Atender a um determinado grupo de clientes e excluir outros, por exemplo, impõe um limite real ou imaginário ao crescimento da receita. As estratégias de objetivos amplos, que enfatizam o preço baixo, acarretam a perda de vendas a clientes sensíveis à qualidade ou serviços. Já os que adotam a estratégia de diferenciação deixam de vender a clientes sensíveis a preço.



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