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Deixe Deus de fora e assuma o comando do seu destino

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Quando ouço o refrão da música de Zeca Pagodinho “deixa a vida me levar, vida leva eu” confesso que sinto calafrios. Explico, muita gente resolveu adotar esse lema em seu dia-a-dia à espera que as oportunidades caiam do céu, em vez de criá-las. Outro dia mesmo, ouvi de um alto executivo sobre o futuro de um negócio a ser fechado, a seguinte frase: “Se Deus quiser, tudo dará certo!”

Opa, será que realmente Deus é o responsável por nossas escolhas, por nosso desempenho, por nossos destinos? Deixe Deus quietinho lá no lugar dele; ele não tem nada a ver com seus sucessos ou fracassos. Conheço pessoas que esperam as coisas caírem no colo e, quando elas não caem (a menos que se tenha sorte, quem não vai atrás não pode esperar que as coisas aconteçam) encontram desculpas como “Melhor assim, se não deu é porque Deus não quis”.

Quem, aliás, não conhece alguém que em algum momento já disse algo parecido? Nada contra os religiosos e suas crenças, mas não posso aceitar que empurrem a vida com a barriga à espera de um milagre. E, pasmem, alguns são profissionais bem-sucedidos que têm grandes ambições, mas acreditam em destino. Se não acontece é porque não tinha que ser e ponto final.

Claro que acredito que muitas oportunidades chegam na hora certa e quando você está no lugar certo, seja onde for. Mas nada acontece por acaso, as pessoas são totalmente responsáveis pelo seu destino. Só você pode dar o rumo certo (ou errado) à sua vida pessoal e profissional. Então, mãos à obra; seja dono do seu destino, porque o destino é você quem constrói.

Não fique se culpando depois pelos infortúnios da vida como se você fosse vítima de um complô digno de novela. Já dizia um consultor que agora não me recordo o nome “quem espera nunca alcança”, ou melhor, como fala a antiga canção, mas ainda tão atual, de Geraldo Vandré “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

Infelizmente, raras são as pessoas que conseguem traçar um plano de carreira quando estão no auge dela. Se você é uma dessas pessoas, eis aqui um alerta. Se nada for feito, a vida até pode te dar um empurrãozinho, mas a sorte não dura para sempre. Quando chegar o momento de pendurar as chuteiras ou do “destino” lhe pregar uma peça e você se ver no olho da rua, Deus não vai assinar um cheque polpudo e depositar na sua conta todo final de mês.

Acorde! Faça a sua parte. Não terceirize o seu destino. Com a graça de Deus!

HSM Management Highlights: Catalisadores > inovadores e estrategistas, por Jeanne Liedtka

00000822712Jeanne Liedtka, professora da Darden School, escreveu um artigo polêmico na HSM Management nº 78, baseado em pesquisa, cujos highlights são estes:

Pedimos a alunos da University of Virginia, recrutadores e participantes de programas de educação executiva que indicassem um líder de crescimento que eles conhecessem pessoalmente e reunimos 225 candidatos de empresas tão diferentes quanto Best Buy, Dell, Dow Chemical, NBC, UBS e Pfizer.

Desse grupo, identificamos 25 indivíduos que haviam conquistado crescimento orgânico de primeira linha. Entrevistamos esses gestores em profundidade e descobrimos que o crescimento não é necessariamente o resultado de estratégias que enxerguem longe ou de produtos e tecnologias radicalmente inovadores. Obviamente, esses fatores podem ajudar, mas, com frequência, o crescimento sustentável é propiciado por dirigentes operacionais cuja liderança dê início a algo como uma reação química que leve a resultados significativos.

Assim, esses são gestores catalisadores. Eles costumam partir do mesmo patamar de todas as demais pessoas: sem informação, capacidade ou contato com cliente privilegiados. No entanto, conseguem feitos extraordinários. O que eles fazem? É o oposto daquilo que muitos gestores acreditam. Os catalisadores têm sucesso, porque se libertam dos grilhões do modo tradicional de fazer as coisas em suas empresas. Eles se destacam tanto pelo que não fazem como pelo que fazem. Por exemplo, os catalisadores não “pensam grande” nem “deixam os números falar” ou segmentam o mercado de acordo com um conjunto de variáveis demográficas sem sentido. Eles nem mesmo se apoiam em focus groups.

São seis suas principais lições:

  1. Não olhe para cima, mas para dentro de você.
  2. O peso não está em suas costas, mas em sua cabeça.
  3. Nada nesta vida é coisa do outro mundo –você apenas tem de reenquadrar a situação.
  4. Comece sempre pelas bordas.
  5. Lidere as pessoas, em vez de amá-las.
  6. Entenda que velocidade anima “a galera”.

PS: Os catalisadores são ainda especialistas em “lançamentos de aprendizado”. O que é isso?Trata-se de processos que se concentram em fazer pequenas apostas em velocidade (tem a ver com as lições de nº 3, 4 e 6). Ao mesmo tempo que minimizam os riscos assim, eles aceleram o aprendizado e permitem gerar insights rapidamente a partir da experiência direta com o mercado.

REPETINDO COM MAIS ÊNFASE: Para Liedtka, ser catalisador é mais importante do que ser inovador ou estrategista.

Fique esperto. Mais cedo ou mais tarde você terá um chefe mais novo do que você

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Hoje pela manhã recebi o telefonema de um grande amigo que assumiu a presidência de importante grupo de varejo do país. Uma notícia que até então poderia ser comum se não fosse o fato dele atingir o topo com apenas 36 anos. Seu maior desafio, aliás, tem sido comandar uma equipe de executivos que já beiram os 45 ou mais.

“Logo que entrei enfrentei minha primeira prova de fogo. Um deles quis testar minha competência na hora de tomar uma decisão delicada”, confessou-me. Sua experiência, entretanto, não é e nem será a única. Cada vez mais cedo os profissionais vêm conquistando postos de comando, ao mesmo tempo em que parte da geração Y começa a experimentar o gostinho do poder. Dados da consultoria Hay Group apontam que no Brasil cerca de 20% de jovens com menos de 30 anos já ocupam cargos de chefia.

Fenômeno que vai impactar de forma irreversível a relação entre chefes e subordinados. Aí faço as seguintes perguntas: Será que um chefe jovem está preparado para liderar equipes mais velhas? Ou até que ponto um profissional com invejável bagagem no currículo aceita ser comandado por quem ainda não viu o filme todo?

Não há dúvidas que poucos terão a coragem de assumir o quanto se sentem desconfortáveis.  Ouso dizer que embora muitos afirmem não ver problemas, eles serão velados, provocando atritos irreparáveis. Pode até rolar uma discreta sabotagem.

Lembro-me de outro amigo executivo - na época com quase 50 anos - que pediu demissão quando soube que o novo diretor da sua área tinha 17 anos a menos que ele. Mesmo sem ter para onde ir, preferiu largar um emprego bacana por temer futuros problemas.

Uma pesquisa realizada pela consultoria Lens & Minarelli há alguns anos, envolvendo 250 executivos, mostrou que mais da metade já teve um chefe mais jovem. Desse total, 63,9% revelou ter enfrentado algum tipo de dificuldade de relacionamento.

Nada contra jovens talentos estarem assumindo posições de chefia, muito pelo contrário. Mas é preciso reconhecer que uma grande maioria não possui maturidade suficiente para lidar com situações de extremo grau de estresse, contam com uma carga emocional adversa e ansiedade à flor da pele que os impede de ter discernimento do que é bom senso (nas clínicas de planejamento da vida há relatos de CEO jovens que se refugiam no banheiro para chorar de desespero!).

Entre as diversas credenciais necessárias para um verdadeiro líder está exatamente o bom senso adquirido por meio da experiência.  O chefe jovem tem pouca milhagem e, portanto, alguns mostram uma visão equivocada do que é preciso decidir rápido. Já ouvi alguns talentos da geração Y dizer: “Os mais velhos são muito lentos para decidir, ficam remoendo o assunto e perdem o “timing” por conta disso”. Infelizmente, acabam confundindo rapidez com ponderação e não raro erram feio em suas decisões.

Claro que toda regra tem sua exceção. Quando encontramos chefes jovens dotados de grandes habilidades para tomar decisões, precisamos tirar o chapéu.  A estrada é longa e o desafio para aqueles que estão experimentando o poder tão cedo consiste em ter coragem e humildade necessárias para entender que quanto mais se aprende menos se sabe.

A imaturidade leva à arrogância, autoritarismo, descontrole, insegurança, impaciência e competitividade exarcebada. Aspectos que precisam ser olhados com cuidado por quem está no início da vida profissional. Se você faz parte da geração Y precisa se preparar para ocupar o cargo de chefia e comandar os mais velhos.

Já para quem acumula uma bela trajetória profissional, saiba lidar com esse novo cenário que desponta. Há pontos positivos de uma liderança jovem que somados à sabedoria de executivos tarimbados resultarão em um modelo de gestão equilibrado. Todos sairão ganhando.

Esqueceram de mim. Preferiram o outro

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Em um recente almoço de negócios, reencontrei um conhecido que não via há mais de dez anos. Quando perguntei o que ele estava fazendo, tive a seguinte resposta: “Estou na mesma empresa, no mesmo lugar”. O que poderia parecer uma boa notícia para muitas pessoas, me causou um pouco de preocupação.

Estabilidade é importante, desde que o profissional pule degraus ao longo de sua carreira. Mas fiquei calado, deixando a conversa rolar. Até que ele se vira e diz: “Julio, não entendo uma coisa. Dou resultados espetaculares para a empresa, sou responsável por uma grande parcela do faturamento da empresa, vivo batendo metas, sou bem avaliado e não saio do lugar”.

Bingo! Não tem como no mundo corporativo alguém querer ficar estagnado. Aqueles que possuem esse perfil buscam um emprego público. Há algumas semanas vi uma matéria muito interessante na revista Harvard Business Review que me levou a escrever esse blog. Assim como esse meu colega, tantas outras pessoas vivem o problema diariamente.

Em princípio, quando se pensa em avaliar os critérios de uma promoção, logo se imagina que impera fatores político, certo? Sim e não. A questão política existe, a subjetiva também e não raro assistimos à promoções equivocadas em que profissionais pouco preparados assumem cargos de liderança. Tenho certeza que você conhece pelo menos 5 exemplos, certo?

Cenários como esses são bastante comuns e acontecem bem mais do que imaginamos. Mas não é regra profissionais com credenciais e inúmeras competências serem preteridos a uma promoção porque representam uma ameaça ao seu superior. No caso do meu colega, é quase certo que ele foi vítima sim da competição acirrada que existe no mundo corporativo. E saiu perdendo.

Talvez nesses casos, a melhor solução seja mudar de emprego e ir atrás de uma oportunidade que valorize seu talento. No entanto, recomendo que se faça uma reflexão minuciosa de todos os pontos que o permitiriam alcançar voos mais altos. Pense se realmente você é visto pela organização como profissional elegível a subir um ou mais degraus.

Às vezes você bate metas, entrega resultados, mas não consegue liderar equipes. Aí, bem do seu lado, tem alguém que usa o poder de persuasão para gerenciar conflitos e motivar equipes por saber que esse é um aspecto que vai conseguir de cada um o melhor. Pronto, é essa pessoa que está na mira da chefia.

Os promovidos são profissionais produtivos, proativos, que se antecipam às demandas do gestor e apresentam soluções antes mesmo de alguém pedir. Além disso, têm visão estratégica e pensam na forma como a empresa pode fazer ainda melhor do que já faz. Se você acha que fez tudo isso e nada aconteceu, tente conversar com seu superior.

Muitas empresas costumam ter gestores que não dão “feedback” ou não conseguem apontar os pré-requisitos para alguém ser promovido. Por isso, sempre que puder, converse com seu chefe, tente ter indícios. Essa é uma forma de entender o que a empresa espera de você. Deixar rolar pode ser sua ruína, já que talvez seja difícil de reverter uma impressão equivocada de que você não está preparado para crescer.  Se ligue!

Ganha-ganha-ganha de Fabio Barbosa (Santander)

O presidente do grupo Santander no Brasil, Fabio Barbosa, deu uma palestra no TEDxSP, em SP, no final do ano passado. Vale a pena ver para refletir.

Veja a visão do executivo para assuntos como: Brasil, ética, valores, lucro, entre outros.

http://www.vimeo.com/9785893

Crie sua marca, seja uma grife e suba na carreira

blog_01O Carnaval foi embora e como sempre no Brasil, agora é que de fato o ano começa. Que tal, então, aproveitar o momento para cuidar da sua imagem? Não importa se você quer mudar de emprego ou pretende investir suas fichas em uma promoção. Estar na vitrine é questão de vida ou morte; de sobrevivência. Por isso, procure sempre construir uma imagem positiva e saia do anonimato.

Quem planeja alçar voos no mundo corporativo não pode se esconder atrás do computador e achar que seus esforços estão sendo vistos. Apareça, mostre-se. Lembre-se que a imagem é um patrimônio único e valioso. Seja uma grife, cuide dela com carinho e autenticidade. A imagem positiva é um produto que construímos.

Crie sua identidade como se fosse uma espécie de impressão digital. Tenha um posicionamento estratégico no mercado. Defina seus valores, o que é mais marcante em sua personalidade, que habilidades você tem, qual atividade lhe dá mais prazer. Crie e propague sua marca pessoal.

Não esqueça que vivemos em uma sociedade que valoriza a aparência, a embalagem. Pense que, como marca pessoal, você é um produto que precisa ter visual caprichado para causar boa impressão. Aprenda também a “vender seu peixe” e dê um impulso na imagem que as pessoas terão de você.

A comunicação é fundamental para que as pessoas saibam o que você faz e pretende. Seja sincero consigo mesmo, de que forma você conseguirá mudar de emprego ou alcançar aquela promoção tão desejada se for visto como mais um no meio da multidão?

Em princípio pode parecer bobagem o que estou falando ou algo já comum, mas é fato que dez entre dez pessoas que querem dar um salto na carreira esquecem coisas simples como essas. Resultado: ficam a se lamentar por estarem sempre no mesmo lugar. As pessoas preferem adotar a postura de vítimas para justificar a estagnação, quando seus destinos profissionais dependem apenas delas.   As clínicas de planejamento de vida mostram que essa atitude de passividade é mais comum do que se pensa.

Neste ano que começa agora, abandone velhos hábitos, mude radicalmente sua forma de pensar, agir. Dê uma chance ao novo e as portas estarão sempre abertas para você. Acredite, vivemos ciclos que precisam ser iniciados e encerrados constantemente. O sucesso depende de como nos posicionamos e somos vistos. Não deixe que as amarras do sobrenome corporativo o impeça de voar mais alto. Ponha sua escola na avenida. Crie sua marca pessoal e tenha um futuro brilhante, sempre!

Plano de sucessão? Pode ser que queiram o seu lugar

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Ao longo de minha experiência na vida corporativa cansei de ver pessoas reclamando da falta de perspectiva em suas carreiras. Não é de hoje que as empresas asseguram ter planos de carreira para seus funcionários, mas o que se vê na realidade é algo bem diferente. Pior de tudo é ouvir o discurso de que estão preocupadas com a sucessão. Agora, como podem dizer que têm ações para garantir a sucessão se nem plano de carreira conseguem desenvolver?

Uma pesquisa realizada pela Korn/Ferry, com quase 2 mil profissionais em 90 países, apontou que segundo 64% dos executivos ouvidos, suas empresas não possuem um plano de sucessão bem estruturado. Ou seja, há uma longa distância entre o discurso e a prática. Mas para isso, as regras precisam ser claras se não quisermos continuar assistindo a esse descompasso.

O próprio estudo mostra que a questão da sucessão acaba sendo uma armadilha para as empresas, porque pecam ao não terem um plano de carreira definido. Resultado, instala-se um clima de insegurança generalizado e os funcionários acabam sentindo-se ameaçados por não saberem que rumos terão na organização.

Quando não ficam claras quais são as perspectivas de futuro, torna-se complicado para quem quer que seja preparar seu sucessor. É certo que ele verá essa ação como uma ameaça. Seria muito ingênuo as empresas acreditarem que alguém, em posição de liderança, sem qualquer sinal de que terá uma nova oportunidade na companhia, vá se preocupar em deixar outro funcionário prontinho - muitas vezes mais jovem e com salário menor -, para ocupar o seu lugar.

Enquanto as organizações não forem transparentes sobre as perspectivas de ascensão para aqueles que terão de passar o bastão, dificilmente conseguirão evoluir sobre a necessidade de sucessão. A menos que percam seus talentos e só aí se deparem com o problema: não há ninguém dentro da empresa pronto para assumir a função. Voltamos, então, a estaca zero.

Seja honesto e responda lá do seu íntimo: você está pronto para preparar aquele que tomará seu lugar?

Ser politiqueiro ou ser político na empresa? Eis a questão

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Quem nunca ouviu a frase “quem não é político na empresa, não sobe na carreira”? Outro dia, um velho amigo, executivo de um grande grupo multinacional, estava frustrado por ser demitido após 20 anos de casa. Acredita ter sido retaliado ao discordar dos acionistas. Postura nada diplomática, reconhece.
    
É fato que quem não sabe travar alianças internamente certamente ficará fora do jogo.  O dom de ser político pode levar ao sucesso, da mesma forma que a inabilidade em sê-lo acabará jogando-o ao ostracismo. Não há problema algum em defender um ponto de vista. A diferença está na forma como sua posição é defendida.

Outro aspecto que muita gente esquece é a maneira de se mostrar diante dos outros. Não basta apenas ser o melhor, mas sim ser visto como tal. Ser o primeiro a chegar e o último a sair não significa que alguém está vendo seu trabalho. Muito pelo contrário. Ficar escondido atrás do computador é um dos maiores erros que você pode cometer. Tem que circular e sempre com um sorriso discreto, ar de vencedor, de felicidade.

Acho essencial saber articular-se dentro da empresa, fazer seu chefe enxergá-lo - mas não apenas como um número. Não falo de sair gritando pelos corredores sobre seus feitos, como fazem os incompetentes e inseguros. É saber a hora certa de mostrar que você faz a diferença, que você dá resultados e sabe questionar com o que não concorda. Com polidez, educação, mas com convicção.

Muitos ao esconderem-se sem coragem de dar as caras acabam justificando sua estagnação pela politicagem que há nas empresas. Aí, muito cuidado. Existe um abismo entre ser político e fazer politicagem, Não confundam uma coisa com a outra. Todos nós já questionamos alguma vez na vida a promoção de alguém que consideramos menos competente. Mas não dá para achar que deve usar da politicagem para crescer como se estivesse sendo político.

A politicagem é um lado da política reprovável, aquele ligado ao conceito de bajulador, puxa saco. Enquanto a habilidade de ser político consiste na capacidade de negociar, de articular grupos em torno de ideias e de persuadir. Ao contrário do que muita gente imagina, ser político não significa passar rasteira nos outros. O que não se pode é baixar a cabeça o tempo todo.

Ser político é entender as regras do jogo, dominar as relações de poder e saber transformar algo negativo em positivo. Sem dúvida, quem não sabe fazer política, dificilmente chegará ao topo nas empresas. Aliás, se você almeja o posto de número um, saiba que é pré-requisito ter jogo de cintura, ser flexível, ser político. E não pensem que para isso é preciso ter talento nato. Se você souber aprender com quem sabe, no futuro deixará de se colocar como vítima da realidade e estará na liderança como quem soube chegar lá.

Nas clínicas de preparação para o pós-carreira e no aconselhamento a CEOs este tema é recorrente, o que demonstra a dificuldade que grande parte das pessoas tem para distinguir política (sadia) da politicagem (perniciosa).

Você concorda?

O desafio da empregabilidade para a geração Y

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Apesar de toda a euforia com a retomada da economia, não tenho dúvidas de que a crise foi um divisor de águas. Se antes o nível de emprego caía vertiginosamente, esse novo cenário aponta para um aumento na taxa de desemprego. Embora a geração Y seja alvo das empresas porque representam menor custo para as organizações, aqui vai um alerta; nem para essa turma há oportunidades para todo mundo.

Um estudo recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT) constatou que apesar de a cada ano, 45 milhões de jovens entrarem no mercado de trabalho, o desemprego entre eles é 2,8 vezes maior do que entre os adultos. Os dados reforçam minha tese de que quanto antes houver uma preparação da carreira, maiores serão as chances de se conquistar essas poucas vagas que existem.

Quem pensa que as perspectivas positivas devem mudar esse quadro está enganado. Não há espaço, nem emprego para todo mundo. Muitas empresas aprenderam a lição e adotaram como estratégia a cautela, além da política de racionalização de custos. Ou seja, primeiro aumentam o número de horas trabalhadas por seus atuais empregados e a carga de trabalho para só depois passarem a contratar.

Por isso, mostrar seu talento e o quanto você pode fazer a diferença o levarão a dar passos importantes na busca por um lugar ao sol. Mostrar que você é capaz de gerar valor e trazer resultados certamente fará com que o empregador compre seu passe. Mas todas as ações precisam ser bem planejadas para que você possa estar pronto para o que vem por aí.

Muita gente perdeu o emprego e muitos que conseguiram salvar seus postos de trabalho viram as condições piorarem. A deterioração foi generalizada e a preocupação é evidente com a alta da desigualdade. Se você não quiser figurar nas estatísticas dos jovens que estão à margem do mercado de trabalho, construa um caminho de alicerces.

Prepare-se e abrace as oportunidades que baterão à sua porta. Para você que está começando, a boa notícia é que há um mundo inteiro esperando por você e o destino está em suas mãos. Basta ter metas, escolher a profissão, identificar as competências necessárias e seguir em frente pronto para o desafio.

O paradoxo da longevidade e o fim dos empregos

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As pessoas ainda não se deram conta, mas três aspectos vão afetar diretamente suas vidas: viverão cada vez mais, não encontrarão tantas oportunidades de trabalho porque já não há empregos para todo mundo como antes e terão carreiras mais curtas nas empresas. Alguns podem achar exagero da minha parte, mas essa é a pura realidade. Enquanto por um lado o mercado não consegue absorver os milhares de profissionais que perdem seus empregos todos os dias, por outro, dados recentes do IBGE chamam a atenção para o aumento da expectativa de vida dos brasileiros. 

Por baixo, atingiremos os 72 anos. Mas com saúde, energia, disposição e vontade,  certamente chegaremos aos 100. É inegável que não podemos fechar os olhos para uma realidade que está na nossa frente, a longevidade, que se transformou em um dos maiores desafios da humanidade. Como, então, conviver diante desse paradoxo? Se vamos viver mais, mas em contrapartida não teremos emprego, o que fazer? 

A solução está no planejamento da carreira. Ter um plano B deixou de ser apenas discurso de consultor para se transformar numa necessidade para aqueles que estão brigando por um lugar no mercado.  Pare para pensar, quantos amigos seus ou conhecidos passam mais do que cinco anos na mesma empresa? Quem do seleto grupo de executivos teve o privilégio de sobreviver no mundo corporativo após os 60 anos? Já notaram que muitas grandes empresas começam a ter no comando profissionais entre 40 e 45 anos? 

Não tenho dúvidas que as mudanças que enfrentamos hoje terão impactos mais profundos bem mais cedo do que imaginamos. Estava relendo o livro de Jeremy Rifkin, “O Fim dos Empregos”,  e vi o quanto visionário ele foi ao prever  um futuro não tão brilhante: a sociedade caminhando para um declínio dos empregos. 

Esta nova fase, chamada por Rifkin de a terceira revolução industrial, é o resultado do surgimento de novas tecnologias, como o processamento de dados, a robótica, as telecomunicações e as demais tecnologias que aos poucos vão repondo máquinas nas atividades anteriormente realizadas por seres humanos. 

É o que sempre falo em minhas palestras, a tecnologia está acabando com vagas e levando profissionais ao estresse de estarem disponíveis 24 horas por dia, fins de semana e feriados. Agora ,cabe a nós dentro dessa sociedade baseada na informação, valorizar nosso conhecimento e transformá-lo em algo que nos perpetue como população ativa, mesmo aos 70 anos. Prepare o terreno desde já e comece a traçar seu plano B. 

A vida não segue roteiros, mas para quem se planeja a rota seguirá seu curso desejado. Pode não ser exatamente do jeito que você idealizou, no entanto, não o deixará refém do destino. Lembre-se que se você não conduzir o barco da sua vida, ele vai fazê-lo por você.

O DNA do Inovador

Um artigo na HBR de Dezembro joga um pouco de luz no assunto Inovação.  O artigo, escrito por Clayton Christensen, professor de Harvard, fala sobre a análise de um estudo de 6 anos que ele realizou. A ideia era tentar descobrir o que diferencia os líderes/empreendedores inovadores dos demais.  Foram descobertas cinco habilidades que todos os inovadores possuem. Abaixo uma breve descrição de cada uma.

Habilidade 1 - Associação: Como o Steve Jobs costuma falar “Criatividade é conectar as coisas”. O estudo mostrou que a inovação muitas vezes acontece através da conexão de experiências ou conhecimento. Quanto mais diverso nosso conhecimento e experiências, mais conexões poderão ser feitas. O estudo mostrou que umas das experiências mais transformadoras na vida de pessoas inovadoras é passar por experiências internacionais e experimentar novas culturas. Nos “9 princípios de inovação do Google”, o princípio nº2 é “Ideias podem vir de qualquer lugar”

Habilidade 2 - Questionamento: O grande Peter Drucker já dizia que o importante não são as respostas certas mas saber fazer as perguntas corretas. Uma característica importante dos inovadores é questionar o statu quo. Não existe inovação sem as perguntas: Por que? Por que não? E se?

Habilidade 3 - Observação: Uma das filosofias da Toyota é “vá até o local e observe você mesmo”. Observar o usuário interagindo com o produto/serviço no dia a dia ajuda a descobrir insights que nunca teríamos fazendo pesquisas de mercado. O princípio de inovação nº6 do Google já diz tudo: Usuários, Usuários, Usuários.

Habilidade 4 - Experimentação: Thomas Edison costumava falar “Eu não fracassei. Apenas encontrei 10.000 maneiras que não funcionou”. O mundo é um laboratório. Empresas como o Google e Amazon conduzem centenas de pequenos experimentos todos os dias.

Habilidade 5 - Networking: Estamos falando de um tipo diferente de networking que costumamos ouvir por ai. O networking dos inovadores não é focado em se relacionar com o mercado ou cultivar o marketing pessoas. Eles buscam conhecer pessoas interessantes de diversas áreas e perspectivas. Um dos pontos importantes levantados pelo estudo é a participação em conferências como TED, Davos que sempre trazem insights valiosos. A inspiração de Michael Lazaridis, fundador da Research in Motion, para o aparelho de celular Blackberry aconteceu durante uma palestra da Coca Cola.

Imaginem dois profissionais de capacidade parecida. Damos a eles uma semana para criar uma nova ideia de negócio. O primeiro fica trancado no quarto pensando sozinho. O segundo, 1- fala com 10 pessoas (músicos, engenheiros, designers, economistas, etc) 2- visita 3 start-ups para observar como eles trabalham, 3- compra novos e inovadores produtos para experimentar, 4- mostra suas ideias e protótipos para várias pessoas e 5- Se pergunta “E se eu fizesse isso? Por que não tentar esse novo material? durante as quarto etapas anteriores.

Quem você acha que traria a ideia mais inovadora e viável?

Alguns dos empreendedores estudados: Steve Jobs (Apple), Jeff Bezos (Amazon), Marc Benioff (Salesforce.com), Herb Kelleher (Southwest Airlines), Peter Thiel (PayPal), Pierre Omidyar (eBay), Niklas Zennstrom (Skype), Michael Dell (Dell), Scott Cook (Intuit), entre outros

Mais post sobre inovação: aqui

A Gestão em 2.010

Em 2010, a HSM trará uma programação pragmática e vanguardista sobre gestão empresarial. Se olharmos o conteúdo dos programas, já podemos esperar uma “grande discussão” sobre o que é ser um “homem de negócios” na próxima década. Para nos ajudar a entender melhor essa história, ninguém melhor do que os grandes pensadores no assunto . Andrew Mcafee é a pessoa que cunhou o termo “Enterprise 2.0″ e já estará conosco no primeiro Fórum HSM de Gestão e Liderança. Discutirá, entre outras coisas, se estamos de fato preparados para a dinâmica de colaboração que as novas conexões possibilitam.

Gary Hamel, um dos principais nomes no mundo das ideias em gestão, estará conosco pela primeira vez no Brasil. Para quem acompanha esse blog, sabe o quanto já discutimos bastante seus pensamentos por aqui. Hamel têm sido a pessoa responsável por explorar muitas novas dinâmica na gestão. Junto com muitos outros pensadores, montou um grupo fechado para discutir o que ele chama de “Gestão 2.0. Com certeza ele nos ajudará a pensar velhas e novas questões do trabalho moderno.

Outro dia assisti uma grande apresentação que me deixou assustado. O título é “Minds for Sale” (Mentes para Vender) com o professor de direito de Harvard Jonathan Zittrain. Ele apresenta alguns dos pontos negativos da vida virtual, sua fácil manipulação, suas questões éticas, etc. Foi uma apresentação para o pessoal da Internet & Sociedade de Harvard. Deixo o vídeo (em Inglês)  aí embaixo pra vocês assistirem e refletirem.

Que venha 2.010. Forte abraço a todos!

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Enfim, janeiro chegou!

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Enfim, janeiro chegou. O cenário de crise dá lugar ao clima de otimismo e nada melhor do que começar já a trilhar sua carreira para uma arrancada em 2010. Planejar é a palavra-chave. Neste novo ano que se inicia faça diferente, ouse, coloque em prática aquele sonho que ficou guardado na gaveta de se matricular em um curso de atualização, busque melhores oportunidades se onde você está seu talento não é reconhecido.

Amplie sua rede de contatos, se renda às mídias sociais, marque mais almoços e mantenha o networking em dia ou trave novos contatos. Aprenda definitivamente a gerenciar bem o tempo se quiser pôr em prática todos os projetos pessoais e profissionais diante da rotina bastante atribulada.

Seja de fato o CEO da sua carreira. Comece o ano de peito aberto, trace  objetivos claros, quais atividades pretende desenvolver e a velocidade de ascensão na carreira que deseja. Tome as rédeas da sua vida. Lembre-se que ninguém mais vai mudar seu destino se não você mesmo. Destino, aliás, somos nós que construímos. Se caiu, levante. Nunca é tarde para recomeçar. O caminho pode ser árduo, mas sem perseverança nunca se chegará lá. Acredite mais em você. 

Defina também o quanto quer ser reconhecido por seu talento e contribuição a dar. Só a partir daí torna-se possível estabelecer as etapas que vão delinear um plano de carreira. Tenha metas e saiba aonde quer chegar. Persiga de forma obstinada seu plano, sem titubear. Esteja sempre atento às atividades previstas, observe se elas continuam fazendo sentido ao longo do tempo e, acima de tudo, planeje o futuro. 

A crise nos serviu de lição ao nos mostrar a necessidade de ser proativo, não esperar as coisas acontecerem e nem ficar à margem do destino. Apesar de o foco ser a regra número um, o profissional também não deve descuidar das oportunidades inesperadas que surgem no caminho. Mesmo seguindo em linha reta, não se pode ignorar o que acontece ao seu redor. 

Ter projetos alternativos, um plano B, diante da ameaça de uma possível pane ao longo do percurso também não pode ser esquecido. Hoje, há uma rotatividade grande nas empresas e com o aumento explosivo da população não haverá empregos para todo mundo. Por isso, planeje sua carreira, esteja na vitrine, construa sua marca desde já e tenha um 2010 de sucesso! 

O melhor vem depois. O futuro está no presente. Planeje AGORA e tenha uma carreira de SUCESSO. 

brinde-tacas

Tim,Tim!

2010, o ano da retomada dos investimentos e da volta ao “apagão” de talentos

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É inegável que 2009 foi um ano difícil. Apesar de o Brasil ter se destacado com uma das economias que menos sentiu a crise, não ficamos ilesos aos seus impactos. Infelizmente, preciso discordar do nosso presidente Lula. A crise não foi uma “marolinha”. As empresas demitiram, cortaram talentos, revisaram orçamentos, congelaram projetos e investimentos. 

Olhando para os anos que virão, tenho total convicção de que nada será igual daqui para frente. Assistiremos a uma mudança de paradigmas. As organizações fizeram a lição de casa e adotarão estratégias focadas na gestão de custos. Acabou-se a era da irracionalidade. Mas engana-se quem pensa que minhas previsões são negativas. Muito pelo contrário. 

Otimista nato, vislumbrei desde o início desse cenário de instabilidade financeira as oportunidades que surgiriam. Bingo! Empresas capitalizadas, com caixa sobrando, foram às compras. O intenso movimento de fusões e aquisições foi um termômetro do que estou dizendo, sobretudo nos terceiro e quarto trimestres.

E preparem-se para assistir a novas jogadas em 2010. Os IPOs estarão de volta com toda força. Talvez só em 2011, mas muitas Empresas começam a se preparar nos bastidores para arrancadas. As contratações voltam a acontecer. Os “headhunters” afirmam que os sinais de aquecimento batem à porta, refletindo na busca por talentos. Alguns setores impulsionam a economia como o de construção civil, varejo, o automobilístico e o de tecnologia da informação. 

Vários executivos de multinacionais instaladas no Brasil têm recebido de suas matrizes, neste final de ano, a missão explícita de expandirem o faturamento. Outros motores de aquecimento da economia têm o componente de governo, a exemplo da prorrogação dos incentivos fiscais para a indústria de informática, com isenção de PIS e COFINS, anunciada em dezembro pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que também promete continuar favorecendo o varejo. 

Do mesmo jeito que os novos benefícios concedidos por quatro meses aos setores moveleiro e da construção, ao lado da suplementação de 80 bilhões de reais para o BNDES financiar investimentos e o desenvolvimento produtivo em 2010 e 2011, sinalizam para um mercado interno cada vez mais robusto. Tanto que há previsões de crescimento do PIB para 2010 da ordem de 5%. 

Ou seja, o crescimento será intenso, reflexo da demanda represada em 2009. No entanto, vejo uma grande transformação:  as empresas se mexem de forma mais estruturada e a palavra de ordem continuará sendo cautela. Muito embora aposte minhas fichas num movimento que também antevi logo no início da crise: o apagão de talentos. Aquelas empresas que “trituraram” suas melhores cabeças no momento de turbulência,enfrentarão o reverso da medalha. 

A guerra por talentos vai se acirrar e muito com a retomada das contratações no País. “Headhunters” sinalizaram que vão reforçar seus quadros de recrutadores em 2010, em pelo menos 50%, já como resultado desse reaquecimento na abertura de vagas. Voltaremos a ver em breve os talentos darem as cartas. Boa notícia?   Nem tanto. Se você pensa em mudar de emprego, analise cuidadosamente as ofertas e assegure-se que tudo está em linha com o seu planejamento de carreira. O melhor vem depois. Para aqueles que planejam o sucesso. Feliz 2010!

Onde o CEO se encaixa?

No período da tarde, Porter abordou no Special Management Program “On Strategy” o papel do líder no processo estratégico. O objetivo de desenvolver ou restabelecer uma estratégia nítida em geral é, uma questão organizacional, que depende da liderança. “Com tantas forças trabalhando contra o exercício de escolhas e de opções excludentes nas empresas, a existência de um nítido referencial intelectual para orientar a estratégia é um contrapeso imprescindível. Além disso, também são essenciais os líderes fortes, dispostos a fazer escolhas”, afirmou.
Ele explicou que em muitas empresas, a liderança degenerou em orquestração das melhorias operacionais e na condução das negociações. Mas o papel do líder é mais amplo e muito mais importante. “A gerência geral é mais do que a simples administração de funções individuais”. O seu cerne é a estratégia: a definição e a divulgação da posição exclusiva da empresa, o exercício de opções excludentes e o desenvolvimento da compatibilidade entre as atividades. “O líder deve proporcionar a disciplina para as decisões relativas às mudanças setoriais e às necessidades dos clientes a que a empresa responderá, ao mesmo tempo em que evita a dispersão organizacional e assegura a diferenciação”.



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