Entrará em cartaz hoje nos Estados Unidos, o filme Flash of Genius. Baseado em uma história real, mostra a invenção do Para-Brisa por Robert Kearns. Sua idéia foi roubada pela indústria automotiva e só depois de anos de batalhas judiciais, Kearns conseguiu ver a cor do dinheiro embolsando US$30 milhões. Abaixo o trailer:
A matéria de mesmo nome que saiu na The New Yorker em 1993 pode ser encontrada aqui.
por Neto, via UoD
Em 1970, eu morava na casa da minha avó. Tinha 6 anos e o Brasil estava ganhando o Tri Campeonato no México. Como nunca dormi cedo, naquela época eu sempre inventava uma historinha fantástica qualquer, para dormir. Aquelas historinhas embalavam o sono e, quando eram boas, duravam várias noites e realmente me davam vontade de ir para cama mais cedo. Uma das que eu mais gostava era a de que, embaixo do vaso do jardim da casa da minha avó, existia uma passagem secreta para um esconderijo (que, nas minhas fantasias, era muito parecido com a caverna do Batman). Lá no meu esconderijo secreto tinha um computador. Eu não sabia direito como era um computador, mas tinha uma máquina qualquer, que respondia todas as perguntas que um menino de 6 anos pudesse fazer. Eu adorava essa história. Assim, lá pelo início dos anos 80, quando apareceram os primeiros computadores, eu sabia que precisava ter um.
Steve Wozniak deve ser, o quê? Uns 15 anos mais velho do que eu. Cresceu em Silycon Valley, filho de um engenheiro eletrônico e, desde criança, mostrou enorme habilidade para a matemática. Aos 10 anos de idade, Woz já havia construído um circuito capaz de jogar o jogo-da-velha e um rádio transmissor e receptor. Na década de 50! Seu talento precoce o levou, ainda adolescente, para a HP. Ali, com acesso a manuais e equipamentos de última geração, em pouco tempo conseguiu ampliar seus conhecimentos e conceber o primeiro computador pessoal do mundo. Nessa época, Woz conheceu Steve Jobs, os dois tornaram-se melhores amigos e, pela insistência de Jobs, os dois abriram uma empresa para fabricar os computadores que Woz por 7 vezes apresentou para a HP e foram rejeitados. A Apple cresceu para se tornar a empresa que é hoje, mas após o lançamento do Mac, Wozniak - que sofreu amnésia temporária depois de um acidente de avião - preferiu seguir outros caminhos, atendendo à sua vocação criativa.
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Vocês conseguem imaginar como seria o Brasil hoje se a corte de D. João VI não tivesse se transferido para cá e se Portugal caísse em mãos francesas? E o mundo dos negócios, como seria, se a Xerox tivesse comercializado com sucesso o mouse e a interface gráfica para o usuário e se a Apple abrisse seu sistema operacional para todos? E como seria São Paulo se tivesse aceitado a oferta da Light para construir metrô na década de 1930? Se vocês são daqueles que dizem “não adianta chorar sobre o leite derramado”, agora saibam que esse ditado perdeu parte de sua validade (assim como a gente não pode falar mais que uma discussão inútil é sobre quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha, porque a ciência já determinou que foi o ovo).
Adrian Slywotzky, expert em estratégia, diz que usar uma história artificial para montar passados alternativos ajuda a traçar os futuros possíveis para sua companhia e os mercados. É o que ele chama de “passado didático”. E a partir daí investe-se numa estratégia de dupla aposta. Mas, para isso funcionar, é preciso trabalhar pesado e responder: Quais foram as verdadeiras encruzilhadas da estrada? Quais foram as opções genuínas naquele momento? Quais seriam as respostas mais prováveis dos concorrentes? Que incertezas não resolvidas poderiam ter mudado o cenário? Que indicadores poderiam ter sido acompanhados para revelar o momentum de mudança? Slywotzky faz um alerta: essa ferramenta (aplicável até à vida pessoal aparentemente) pode ser humilhante, até mesmo dolorosa. Na HSM Management de julho-agosto, Adrian Slywotzky descreve essa estratégia, exemplificando didaticamente com a disputa Blockbuster X Netflix pelo mercado de locação de DVDs nos Estados Unidos.
A Microsoft fez um vídeo-tributo para a despedida de Bill Gates. Confira abaixo:
Parte 1
Parte 2