
Pôsteres, calendários, camisetas e canecas com frases desmotivadoras. Vídeos com histórias desmotivadoras. Essa é a proposta da Despair, Inc., site que detona idéias caras ao mundo da gestão de empresas, como metas, trabalho em equipe, (combate à) procrastinação, prioridades, sucesso, qualidade, planejamento, motivação, visão etc. Seu slogan é: “Demotivators – increasing sucess by lowering expectations” (Desmotivadores – aumentando o sucesso por meio da redução das expectativas). Não sei se é um approach muito brasileiro, mas que tem inteligência aí, isso tem. E inteligência alimenta inteligência, a gente sabe. E inteligência é sempre algo útil ao mundo dos negócios. Então, vale a pena dar uma olhada. (Podia ter um site desses em português!) Para terminar, aqui você pode propôr um desmotivador de lavra própria. A dica foi da Lizandra Almeida, gracías!
Arquivo para updates sobre 'humanização do trabalho'
Li no blog ”Cansei da Cidade” sobre uma pesquisa apontando o trabalhador brasileiro como o segundo mais estressado do mundo, que perderia apenas para o japonês. Diz o post em questão que um dos grandes motivos disso é não sabermos dizer “não”. Procurei saber mais sobre o assunto e a pesquisa é da International Stress Management Association (ISMA), que tem filial brasileira, e que faz testes para medir estresse e promove cursos sobre como gerenciá-lo. Segundo a pesquisa, divulgada em junho, 70% dos trabalhadores brasileiros vivem estressados. No caso dos japoneses, o índice sobe para 85%. E 30% dos brasileiros já estão em estado de burnout, que é de depressão ou exaustão total, quase sucumbindo. Não conheço a qualidade da pesquisa, mas é bem provável que ela tenha captado bem a tendência. Não é à toa que pululam aqui blogs dedicados a discutir o estresse, como o inicialmente citado neste post, super recente: nele, as pessoas falam de como estão cansadas da vida estressante de cidade grande. Uma das blogueiras, arquiteta que mora em Curitiba (!!!), escreve em determinado momento: “Preciso de uma amiga particular, alguém faz frila disso?” Seria hilário, não fosse tão sério.
Conclusão da ópera: debaixo do tapete do estereótipo “brasileiro feliz” o que tem mesmo é estresse –ou melhor, distresse, que é o estresse negativo, do tipo que intimida e faz fugir da situação, como o pessoal do ISMA explica no site. Minha dúvida é se as empresas brasileiras estão lidando com esse quadro de modo realista ou se, na hora de planejar seus treinamentos por exemplo, ainda apostam no brasileiro feliz. Não que eu ache que resolver o estresse seja responsabilidade de empresa exatamente, mas as organizações precisam varrer o tapete de alguma maneira.
PS-1:O estresse positivo se chama “eustresse”; alguém tem aí para emprestar?
PS-2: A imagem acima faz parte de um teste de estresse. Se você achou na primeira olhada que os golfinhos aí são ligeiramente diferentes apenas, preocupe-se (e olhe que eu aumentei a foto para ajudar). Para um teste de estresse do tipo que mede o nível, vá ao site da ISMA Brasil (clique em teste). UPDATE: Soube tardiamente que o blog “Cansei da Cidade” é parte de uma ação publicitária da Renault. Escrevi sobre isso aqui.
Nem tudo são rosas, contudo. Continuando o post abaixo, Roberto Rodrigues (foto) alertou para a necessidade de mecanizar a cultura de cana, um debate que eu ainda não vi muito por aí. Vocês viram? Ele diz:
- Em São Paulo, há um movimento forte para terminar de vez com o corte de cana manual, que é considerado um trabalho desumano, pelas péssimas condições que oferece aos cortadores de cana, os bóias-frias. Mas há outra corrente, liderada pelos próprios trabalhadores, que não quer a mecanização em função do desemprego que seria causado. “Os dois lados têm sua razão e acho que a eliminação tem de ir acontecendo na medida do possível, com modelos de substituição de mão-de-obra.” Rodrigues contou está trabalhando com o governo estadual para criar um financiamento para a reciclagem dos trabalhadores e sua capacitação para plantio de produtos de alto valor agregado, como frutas, flores, seringueiras e orgânicos. Precisa fazer isso no País todo.
- As queimadas típicas da colheita manual da cultura de cana emitem mesmo gases de efeito estufa (faz-se queimada porque a folha da cana crua tem sílica, que corta os trabalhadores, e para afastar cobras). Isso torna a mecanização ainda mais desejável. Contudo, a queimada não agride tanto o solo quanto diz a lenda; estudos descobriram que a queima é tão rápida que não chega a mudar a temperatura a ponto de comprometer os microorganismos do solo.
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No filme do diretor Nicolas Klotz , A questão humana, um executivo de RH que até então se orgulhava da participação no enxugamento da empresa recebe uma missão quase secreta: checar a sanidade mental do presidente.
Isso poderia ter sido explorado de várias maneiras. Mas o filme é francês, a empresa é uma multinacional alemã com importante atuação na França e ele ganhou o prêmio de crítica da Mostra de São Paulo de 2007. O que isso quer dizer? Que está longe dos enredos caminho do sucesso, ou queda e recuperação dos heróis do cinema americano. Vale assistir? Só para os mais acostumados a cinema europeu. Se você só gosta de Hollywood, não perca seu tempo, mas também não desconsidere que quem vos fala acha uma perda de tempo se concentrar nos filmes de Hollywood, por uma questão muito simples. A vida fora do escurinho do cinema é um pouco mais complexa e menos conto de fadas do que geralmente lá relatados.
O filme mostra algumas cenas dos executivos participando de festas raves, mas o que mais ele mostra é não só o jogo de poder numa corporação, mas também como os executivos, por mais poderosos que sejam, não estão imunes as lembranças e outras questões da condição humana. A comparação é propositalmente forte: os critérios de seleção e treinamentos de superação de limites dos Rhs são aproximados de práticas nazistas. O diretor vai mostrando o drama do narrador e vai passando para o expectador o incômodo de uma resposta muito utilizada no dia-a-dia corporativo: “eu estava apenas cumprindo ordens”. Klotz mostra que era essa a desculpa dos oficiais da SS Nazista. Só para quem tem estômago.
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O empresário Eike Batista decidiu que pretende ocupar todos os espaços na mídia perdidos após a separação de Luma de Oliveira, olha que a tarefa não é fácil, quando se separou dela, perdeu ativos insubstituíveis no imaginário masculino, nem pelos bilhões que já acumulou.
Mas o assunto aqui é outro, negócios. É claro que todo executivo sonha com bônus milionários, quem não queria ganhar 44 milhões de dólares de bônus? O Rodolfo Landim ganhou isso logo no primeiro ano, apenas numa transação, vários outros superexecutivos do grupo “alguma coisa X” de Eike também rechearam a carteira. A que custo? O de ler na entrevista do chefe na Época Negócios, que não apenas se deixa fotografar com um taco de beisebol ou com um livro Toys for the boys diante da Mercedes da sala, que “é a cenoura que você dá aos executivos para que vistam a camisa da empresa”. Já não deveriam estar crescidinhos, na idade e na hierarquia, para serem tratados de outro modo? O que é o bônus para você? Complemento? Reconhecimento? Extra? Alma?
Recebi hoje da Valéria Vironda (RH da Abril) um e-mail viral com o texto abaixo. É assinado por Ernesto Artur. Fui pesquisar e se trata do consultor de empresas Ernesto Berg. Seu site colocou na rede o texto em março de 2006 e ele continua circulando. Ou é um marketing viral bem eficiente ou o assunto continua firme na agenda brasileira. Eis os 12 conselhos (espero de coração que os leitores não se identifiquem com eles):
- Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.
- Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder, também aos domingos.
- Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde.
- Em vez de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.
- Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc.
- Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranqüila, pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.
- Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro.
- Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se de que você é de ferro.
- Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado. Delegar é pura bobagem. É tudo com você mesmo.
- Se sentir que está perdendo o ritmo e o fôlego, parta para os estimulantes e energéticos. Fume um cigarrinho, isso vai te deixar tinindo.
- Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo, tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.
- E por último : não se permita ter momentos de oração e meditação diante de Deus. Isto é para crédulos e tolos. Repita para si mesmo: eu sou a minha própria religião.
Ah, eu acrescentaria um 13º ponto: Estresse com tudo, o tempo todo, com alguém que falou num tom meio torto, com o motoboy que atrasou uma entrega, com o café frio, com o fato de não ter sido copiado num e-mail importante. Tiro e queda. (Tks, Valéria!)
Apresentação curta, informal e cirúrgica, de SachaC, sobre Web 2.0 no trabalho, incluindo ferramentas como esse blog que vos fala.
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“Roubei” esse post do blog do meu amigo Christian Barbosa, um dos maiores especialistas em gestão do tempo no Brasil. Todos sabemos da importância de gerenciar o tempo frente a enorme quantidade de informação que nos deparamos a cada dia.
As pesquisas comprovam que uma pessoa pode gastar até 40 minutos diários localizando e procurando informações, é muito tempo desperdiçado com sua bagunça pessoal que poderia ser investido em outras áreas.
No segundo e-book da série, preparamos uma série de dicas para aprimorar sua organização pessoal e ajudá-lo a organizar sua papelada, documentos e arquivos.
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